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Keynesyen ve Post-Keynesyen (Neokeynesyen) Büyüme Teorileri

1.5. EKONOMİK BÜYÜME TEORİLERİ

1.5.5. Keynesyen ve Post-Keynesyen (Neokeynesyen) Büyüme Teorileri

No volume de número 2 da coleção Pioneiros da Psicologia Brasileira, Medeiros (2001) registrou que “ a marcante atuação de Ulisses Pernambucano em defesa de minorias marginalizadas da sociedade – crianças excepcionais, doentes mentais negros,adeptos de seitas africanas – produziu desinteressadas colaborações, e também acirradas inimizades.” Dentre as diversas publicações na área da psicologia, destacamos o título “As doenças mentais entre os negros de Pernambuco”, apresentado no primeiro Congresso Afro-

Brasileiro do Recife no ano de 1934 e divulgado na Revista Estudos Afro-Brasileiros, no ano de 1935. Neste trabalho...

“Pernambucano pesquisou uma amostra de 1745 internados no Hospital de Alienados e concluiu que: a) os negros são menos atacados pelas psicopatias constitucionais que o resto da população ; b) os negros são mais atacados pelas psicopatias por lesões cerebrais; c) as psicopatias por ação de tóxicos químicos e microbianos e auto- intoxicações apresentaram-se significativamente mais altas nos indivíduos negros.” 1988, pp. 93-98)

Ulisses Pernambucano é uma importante referência para a Psicologia no Brasil pois trabalhou no campo da Medicina Psiquiátrica, da Educação, da Psicologia e da Antropologia. No que diz respeito à população negra foi um potente incentivador de estudos e pesquisas sobre as seitas africanas, um lutador pela descriminalização e legalização das mesmas, distanciando-se das concepções de Nina Rodrigues.

3- Athur Ramos

Assim como Nina Rodrigues, Ramos (1988) entendia que o negro não deveria ser estudado apenas no tema racial; seria importante investigar sua cultura, a herança de seus traços africanos, suas formas de participação na sociedade, elementos para a elaboração de um mapa psicocultural do negro, resultados que configurariam numa área denominada etnopsicologia por meio do encontro de teorias antropológicas e psicológicas.

Suas obras sobre a questão do negro, a saber: O negro brasileiro (1934); O

folclore negro no Brasil,(1936); As Culturas negras no novo mundo,(1938); e Aculturação negra no Brasil,(1942) são marcos da produção teórica e, no seu caso mesclando antropologia e a psicanálise como podemos ler no livro O negro brasileiro - etnografia

negro-fetichistas são tão evidentes no Brasil que bem mostram o poder de impregnações dos elementos pré-logicos” e, por isso viveríamos “em pleno domínio de um mundo mágico, inpermeável, de uma certa maneira ainda, aos influxos de verdadeira cultura”. Em sua obra, o autor elucida o composto do que foi nomeado etnopsicologia, ao passar da interpretação psicanalítica para a histórico-cultural e vice-e-versa, valorizando a cultura que para ele seria o instrumento que destruiria “a ilusão mágica da nossa vida emocional’’ para que se pudesse atingir etapas mais adiantadas substituindo condutas pré-lógicas por outra mais racionais. Ramos (1988) deu ênfase à questão religiosa e, para nós, tentou psicanalisá- las, pois em sua opinião

“a psychanalise2 já fornece hoje methodos de uma comprehensão mais exacta do Eu e do próprio mecanismo do pensamento. E, estudando os grupos pré-lógicos – selvagens, creanças, capas atrazadas das sociedades – analysa as funções do Ego nas suas prisões nos mundos mágico, mystico e totêmico, e nos seus esforços para se livrar dellas”. (p.297)

Uma questão nos chama a atenção: parece que a tentativa do autor em compreender a psique coletiva do brasileiro não surtiu efeito e o estudo das “formas atrazadas de suas religiões” permitiu “apenas descobrir uma ponta do véu”. A partir destas constatações Ramos sugeriu que deveríamos “ descer mais, muito mais. E escrever a historia do Brasil (...) ligando-a “com a massa éthnica” para ser “mais exacta, mais scientifica, investigando as “peripécias e transformações do seu inconsciente folklorico” ( 1988, pp. 297-298)

