2.5. Çocuk Hakları Sözleşmesinde Yer alan Çocuk Hakları
2.5.3. Korunma Hakkı
O olhar acerca dos temas e tendências relacionados à sociedade da informação demonstra que recentes avanços e investimentos em recursos tecnológicos têm contribuído para a mudança no comportamento dos indivíduos. Há também a realidade de que a cada dia a tecnologia está mais presente no cotidiano das pessoas, o que influencia diretamente a forma e frequência das trocas de informação dentro das organizações. Assim, a partir de agora, pretende-se relacionar os temas tratados nas seções anteriores com a finalidade de construir uma estrutura analítica que possa sustentar o método de execução e análise da pesquisa. Dessa forma, pretende-se cumprir esse quesito em duas etapas. Em primeiro lugar, será relacionar os conceitos apresentados de compartilhamento da informação e colaboração com os termos adotados para conceituar as ferramentas de troca de informação adotadas nas empresas, sistemas colaborativos e ferramentas de redes sociais. Em seguida, buscar-se-á estruturar as categorias de análise para esse estudo, desenvolvendo um modelo de inter-relação que seja utilizado na análise e compreensão dos dados coletados.
Dessa forma, primeiramente busca-se investigar as relações entre os tipos de troca de informação descritos no item 2.3, compartilhamento da informação ou colaboração, de acordo com a adoção ou uso dos sistemas colaborativos abordados no item 2.6. Nesse sentido, este estudo tenta construir um modelo que indique possíveis classificações e conexões sobre o uso e aplicação dos termos compartilhamento das informações, colaboração, sistemas colaborativos e ferramentas colaborativas.
Para isso, primeiro estabelece-se uma relação cruzada entre os termos por meio da Figura 10. Nessa estrutura, fica clara a existência de quatro possibilidades potenciais e importantes para este estudo com base na relação entre as colunas e as linhas.
Figura 10: Relação entre as ações compartilhar e colaborar na presença de um sistema colaborativo ou de uma ferramenta de redes sociais.
Fonte: Elaborado pela autora.
Na primeira coluna, destaca-se o compartilhamento da informação, ou seja, as trocas de informação realizadas de forma voluntária e sem que haja necessariamente o envolvimento direto do indivíduo na atividade realizada. Na segunda coluna, apresenta-se a colaboração como o ato de co-realizar ou atuar junto para alcançar um objetivo comum.
Já nas linhas horizontais, encontram-se os aplicativos que ajudam a transferência das informações dentro das organizações, ou seja, os sistemas colaborativos e as ferramentas de redes sociais. Assim, na primeira linha estão os sistemas desenvolvidos
para uso interno da empresa e na segunda as ferramentas de redes sociais disponíveis na web para a interação dos usuários.
A partir de uma análise dessas relações entre as colunas e as linhas, é possível analisar a distinção entre o uso de um sistema colaborativo ou uma ferramenta de redes sociais em um ambiente organizacional. Sob esse olhar, vislumbra-se a importância de se conhecer as diferenças entre cada tipo de ferramenta como forma de contribuir para a construção, desenvolvimento e implantação de uma ferramenta de tecnologia de acordo com os interesses e objetivos da organização. De acordo com estes aspectos é possível fornecer à organização o ferramental necessário para apoiar as trocas de informação nas organizações e produzir ou fluxos de trabalho ou trocas voluntárias.
Num segundo momento, destaca-se a relação entre as trocas de informação dentro de sistemas colaborativos e os fatores que influenciam o compartilhamento da informação (ver item 2.5). De acordo com o que foi dito nesta seção, os fatores listados interferem no comportamento informacional dos indivíduos, impactando nos relacionamentos, nos processos e até mesmo nas decisões, delimitando a amplitude das trocas de informação. Sob essa relação, espera-se construir as categorias de análise que irão sustentar a análise dos dados que serão apresentados no capítulo 4.
