• Sonuç bulunamadı

Tip 1 (α ve β interferon) ve tip 2 interferon (γ interferon ) içeren heterojen bir gruptur İnterferonların fibroblast proliferasyonunu etkilemeden kollajen sentezin

A. Kontrol grubundaki denekte bleb bölgesindeki fibroblast görünümü

Este ser em plenitude é o ser refletido, o devir atualizado no ser. Aquele ser que atinge a plenitude, supera e conserva, num grau mais elevado, o amor que se torna essência (Wesen), no qual não há separação, mas unidade e harmonia. Tal harmonia faz com que se alimente

330

para com a divindade um sentimento de proximidade e cumplicidade. Hegel associa “[…] o amor e a crítica da moral deontológica, que marca o seu distanciamento em relação ao kantismo”331, projeto inspirado em Hölderlin. É o amor essência que produz a harmonia do ser humano consigo mesmo e com a divindadde, do qual demanda um sentimento ético; o amor ao destino: amor fati. A partir de sua fundamentação do amor, enquanto sentimento ético, Hegel supera aquela visão individualista e fragmentária, típica da lei positiva, para se abrir a uma plenitude de vida que se acolhe como um destino; e assim, como destino, Nietzsche empreende, a mais acirrada das lutas: a luta contra a moral cristã, o que revela uma atitude profundamente cristã, pois luta pela preservação da herença crística que jamais renegou, através da reconversão da religião em uma ética.

Assim como na religião, o amor é o eu que se pensa a si mesmo332, como uma unidade e não como uma soma de partes, como uma totalidade em plenitude, que se abre a

Vielfältigkeit (diversidade). A plenitude nascida da diversidade religiosa e de divindades,

afirma, no entanto, apenas um sentido além moral que triunfa sobre o monoteísmo, tal como Figl acentua na sua expressão Göttervielfalt333, a respeito de sua leitura da religião do futuro em Nietzsche, ou seja, uma religião transcultural334, em cujo princípio é possível deduzir a genealogia de formas específicas do ethos e da religião encobertas pelo domínio da moral standartizada. O amor, por isso, é um movimento de plenitude que supera aquele estranhamento do Monoteísmo sem vida; é a força do diverso que dissolve a cristalização do uno, dizendo respeito à própria atividade da razão que exerce sua atividade, não separando, mas reconciliando. Daí ser a atividade da razão, aquela que estabelece uma reconciliação com o entendimento. A reconciliação é o espírito que contempla o puro saber dele mesmo como uma existência universal em seu contrário, e em puro saber de si como singularidade absolutamente em si335. É esse o movimento operado pelo espírito do Cristianismo, do Cristianismo não moral, que o distingue como plenitude vital, legada pelo próprio Jesus histórico: “[…] por isso que ele, no Anticristo, levanta a pretensão exclusiva de mostrar o verdadeiro Jesus Cristo a fim de pôr a descoberto a perversão do ensinamento paulino.336 Em Jesus vemos encarnada a reconciliação entre aquele, outrora estranho, e o ser humano, pela prática. Diante disso, Jesus se coloca numa outra esfera, para além do seguimento pontual da lei moral. O conteúdo do dever, pela sua pretensão de universalidade, se torna arbitrário e, por 331 Cf. LIMA, 2008, p. 368 332 Cf. ROHRMOSER, 1970, p. 96 333 Cf. FIGL, 2007, p. 311 334 Ibidem, p. 331 335 Cf. ROHRMOSER, 1970, p. 100 336 Cf. BISER, 2003, p. 273

isso, vazio. Agir pela universalidade não é agir contra as inclinações, mas integrá-las à razão337: é agir de modo a unificar o que está separado numa unidade plena sem perder as diferenças identitárias em mudança das partes em jogo.