4- Juliano Moreira

Médico baiano, negro, tem sido aclamado como responsável pela inserção da psiquiatria brasileira nos caminhos da ciência. Formado em Medicina, e doutorado na mesma área recebeu influências de Emil Kraepelin, médico alemão, construtor de um

método de observação e diagnostico dos alienados mentais, em contrapondo aos métodos de Pinel. Foi diretor Hospício Pedro II de 1903 até 1930. Russo (2002) registrou que

“A modernidade de Juliano Moreira (...) não se limitou à incorporação do método kraepeliniano ou à ênfase no caráter orgânico da doença mental. Defendia uma reorganização da assistência ao doente, propondo novas formas de tratamento como o open door, a klinoterapia e o tratamento em regime heter-familiar. Além disso, Moreira é considerado um dos precursores da psicanálise brasileira”. (p.14)

Na edição fac-similar da Revista Novos Estudos Afro-brasileiros de 1988, que registrou os trabalhos do Primeiro Congresso Afro-Brasileiro do Recife, a viúva de Juliano Moreira afirmou que o mesmo referenciou o negro e o mestiço em alguns de seus trabalhos3, tais como: Notícia sobre a evolução da assistência a alienados no Brasil (1905), no qual Moreira sustentou que “ á má natureza dos elementos formadores da nossa

nacionalidade deve-se a nossa vasta degenerescência physica, moral e social que injustamente tem sido attribuida ao único fato da mestiçagem” (página 25 do texto do autor); Contribuição ao estudo da demência paralytica no Rio de Janeiro especialmente no Hospital Nacional de alienados (1916) e algo sobre doenças nervosas e mentaes no Brasil (1929). Neste último a opinião de Moreira era a de que “o elemento negro também entrou

no caldeamento e os seus descendentes puros ou mestiços têm sido sempre um factor que

não póde deixar de ser mencionado na historia da evolução do Brasil na via do mais evidente progresso”.(s/pg) Para Moreira, o Brasil deveria ser visto como um lugar no qual se poderia fazer excelentes estudos comparativos sobre “os vários tipos étnicos”, pois “sob

o ponto de vista psychológico, a influencia do meio, dos hábitos e costumes é formidável. De modo que acho muito mais fácil hoje fazer psychologia de um povo que psychologia de uma raça”. Também registrou sua opinião de que...

“As raças que porventura por seu afastamento se tem conservado puras são cada vez em menor numero, e para estuda-las, falta-nos o conhecimento da língua. O aprendizado dessa nunca se faz sem uma influencia recíproca entre o que aprende e o que ensina” (s/pg)

e, ainda acrescentou que

“(...) as differenças por mim encontradas dependem mais do grau de instrucção e educação de cada um dos examinados do que do grupo ethnico a que elle pertence. Assim é que indivíduos pertencentes a grupos ethnicos considerados inferiores, quando nascidos e creados em grande cidade, apresentavam melhor perfil psychologico, do que indivíduos mesmo provindos de raças nórdicas, creados no interior do paiz em meio atrazado. É em todo caso certo que um individuo retirado cedo de um meio social inferior e levado a um ambiente melhor, desenvolve-se de modo surprehendente se não houver em seu cérebro falha anatômica congênita”(s/pg).

A partir dos registros feitos acima, podemos pensar que Moreira tinha como pressuposto que as diferenças de conduta que os indivíduos pudessem apresentar estariam pautadas mais pelas questões ambientais do que por questões orgânicas, ou seja, há na opinião do autor uma influência cultural que guardadas as ocorrências orgânicas deverá ser minuciosamente estudada, o que, em nosso entendimento, reforça as perspectivas etnopsicológicas e/ou etnopsiquiátricas e de todo modo as sustentações desses e de tantos outros que investigaram os negros e os mestiços à época contribuíram para a construçao de concepções sobre o negro e seus descendentes.