1. GİRİŞ
1.4. Aktif Karbon Sentez Yöntemleri
1.4.1. Karbonizasyon
O site do PAC publica balanços quadrimestrais dos investimentos, com estimativas de desoneração tributária, aperfeiçoamentos do sistema tributário, acompanhamento das medidas institucionais e marco regulatório para buscar garantir o andamento dos projetos.
Segundo dados do PAC (2007-2010), foram investidos R$ 559,6 bilhões em infra- estrutura, de um total previsto de R$ 619 bilhões. A seguir é mostrada a figura 4 com o detalhamento dos investimentos:
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Figura 4: Execução financeira do PAC de 2007 até 31/10/2010 Fonte: PAC (2010)
Os investimentos do setor público - somados aos investimentos estatais, OGU/Fiscal e seguridade e as contrapartidas aos Estados e Municípios - somaram 235,7 bilhões. Já os financiamentos à pessoa física representaram os recursos de financiamentos em habitação, dos quais 463,6 mil unidades habitacionais, que representaram R$ 28,4 bilhões, são referentes ao Programa de Habitação Minha Casa Minha Vida, embora a maior parcela habitacional esteja relacionada a financiamentos comuns de compra de novas casas e reformas de casas antigas.
Sobre o mercado de casas, Bourdieu (2011) fez um estudo interessante na França, sobre o qual ele afirma que o Estado contribui para produzir o estado de mercado de habitações, orientando direta ou indiretamente os investimentos financeiros.
Neste estudo, o autor faz uma crítica à lógica de financiamento da casa nos anos 1970, com reflexos relacionados à ajuda individualizada, em que ele identifica essa atividade como uma visão neoliberal em matéria de financiamento público e que estes contribuíram para criar divisão social - muitas vezes materializadas no espaço, como por exemplo uma simples rua entre os proprietários de pequenas casas e os habitantes dos grandes conjuntos habitacionais coletivos, que por uma série de fatores culminou com quebra-quebras em Vaux-en-Velin ou o assassinatos em Saint Florentin. Dessa maneira na questão da casa o Estado influi decisivamente para definir a distribuição social do espaço ou, as diferentes distribuições das diferentes categorias sociais no espaço.
175,9 119,9 51,2 6,2 197,8 8,6
Investimentos
Estatal Setor privadoOGU (Seguridade e fiscal) Financiamento ao setor público Financiamento a pessoa física
82 Segundo Bourdieu (1997a), confirma-se a retirada do Estado e a diminuição da ajuda pública destinada a construção quando, ao longo dos anos 70, os incentivos ao investimento no setor imobiliário são substituídos pela ajuda individualizada. Uma investigação mais profunda precisaria ser feita para a realidade brasileira, que guarda semelhanças embora o caso brasileiro esteja relacionado a pessoas que não tem casa própria, pagam aluguel, já moram em locais afastados. Portanto pesquisas futuras podem ajudar a compreender se isso ocorre também no Brasil. De qualquer forma a ajuda individualizada não é uma realidade apenas do mercado de casas; no setor elétrico temos a redução da conta de energia para geração de renda.
Os investimentos em habitação vão além dos retornos em juros (mesmo que menores do que os operados no mercado, representam ganhos ao Governo ao longo do tempo) e retornos em tributos por conseqüência das obras. Além desses fatores, o governo afirma que a construção das casas é um instrumento vigoroso de incentivo à produção, indo ao encontro do argumento de geração de emprego e renda previsto no plano de governo do PT em 2002.
Segundo o relatório do PAC, esses investimentos serviram de medida anticíclica à crise, com geração de emprego e renda. O governo busca demonstrar quantitativamente o número de empregos gerados e faz uma associação dos dados macroeconômicos do período com os investimentos realizados.
Especificamente para o setor elétrico, essa pesquisa parte da idéia de que o PAC não é meramente um projeto para angariar votos nas eleições ou apenas projetos no papel. Vários empreendimentos de geração que estavam planejados desde a década de 1980 e que foram licitados na década de 1990 foram construídos apenas a partir de 2003 e intensificados a partir do PAC1. Além disso, várias outras obras foram empreendidas em outros setores a partir desse programa, porém há algumas críticas de opositores que serão levadas em conta nessa pesquisa posteriormente.
Através de dados dos relatórios do PAC e do CMSE, em geral se percebem atrasos nas obras da ordem de 6 meses a 1 ano, com várias motivações diferentes, sobretudo com respeito ao atraso de licenciamentos ambientais, os quais ocasionam aumentos significativos do valor das obras, o que pode ser um motivo real ou fruto da especulação para aumento de preços. Esse assunto será mais bem tratado no capítulo 4.
83 No levantamento dos investimentos do PAC41 de 2007 à 2010, foi levantado um valor total de R$ 450 bilhões em investimentos, em que 34,6% foi para o setor de energia e, desse montante, 21,6% foi para o setor de geração de energia elétrica, num total de R$ 33,7 bilhões.
Foram contabilizados os leilões para que se tenha uma idéia do peso da fonte hidroelétrica, em relação às demais, que estão na tabela 6:
Tabela 6: Investimentos planejados no PAC 1 por modalidade de geração para leilões de 26/07/07 à 17/12/10
Leilões (Tipo de fonte) Potência (MW)
Hidroelétricas 23.917
Termoelétricas 11.851
Eólica 3.853
Biomassa 3.092
Fonte: Adaptado de PAC (2011)
Do total de geração leiloada até 2010, 58,4% é de geração hidroelétrica, seguida da geração termoelétrica com 28,9%. Por representar a maior parte da geração, os estudos focam sobre as cinco principais hidroelétricas planejadas no PAC, para posteriormente particularizar as unidades de análise Belo Monte e Jirau.
O presente estudo aprofunda a análise investigando a Usina de Belo Monte (maior em investimentos e geração) e a Usina de Jirau, segunda maior usina, com a particularidade de ter como acionista majoritário um sócio privado, embora podemos perceber que, de maneira geral, a participação pública na composição acionária é significativamente maior nos empreendimentos analisados como um todo.
3.8 Desoneração Tributária no PAC e na Economia: uma lógica ortodoxa resignificada