2- Nonpenetran Cerrahi Yöntemler Viskokanalostom
1.1.7.2. Glokom Cerrahisinin Komplikasyonları ve Tedavisi Glokom cerrahisine bağlı komplikasyonlar başlıca üç gruba ayrılır:
1.1.7.2.3. Geç Postoperatif Komplikasyonlar 1 Geç Bleb Yetersizliğ
O começo da ciência é o absoluto não pressuposto, sem fundamento e sem mediação: é o fundamento da ciência. O começo é lógico, o puro pensar. Este começo, como pura imediação só é possível apartir da crítica daqueles pressupostos da razão kantiana, pois se lidamos com pressupostos, caímos inevitavelmente num dualismo: entre o pressuposto e o que mediante este se deriva; o pressuposto fere o rigor da ciência, de uma: “[…] Gaia Ciência do experimento destemido e a boa vontade de aceitar novas evidências e abandonar posições prévias.260” Ao invés de fundar uma nova fé, é nessa Gaia Ciência que Nietzsche estabelece os fundamentos de seu pensamento: um pensamento alegre, desvinculado daquele caráter sombrio do pensamento de Schopenhauer, desvencilhado dos antigos valores, portanto aberto à Vielfältigkeit (diversidade). Hegel, por sua vez, traz esboçado, de maneira não sistemática, 257 Cf. HYPPOLITE, 1983, p. 43 258 Ibidem, p. 44 259 Ibidem, p. 45 260 Cf. KAUFMANN, 1968, p. 86
os pilares desta luta contra o dualismo no Espírito do Cristianismo e seu Destino, que se expressa em duas dimensões principais: uma leitura arbitrária e irrefletida da lei judaica, considerada pelo filósofo como algo estranho, ou seja, como Hegel irá tratar no período maduro de suas obras, incapaz de retornar sobre si como espírito auto-refletido; e o dualismo
kantiano entre sujeito e objeto, de modo que o sujeito, pelas suas faculdades do entendimento,
realiza o movimento do conhecimento, um conhecer, portanto, limitado por essas mesmas faculdades do entendimento, e, por isso, dual. Estes rasgos de dualismo são constatados por Hegel na cultura judaico-cristã, com o intento de ultrapassar o determinado para atingir o indeterminado, mediante o projeto de reconciliação. Nietzsche, por sua parte, supera o dualismo em seu manifesto anticristão, rompendo as tábuas de valores antigas e fossilizadas, que respondem, segundo a visão do autor, pela decadência na qual tem mergulhado a cultura. Por essa razão, tanto Hegel como Nietzsche, enfatizam a importância do Judaísmo para a origem do Cristianismo, no sentido de negar no Judaísmo o seu estranhamento moral da lei em nome de uma ética que é uma prática, um projeto de transvaloração dos valores. Portanto, pela reconciliação ou pela transvaloração, ambos os autores procuram ultrapassar o dualismo da cultura ocidental para como Leistungsfähigkeit (potencialidade) abrir-se a Vielfältigkeit (diversidade). Por ser dual, esta cultura incorre na dificuldade de enfrentar o destino, sob a pena de resignar-se a este último. Diante de tal situação, Hegel enfatiza o aparecimento de Jesus como aquele que enfrenta o destino261, com espírito não resignado, mas que se mantém fiel ao seu projeto. Jesus é aquele que, pelo amor, reconcilia o que uma determinada concepção de lei separou. É nesta esteira da reconciliação que queremos mostrar como Hegel, já neste período, abraça a tarefa dialética de superação do dualismo no Ser, que é a unidade sujeito e objeto, passando pelo desdobramento e oposição na Vielfältigkeit (diversidade).
A reconciliação hegeliana, no amor, se apresenta, em Nietzsche, como acolhida jubilosa ao destino, partindo de uma afirmação. Essa afirmação é potencialidade, o grande intento de Nietzsche, mas que só terá efeito se contar com um momento posterior que é a passagem pela negação, que destrói as antigas tábuas. Por isso, ela se abre ao diferente e múltiplo, para assim, num terceiro momento, afirmar novas tábuas, novos valores transvalorados, já refletidos, que irão restituir à cultura o seu diferencial e valor: a vida, que torna gaia a ciência.
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Hegel tem, na figura do Jesus histórico, aquele que traz Deus para a história, ou seja, introduz a contingência (entendida como aquilo que é possível) em Deus que, até então, era tida como entidade estranha. Por assumir a contingência histórica, Jesus é aquele que parte da realidade mais imediata, do próprio contexto então vivido: “Jesus apareceu não muito antes da última crise que trouxe à tona a fermentação dos múltiplos elementos do destino judaico.” (HEGEL, ECD, TWS, 1994, p. 317).
Tanto Hegel como Nietzsche, em seu esforço de partir de uma imediatidade, a fim de romper com a cristalização dogmática, se lançam contra a ordem estabelecida. Nietzsche vê a necessidade de culminar em: “[…] um ser de outro modo” (NIETZSCHE, AC, KSA, §, 39, 1999, p. 211), portanto aberto à Vielfältigkeit (diversidade) a fim de se constituir uma cultura fundada em novos valores. Esta é uma “[…] perfeita “manifestação do ser” e uma “profundidade de felicidade”, não como oposição dolorosa e sombria, mas como pintura necessária de uma luz que atua além do rio. Insiste-se, assim, na recordação da visão de Damasco de Paulo”262: de que é possível e necessário atingir um outro modo de ser, do qual se depreende um ser imediato, indeterminado. Um modo de ser que está para além de todo objetivo determinado, e de toda a espécie de pressupostos, servindo como fundamento da ciência, um fundamento de possibilidades, portanto como Leistungsfähigkeit (potencilidade). Também se expressa como eterno retorno, o movimento do ser sem objetivo, senão a maximização da vida, dentro do mundo das forças. Esse ser imediato, para atingir esse modo diferente de ser, passa por uma negação daquilo que não lhe corresponde como autêntico e original. Tal modo de ser que se atinge ao se negar o que nele é inautêntico, se traduz, em Nietzsche, como um fazer, ou seja, uma ação, uma prática, um ethos original que se abre para a Vielfältigkeit (diversidade), por onde a ciência procura se pautar a fim de se tornar gaia, uma boa nova frente à má nova. Aquele ser puro, imediato e potencial se exterioriza em sua negação, como um outro dele mesmo, abrindo-se à Vielfältigkeit (diversidade). É o momento da distância, da crítica, do por-se em marcha frente ao estranho, ao decadente, ao baixo e indefeso. Diante disso, porém, como ambos os autores empreendem essa luta? Como se mostra esse ser imediato que se exterioriza?