2. FİRMALARA YÖNELİK RİSK YÖNETİMİ RİSKTEN
2.1. FİRMALARIN RİSK YÖNETİMİNDE RİSK TÜRLERİ
2.1.5. Kredi Riski
A indústria de construção é caracterizada como complexa, multidimensional e multiproduto, com mercados altamente segmentados devido à elevada heterogeneidade em seus processos produtivos (OFORI, 1990; HILLEBRANDT, 2000). A ampla complexidade e especificidade das atividades de construção são ratificadas por Scherer (2007, p. 34):
em cada obra são muitas as etapas envolvidas, o que exige a participação de distintos fornecedores, quer sejam de serviços, matéria-prima ou equipamentos. Assim, gerir a execução de obras de engenharia é algo que encerra muitos elementos, constituindo um intrincado leque de variáveis a serem consideradas, especialmente se o espaço de atuação envolver distintos países e regiões.
Ao mesmo tempo, prevalece a mobilidade de ativos, que permite ampla distribuição espacial das empresas de construção e flexibilidade na expansão de sua base territorial.
75
uma característica peculiar da construção nacional é a grande diversidade de seus produtos finais e serviços e a heterogeneidade em sua estrutura produtiva. Pela CNAE do IBGE (IBGE20, 2004), a indústria da construção pode ser desagregada em seis grandes grupos de atividades:
preparação do terreno - demolição e preparação do terreno; sondagens e perfurações destinadas à construção; grandes movimentações de terra;
construção de edifícios e obras de engenharia civil - edificações (residenciais e não- residenciais); obras viárias; obras de artes especiais; obras de urbanização e paisagismo; obras de montagem; obras de outros tipos;
obras de infraestrutura para engenharia elétrica e para telecomunicações - obras para geração e distribuição de energia; estações e redes de distribuição de energia; obras para telecomunicações; prevenção e recuperação do meio ambiente;
obras de instalações - instalações elétricas; instalações de sistemas de ar condicionado, de ventilação e de refrigeração; instalações hidráulicas, sanitárias, gás e prevenção de incêndio; outras obras de instalações;
obras de acabamentos e serviços auxiliares - obras de acabamento; alvenaria e reboco; impermeabilização e serviços de pintura; outros serviços; e
aluguel de equipamentos para construção e demolição com operários.
Assim, tendo em vista o vasto conjunto de atividades que o setor envolve, o mesmo pode ser considerado multiproduto, distinguindo-se em vários mercados de produtos finais e serviços associados à construção.
20
A Construção foi desagregada em seis grupos de atividade conforme a CNAE 1.0 (IBGE, 2004). A revisão de 2007 da CNAE, que resultou na versão 2.0, mudou a estrutura hierárquica da CNAE 1.0 ao incorporar o detalhamento das subclasses, passando a ser definida em cinco níveis: seções, divisões, grupos, classes e subclasses. No tocante à seção F Construção, a estrutura prévia - com uma única divisão organizada, em grande parte, com base nos estágios do processo de construção - foi alterada para três divisões, agrupando as atividades da construção de edifícios, de obras de infraestrutura e dos serviços especializados de construção, respectivamente. A atividade de incorporação de empreendimentos imobiliários, que na versão 1.0 estava no âmbito de serviços imobiliários, passa, na CNAE 2.0, para a seção F Construção. No âmbito interno da seção, as atividades de aluguel de equipamentos de construção e demolição com operador, que na CNAE 1.0 constituíam uma categoria definida no nível de grupo (45.6), passam, na versão 2.0, a ser tratadas junto à atividade de construção em que o uso do equipamento é preponderante CNAE 2.0 (IBGE, 2007).
76
Na perspectiva da estrutura de oferta, há um certo grau de flexibilidade entre os diferentes segmentos, com sobreposição vertical, dado que as empresas de construção não estão limitadas às atividades em que operam. De fato, as grandes empresas de construção nacional atuam simultaneamente em várias atividades, considerando a mobilidade de ativos (mão de obra e equipamentos, que podem ser facilmente terceirizados ou mesmo fazer parte do ativo da empresa). No entanto, a sobreposição da produção fica mais restrita às subatividades componentes de cada grande grupo.
Norte 5,1% Nordeste 17,3% Sudeste 47,4% Sul 24,1% Centro-Oeste 6,2%
FIGURA 4.1 - Distribuição espacial das empresas de construção, segundo as regiões geográficas do Brasil em 2007*.
FONTE: IBGE (2008b ).
NOTA: * Dados oriundos da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC).
No que tange ao aspecto geográfico, o mercado para a indústria de construção brasileira é definido como todo o território nacional, haja vista a forte penetração de suas atividades nas cinco regiões geográficas e em todas as unidades da federação. Embora o produto final da construção seja imóvel e a demanda dos serviços associados à construção seja localmente limitada, há sobreposição horizontal de obras e serviços, uma vez que os principais ativos (mão de obra e equipamentos) podem ser terceirizados. Com isto, há facilidade de expansão da base territorial por parte das construtoras, em especial quando se consideram as empresas de grande e médio porte. Apesar da presença de um grande número de empresas, de diferentes portes e especialização, espacialmente distribuídos na economia nacional, a maior convergência ocorre ainda nas regiões Sudeste e Sul, que somaram quase 72% do total das empresas existentes em 2007 (FIGURA 4.1). Nestas regiões, há
77
predominância das atividades construtivas em sua forma mais empresarial, dada a maior concentração da renda regional.
De acordo com dados da PAIC (IBGE, 2008b), na média do período 2002-2007, a região Sudeste também concentrou o maior percentual de mão de obra ocupada no setor (55%), dos salários e remunerações pagos (64%) e do valor das obras e/ou serviços da construção executados (61%). A região Nordeste ocupa o segundo lugar nestas categorias, seguida da região Sul, conforme dados da Tabela 4.1 (IBGE, 2008b).
TABELA 4.1 - Número de empresas de construção, por faixas de pessoal ocupado, salários, retiradas e outras remunerações, valor das obras e/ou serviços da construção, segundo o Brasil e as grandes regiões*
Grandes Número de Participação Pessoal Participação Salários, Participação Valor das obras Participação Regiões empresas no Brasil ocupado no Brasil retiradas e outras no Brasil e/ou serviços no Brasil
e (unidades) (%) (pessoas) (%) remunerações (%) da construção (%)
Brasil Em R$ mil Em R$ mil
Brasil 112.890 100,00 1.585.602 100,00 15.750.424 100,00 97.435.953 100,00 Norte 5.482 4,86 74.232 4,68 578.578 3,67 4.154.026 4,26 Nordeste 19.034 16,86 300.469 18,95 2.164.844 13,74 13.746.860 14,11 Sudeste 53.291 47,21 871.598 54,97 10.091.399 64,07 59.890.005 61,47 Sul 28.060 24,86 226.102 14,26 1.911.913 12,14 12.193.486 12,51 Centro-Oeste 7.024 6,22 113.202 7,14 1.003.691 6,37 7.451.577 7,65 Média do período 2002-2007 FONTE: IBGE (2008b).
NOTA: * PAIC período de 2002-2007.