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4. Araştırmanın Sınırları

1.2. Batıda Maneviyat Kavramına Yüklenen Anlamlar ve Gelişim Süreci

1.2.4. Literatürde Maneviyat Algısının Değişim Süreci

Analisando-se especificamente a mudança nos hábitos de consumo da população, na direção do consumo de proteínas animais, observa-se que vem aumentando rapidamente o consumo de alimentos balanceados para animais e, conseqüentemente, via efeito demanda derivada, a demanda de milho e de outras matérias-primas. Levando-se em consideração que, na formulação de rações, o milho

pode ser substituído por raspa de mandioca seca ao sol6, poder-se-ia estimar um

mercado potencial de 4,0 milhões de toneladas de raízes, considerando-se uma substituição mínima equivalente a 10%7.

O aumento no consumo dos produtos protéicos, como resultado das mudanças nos padrões alimentares, é amplamente explorado na literatura. Cyrillo et al. (1997) constataram que, no período pós-Plano Real, houve queda do preço real desse

6 Raspa de mandioca seca ao sol são pequenos pedaços de raízes de mandioca cortados por meio de

máquinas raspadeiras do tipo tailandesa e que são colocados ao sol para desidratação por um período médio de 2 dias. No estado de São Paulo, nas décadas de 60 e 70, existiam indústrias produtoras de farinha de raspa que era utilizada na adição da farinha do trigo. As raízes eram desidratadas por meio de fonte de calor artificial.

7 O nível de substituição de 10% é bastante conservador, uma vez que, para suínos, a substituição pode

grupo de alimentos e aumento de sua participação nos gastos com alimentação no lar. I sso indica que houve aumento no consumo.

A substituição de parte do milho por raspa de mandioca é uma alternativa que pode encontrar força, principalmente, nas regiões onde há dificuldades para a produção de milho. Para implementar essa estratégia, não há impedimento técnico. Os europeus já comprovaram isso quando mostraram que, em condições favoráveis de preço, raspa ou pellets de mandioca tornam-se ingredientes úteis para a formulação de ração animal. Neste particular, as oportunidades ampliam-se com a expectativa de redução do protecionismo agrícola ainda presente em muitos países. Além de preços competitivos, essa alternativa de mercado exige que a oferta seja quantitativamente oportuna, pressupondo-se um sistema de relacionamento ágil e dinâmico entre produtores e fabricantes de ração. A viabilidade econômica dessa alternativa dependerá da relação de preços entre a mandioca e o milho. Comparando-se com a região Nordeste, que teoricamente teria maior probabilidade de usar como fonte de energia o sol, o estado de São Paulo, que tem maior produtividade, poderá favorecer-se em termos de competitividade.

Ainda com relação às mudanças nos hábitos de consumo, não se pode deixar de considerar que a demanda de alimentos, para a maioria da população brasileira, se encontra, no momento, em uma fase mais quantitativa; mas já começa a incorporar positivamente as tendências mundiais, em termos da demanda por qualidade e diversidade. Por exemplo, o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho é um fenômeno inexorável, logo, o tempo anteriormente dedicado às tradicionais tarefas domésticas está sendo reduzido, e exigindo, conseqüentemente, produtos de preparação mais fácil, a chamada "demanda por conveniência''. Também concorrem para incrementar esse mercado o processo de urbanização e o aumento da distância entre o local de trabalho e a residência.

Apesar de, no curto prazo, não contribuir de forma significativa, no médio e no longo prazos, a produção de mandioca pré-cozida e congelada poderá ampliar a demanda agregada de raízes. Isso deverá acontecer à medida que os preços se tornem mais competitivos, e os consumidores comecem a acreditar ainda mais na qualidade do produto. Os investimentos iniciais e os elevados custos de processamento e de

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distribuição, comparativamente à mandioca fresca, concorrem para: i) dificultar o acesso de pequenos processadores a este mercado e ii) para restringir, devido aos preços, o consumo do produto às classes de renda mais elevada da população. Dentro desse mercado, constituem-se fatores limitantes a oferta de matéria-prima de qualidade adequada e a pouca disponibilidade de produtores devidamente capacitados para fazer parte da rede de suprimento das indústrias de mandioca pré-cozida e congelada.

É importante ressaltar que, em algumas regiões do estado de São Paulo, o fato já é uma realidade (Mogi-Mirim, Ubirajara, Guarantã e Monte Alto, por exemplo). Não é difícil encontrar o produto nas gôndolas das grandes redes de supermercados do Brasil. Em termos do mercado mundial, que é altamente competitivo, o destaque é para a Costa Rica. Segundo Henry (1999), esse país tem sido o responsável pelas exportações de 35 mil toneladas anuais de mandioca minimamente processada aos Estados Unidos e, aproximadamente, 5 mil aos países europeus. Para o Brasil, estima- se que nos próximos dez anos, a demanda seja de 30 a 50 mil toneladas por ano (Vilpoux & Ospina, 1999)8.

No caso do mercado de amido, sabe-se que a demanda, sobretudo dos modificados, depende diretamente do grau de modernização da economia dos países, assim como dos hábitos de consumo da população. Segundo Silva et al. (2000), no Brasil, o nível de consumo ainda é relativamente baixo. Esses autores afirmam que as modificações nos hábitos de consumo, que resultam no aumento da procura por pratos prontos e semiprontos, conservas e congelados, dentre outros, assim como a adoção de tecnologias modernas nos processos industriais, principalmente dos segmentos alimentícios, papeleiro e têxtil, devem provocar aumento na demanda desses amidos, a exemplo do que se verifica nas economias européia e norte-americana. A título de exemplo, segundo Bonelli & Pinheiro (2003), cita-se que o setor de alimentos cresceu a uma taxa de 3,0% a.a., no período de 1993-999.

Pode-se observar que as perspectivas de expansão do mercado de fécula têm sido determinadas pelas mudanças nos hábitos de consumo, e direcionadas pelo

8 As estimativas foram baseadas no consumo observado na região metropolitana de São Paulo e

extrapoladas para as demais regiões da POF.

crescente processo de urbanização, de estabilização da moeda (sobretudo no Brasil) e de abertura econômica. Acrescente-se a esses aspectos o incremento da competitividade da fécula de mandioca e seus amidos modificados, em relação ao amido de milho, principalmente quando os preços relativos são favoráveis à mandioca. No mercado dos derivados de amido, destaca-se o crescimento da parcela de mercado ocupada pelo xarope de glicose produzido a partir da fécula. Esse produto é um insumo largamente utilizado na indústria alimentícia, notadamente nas indústrias de doces e bebidas. Sabe-se que é no setor alimentício onde estão os principais demandantes de amido e fécula (Silva et al., 2000).

No mercado alimentício, mais especificamente no segmento da indústria de embutidos, a fécula natural apresenta vantagens, comparativamente a outros amidos, principalmente na produção de salsichas embaladas a vácuo (cry-o-vac), produto que também vem apresentando expansão da demanda, em decorrência das mudanças nos hábitos alimentares (Silva et al., 2000). É crescente também o uso de fécula modificada como espessante.