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KELİMELERE BAĞLI DENEYİM

II. BAŞKA BİR DİLDE TİYATRO PRATİĞİ

II.III. KELİMELERE BAĞLI DENEYİM

A transição do ciclo autoritário para um regime democrático repre- sentativo, iniciada em 1978 e encerrada em outubro de 1982, foi um dos momentos mais conflituosos e intensos da história política boliviana do sé- culo XX. Foi, sem dúvida, o ponto culminante de um processo de crise esta- tal acumulada e não resolvida desde os primeiros anos da Revolução Nacio- nal de 1952. Alguns analistas convencionaram denominar esta situação “empate catastrófico” entre o Estado e a sociedade.1 Sua principal caracte- rística foi uma espécie de hábito político beligerante entre o movimento sin- dical, reunido em torno da Central Obrera Boliviana (COB), e as Forças Arma- das, como representação do pólo hegemônico do Estado.2

1 Segundo Mayorga (1991) o “empate catastrófico” deve ser entendido, em termos de poder estatal, como um bloqueio mútuo e como a incapacidade política e ideológica das forças políticas em dar solução de hegemonia e consenso em escala nacional à questão estatal. Ver também Lazarte (1986). 2 Embora se possa situar formalmente o aparecimento desse duelo contínuo no momento em que as Forças Armadas ocuparam o poder, em novembro de 1964, na realidade ele começou muito antes: quando deixou de ser possível a dualidade de poder entre o governo do MNR e a COB, pacto de Pirro quebrado em 1954. Os momentos de desequilíbrio entre ambos os pólos, operários e governo, foram sempre resolvidos com o uso da força — das milícias algumas ve- zes, outras do Exército (Zabaleta, 1995).

O clima de beligerância entre esses atores teve solução dramática e atribulada quando o governo militar, após seu estrepitoso fracasso, deu iní- cio à transição para um regime constitucional. No caso boliviano, o proces- so de transição não teve, como em outros países da região — Brasil, Peru ou Uruguai —, acordos e calendários estabelecidos por consenso para que as Forças Armadas deixassem o poder de forma ordenada. Foi, antes, um ciclo turbulento, cheio de desacordos e rupturas sistemáticas que aprofundaram a crise, levando-a a extremos incontroláveis. A programação política para o retorno à democracia foi uma decisão praticamente unilateral das Forças Armadas, que tentaram utilizar um artifício para obter o poder por delega- ção. Em 1978, nas primeiras eleições presidenciais, apresentaram seu can- didato corporativo, mas fracassaram fragorosamente.

Essa primeira iniciativa, mais libreto de opereta política do que uma efetiva saída institucional, revelou o interesse militar em manter-se no po- der. O fracasso da fraude eleitoral desencadeou uma das maiores tormen- tas políticas, e um período de repressão e violência sustentado por uma cul- tura política intolerante.

O general Bánzer (1971-78), após quase sete anos ininterruptos de go- verno, inaugurou o processo de abertura política que resultou em três elei- ções malogradas entre 1978 e 1980 e em dois dos golpes militares mais san- grentos da história boliviana do último século. Até outubro de 1982, data em que foi restaurada a democracia, o país atravessou uma traumática ex- periência de golpes, conspirações e contragolpes que o levaram à beira de uma guerra civil.

Após a candidatura do general Pereda à presidência, frustrada no pri- meiro turno das eleições de 1978, este comandou um golpe de Estado con- tra seu padrinho político, o general Bánzer, refutando antecipadamente o resultado das eleições em que as próprias Forças Armadas haviam montado uma vergonhosa e ingênua fraude. Em novembro do mesmo ano, um setor institucionalista das Forças Armadas encabeçado pelo general Padilla deu novo golpe de Estado com a intenção declarada de restabelecer a ordem constitucional, mas, sobretudo, para atenuar a atmosfera de violência so- cial que ameaçava fugir ao controle militar. Foram convocadas eleições em 1979, nas quais um amplo setor da esquerda reunido em torno da Unión Democrática y Popular (UDP) e dirigido por Siles Z., obteve uma vantagem mínima. O espectro de ameaça que se abateu sobre as Forças Armadas e so- bre os partidos de direita impediu seu acesso ao poder.

