1. TARİH İÇİNDE ERZURUM’A VERİLEN ADLAR
3.4. Saltuklular Zamanında Kültür Ve Medeniyet
3.4.9. Kervansaraylar
Rangel Pestana estava azafamado em razão das suas obrigações na capital federal, no cargo de parlamentar, o que lhe impossibilitava de atuar efetivamente na política educacional paulista. O então governador, Dr. Bernardino de Campos, buscava outro ator social para elaborar, de maneira abrangente, a reforma geral para a instrução pública no Estado de São Paulo. Em 8 de setembro de 1892 a lei nº 88 que iria reger a reforma em toda a instrução pública do Estado de São Paulo foi aprovada.
A proposta de lei deveria ser amplamente discutida e confrontada a ponto de alcançar moderação para que pudesse exercer impacto na reforma. Também deveria ser instaurada em regime de urgência, com o desígnio de dar continuidade à construção do organismo educacional que se pretendia construir na capital econômica da República (MERCADO, 1996). Ressurge o nome de Goerceix que em razão da sua competência foi nomeado para desempenhar a função de auxiliar técnico na Secretaria do Interior no Estado de São Paulo. Em 28 de abril de 1892 ele assume o cargo na condição de consultor da Instrução Pública e sob sua responsabilidade ficou a empreitada de produzir o projeto de reforma da instrução pública prometida e apregoada pelos republicanos. O projeto foi apresentado pelo deputado Bueno de Andrade na Casa das Leis do Estado de São Paulo. O comentário proferido por Gabriel Prestes, que na época ocupava também uma cadeira de parlamentar no mesmo recinto, a respeito da aprovação do plano, divulgado pelo jornal O Estado de São Paulo, é que o tal projeto era uma verdadeira anomalia tanto na questão dos preceitos quanto na maneira de administrá-los (REIS FILHO, 1995).
A nova lei que iria reger o ensino havia sido aprovada. A liderança do Estado demonstrava estar disposta a fazer o que fosse necessário para que este permanecesse em franco crescimento e esse parecer incluía impreterivelmente o setor educacional. A reforma da instrução pública tinha no bojo da sua proposta a criação do Conselho Superior da Instrução Pública, Inspetorias Distritais e ainda dividir a educação pública em três segmentos que seriam os seguintes: primário, secundário e superior.
A escola primária seria constituída em duas etapas, a preliminar e a complementar. A preliminar seria de caráter obrigatório e ministrado para as crianças que estivessem na faixa etária dos 7 aos 12 anos de idade e tendo como regentes os professores que foram habilitados pela Escola Normal. Para atender a demanda de professores para este segmento seria necessário implantar mais quatro Escolas Normais no Estado.
Em seguida à etapa preliminar viria a complementar com duração de quatro anos. Compreenderia a faixa etária dos 12 aos 16 anos e proporcionava ao estudante prosseguir a carreira acadêmica. Esta etapa não era comum entre os estudantes, pois não havia escolas em número suficiente para a população e os estudos eram mais avançados causando dificuldades de aprendizagem. Segundo Caetano de Campos, este era exatamente o momento em que o estudante despertava para a vida profissional, acadêmica, religiosa, ou seja, era um momento de formação muito importante se fazendo necessária a atuação da escola. Posteriormente, essa escola foi descaracterizada e desviada do seu objetivo primeiro (SOUZA, 1998).
Quando o aluno terminava a etapa complementar incluía-se o curso Secundário Científico e Literário. O governo criaria três prédios de nome Ginásio, um deles na capital. A duração deste curso seria de seis anos, sendo quatro de forma comum a todos e os outros dois anos de acordo com a escolha do aluno científico ou literário (REIS FILHO, 1995).
Outra categoria de escola reconhecida na proposta seria a escola intermédia que teria como regentes os professores não normalistas, conhecidos como “Professores de Palácio”, capacitados em acordo com os Regulamentos de 1869 e 1887 (REIS FILHO, 1995).
A escola provisória era regida por docentes interinos que seriam examinados de maneira imprescindível perante o inspetor do distrito. Estas escolas contavam com um currículo reduzido e os professores não eram formados pela Escola Normal (SOUZA, 1998).
As escolas unitárias também estavam inclusas no programa de reforma. Escola esta em que o professor dependendo do número de estudantes, seria possível ter um auxiliar e lecionaria para alunos que estavam em diferentes estágios da aprendizagem.
Por fim, anexo ao prédio da Escola Normal, seria criado um Curso Superior com duração de dois anos, objetivando a formação dos futuros professores para os cursos secundários e também para as escolas primárias (SOUZA, 1998).
Gabriel Prestes, ativo representante dos professores na Câmara Legislativa Paulista, ganha visibilidade ao expor por meio do jornal O Estado de São
Paulo, em 12 artigos, o seu parecer a respeito das questões que deveriam
impreterivelmente ocupar o centro das atenções, o que na íntegra era um contraponto a lei que acabava de ser aprovada.
O período em que a Escola Normal esteve sob a direção do Dr. Benevides39, tanto a influência de Miss Browne aumentou quanto à de Horace Lane. Presume-se que é nesse momento em que o relacionamento de Bernardino de Campos se estreita com o diretor da Escola Americana em razão das necessidades da Escola Normal e, consequentemente, da Escola Modelo.
As relações entre Bernardino de Campos e Horace Lane permaneceram até 1912, fato este atestado por uma carta escrita de próprio punho pelo ex-governador e endereçada aos filhos de Horace Lane por ocasião do falecimento do educador norte- americano e consultor da instrução pública paulista. A carta pode ser visualizada nas figuras a seguir:
Figura 7: Carta que Bernardino de Campos envia a família de Horace Lane após o seu falecimento Fonte: Arquivo particular de Fred Lane, bisneto de Horace Lane
Com relação à participação de Horace Lane na instrução pública durante o governo de Bernardino de Campos, o jornal O Correio Brasiliense publica a seguinte nota:
Horace Lane um enamorado das coisas da Educação. Na organização de nossas escolas oficiais ao tempo em que a sua patrícia Miss Márcia Browne começou a adaptar ao nosso meio, os processos mais adiantados da metodologia norte-americana, esse honrado velho alheara-se de todos os seus encargos, das responsabilidades que lhe cabiam como diretor de dois estabelecimentos de ensino, para consagrar toda virilidade do seu espírito à obra grandiosa em que estava vivamente empenhado o Sr. Dr. Bernardino de Campos, então Presidente do Estado (O CORREIO BRASILIENSE40, 1983
apud HACK, 2003, p. 91)41.
O governo de Bernardino de Campos se apropriou do ideal de implantar a reforma social no Estado de São Paulo por meio da instrução pública, e encontrou em Horace Lane um alentado mediador.