1. GİRİŞ
1.5. Su Kirliliği
Os arranjos de cada país tem três fatores que os diferenciam: a história única da entrada de cada país na industrialização e subseqüente desenvolvimento institucional; uma forma única de intervenção do Estado na economia em termos dos direitos de propriedade e regras de competição e cooperação e a organização social das elites (FLIGSTEIN, 2001). Sobre o processo de globalização, Wade (1996) comenta que o comércio mundial representava 16,9% em 1996, em que o autor afirma que esse comércio deve ser analisado dentro de uma perspectiva histórica, levando-se em conta guerras e crises econômicas.
Fligstein (2001) conclui portanto, que para concluir governos como irrelevantes, devemos concluir que as elites econômicas nacionais estão sendo absorvidas pela expansão capitalista. É difícil encontrar evidências de que isso esteja acontecendo, pois governos são os principais atores em negociações comerciais que abrem mercados. O argumento do autor é que governos tem sido instrumentos na criação de mercados financeiros para beneficiar eles mesmos e suas elites mais politicamente conectadas. Posteriormente será apresentado em maiores detalhes como isso se deu no setor elétrico, nas Usinas de Belo Monte e Jirau.
Segundo Fligstein (2001), as competições produzem respostas sócio-organizacionais, em que as organizações buscam relações estáveis junto à fornecedores, trabalhadores e competidores. Dessa maneira, eles dependem crescentemente de um relativo poder de
90 difrentes grupos para produzir o Estado Moderno. Nesse sentido, é um erro segundo o autor a idéia de que Estados são ineficientes e intrusivos, pois as empresas confiam em governos e cidadãos, pois para produzir relações estáveis, há dependência desses relacionamentos.
Nesse ponto, a presente pesquisa se ampara na sociologia dos mercados, focando em macro processos comparando a organização de capitalismos nacionais e em micro processos, buscando a emergência de estruturas sociais que afetam a estratégia das firmas e práticas e a mercado de trabalho.
A abordagem político-cultural de Fligstein (2001), implica que as relações entre elites políticas e econômicas e a longa história de suas relações tem criado leis e práticas informais que constitui sistemas nacionais distintos de direitos de propriedade e governança. Além disso essa abordagem ajuda a unificar os fenômenos de micro e macro-mercados, indicando porque governos permanecem importantes na sociedade de mercado e porque parece haver tantos capitalismos nacionais diferentes.
O autor faz algumas proposições sobre a construção de estado e mercado. Segundo o autor, a entrada de países no capitalismo faz o Estado desenvolver regras sobre direitos de propriedade, estruturas de governança, regras de trocas e concepções de controle a fim de estabilizar mercados.
Um dos problemas que economistas argumentam sobre intervenção do governo no mercado é a tentação por oficiais do governo por busca de renda (Buchanan, Telliso e Tulloch 1980). Nesse caso o setor pode ser capturado pelo Estado. Trabalhadores também podem capturar domínios (corporativismo) ganhando o direito de certificar novos trabalhadores.
Em geral, capitalistas preferem Estados sem firmas em setores da economia, de maneira a diminuir sua influência. Por outro lado, ele afirma que a represssão de trabalhadores frequentemente acompanha uma coalização entre capitalistas e Estado.