A indecisão partidária no momento de eleger constitucionalmente o presidente da República entre os três candidatos mais votados obrigou os parlamentares a designar um Executivo interino, com a missão de convocar novas eleições para 1980. Nestas, venceu Guevara Arce, cuja gestão foi fu- gaz. Em novembro de 1979, o coronel Natusch Busch, apoiado por um gru- po de civis do Movimiento Nacionalista Revolucionario (MNR), deu novo golpe de Estado que durou apenas 16 dias.

A sangrenta operação militar produziu uma das maiores mobiliza- ções sociais da história, que resistiu ao golpe e inviabilizou o acesso do coronel Natusch ao poder. Como resultado de difíceis negociações entre o

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Executivo de fato e representantes do Parlamento, elegeu-se a presidente da Câmara dos Deputados, Lidya Gueiler, para uma segunda presidência civil interina em menos de dois anos.

O resultado das eleições de 1980 praticamente ratificou a terceira vi- tória da UDP. Contudo, antes da posse, em 17 de julho do mesmo ano, pro- duziu-se um sangrento golpe de Estado protagonizado pelo general Luis García Meza, que governou até agosto de 1981. Sua ligação com redes de narcotraficantes, paramilitares, e o peso da conduta repressiva do governo causaram profundas divisões nas Forças Armadas. A mobilização social e o débil apoio institucional provocaram sua destituição e posterior substitui- ção por uma junta de comandantes, que passou a presidência ao general Torrelio em agosto de 1981.

O governo do general Torrelio, que não passou de um mandato tam- pão do anterior, sofreu irresistível pressão civil, agravada pela profunda cri- se econômica que a sociedade experimentava. Torrelio foi deposto da presi- dência em julho de 1982, substituído pelo general Vildoso, último presidente militar de fato. Coube a este oficial administrar a etapa final de uma transi- ção que se perdera no caos e na repressão sistemática. A incontrolável pres- são do movimento sindical, o surgimento do movimento regional e as pres- sões internacionais fizeram as Forças Armadas se retirarem, humilhadas pela derrota política. Ainda que não se tenha reeditado a célebre derrota de abril de 52, abandonaram o poder incondicionalmente.

Após esse crônico e turbulento ciclo, cabe perguntar: o que causou esse bloqueio tão drástico do processo de transição? Terá sido somente o peso histórico da crise de Estado de 52 que levou o país a este ponto, ou ou- tros fatores concorreram para isso? A transição foi determinada mais por fa- tores internos do que externos, ou teria havido uma combinação de ambos? Finalmente, o que levou as Forças Armadas à institucionalização política?

Diversos analistas assinalam acertadamente que a dissolução da von- tade coletiva e da capacidade de enfrentar uma crise tão aguda que impe- diu a saída negociada do governo autoritário obedeceu principalmente à acumulação da crise orgânica do Estado de 52. Essa crise, caracterizada pelo “empate catastrófico”, transcendeu os meros limites do exercício de domina- ção militar. Neste sentido, a transição simplesmente conteve o processo de derrubada da Revolução Nacional pelo elo mais fraco, isto é, pela via pura- mente repressiva. Assim, as diversas formas de ocupação militar do poder iniciadas em 1964, algumas marcadas pelo nacionalismo (1969-71), outras por um liberalismo repressivo (1971-78) com prolongamentos erráticos (1978-82), revelam finalmente uma crise crônica de hegemonia no país. As- sim, as distintas fórmulas autoritárias constituíram simplesmente soluções falsas de força ante uma crise de ordem estrutural da qual foi parte substan- tiva a própria ditadura militar.

De certa maneira, a crise foi constante, e sua manifestação mais obje- tiva foi o enfrentamento e o bloqueio mútuo entre as Forças Armadas e a COB. Os partidos políticos de esquerda que orbitaram em torno da COB su- cumbiram, ao longo da Revolução Nacional, não só pelo controle autoritá- rio, mas também pelo peso de seus dogmas: sem capacidade de autocrítica,

sem iniciativa para ir além do próprio discurso e legitimar-se socialmente, e sem uma adequada leitura da realidade, construíram um muro ideológico intransponível. Além de sua interpretação inconsistente da realidade nacio- nal, acabaram eles mesmos fragmentados e antagônicos em posições irredu- tíveis, além de profundamente debilitados pela repressão militar.

