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Kurtuluş Savaşı Döneminde Ulus Devlet Kurma Hareketleri ve Türk

2.3. Türk Ulus Devlet Kurulum Düşüncesinin Doğuşu

3.1.5. Kurtuluş Savaşı Döneminde Ulus Devlet Kurma Hareketleri ve Türk

A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, tal como menciona o artigo 1º, III, da Constituição Federal. Além disso, estão garantidos a todos os cidadãos os direitos fundamentais especificados no caput do artigo 5º da Constituição Federal – vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade – bem como os direitos sociais dispostos no caput do artigo 6º da Constituição Federal – educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à

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FIORILLO, Celso Antônio Pacheco, Curso de Direito Ambiental Brasileiro, ob.cit., p. 37 43

maternidade e à infância, e assistência aos desamparados. O exercício de tais direitos é crucial na busca da sadia qualidade de vida, citada no caput do artigo 225 da Constituição Federal.

Como sabemos, o meio ambiente equilibrado é essencial à sadia qualidade de vida, sendo certo que tal equilíbrio está diretamente ligado ao pleno exercício dos direitos mencionados no parágrafo anterior. Mas, e com relação à finalidade da preservação do meio ambiente como um todo? Estaria apenas relacionada à obtenção da sadia qualidade de vida e preservação da espécie humana? Ou estaria o legislador preocupado com a preservação de todas as formas de vida, sem distinção e sem prevalência dos interesses do homem sobre os demais?

Para se responder a estas questões, faz-se necessária a análise de duas visões do Direito Ambiental: biocentrismo e antropocentrismo.

4.1. Biocentrismo

De acordo com o biocentrismo, o Direito Ambiental tem por objeto a tutela de toda e qualquer forma de vida, sem distinção. Sob este prisma, o termo "todos", previsto no caput do artigo 225 da Constituição Federal – todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – apresenta total abrangência, assumindo, todos os seres vivos, todas as formas de vida, papel de destaque em face da proteção ambiental.

Obviamente, na busca de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, a visão do biocentrismo impera sob o aspecto ecológico, uma vez que "ecologia" é o estudo das relações entre os seres vivos e o meio onde vivem, bem como suas recíprocas influências.44

Antônio Herman V. Benjamin45 afirma que: "a tutela ambiental vem, lentamente, abandonando a rigidez de suas origens antropocêntricas, incorporando uma visão mais ampla, de caráter biocêntrico, ao propor-se amparar a totalidade da vida e suas bases."

Referido autor baseia sua argumentação no entendimento de que a preservação e restauração de processos ecológicos essenciais, citados no artigo 225, § 1º, I, da Constituição Federal, são, na verdade, processos essenciais "à sobrevivência do planeta, como o conhecemos, concepção que ultrapassa a fórmula tradicional da sobrevivência do homem."46

Para Paulo Affonso Leme Machado,47 "na preocupação de harmonizar e integrar seres humanos e biota", o artigo 225 da Constituição Federal equilibra biocentrismo com o antropocentrismo, sendo certo que, para o autor, as disposições constantes no artigo 225, § 1º, I, II, III, VII, § 4º e § 5º, da Constituição Federal, têm caráter biocêntrico.

44

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Mini Dicionário da língua portuguesa, ob.cit., p. 172 45

BENJAMIN, Antônio Herman V., "Introdução ao Direito Ambiental Brasileiro", in Revista de Direito Ambiental nº 14, São Paulo, ed. Revista dos Tribunais, ano 4 - abril/junho 1999, p. 53

46

BENJAMIN, Antônio Herman V., "Introdução ao Direito Ambiental Brasileiro", in Revista de Direito Ambiental nº 14, ob.cit., p. 53

47

A nosso ver, as disposições acima mencionadas também têm cunho antropocêntrico, visto que o homem é o centro de tudo, como se verá a seguir.

4.2. Antropocentrismo

A visão do antropocentrismo estabelece que as normas de Direito Ambiental são formuladas para satisfazer as necessidades humanas. Assim, as outras formas de vida somente são tuteladas na medida em que sua existência possa interferir na busca da sadia qualidade de vida pelo homem.

Sob este prisma, o termo "todos" previsto no caput do artigo 225 da Constituição Federal – todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado - refere-se apenas aos seres humanos, brasileiros e estrangeiros residentes no país, conforme dispõe o artigo 5º, caput, da Carta Magna de 1988.

O desenvolvimento sustentável, consagrado no caput do artigo 225 da Constituição Federal, demonstra a visão do antropocentrismo adotada, a nosso ver, completamente pelo legislador brasileiro.

A respeito do antropocentrismo, Celso Antônio Pacheco Fiorillo48 afirma o seguinte: "Na verdade, o direito ambiental possui uma necessária visão antropocêntrica, porquanto o único animal racional é o homem, cabendo a este a preservação das espécies, incluindo a sua própria. Do contrário, qual será o grau de valoração, senão for a

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humana, que determina, v.g., que animais podem ser caçados, em que época se pode fazê-lo, onde etc.?"

A finalidade da preservação do meio ambiente como um todo é a busca da sadia qualidade de vida, tal como preconizado no artigo 225, caput, da Constituição Federal, sendo correto dizer que a preservação de todas as formas de vida está diretamente relacionada à satisfação das necessidades do ser humano, prevalecendo os interesses do homem sobre os demais.

Isto porque, o sistema jurídico brasileiro adotou plenamente a visão do antropocentrismo do Direito Ambiental, em decorrência da preocupação do legislador em garantir a sadia qualidade de vida às pessoas, visando a preservação da espécie humana. Assim sendo, o meio ambiente deve ser protegido para que o homem possa usufruir de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, hoje e no futuro.

Não há dúvida de que todas as formas de vida devem ser protegidas. Entretanto, tal proteção visa primordialmente a satisfação das necessidades do homem e a manutenção de sua sadia qualidade de vida. Todavia, é lógico que se houver uma situação específica em que haja um confronto entre os interesses do homem e o sacrifício de alguma forma de vida presente no meio ambiente natural, tal situação deverá ser analisada pelo Poder Judiciário que, balanceando as normas existentes, tomará a decisão adequada.