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1. GİRİŞ

1.4. Aktif Karbon Sentez Yöntemleri

1.4.2. Aktivasyon

1.4.2.2. Kimyasal Aktivasyon

É importante analisar o que os críticos e apoiadores estão dizendo sobre o PAC, qual o seu conteúdo discursivo, quem são esses agentes e a que instituições estão ligados. A seguir é apresentada uma tabela com os principais apoiadores do PAC e seu conteúdo discursivo:

Tabela 7: Apoiadores do PAC

Nome/formação/cargo Discurso de Apoio

Dilma Roussef PAC retoma a capacidade de planejar em longo prazo

para induzir o crescimento do país, que visa geração de emprego e renda e atenuação de desigualdades regionais e sociais.

Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) Expectativa de que o PAC atue como âncora para alcançar robustez fiscal e incentive investimentos no país. Ressalvas ao uso do FGTS sem consulta aos trabalhadores, em que a caixa deve assegurar o fundo, e contenção das despesas de custeio

Paulo Skaf (Presidente da FIESP) Avalia as medidas de estímulo à indústria nacional como positivas, mas que não resolver o problema da competitividade. FIESP recebeu bem a redução da conta de energia (mas acha que deveriam ser feitas novas licitações); alguns setores da indústria foram beneficiados (desoneração da folha de pagamento); novas linhas de crédito do BNDES; maior participação; conselhos setoriais de competitividade no Planalto.

Edélcio Vigna e equipe INESC (Instituto de Estudos

Econômicos) Apóiam a idéia do PAC, desde que leve em conta os impactos ambientais e sociais. Ressaltam a importância do PAC como política de Estado, já que o programa pretende deixar uma agenda de obras aprovadas ao longo do tempo. Ressaltam, para o caso da região norte, a necessidade de desconcentração de

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terra para que os recursos do PAC não caminhem do sentido de valorização de latifúndios. Encaram o PAC como a versão brasileira do IRSA (Iniciativa de Infra- estrutura Sul Americana)

Juarez Guimarães42 "É a primeira vez na história brasileira que estão sendo criadas as condições para um ciclo sustentado de crescimento econômico com distribuição de renda" (FPABRAMO, 2007)

CUT (Central Única dos Trabalhadores)/ Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

o PAC representa a retomada do papel do Estado como condutor e promotor do crescimento econômico e desenvolvimento do país, através de investimentos estratégicos. Nesse sentido, o PAC é um plano com aspectos positivos, porque procura combater a ciranda financeira que comanda a destinação da renda apropriada pelo Estado. Mas precisa passar por uma revisão nas medidas ligadas aos trabalhadores (JARDIM, 2013)

Fonte: FIESP (2013); INESC (2012); PLANALTO (2010); FBABRAMO (2007)

Como podemos observar, Dilma Roussef, que foi a principal liderança a implementar o PAC em 2007 quando era ministra, faz uma defesa do programa que une discursos de braço direito e braço esquerdo de Estado. O discurso das centrais sindicais indica uma convergência com o discurso do governo federal.

Os demais discursos de ministros não foram colocados pela razão de que são convergentes ao discurso da agora presidente da república Dilma. O discurso do PSB é esperado pois faz parte da base governista, porém colocam um marco de distinção sobre os recursos do FGTS e sobre a necessidade de reduzir despesas de custeio.

O discurso da FIESP mostra que estão satisfeitos mas exigem políticas mais efetivas para a indústria. O curioso no caso da redução da conta de energia é que nesse momento a FIESP afirma apoio a medida, se contrapondo ao governo do PSDB, especificamente José Aníbal, secretário de Energia do Estado de São Paulo.

Já o INESC, uma associação civil voltada a estudos dos impactos econômicos e desdobramentos sócio-ambientais vê com bons olhos a necessidade do PAC para reduzir as desigualdades sociais, mas relata que a questão da terra deve ser resolvida na região norte para que não haja especulação e aumento das desigualdades.

42 Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (1976), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1990) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1997). Atualmente é professor Associado do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisa principalmente nas áreas de teoria política, com ênfase nas tradições republicanas e socialistas, na área de pensamento político e social brasileiro, além de políticas públicas relacionadas aos Estados do Bem-Estar Social (LATTES, 2013)

87 Essa pesquisa confirma a idéia de que o governo está tentando deixar o PAC como política de Estado, estruturando os planos à longo prazo e realizando licitações para que as obras sejam continuadas por governos posteriores. De fato isso ocorre no setor elétrico.

