Neste seguimento, busca-se abordar os desdobramentos da pesquisa-ação no acompanhamento do desenvolvimento da escrita das crianças que participaram da Oficina Minimetragem por meio de suas produções textuais e dos pareceres do segundo trimestre de 2015. Como colocado anteriormente, na sessão que apresentava os sujeitos da pesquisa, aqui também são colocadas as especificidades das aquisições de cada criança.
Cabe destacar três elementos importantes: o primeiro, é que a Oficina de Aprendizagem é uma complementação ao trabalho da sala de aula, uma oportunidade que tem o objetivo de trabalhar com a ideia de equidade de condições, para que todas as crianças consigam aprender os conteúdos escolares dentro do tempo estabelecido pela escola. O segundo, é que sem um trabalho articulado entre o que é oferecido na Oficina e o que é oferecido na sala de aula, certamente não se conseguiria atingir os mesmos resultados alcançados a partir de um trabalho integrado. Ou seja, para que a Oficina realmente tenha resultados práticos, há necessidade de trocas entre os ministrantes da Oficina e o professor, de modo que a criança perceba a coerência e a semelhança entre as propostas. Essa coerência é fundamental para que a criança possa se sentir sustentada e cativada para avançar em seu processo de escolarização. Por fim, o terceiro elemento de destaque é que, percebendo que as ministrantes da Oficina estavam trabalhando com roteiros nos quais eram pontuados o início, o desenvolvimento e a conclusão dos mesmos, bem como os objetivos de cada uma dessas etapas, as professoras passaram a utilizar tal suporte para fomentar a escrita em sala de aula. Esse artifício foi utilizado a partir do segundo texto das crianças, quando percebeu-se uma melhora significativa nas produções das crianças, na organização da ocupação da folha, na demarcação de parágrafos e na diferenciação do uso de letras maiúsculas e minúsculas.
Desta forma, passamos às construções de cada uma das crianças a partir da análise de suas produções textuais (Anexo III – Textos das Crianças) e dos trechos dos pareceres do segundo trimestre de 2015 (presentes no Anexo 2 – Histórico das Crianças).
Bárbara – 10 anos
Bárbara foi encaminhada à Oficina sob a alegação de ser criativa, mas não conseguir expressar suas ideias adequadamente, em razão da dificuldade de articulação entre as ideias e da construção de frases confusas. Também necessitava aprender a respeitar e acolher as ideias de seus colegas.
Tal colocação quanto ao texto, pode ser observada no seu texto número um, que é composto de um único bloco, sem uma estrutura que o organize em início, meio e fim. Há carência de pontuação e demarcação de parágrafo, aglutinação de palavras e as ideias se repetem, o que provoca no leitor maior dificuldade em compreender o que ela queria expressar. Já no texto número dois, há a demarcação de três parágrafos, melhor uso da letra maiúscula e sinais de pontuação, as ideias já estão mais claras, não há mais aglutinações de palavras e as repetições diminuíram. No terceiro texto, embora seja mais simples, percebe-se melhoria significativa na articulação e expressão das ideias, no uso de pontuação e letra maiúscula e as repetições não surgiram mais.
Os avanços que foram percebidos em suas produções textuais foram pontuados em seu parecer, o qual expressa que a criança vem utilizando os conteúdos trabalhados em aula, destacando, especialmente, seu progresso no encadeamento das ideias e no detalhamento dos textos. Os professores pontuam também que Bárbara vem buscando auxílio sempre que necessita, está mais autônoma e comprometida com sua escolarização e vem se relacionando melhor com seus colegas. Tais progressos vêm se refletindo inclusive nas outras disciplinas escolares.
