POLİTİKALAR
BÖLÜM 2: TÜRKİYE VE DÜNYADA YAŞANAN EKONOMİK KRİZLER VE ETKİLERİ: KARŞILAŞILAN SORUNLAR, UYGULANAN
10. Kamu İktisadi Teşebbüslerinin aşırı zararları
2.2.2.1. KRİZE YOL AÇAN FAKTÖRLER
O presente trabalho foi desenvolvido em área com cultivo de cana-de-açúcar de propriedade da Usina São Luiz – Dedini. O talhão experimental de cana-de-açúcar (Lat. 21º56’07’’S, Long. 47º10’54’’W), localizado na quadra 2 da Fazenda São Sebastião do Morro Alto Grotão, no município de Santa Cruz das Palmeiras, SP, foi utilizado como referência geográfica para a localização da área de estudo (Fig. 2).
O talhão experimental é objeto de estudo do projeto temático “Rendimento da cana- de-açúcar em ciclos consecutivos associados ao efeito residual e às transformações do N e S no solo, em sistema conservacionista” (PROC. FAPESP Nº 2002/10534-8) sob coordenação do Prof. Dr. Paulo César Ocheuze Trivelin, no qual este trabalho está inserido, visando ampliar o estudo do N inorgânico dissolvido também para os recursos hídricos.
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Figura 2. Localização do talhão experimental na Fazenda São Sebastião do Morro Alto Grotão, no município de Santa Cruz das Palmeiras, SP.
Fontes: (1, 2) http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/sp/img0/sp31_52.jpg, (3) Prof. Dr. Paulo C. O. Trivelin.
A região onde se insere o presente estudo está localizada sobre a Depressão Periférica do Estado de São Paulo, na unidade morfológica denominada Depressão de Moji-Guaçú, e se mostra intensamente modificada pela ocupação agropecuária, principalmente pela introdução
da cana-de-açúcar, de pastagens e de culturas temporárias, restando poucos remanescentes da vegetação nativa, que se encontram bastante fragmentados (INSTITUTO FLORESTAL, 2005).
3.1.1. Caracterização Geomorfológica
A Depressão de Mogi-Guaçú localiza-se na porção centro norte do Estado de São Paulo e é delimitada pelo Planalto Atlântico a leste, o Planalto Ocidental Paulista a oeste, a Depressão do Médio Tietê ao sul e o Estado de Minas Gerais ao Norte. Sua litologia é representada basicamente por arenitos finos, arcóseos, argilitos, siltitos, calcáreos e folhelhos. Os solos são do tipo Latossolo Vermelho-amarelo, Latossolo Vermelho-escuro e Podzólico Vermelho-amarelo. A região apresenta relevo predominante de colinas de topos tabulares amplos e vales entalhados até 20 metros, altimetrias entre 500 e 650 m e declividades entre 5 e 10%. A drenagem, nesta unidade de relevo, apresenta um padrão dendrítico com algum condicionamento estrutural, tendo como principais rios o Moji-Guaçú e o Pardo (ROSS; MOROZ, 1997).
3.1.2. Solo
O uso e ocupação do solo na área experimental e em seu entorno destinam-se principalmente ao cultivo de cana-de-açúcar. Segundo informações obtidas junto ao setor técnico da área agrícola da Usina São Luiz – Dedini, a área é de um Latossolo Vermelho Amarelo eutrófico. O talhão experimental vem sendo cultivada com cana-de-açúcar desde 1977, num total de seis ciclos, de reforma a reforma. Antes disso, apresentava cobertura vegetal nativa.
O talhão nunca recebeu aplicação de torta de filtro nem de cinzas; e, devido à distância
da Usina, somente baixas doses de vinhaça (50-60 m3 ha-1) foram aplicadas nas quatro safras
anteriores à de 2003/2004. Por fim, a caracterização química do solo, realizada pela própria Usina, não indicou a necessidade de gessagem e recomendou a calagem em dose baixa.