Por categoria de análise deve-se entender como o ―agrupamento de informações similares em função de características comuns‖ (LEGENDRE, 1993, apud OLIVEIRA, 2005, p. 101). Nesse sentido, percebe-se que a palavra categoria está diretamente ligada à atividade de classificação que possibilita o agrupamento desses elementos que são sistematizados de acordo com os objetivos da pesquisa, bem como traduzir a fundamentação teórica em itens de coleta e análise de dados por meio de técnicas adequadas (LAIA, 2009). Para isso, desenvolveu-se as categorias de análise relacionadas aos padrões de comportamento informacional que os indivíduos apresentam no ambiente organizacional segundo o modelo de McClelland (1987, 1953) da Teoria das Necessidades Adquiridas (ver item 2.5.1) associados aos fatores que influenciam o compartilhamento da informação (tratado no item 2.5) como foi retratado na Figura 11.
Figura 11: Formação das categorias de análise
Fonte: Elaborado pela autora.
A Figura acima ilustra a formação das categorias de análise por meio do cruzamento dessas variáveis presentes no campo teórico do estudo, como meio de detectar inicialmente quais são os fatores (individuais e organizacionais) que realmente influenciam os motivos que determinam o comportamento informacional de relacionamento, realização ou poder e status nas trocas de informação pelo sistema colaborativo.
Assim, por meio do cruzamento dessas variáveis, é possível considerar a priori a existência de seis categorias de análise conforme a Figura 12:
Figura 12: Continuação da formação das categorias de análise
Fonte: Elaborado pela autora.
Nas categorias 1 e 4 destaca-se o motivo relacionamento X fatores individuais (categoria 1) e o motivo relacionamento X fatores organizacionais (categoria 4). Para os indivíduos que baseiam as trocas de informação por meio dos relacionamentos, o sistema colaborativo é somente uma ferramenta para que o indivíduo
utilize e se sinta integrado a um grupo. Dessa forma, em ambas as categorias espera-se identificar quais os fatores que influenciam as trocas de informação para os indivíduos que possuem como principal motivo as trocas como forma de fortalecer os relacionamentos.
Nas categoria 2 e 5, busca-se relacionar o motivo de realização X fatores individuais (categoria 2) e o motivo de realização X fatores organizacionais (categoria 5). Nesse caso, o indivíduo busca informação de qualidade que o ajude a desenvolver bem as suas atividades profissionais. Assim, o relacionamento propriamente dito com os colegas é mais uma ponte para que ele alcance seus objetivos. Dentro dessas categorias espera-se encontrar os fatores que influenciam as trocas de informação para aqueles indivíduos que esperam alcançar os objetivos e metas para serem reconhecidos pelas suas competências profissionais.
Já nas categorias 3 e 6 destacam-se o motivo poder e o status X fatores individuais (categoria 3) e o motivo poder e o status X fatores organizacionais (categoria 6). Essas categorias, ligadas ao motivo poder e status, caracterizam-se pelo desejo do indivíduo de influenciar os outros com suas ideias como forma de alcançar algum objetivo ou conseguir tomar decisões de que ele acredita que sejam mais acertadas. Faz-se necessário destacar que essa necessidade deve ser disciplinada para ser canalizada, no sentido de benefíciar da organização e não somente o engrandencimento pessoal do indivíduo (MCCLELLAND; BURHAM, 1987). Sob esse aspecto, a grande diferença entre essa categoria e as demais está provavelmente no destaque de fatores que influenciam as trocas de informação que estejam diretamente ligadas a comportamentos movidos pela vontade do indivíduo de alcançar patamares mais altos na hierarquia organizacional por meio de promoções e com a finalidade de obter status perante os outros.
Assim, este estudo tem como base seis categorias de análise que têm como principal finalidade avaliar os motivos que incentivam determinados comportamentos nas trocas de informação, possibilitando verificar quais os fatores impulsionam esses comportamentos.