Os partidos políticos de esquerda não apenas mantiveram princípios de pureza ideológica até o esgotamento, como muitas vezes se refugiaram em um moralismo intransigente cultivado à luz de dogmas ilusórios. Outras ve- zes, motivados por ira circunstancial, empunharam armas, tentando enfren- tar o Exército com armamento tosco e artesanal. Apesar de terem existido as condições necessárias para a articulação de um bloco compacto de esquerda, isso nunca foi possível.3

Paradoxalmente, a COB, protagonista de diversas formas de resistên- cia à ditadura, conseguiu desenvolver uma enorme capacidade de organiza- ção, de mobilização e de oposição às Forças Armadas. Contudo, não foi ca- paz de romper o equilíbrio estratégico nos momentos mais importantes des- sa luta, porque não contou com apoio suficiente dos partidos políticos de esquerda, que sempre propugnaram mais discursos do que práticas demo- cráticas.4

Suas emblemáticas palavras de ordem — “tomar o céu de assalto” — sempre que se pôde foram sensivelmente reduzidas. Uma cega resistência antimilitar levou a COB a trágicas derrotas, que muitas vezes, além da per- da de posições durante o enfrentamento com o governo militar, acabaram provocando a repulsa da sociedade. A prioridade sindical cobista, de talhe eminentemente salarial, monopolizou toda forma de interpelação. Durante muito tempo impediu o surgimento de outras forças sociais como vetores de apoio e resistência, como no caso dos camponeses. Sua férrea organiza- ção operária, sua lógica de guerra e sua intolerância política impediram ali- anças estratégicas com outros setores da sociedade. A COB só veio a de- monstrar um certo grau de abertura sindical quando os camponeses opta- ram por criar um movimento paralelo e independente. Seu dogma indiscutível da construção de uma “ditadura do proletariado” bloqueou a participação ati- va de outros atores e, sobretudo, mostrou sua intolerância com a pluralidade

3 Dois momentos foram propícios à superação de sua histórica divisão ideológica e política: quando houve a possibilidade de construir um bloco consistente, durante o governo nacionalista do general Tórrez, argumentos fracos e sua tradicional falta de comunicação ideológica acabaram fazendo-os perder a oportunidade de passar à práxis política; uma segunda oportunidade ocorreu durante o golpe de Estado de Natusch Busch, em novembro de 1979. Esta também se perdeu sem ser aproveitada. A UDP, o bloco de esquerda que se acreditava mais compacto, mostrou-se total- mente incapaz de organizar e comandar a resistência antimilitar. Ao contrário, foram as forças sindicais, a COB e a CSUTCB, que terminaram liderando o movimento de resistência.

4 A experiência sindical autônoma da COB, privilegiada pela primeira fase da Revolução Na- cional, e sua vocação sempre latente para administrar um poder dual tiveram efeitos perversos. Essa situação levou a COB a esgrimir posturas maximalistas e a sustentar ideologias radicais que restringiram perigosamente os espaços de negociação e de abertura democrática.

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de ideologias e princípios de outros setores, que acabou cooptando pela via dissuasiva.

Essa fase crítica do Estado em 52, de bloqueio mútuo e de debilidade social, que se deu paralelamente à desagregação corporativa das Forças Ar- madas, pode bem corresponder às características assinaladas por Mayorga (1991): “a) ausência de um pacto de dominação apoiado na hegemonia e no consenso; b) falta de uma alternativa política consistente, independente de sua orientação ideológica; c) fragmentação política das forças sociais e dos partidos, bem como crise ideológica dos partidos de esquerda; d) preemi- nência de um aparato estatal sobre a sociedade civil, que, apesar de desa- gregada e desarticulada, jamais perdeu sua capacidade de resistência e veto a projetos de institucionalização autoritária do poder estatal; e) ante o vazio político que implica a crise de hegemonia, a irrupção das Forças Armadas no sistema político e no controle do aparato estatal se impôs como única resposta que as forças políticas dominantes poderiam dar ao problema da crise estatal”.

Neste contexto, tratou-se de resolver a instabilidade política e a crise econômica via golpe, o que certamente constitui uma saída pouco feliz, de- sesperada e inviável. Em todo caso, mostra a acumulação de outra caracte- rística central da tentativa de construir o Estado Nacional desconsiderando a autodeterminação social. Trata-se da intolerância política, que revela um dos traços centrais do desenvolvimento cultural boliviano: pretender resol- ver os momentos de crise por meio de uma lógica de guerra.

