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1. GİRİŞ

1.6. Adsorpsiyon

1.6.2. Adsorpsiyon Termodinamiği

O Ministério da Fazenda, através da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), é o órgão responsável pela administração da Dívida Pública Federal43 (DPF), a qual é considerada interna, chamada Dívida Pública Federal Interna (DPMFI), quando os pagamentos são realizados em moeda corrente em circulação e externa, chamada Dívida Pública Federal Externa (DPFE), quando são feitas em moeda estrangeira.

Este estudo se debruça sobre a DPMFI, pois representa, de longe, a maior dívida do governo e são os recursos que foram e continuam a ser aplicados em infra-estrutura. Além disso, os principais credores da dívida são bancos comerciais e instituições financeiras (incluindo Bancos Públicos e FGTS) e fundos de pensão.

Para além desses apontamentos baseados nos modelos da economia como neoliberalismo e keynesianismo, que tem o seu valor como meio de profecia auto-realizante como em Bourdieu (1998) que cria realidades significativas, embora com uma limitação importante por conta de enxergar o processo histórico apenas dentro dos seus modelos, essa pesquisa usa como argumento central teorias de Simmel (1986) e Neiburg. O primeiro, em diferença ao materialismo histórico que coloca o processo cultural como dependente das condições econômicas, diz que a formação da vida econômica influencia a situação psíquica e cultural de uma época e recebe por outro lado as grandes correntes homogêneas da vida histórica.

43 Em cima desses títulos são cobrados imposto de renda e IOF. Segundo o Tesouro, 95% dos títulos públicos está sob a SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia, administrado pelo Banco Central). Desde 2002 o governo vem mudando perfil de emissões, pois 60% eram remunerados pela SELIC, 22% atrelados à taxa de câmbio e apenas 2% em títulos prefixados e 12% remunerados pela inflação. Quando a taxa de câmbio se desvalorizava o banco central era obrigado a elevar a taxa SELIC, para controlar a inflação, refletindo também na saúde fiscal. Para mudar esse quadro, o governo colocou fim a emissão de títulos indexados em câmbio associada à outras medidas, e em 2004 a parcela da dívida interna indexada ao câmbio foi de 5% (TESOURO, 2012).

O governo busca na intenção de diversificar praz Os bancos preferem SELIC. Já os fundos de pr esse tipo de investimento d estoque da DPMFI atingiu crescimento do estoque da 1999, onde era de R$ 441,4 cada um dos compradores d

Figura 5: Princ

Até abril de 2012, g financeiras (60%), com des interessante é que, entre ess pensão das empresas públic uma linha de coerência com 44 Instituições financeiras – Ban estrangeiros, corretoras e distr investimento; Investidores não-r Previdência e seguradoras – prev e resseguradoras; Governo – fun mercado, fundo soberano, fundo mencionadas;

15% 9% 4%

na emissão dos títulos a diversificação dos razos e tipos de títulos emitidos.

rem investir a maior parte em títulos pré-fix previdência têm investido a maior parte em ín dá maior previsibilidade e menor sensação de iu R$ 1,872 trilhões em novembro de 2012, a dívida vem ocorrendo de maneira mais ou m 1,41 bilhões (TESOURO, 2012). A seguir tem s dos títulos da DPMFI,

incipais detentores da Dívida Pública Mobiliária Federal Fonte: Tesouro (2012)

, grande parte da DPMFI estava nas mãos dos destaque também para os fundos de pensão co

esses credores, há participação dos bancos púb licas, e os bancos privados são, na maioria, nac om a proposta de redução de vulnerabilidade ex

ancos comerciais nacionais e estrangeiros, bancos de istribuidoras, bancos estatais, comercias e de dese

residentes – pessoas físicas ou jurídicas com residê evidência aberta, fechada e os regimes próprios de previ undos e recursos administrados pela União tais como F dos garantidores; Outros – pessoas físicas e jurídicas nã

31% 29% 5% 9% 12%

Detentores

Instituiçõe financeiras Fundos de investimen Fundos de previdênci Governo 95 s investidores44, com a

fixados45 com base da índice de preço46, pois de risco aos cotistas. O 2, porém, o cenário de menos constante desde temos a porcentagem de

ral Interna

os bancos e instituições com 15%. A evidência úblicos e dos fundos de nacionais, demonstrando externa no programa de

de investimento nacionais e senvolvimento; Fundos de idência ou sede no exterior; evidência social, seguradoras o FAT, FGTS, fundos extra-

não financeiras exceto as já ições eiras s de mento s de ência

96 governo do Partido dos Trabalhadores na eleição de 2002. Segundo Maistro (2010), entre os dez maiores fundos de investimento, oito compõe a tesouraria dos dez maiores bancos

Em uma publicação do BNDES intitulado “Crise abre oportunidades para os fundos de pensão”, da revista do BNDES "Visão do Desenvolvimento", de 3 de agosto de 2009, foi ressaltada a importância dos fundos de pensão nas economias que integram a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), as quais administravam, em 2007, recursos da ordem de US$ 18 trilhões. Esse relato diz que a crise financeira internacional associado a uma redução da taxa básica de juros da economia brasileira abre boas oportunidades para os fundos de pensão diversificarem suas aplicações.

Nota-se, segundo Bittencourt (2008), um crescimento significativo da participação dos fundos de pensão na compra de títulos de 5,3% em 2006 para 15% em 2012. Essa relevância aumenta uma vez que, por ter um perfil de mais longo prazo, são coerentes com o perfil de longo prazo da montagem das carteiras dos fundos de previdência. Porém há limitações para novos crescimentos, que podem ser atenuados pela criação do fundo de pensão dos servidores públicos, o FUNPRESP.

Segundo Fligstein (2001), a literatura de controle bancário tem focado recentemente na extensão do controle e seu efeito no comportamento de empresas. Dessa maneira, verifica- se que grandes bancos, companhias de seguro, fundos mútuos e fundos de pensão têm aumentado suas holdings em grandes empresas. Além disso, Fligstein (2001) argumenta que o controle bancário pode ser dividido em três: controle através de propriedade, hegemonia bancária pela posição chave no sistema financeiro e possibilidade de influenciar devido à dependência financeira.

Poderemos ver que as capitalizações dos bancos públicos via títulos públicos têm colocado essas instituições em posições chave no sistema financeiro, com possibilidade de influenciar nos investimentos devido a dependência financeira, já que, além desses bancos fornecerem crédito, passaram a ser também repassadores de crédito ao setor bancário privado (relação de dependência) e, por outro lado, esse cenário de participação nas holdings há destaque para a participação pública.

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3.13 Investimentos do BNDES em infraestrutura: formas de investimento e