Ainda sob a perspectiva de análise das trocas de informação por meio dos sistemas colaborativos, destacam-se também alguns itens que não estão presentes nas categorias de análise, mas que complementam e interferem diretamente estes grupos pré- definidos que são a cultura organizacional, a tecnologia e as pessoas. Cada um destes itens deve ser considerado também como uma influência no processo de troca de informação com o uso de sistemas colabroativos (em maior ou menos grau) e serão denominados aqui como variáveis.
A primeira variável corresponde à cultura organizacional. Presente na revisão de literatura como um dos fatores que influenciam as trocas de informação, a cultura organizacional neste campo de análise será considerada como uma variável determinante e
sob controle, ganhando lugar de destaque dentro da estrutura de análise devido à sua importância na estruturação de todos os mecanismos que sustentam e compõem a organização e que fazem dela a base para a construção e a solidificação de valores, políticas, diretrizes, normas, práticas que servem como norteadores da ação individual. Nesse sentido, a cultura passa a ser uma variável importante para a análise dos comportamentos informacionais. Por isso, é importante deixar claro que neste estudo não existe a pretensão de apronfundar os estudos e pesquisas ao tema cultura organizacoinal, mas sim analisá-la como uma forte influenciadora das práticas informativas nas organizações.
Numa segunda instância está a tecnologia, ou seja, os sistemas colaborativos implementados pelas organizações. Essas ferramentas facilitam as trocas de informação e que possbilitam a sua efetivação. Assim, os sistemas precisam ser implantados em total alinhamento com os objetivos e valores das organizações, levando-se em conta as necessidades dos funcionários, as demandas intrínsecas as trocas de informação e as características individuais dos grupos perante as rotinas de trabalho.
Como terceira variável encontram-se as pessoas que podem ser consideradas como micro organizações que possuem suas normas, crenças e desejos de acordo com sua formação psíquica e social. Nesse sentido, vale ressaltar o peso dos indivíduos nos processos organizacionais já que são eles que possuem informações, conhecimentos, expertises e agem propriamente dito em nome da organização. E por mais que os indivíduos estejam sob a influêcia de uma cultura sólida e estruturada, ainda é necessário considerar as pessoas como organismos vivos indenpendentes e com a liberdade para seguir rumos diferentes mesmo sob as mesmas diretrizes.
Assim, o somatório de todas essas peças que são as categorias de análise (relacionamento, realização e poder e status X fatores que influenciam as trocas de informação) e as variáveis (cultura organizacional, tecnologia, pessoas) constituem um conjunto de itens que produzem determinados tipos de troca e comportamentos. A isso denominou-se modelo de inter-relação de análise proposto para balisar esta pesquisa de acordo com a Figura 13.
Figura 13: Modelo de análise dos sistemas colaborativos como apoio às trocas de informação.
Fonte: Elaborado pela autora.
Nesse sentido, o modelo tem como principal finalidade estabelecer as relações entre as categorias de análise e as variáveis, de forma direta ou indireta, na tentativa de identificar pistas que revelem como o comportamento informacional pode ser gerado e impulsionado por meio das trocas de informação dentro das organizações. Para indicar a dinâmica do conjunto, as categorias de análise são interligadas por meio de setas bidirecionais que indicam a comunicação e a relação direta entre cada uma das partes. Já o triângulo externo ao círculo das categorias agrega as três variáveis (cultura organizacional, tecnologia e pessoas). Esta estrutura também é acompanhada por setas que indicam a mobilidade de giro, sendo uma forma de ilustrar que cada uma das variáveis pode influenciar cada uma das categorias, tornando as trocas de informação uma estrutura dinâmica e aberta a diferentes intervenções. Sob esse aspecto, esse modelo pode ser
considerado como uma tentativa de demonstrar a relação direta entre todos os componentes, além de potencializar a avaliação de uma rede de influências na formação do comportamento informacional.
Assim, esse modelo possibilitará utilizar uma mesma base analítica para todos os casos que serão apresentados e analisados posteriormente, possibilitando a identificação e a avaliação dos comportamentos informacionais existentes perante o uso dos sistemas colaborativos nos ambientes organizacionais. A seguir, tratar-se-á da apresentação dos critérios de seleção das empresas participantes.