Sobre sistema de empregos, Fligstein (2001) classifica três sistemas: vocacionalismo - comunidades ocupacionais, uniões sindicais e treinamento vocacional para novo pessoal; profissionalismo – referencia um profissional por grupo, baseia-se em universidades para o treinamento de pessoal e gerencialismo – baseia-se em escola de gerência, a carreira típica é numa corporação. A seguir é apresentado um quadro resumo sobre a relação Estado, trabalhadores e mercado em vários países estudados,
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Tabela 9: Relações entre Estado, Mercado e trabalhadores segundo Fligstein (2001)
País Empresas Intervenção do Estado
Estados
Unidos Empresas grandes, diversificadas e dominadas por concepções financeiras Grande déficit comercial
Baixa intervenção Alemanha Empresas como conglomerados centrados em
torno de famílias e bancos
Poucos ativos a venda em mercados de ações Pequenas empresas familiares altamente produtivas
Indústria de bens de produção e exportações - Relação mais direta entre capital e trabalho. Trabalhadores em cadeiras de direção para tomar decisões
Menos intervenção federal, porém Estado alemão com substancial propriedade em empresas importantes
Alocação de empresas de mesmo segmento para cooperar em exportações Modelo vocacional - sistemas
educacionais segmentados, menos níveis hierárquicos e participação dos
empregados nas decisões das empresas Japão Grupo de empresas - keiretsu - ações
organizadas de maneira que cada grupo detém ações de outros grupos
Centro dos grupos é freqüentemente um banco Poucas ações estão abertas em bolsa de valores Indústria de bens de produção e exportações
- Aloca recursos de crédito voltados à exportação
Pouca seguridade social do Estado/ obtém isso de regulações de aparatos fabris - Liberdade nas mãos das famílias proprietárias nas relações de trabalho - Depois da Segunda Guerra, leis de trabalho e anti-truste impostas ao Japão - Modelo gerencial
- Competição intensa entre estudantes - sistema de emprego permanente. Legitimação para preservar as estruturas organizacionais
- divisão entre oficiais do Estado e capitalistas no domínio político da economia
Taiwan Empresas de propriedades familiares e controladas. São relativamente pequenas Crescimento com pouca intervenção do mercado financeiro e governo
Não são grandes, nem verticalmente integradas e nem diversificadas
Papel pequeno na alocação de capital
Coréia do Sul Conglomerados de corporações
Chaebol - empresas de propriedades familiares altamente diversificadas
Papel ativo no financiamento do chaebol (conseqüência do pós-guerra)
França Indústria de consumo diversificada e baixo nível de envolvimento bancário
Ênfase em bens de produção
- intensa privatização na década de 1990
Longo histórico de intervenção do Estado em relações de emprego e sistema educacional
Bourdieu (1996) - vínculo entre as escolas de elite e o treinamento de gerentes e profissionais pelo Estado e indústria - extensivos benefícios trabalhistas e regras de trabalho
Escandinávia Predomínio de empresas privadas Estado de bem estar social como um tipo ideal de dominância dos trabalhadores com uma assistência de atoresdo Estado Fonte: Fligstein (2011)
Os fatos mais importantes de um crescimento parecem ser os arranjos políticos de estado/sociedade, mediação entre trabalhadores e capitalistas e uma história livre de guerras, invasões ou vitimização por imperialismo. Em sociedades co mmaior nível de democracia,
92 partidos políticas que refletiram o interesse dos trabalhadores se tornaram mais prevalentes, com menor corrupção e maiores investimentos em infraestrutura físical e social, em que as políticas de redistribuição não parecem ter afetado o crescimento econômico (FLIGSTEIN, 2001).
Nos Estados Unidos, o modelo de trabalho reflete o compromisso entre o modelo gerencial e profissional. No século XIX, as associações de empregadores destruíram muitas associações de empregados e o Estado não intervinha. Não é surpresa que Taylorismo e Fordismo dominaram a estruturação do sistema de empregos. Fligstein (2001) sugera que os sistemas de relações de emprego tem uma origem social única que pode somente ser estudada historicamente.
Segundo Fligstein (2001), a literatura de controle bancário tem focado recentemente na extensão do controle e seu efeito no comportamento de empresas grandes. Bancos, companhias de seguro, fundos mútuos e fundos de pensão tem aumentado suas holdings em grandes empresas (Herman 1981). Autores argumentam que controle bancário pode ser dividido em três: controle através de propriedade, hegemonia bancária pela posição chave no sistema financeiro e possibilidade de influenciar devida a dependência financeira.
A seguir será apresentado como o Estado brasileiro no período de 2003 a 2012 tem jogado essas regras internacionais a partir dos fundos de pensão de empresas públicas e dos bancos públicos aumentando o seu potencial de controle bancário. Outro ponto interessante sobre a estratégia de criar campeões nacionais parece estar realcionada a idéia apontada por Chandler, Amatori e Hikino (1997), de que sociedades onde estão grandes empresas tem experimentado crescimentos econômicos mamis sustentáveis. Um ponto indicado por Fligstein (2001), é que em sociedades com uma maior distribuição da democracia, partidos políticos que refletiram o interesse de trabalhadores se tornaram mais prevalentes e investimentos en infraestrutura física e social, com políticas de redistribuição não pareciam ter afetado o crescimento econômico.
Rodrik (1996), examinou dados do relacionamento entre o tamanho do governo e dependência do comérico nos países da OCDE, com evidências de que a maior parte das sociedades dependentes do comércio tem grandes, não pequenos governos. Sociedades onde o comercio é mais importante tem seus riscos compensados por gastos de governo para garantir estabilidade. Essa particularidade para o caso brasileiro será demonstrada no tópico a seguir, com os aportes do BNDES em medidas anticíclicas.
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3.11 Mecanismos de Financiamento e investimentos nas obras do PAC: Títulos Públicos,