O espírito de Jesus no Sermão da Montanha é um belo exemplo de superação da lei na universalidade reconciliante. É pelo espírito, em termos hegelianos, ou pela força, em termos nietzschianos, que Jesus supera o cumprimento da lei por dever para assumi-lo com amor. Há, assim, uma unidade entre inclinações338 e lei. Dessa concordância temos a plenitude da lei que é o “[…] Ser [é], a síntese do sujeito e do objeto, no qual sujeito e objeto têm perdido sua oposição” (HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 326). A Vielfältigkeit (diversidade) do sujeito e do objeto compõe uma unidade em que, da parte do sujeito, se perde a particularidade, e do objeto a universalidade. O ser universal se manifesta como plenitude reconciliada no amor, como destino que acolhe o todo. Ao perder a oposição, supera-se aquela relação de dominação; por essa razão, entre lei e inclinação há um todo concordante e reconciliado na unidade. A lei que se expressa como dever, particulariza. Jesus suprassume a positividade da mesma nos homens pela reconciliação no amor, através de sua prática de vida, que culmina na acolhida jubilosa do destino, pela sua morte.

Contudo, diferentemente do destino de Jesus, o destino do Cristianismo é aquele que se apresenta para além de todo o esforço de Jesus em buscar a reconciliação, pela ética do amor. Mostra-se, por isso, como algo que se impõe como estranho: “[...] é seu destino que Igreja e estado, liturgia e vida, devoção e virtude, fazer espiritual e mundano jamais possam ser amalgamados em um” (HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 418). Permanece, no entanto, a busca de superação desse destino, pela reconciliação, como algo sempre em movimento, por isso o que se alcança são pontos culminantes de potência, segundo as palavras de Nietzsche. Nessa mesma suspensão se coloca o amor, como movimento de reconciliação, infinitamente aberto a realizar novas reconciliações: e essa continuidade de reconciliações só é possível pelas diferenças que se guardam entre as suas partes constituintes na Vielfältigkeit (diversidade). Por essa razão, somos levados a olhar com cuidado toda leitura que se faz sobre a unidade em Hegel, como aquela que é feita por Álvaro Valls, quando fala de uma “[...] tentativa de Hegel de compatibilizar a fé cristã e o mundo profano”339. O perigo desta leitura está em ler compatibilização como unidade que suprime as diferenças, o que seria um

337

Aqui, Hegel refere-se de maneira clara a Kant que, diz em sua Crítica da Razão Prática, a razão deve humilhar as paixões.

338 A concordância da inclinação com a lei demonstra não são mais diversas. (HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 326).

339

atentado ao projeto filosófico de Hegel como um todo. Ao contrário, na compatibilização permanecem as diferanças superadas e guardadas, portanto reconciliadas. Chamamos a atenção, ainda, para a expressão “fé cristã”. Para Hegel, na expressão “fé cristã” já há uma compatibilização entre aquilo que Valls chama de fé cristã e mundo profano; o adjetivo “cristão” já é expressão dessa unidade na diferença, na encarnação de Deus na história, daí parece soar, no mínimo, uma redundância querer efetuar compatibilização sobre aquilo que de

per si já está compatibilizado enquanto unidade reconciliada entre o humano e o divino pela

encarnação. Apesar de certo pessimismo de Hegel para com o destino do Cristianismo, ele reconhece, na pessoa de seu fundador, uma tentativa de superação do positivismo da fé na unidade reconciliada no amor. Logo, o que Hegel busca compatibilizar, reconcililar não é o Cristianismo em si com o mundo, mas aquela fé cristã que se tornou positiva com esse último. Essa unidade reconciliada é o ser que cumpre a lei não como ditada por uma força estranha, mas como uma ética que se expressa a partir da imediatidade da vida até atingir a sua plenitude: seus pontos culminantes. Jesus parte desta imediatidade composta pela contraposição: de um lado, o ser humano e suas inclinações e, de outro, a lei; nesse sentido, ao invés de tomar o partido de um ou de outro desses lados, ele acolhe essa Vielfältigkeit (diversidade), superando-a, negando a independência de cada um dos lados, guardando-os e elevando-os a um nível superior, que é a unidade suprassumida na força. Contudo, em que consiste essa força que age como unidade dialética?