A seguir são apresentados discursos dos principais críticos ao PAC:

Tabela 8: Principais críticas ao PAC

Nome/formação/cargo Crítica

Roberto Bocaccio Picitelli/ Professor de Economia UnB/Consultor do Núcleo de Finanças, Orçamento e Tributação da Câmara dos Deputados

PAC inconstitucional por sobrepor-se ao Plano Plurianual

Confusão de contas do que é PAC 1 e o que é PAC 2 (muitas obras não foram realizadas no primeiro) Baixo investimento poderia ser as razões dos blackouts no setor elétrico, que poderia estar relacionado à introdução das termoelétricas e novos pontos frágeis no sistema

Gil Castelo Branco/Presidente da ONG Contas

Abertas Lentidão no licenciamento ambiental, burocracia, dificuldade de governos locais na elaboração de projetos

Leonardo Boff/Doutor em Filosofia e

Teologia/historicamente afinado aos ideais do PT

Deficiência do governo Lula nas questões ecológicas, com discursos tradicionais da relação capital e trabalho

Marina Silva/ex-ministra do Meio Ambiente no Governo Lula (até 2008)/provável candidata a presidente em 2014

Programa com visão equivocada, aceleração pela aceleração. Investimentos em infraestrutura podem ser feitos com mais cuidado com as questões ambientais e sociais

Chico Alencar Falta de medidas sociais como a reforma agrária

"É uma discrepância falar em aceleração e manter os pilares da política econômica. Será que o Banco Central não empaca o PAC com essa remuneração aos rentistas?” (CARTA MAIOR, 2007)

Aécio Neves/presidente do PSDB/provável candidato

à presidência em 2014 Agendas rotineiras dos governos passaram para o PAC, inflando os números. Agendas do setor privado também passaram a fazer parte, com o mesmo problema para os financiamentos ambientais Agenda das Estatais passaram a fazer parte do PAC Fonte: Agências UnB (2011); Contas Abertas (2011); UOL (2010); Veja (2010)

Podemos ver que grande parte da crítica vem de pessoas que já pertenceram ou apoiaram o governo, as quais se distanciaram do governo devido aos impactos ambientais do PAC, criticando-o por não dar a devida atenção à isso. Várias críticas vem da esquerda do espectro político, falando da necessidade de reforma agrária e da política econômica que freia os investimentos.

Ocorreram, no âmbito do governo Lula, disputas relacionadas aos transgênicos, a aceleração do desmatamento, o impasse na transposição no rio São Francisco e o licenciamento das hidroelétricas na Amazônia e a decisão de construção das usinas. Aumentaram os embates entre a então Ministra do Meio Ambiente (MA) no Governo Lula, Marina Silva e outros ministérios, com alguns embates com a então Ministra da Casa Civil e

88 atual presidente Dilma Roussef com respeito às usinas do rio Madeira (Jirau e Santo Antônio).

Na carta de demissão em 2008, elucidando os conflitos relacionados à área ambiental, a ex-ministra Marina Silva fez o seguinte comentário,

Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental. (UOL, 2008)

Segundo alguns relatos de jornalistas, através de fontes do Governo, Marina Silva figurava entre as possíveis ministras a deixar o MA, porém como Marina tinha legitimidade no setor, isso poderia soar como um desrespeito ao meio ambiente. De fato, a sua saída causou um mal estar ao Planalto, já que sua imagem fornecia credibilidade ambiental perante movimentos sociais e ambientais.

A saída da Ministra aumentou a pressão dos movimentos ambientalistas com respeito as obras, dada a projeção das denúncias da ex-ministra e o sinal simbólico de sua saída. Longe de estar fora do cenário político, Marina foi a terceira mais votada nas últimas eleições (2010), e aparece em 2012 fundando uma nova sigla.

Recentemente, na cerimônia das olimpíadas de Londres, estavam presentes ministros de governo e a presidente Dilma Roussef. Na cerimônia, Marina Silva entrou carregando a bandeira com anéis olímpicos juntamente ao secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel, causando constrangimento à delegação brasileira, já que ela representa uma oposição. Essa legitimidade pode trazer a tona futuros embates sobre o modelo de desenvolvimento empreendido pelo PAC (ESTADÃO, 2012) .

Outra crítica vem de um economistas que fez estudos encomendados para uma comissão do congresso, buscando demonstrar que o PAC se sobrepôs ao Plano Plurianual. Essa pesquisa encontra a evidência de que o poder executivo passou a controlar de fato as políticas de infraestrutura num fenômeno convergente à outras esferas no que tange ao predomínio do executivo sobre o legislativo. Outra questão está relacionada a confusão entre o PAC 1 e PAC 2.

À direita do espectro político as críticas são de que os números foram inflados, incluindo indevidamente projetos que não estariam relacionados ao PAC.

89 Independentemente da pertinência ou não das críticas, essa pesquisa parte do pressuposto de que houveram aumentos significativos dos investimentos, embora possa haver distorções dos dados. Mas, mais importante do que isso, é importante analisar como as críticas ambientais ao modelo de desenvolvimento influenciou tanto o aumento de gastos em marketing e investimentos das Parcerias Público Privadas na área social e ambiental, como também aumentaram as denúncias relacionadas à exploração do trabalho, impactos ambientais e sociais.

Para o caso das usinas em questão, alguns destes pontos serão discutidos, sendo interessante o fato de que a crítica de falta de investimentos e da dualidade de investimentos públicos versus privados perdeu força, porém, em contrapartida a questão do impacto ambiental e social tem sido o grande foco de disputa dos empreendimentos, com aumento de riscos e também aumento da especulação que tem alterado o cronograma financeiro.

3.10 Relação Estado e mercado em países centrais: uma visão a partir da abordagem