Braian – 9 anos
Braian foi encaminhado para a Oficina por apresentar dificuldade em dar um sentido completo para seu texto, além de negar-se a realizar algumas atividades escolares, especialmente as de escrita. Apresentava, também, um relacionamento com os colegas um tanto quanto conturbado, distraindo-se constantemente, o que acabava por prejudicar o seu rendimento escolar. No texto número 1 de Braian, percebe-se que, embora apresente um texto com sequência narrativa (relato de uma história infantil), ainda existem questões significativas da alfabetização inicial, como aglutinação de palavras e acréscimo e omissões de grafemas nas palavras. Não há
uso de pontuação ou demarcação de parágrafos, e o uso de letra maiúscula só aparece na primeira palavra de todo o texto. A forma com que faz uso da folha denota a compreensão de um texto em bloco único. O segundo texto, por sua vez, continua sem a utilização de letras maiúsculas, demarcação de parágrafos e ainda há uso irregular do espaço da folha, mas apresenta um primeiro exercício do uso de ponto final. Percebe-se que ainda há aglutinações de palavras e omissões de grafemas nas palavras, além de omissões de palavras, o que acaba por prejudicar compreensão da ideia, fazendo com que o leitor tenha que adivinhar a palavra faltante para atribuir sentido ao texto. Já no terceiro texto, percebem-se alguns avanços; há uso mais frequente do ponto final para demarcar a frase dentro do parágrafo e da letra maiúscula e não aparecem mais aglutinações de palavras e omissões de grafemas nas palavras. Contudo, ele ainda não utiliza a demarcação de parágrafos e percebe-se, de forma clara, a omissão de ideias, o que prejudica a compreensão, por parte do leitor, do que a criança gostaria de transmitir, dando a impressão de serem ideias soltas, sem cuidado na articulação.
Os avanços percebidos nos textos de Braian foram pontuados em seu parecer. Quanto a isso, destaca-se a iniciativa em usar o ponto final e a letra maiúscula e a ampliação dos textos no que diz respeito à quantidade de informações. A professora salienta que, embora a resistência à realização das tarefas continue, ela diminuiu se a postura for comparada à que ele tinha no trimestre anterior. As questões em que ainda precisa avançar em sua produção textual também foram pontuadas, ou seja, existe a necessidade de qualificar seu texto de forma a apresentar, de forma completa, as suas ideias.
Bruno – 9 anos
Bruno foi encaminhado para a Oficina com a intenção de melhorar sua expressão oral e escrita, além de trabalhar a articulação de suas ideias no texto. A criança ainda necessitava aprender a lidar com opiniões contrárias às suas.
No primeiro texto de Bruno, percebeu-se que, embora a narrativa obedeça a uma sequência lógica, as ideias tornam-se confusas pela falta de demarcação entre os parágrafos narrativos e os diálogos, além de escassa pontuação, repetições de palavras e conclusão confusa. No segundo, embora apresente um texto em bloco único, sem demarcação de parágrafo, com omissões de grafemas na escrita de algumas palavras e uso irregular da letra maiúscula, surgiu o uso de elementos de ligação e pontuações mais variadas, que contribuíram significativamente para que a criança apresentasse com melhor qualidade as ideias que gostaria de transmitir ao
leitor. No terceiro texto, Bruno passou a utilizar a marcação de parágrafo e a diferenciar letra maiúscula de minúscula com mais frequência, além de se manter utilizando uma variedade cada vez maior de formas de pontuação. Entretanto, suas ideias ainda são apresentadas de forma truncada, sem uso de elementos de articulação.
Os avanços percebidos na escrita de Bruno a partir de seus textos também foram evidenciados no seu parecer, que atesta que a criança apresentou significativos avanços na área da escrita, melhorando muito o uso do espaço da folha, dos parágrafos e da diferenciação entre o uso de letra maiúscula e minúscula. Também afirma que o aluno está avançando no uso dos sinais de pontuação, na estruturação das frases e nos aspectos ortográficos. O parecer ainda frisa que, embora ainda precise de apoio para entrar em diálogo, Bruno tem avançado na sua socialização.
Cecília – 9 anos
Cecília havia sido encaminhada para oficina porque, apesar de ter boa capacidade cognitiva, apresentava questões significativas da alfabetização inicial a serem vencidas, especialmente defasagens na escrita de palavras, frases e textos. Na produção de textos, tinha dificuldade em se expressar, suas ideias eram confusas e faltavam elementos para que o texto ganhasse o sentido que ela queria lhe atribuir, além de não utilizar letra cursiva e não diferenciar letra maiúscula e minúscula.
