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MAKROEKONOMĐK DEĞĐŞKENLERĐN HĐSSE SENEDĐ GETĐRĐLERĐ ĐLE

7. Psikolojik enflasyon etken

2.7. LĐTERATÜR TARAMAS

Após duas gestões (2005-2010; 2010-2015) e com a terceira gestão consecutiva (2015- -2020) em curso, o MAS se mantém como principal força na Assembleia Legislativa Plurinacional, controlando cerca de 2/3 das cadeiras. Nenhum dos partidos centrais da chamada democracia pactuada, que se deu entre 1985 e 2003 (ADN, MIR, MNR, UCS e CONDEPA), tem relevância. Atualmente, só o MNR e a UCS têm personalidade jurídica vigente, mas com pouca expressão. Esse majoritarismo do MAS é reforçado frente a uma oposição dispersa e com dificuldades de articulação. Assim, desde 2003, o sistema de partidos tenta definir um novo sistema multipartidário, contudo, o que se vê até agora é um quadro permanente de surgimento e renovação de partidos, frentes eleitorais e agrupaciones

ciudadanas.

Na primeira gestão (2005-2009), os principais partidos de oposição foram o Poder

Democratico y Social (PODEMOS) e, em menor medida, a frente eleitoral Unidad Nacional

(UN). Já a partir de 2009, o PODEMOS desapareceu e dois novos partidos se projetaram:

Alianza Social (AS) e Convergencia Nacional (CN). Nesse mesmo ano, surge o Movimiento sin Miedo (MSM), de uma ruptura com dissidentes do próprio MAS, e se apresenta como

alternativa à esquerda do governo, conseguindo resultados expressivos nas eleições municipais de 2010, além de agregar o apoio de parcela do movimento indígena que se afastou do governo mais tarde, com o conflito dos Tipnis (2012).

A CN, que também avistava algum potencial, se debilita em razão de divergências internas e não disputa as eleições municipais de 2010, obrigando forças regionais que estavam ligadas a essa frente disputarem individualmente; e, nessa ocasião, a Agrupacion Ciudadana

Verdad y Democracia Social (VERDES) ganhou projeção em Santa Cruz, convertendo-se, em

2013, no partido Movimiento Democrático Social (MDS).

Os promissores CN e MSM desapareceram, bem como a AS, após os pleitos de 2014. A UN, contudo, se fortaleceu com relação ao primeiro mandato e, atualmente, controla cerca

de 1/4 do congresso nacional, podendo ser considerada a maior força de oposição parlamentar, além do Partido Demócrata Cristiano (PDC) e do MDS, os três situados à direita do governo. Assim, quatro partidos (MAS, UN, PDC e MDS) têm atualmente presença no congresso nacional, embora essas alternativas ao MAS tenham penetração nacional e capacidade discursiva insuficientes para que sejam considerados alternativas potenciais de fato. As opções ao oficialismo, aliás, como mencionado, estão em constante movimento e transformação, especialmente à esquerda do governo.

Durante o referendo de 2015, duas novas instâncias apareceram de forma notável: a

agrupación política Soberanía y Libertad (Sol.bo) e a plataforma ciudadana Nueva Oportunidad (N.O). A primeira é formada, em grande medida, por integrantes do extinto

MSM e a segunda se projeta com maior novidade. Embora essas duas novas forças tenham conseguido um relativo respaldo popular, fazendo oposição a tentativa do governo de alterar a constituição, ainda carecem de maior presença legislativa e despontam tão somente como possibilidades para o cenário eleitoral de 2019.