Em novembro de 2004, Otto (2007) realizou a caracterização química e física do solo (Tabela 1), a partir de amostras coletadas em diferentes profundidades na parede de uma trincheira aberta na área de bordadura do experimento, sendo amostras indeformadas para a determinação de densidade do solo e amostras deformadas para análise química, corroborando as informações fornecidas pela área agrícola da Usina São Luiz.
Tabela 1 - Caracterização química e física do Latossolo Vermelho Amarelo eutrófico (Typic Eutrustox), Usina São Luiz – Dedini, Santa Cruz das Palmeiras, SP (OTTO, 2007).
Horizonte pH M.O. P K Ca Mg Al H+Al T V Argila ρ*
diagnóstico H 2O g kg -1 mg kg-1 mmol c kg -1 % g kg-1 kg m-3 Ap (0,2 m) 7,2 20 10 1,9 43 11 0 8 63,9 87 260 1641 BA (0,44 m) 6,5 8 1 2,6 7 3 0 11 23,6 53 269 1634 BW 1 (0,81 m) 6,9 6 2 2,5 11 4 0 10 27,5 64 248 1445 BW 2 (0,81+) 6,4 8 1 1,8 18 7 0 11 37,8 71 231 1373 *ρ = densidade do solo. 3.1.3. Vegetação
A cobertura vegetal característica da macro-região é a Savana e a Savana Florestada (INSTITUTO FLORESTAL, 2005; IBGE, 1991), que apresentam uma riqueza florística e grande variação fisionômica, indo desde um campo limpo, com predomínio de herbáceas, até o cerradão, com formas predominantemente arbóreas.
A região encontra-se numa zona intermediária entre esses dois ecótonos, identificada como campo de cerrado (BATALHA; ARAGAKI; MANTOVANI, 1997). Sua vegetação é representada por um conjunto de plantas de estrutura semelhante, adaptadas a ambientes secos, composta por espécies lenhosas e ou herbáceas que apresentam duplo modo de sobrevivência ao período desfavorável, um subterrâneo, através de xilopódios ou órgãos de reserva subterrâneos, e outro aéreo, com gemas e brotos de crescimento protegidos por catafilos.
Com uma fisionomia típica, essas plantas apresentam-se com alturas variáveis, desde 0,25 até cerca de 15 metros, sendo que as espécies lenhosas apresentam troncos tortuosos com ramificações irregulares, revestidos de súber ou cortiça. Entre as espécies dominantes podem-
se destacar o pequi (Caryocar brasiliense), o pau de colher (Salvertis convallariodora), a
sucupira preta (Boldichia virgilioides), o faveiro (Dimorphandra mollis), o pau terra de folhas
grandes (Qualea grandiflora), o pau terra de folhas miúdas (Qualea parviflora), o angico
preto (Anadenanthera peregrina) e o pau santo (Kielmeyera coriacea) (INSTITUTO
FLORESTAL, 2005; IBGE, 1991).
3.1.4. Hidrologia
A caracterização do regime pluviométrico da região onde a área de estudo se encontra foi realizada a partir dos dados hidrológicos referentes à precipitação obtidos junto ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo - SIGRH. A figura 3 apresenta a precipitação média mensal na região, que foi calculada a partir da série histórica de dados referente ao período de 1972 a 2003 para o Posto DAEE prefixo C4-033, localizado no município de Pirassununga (Lat. 22º02’00”S, Long. 47º25’00”W), a uma altitude de 670 m.
O clima da região é tipo AW, tropical de savana, segundo a classificação de Köppen, caracterizado por estação chuvosa nos meses de outubro a março, com precipitação pluvial média anual de 1303 mm, umidade relativa média de 73% e temperatura média compensada de 23ºC (SIGRH, 2007).
Precipitação média mensal 1973 - 2003 0 50 100 150 200 250 300
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
Tempo (mês)
P (
m
m
)
Figura 3. Precipitação média mensal para o posto DAEE prefixo C4-033 (SIGRH - 1973 a 2003), localizado no município de Pirassununga, SP (SIGRH, 2007).