A partir do primeiro texto de Cecília, foi possível perceber que ela omitia letras na escrita de palavras e aglutinava palavras na escrita de frases. Trata-se de texto de bloco único, sem divisão de parágrafos, sem utilização de pontuação e sem diferenciação entre letra maiúscula e minúscula (utiliza letra bastão). Também ocorre a omissão de ideias, o que prejudica a compreensão, por parte do leitor, do sentido global. No segundo texto, percebe-se boa evolução. A criança, embora ainda escreva em letra bastão e realize segmentações e aglutinações indevidas de palavras, já demarca os parágrafos, utilizando a vírgula e o ponto final, em alguns momentos, e coloca de forma mais clara as suas ideias. O terceiro texto da criança expressa avanços, pois Cecília começa a fazer uso da letra cursiva, diferenciando letra minúscula e maiúscula. Ainda faltam sinais de pontuação e há omissão de palavras ou de partes de palavras, o que prejudica em parte a compreensão da ideia. Percebe-se, no entanto, que o texto está inacabado.
Por sua vez, o parecer de Cecília aponta os mesmos avanços percebidos nos seus textos, com destaque ao uso da letra cursiva, a marcação de parágrafos, a diferenciação de letra maiúscula e minúscula e a redução da omissão de letras em palavras.
Cláudio – 9 anos
Cláudio foi encaminhado para oficina porque, embora tivesse bom potencial criativo, havia questões importantes na escrita de palavras e frases e a necessidade de ampliar seus textos e enriquecê-los com mais detalhes, além da articulação de forma mais qualificada de suas ideias. Na realidade, sua maior dificuldade era se manter nas propostas até concluí-las.
Percebe-se, no primeiro texto de Cláudio, que, mesmo apresentando sequência na narrativa, sua estrutura confusa prejudicava a compreensão das ideias que ele gostaria de transmitir ao leitor. Percebe-se que se trata de um texto de parágrafo único, sem diferenciação entre letra maiúscula e minúscula e com escasso uso de sinais de pontuação, além de não haver diferenciação adequada na narrativa dos diálogos. O segundo texto demonstra que a criança passou a utilizar a pontuação com maior frequência (mesmo que o fizesse, em alguns momentos, de forma equivocada) e a diferenciar, em alguns momentos, letra maiúscula de minúscula. No entanto, ainda apresenta texto curto e com poucos detalhes. Cláudio faltou na semana em que foi realizado o texto três, ficando sem essa produção.
Seu parecer aponta que ele demonstrou estar mais empenhado em se manter nas propostas escolares, com mais disposição para aprender, mas ainda tem se dispersado com facilidade, o que prejudica sua produção. A criança vem apresentando alguns avanços pontuais na escrita, mas, em geral, precisa de apoio para colocar em prática o que é trabalhado em sala de aula, pois continuou registrando textos sucintos e com frases confusas. Cabe ressaltar que a criança aproveita bem as propostas escolares quando consegue se concentrar.
Flor – 9 anos
Flor havia sido encaminhada para Oficina porque, embora tivesse bom potencial cognitivo e criativo, apresentava algumas lacunas relacionadas à sua alfabetização inicial, além de demonstrar insegurança e timidez diante dos desafios escolares. Quanto à produção textual, ela apresentava dificuldade em concluir seus textos de forma adequada e de articular as ideias, expressando-as, assim, de maneira truncada e deixando os textos bastante sucintos.
O primeiro texto de Flor é apresentado sem título e em parágrafo único, com demarcação de início. No entanto, apresenta uma série de questões como uso intermitente de sinais de pontuação, uso intermitente de diferenciação de letra maiúscula e minúscula, trocas surdas/sonoras, omissão de ideias e palavras, dentre outros que dificultam a compreensão das intenções do texto. No segundo texto, embora tenha novamente escrito um único parágrafo, Flor
ampliou significativamente a quantidade e a qualidade de informações colocadas, atribuindo um título coerente ao que foi escrito. Contudo, ainda omitiu ideias e palavras, além de utilizar de forma escassa os sinais de pontuação, realizar trocas surdas/sonoras e não diferenciar narrativa de diálogo, o que prejudica a compreensão da totalidade das ideias colocadas no texto. Seu terceiro texto, embora mais sucinto que o anterior, apresenta ideias mais organizadas e apenas uma omissão de palavra, entretanto, ainda se observa falta de sinais de pontuação e de uso de letra maiúscula na escrita de nomes próprios.