Além dessas, outras instâncias se desenvolvem em nível regional. De acordo com dados do TSE, entre 2013 e 2015, diversas organizações estavam em processo para conseguir personalidade jurídica: La Causa por Bolivia (CABO), Movimiento de la Revolución

Democrática (MRD), Movimiento Demócrata Popular (MDP), Dignidad Boliviana (DIBOL), Partido de los Trabajadores (PT), Partido Liberal (PL), Partido Pacha (Pacha), Movimiento por Bolivia (MPB), Bolivia Unida (BUN), Acción Vida Bolivia (A-ViBO), Bolivia Unida Victoriosa (BUN-V Renacer), El Movimiento Tercer Sistema (MTS), Movimiento Comunidades de Base (MCB), Concertación, Integración y Democracia (CID), Nueva Identidad Nacional (NIN-37).

Embora a confiança nos partidos políticos na Bolívia se mantenha como uma das mais baixas do continente — com 28 pontos, apenas à frente da Guatemala e do Peru, de acordo com dados de 2014 da LAPOP — e a despeito da brusca queda na simpatia dos cidadãos por essas instâncias, registrada em 2012, apontada no primeiro capítulo, o momento atual aponta para uma tendência de crescimento desse aspecto, conforme o gráfico abaixo:

Gráfico 8. Simpatia por algum partido político 2008-2014

Fonte: LAPOP (2014)

Embora, atualmente, sejam contabilizados cerca de 11 partidos, dos quais 4 têm presença no congresso nacional, não é simples apontar sequer para um multipartidarismo moderado no país, na medida em que o ator fundamental no âmbito representativo é o partido de governo, com controle legislativo quase absoluto, minando qualquer poder de veto das oposições. Ademais, a atual hegemonia do MAS vai além da distribuição de forças nos parlamentos e deve-se, sobretudo, à capacidade de articulação discursiva que se situa ao centro. As novas alternativas buscam ocupar o espaço à direita, com alguma notabilidade da UN, e à esquerda do governo com maior dificuldade. De qualquer forma, praticamente não há contestação à atual institucionalidade plurinacional recém-implementada, quer dizer, as divergências se concentram, sobretudo, em questões de ordem econômica ou social, quando não saem em defesa da própria constituição atual frente aos intentos do governo em altera-la, por exemplo.

O partido de governo se mantém com uma composição heterogênea de organizações no seu entorno e isso tem dois lados. Os valores comunitários e universais, indígenas e ocidentais, bem como razões ecológicas e econômicas — para citar algumas categorias de maior amplitude — tendem a se opor, enquanto seguem em negociação. Prova disso é o

aumento de protestos e das reivindicações setoriais e corporativistas de organizações de trabalhadores, regionais e indígenas, registrado no capítulo anterior. Esse pacto de governabilidade sofreu até agora o seu mais duro golpe com o afastamento da CIDOB e da CONAMAQ, as duas maiores organizações indígenas da Bolívia, após o conflito dos Tipnis, em 2012 11.

De qualquer forma, nos últimos anos, o MAS enfrenta com relativo sucesso, isto é, embora com algum desgaste, essa dificuldade prática de conciliar interesses dentro de uma plataforma ampla e de se manter por tanto tempo no poder. Nesse quadro, o discurso oficial se esforça para sustentar demandas de alta agregação, predominantemente nacionalistas, articuladas ao redor do partido como instrumento de coesão, mas em contrapartida tem de enfrentar a multiplicação de demandas particularistas de diversos setores dentro e fora do governo.

Conforme exposto, o governo depende, em grande medida, da liderança de Evo Morales e o oficialismo tem dificuldade em projetar um quadro alternativo. Este é um ponto delicado, dado que em diversos momentos partidos tiveram sua força brutalmente reduzida, quando não desapareceram com a saída de seus líderes. Assim, em razão da fragilidade assentada no presidencialismo populista, é necessário que o pluralismo político que parece se desenvolver nos últimos anos, se assente em bases representativas e nas demais instâncias formais de participação, a fim de conferir maior segurança institucional, com controles democráticos mais eficientes, sobretudo, se observarmos que o pacto de governabilidade através da CONALCAM, bem como as pautas de ação coletiva do país ainda representam, em grande medida, instrumentos informais ou extraoficiais de fazer política.