O parecer de Flor reconhece os seus avanços na área da linguagem, pontuando que a aluna vem produzindo textos mais detalhados e com ideias encadeadas e pedindo auxílio sempre que necessário. Também se observa crescente interesse e envolvimento nas aulas, além de se destacar por ser cordial e solícita com professores e colegas.
Lívia – 10 anos
Lívia foi encaminhada para a Oficina porque, embora tivesse bom potencial criativo, não conseguia se expressar de forma escrita com clareza e apresentava omissões de ideias e falta de articulação entre essas. Além disso, precisava desenvolver a capacidade se posicionar perante o grupo.
No primeiro texto de Lívia, percebe-se que ela utiliza de forma intermitente a marcação dos parágrafos e os sinais de pontuação e diferenciação entre letra minúscula e maiúscula. Também se percebe que há ideias colocadas de forma contraditória e outras são omitidas, o que prejudica a compreensão da mensagem que a criança deseja transmitir ao leitor. Além disso, aparecem trocas surdas/sonoras na escrita de palavras e aglutinações e segmentações indevidas na escrita de frases. O seu segundo texto demonstra avanços na escrita, e a criança passa a demarcar melhor os parágrafos, diferenciando a narrativa do diálogo e colocando suas ideias com maior detalhamento e clareza, embora ainda utilize de forma intermitente a diferenciação de letra maiúscula e minúscula e dos sinais de pontuação, além de ainda omitir ideias ou colocá-las de maneira descontextualizada e realizar trocas surdas/sonoras e aglutinações indevidas na escrita de palavras. Na ocasião da escrita do terceiro texto Lívia não esteve presente, ficando sem esse material.
Seu parecer declara que tais avanços, evidenciados em sua escrita, são percebidos pelos professores. O mesmo refere que sua produção textual está apresentando encadeamento de ideias e riqueza de detalhes. Além disso, no parecer de Lívia consta que ela vem se comprometendo
mais com as próprias aprendizagens, esclarecendo suas dúvidas sempre que necessário, além de estar conseguindo colocar sua opinião perante o grupo.
Máximo – 9 anos
Máximo foi encaminhado para Oficina a fim de ampliar e qualificar suas produções textuais. Ele apresentava resistência à escrita e, muito embora fosse uma criança solícita, criativa e esforçada, apresentava um relacionamento conturbado com os colegas, respondendo, muitas vezes, de forma agressiva a críticas e provocações.
O primeiro texto de Máximo é apresentado em parágrafo único, não há diferenciação entre letra maiúscula e minúscula, ele faz uso irregular de sinais de pontuação, não diferencia narrativa de diálogos e apresenta grande transposição da oralidade para a escrita, além de apresentar ideias incompletas, o que prejudica a compreensão do ponto de vista da criança. Máximo não possuiu o segundo texto, uma vez que não foi à saída de campo ao museu. No seu terceiro texto, apresenta avanços especialmente na transposição da oralidade para a escrita. Apesar de continuar sendo um texto de bloco único, passou a utilizar ponto final para demarcar as frases dentro do parágrafo e marcar início de frase com letra maiúscula, além de marcar o recuo no início do parágrafo.
Seu parecer aponta os avanços percebidos em seus textos, colocando que com apoio a criança consegue aplicar a maioria dos conteúdos trabalhados em sala de aula nessa área. No entanto, ainda vem apresentando textos incompletos e resistindo à escrita. Máximo também vem mostrando alguns avanços em suas atitudes em sala de aula, mas ainda precisa de apoio para expressar-se de forma adequada ao ambiente escolar. Porém, percebe-se que quando apresenta disposição, obtém bons resultados.
Sávio – 11 anos
Sávio foi encaminhado para oficina por apresentar dificuldades na articulação de ideias do texto. Se expressa pouco perante o grupo, necessitando desenvolver seu posicionamento na oralidade.
O primeiro texto de Sávio apresenta bloco único. Faz uso de letra bastão, não diferenciando maiúscula de minúscula, e uso intermitente de sinais de pontuação, aprecendo trocas surdas/sonoras. Mesmo assim, é possível perceber que ele consegue expressar seu ponto de vista, embora com poucos detalhes. O segundo texto ainda é apresentado em bloco único, com uso de letra bastão, trocas surdas/sonoras e carência sinais de pontuação. Muito embora tenha
ampliado significativamente a colocação de ideias, qualificando seu texto, mostrou um pouco de dificuldade ao encadeá-las de forma coerente. Já no seu terceiro texto, embora siga utilizando letra bastão e não coloque título, expõe um texto demarcado em parágrafos, o qual apresenta ideias bem desenvolvidas e colocadas de forma clara. No entanto, percebe-se falta de sinais de pontuação e presença de trocas surdas/sonoras.
No parecer de Sávio também são pontuadas as mesmas situações averiguadas em seus textos: a criança vem avançando, está conseguindo se expressar por meio da escrita com maior clareza e detalhamento, mas ainda precisa aplicar o uso da demarcação de parágrafos e da diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas. Também é colocado que Sávio vem mostrando crescente interesse, compromisso e envolvimento com sua escolarização.
Sílvio – 9 anos
Sílvio foi encaminhado para oficina, pois, apesar de demonstrar ser criativo, recusa-se a realizar as tarefas, incluindo as de escrita, e apresenta defasagens na alfabetização inicial. Assim, quando escreve o faz de forma empobrecida e desencadeada. Também precisa desenvolver sua expressão oral, de maneira a expor seu ponto de vista perante o grupo.
O seu primeiro texto é apresentado incompleto, com apenas o início da história, sem as demais partes. Entretanto, há de se destacar que a parte que escreveu está coerentemente colocada e com ideias completas, porém, sem maior detalhamento. Também se percebe que há questões a serem vencidas com relação à transposição do fonema para o grafema na escrita de palavras. Há aglutinações indevidas na escrita de frases e não há uso de sinais de pontuação ou diferenciação entre letra maiúscula e minúscula. No seu segundo texto, Sílvio consegue se expressar melhor, faz uso intermitente da demarcação de parágrafos e da diferenciação entre letra maiúscula e minúscula, apresentando poucas omissões e trocas. Consegue se expressar de forma adequada, condizente com a proposta, mas não apresenta conclusão nessa produção. Em seu terceiro texto, por sua vez, não há título, introdução ou conclusão. O texto está escrito de forma confusa, semelhante a uma lista de ideias, sem articulação coerente e não há como identificar seu propósito. Há pouco uso de sinais de pontuação ou diferenciação entre letra maiúscula e minúscula e ainda ocorrem omissão e substituição de letras na escrita de palavras relacionadas à transposição do fonema para o grafema.
Seu parecer, quanto à produção textual, evidencia os mesmos aspectos percebidos a partir da análise de seu material escrito, ou seja, apresenta poucos avanços sozinho e só consegue
realizar as propostas com êxito quando apoiado pela professora. Sílvio continua resistindo a realizar as tarefas, buscando evitá-las com uso de artifícios como conversas e brincadeiras descontextualizadas. No entanto, tem conseguido expressar suas opiniões oralmente com mais frequência.
Percebe-se, a partir dos textos das crianças e dos seus pareceres do segundo trimestre, que todas (algumas mais, outras menos) obtiveram algum avanço. Verifica-se que as crianças que apresentavam apenas defasagens na escolarização, como Bárbara e Flor, obtiveram progressos significativos tanto na escrita quanto na postura diante dos desafios escolares. Contudo, aquelas crianças que apresentavam outras questões para além de suas defasagens, caso de Sílvio, por