A discussão global da crise não tem relação apenas com a memória de 52. Nela também intervêm outros fatores significativos, que precisam ser levados em conta pelo peso político específico que adquiriram em todo o processo de incerteza e indefinição estatal: a) uma economia frágil e de- sestruturada, baseada essencialmente no padrão de exportação de minérios e complementarmente agrícola; b) uma composição étnico-cultural que, desde a República, sofreu graves processos de exclusão, marginalização e repressão; c) uma forte desarticulação política e ideológica, que nunca per- mitiu conciliar interesses gerais, menos ainda quando se viveu intensamen- te, e sem pausa, entre os fogos da dependência externa e dos fortes desejos de autodeterminação nacional, e d) finalmente, a desarticulação regional, que, juntamente com a falta de integração social ao Estado, impediu a am- pliação do mercado interno.

Os fatores que contribuíram para a transição foram sobretudo inter- nos, ainda que no último período da ditadura a pressão norte-americana te- nha tido efeito residual, como veremos adiante. Essa pressão deveu-se mais à natureza delituosa do governo do que à convicção democrática.

A situação econômica e seus reflexos na sociedade estiveram entre os principais motivadores e aceleradores da transição. Embora, nos primeiros anos do governo Bánzer, a situação econômica fosse favorável devido ao au- mento dos preços do petróleo e do estanho e, ainda, à exportação diversifi- cada da agroindústria da região oriental, em 1974 a economia entrou numa espiral descendente.

Apesar do modesto crescimento econômico, as estatísticas oficiais mascaravam uma modernização apenas aparente. Um exemplo disso foi a estimativa de um PIB per capita de US$600 em 1976 e de US$729 em 1977, enquanto o Banco Mundial calculava, para este último ano, US$360. Quais- quer que sejam as causas do declínio da economia, a mais grave foi certamen- te o recurso a empréstimos externos, na falta de investimentos estrangeiros. Em 1971, a dívida externa era de aproximadamente US$780 milhões, passan- do a US$3,1 bilhões ao final de 1978. Esse aumento desmedido, que jamais foi acompanhado de um crescimento correspondente nas exportações, ele- vou drasticamente o serviço da dívida, que passou de 17,3 para 32% do valor das exportações naqueles anos. A situação se agravou porque as fontes de fi- nanciamento não foram os governos estrangeiros, mas os bancos privados.5

A economia sofreu, assim, acelerada deterioração durante a ditadura da década de 1970 e o ciclo da transição. A decomposição do sistema produ- tivo, tanto estatal quanto privado, coincide com um ciclo de depressão nos preços das matérias-primas no mercado mundial. Essa situação pôs em xe- que o modelo clássico de inserção da economia boliviana no âmbito da eco- nomia dos países industrializados. Sem controlar a dimensão macroeconô- mica, o regime militar promoveu ajustes graduais na política salarial que le- varam a um descontentamento social agudo e provocaram uma onda de mobilizações. Associou-se assim o fracasso na orientação da economia com o fracasso administrativo.

A mobilização social e a exacerbação repressiva do regime em conse- qüência da crise econômica acabaram deteriorando o pacto implícito com a classe média. Da mesma forma, o célebre pacto militar-camponês chegou a seu ponto crítico em 1974. Este foi, sem dúvida, um dos maiores golpes po- líticos infligidos à capacidade de governo das Forças Armadas.

A ruptura do pacto contribuiu para a organização da Confederación Sindical de Trabajadores Campesinos (CSUTCB), em 1979, que iria reforçar o poder sindical da COB. O surgimento da poderosa aliança mineiro-campo- nesa assinala o momento do verdadeiro declínio e fracasso das Forças Ar- madas no controle dos camponeses e o fim do modelo clientelista do Esta- do de 52. Pode-se afirmar que é aí que as Forças Armadas começam a admi- nistrar o poder de forma pretoriana.

Outra característica da transição foi a pulverização dos partidos. Bas- ta um breve olhar para a situação partidária para se constatar um profundo processo de fragmentação, conflito, marginalização e proliferação partidária.

5 O que fica claro é que em nenhum momento o crescimento da dívida foi acompanhado por um desenvolvimento autêntico. Ao contrário, entre 1971 e 1978, a média de greves foi a mais alta das três últimas décadas e o poder aquisitivo dos salários caiu de 47 para 31%. Desde 1981, a taxa do crescimento do PIB foi negativa, segundo informações da Cepal (–1,1% em 1981, –9,2% em 1982). Em conseqüência, o PIB per capita caiu nesse mesmo período de –4,1 para –11,11%. As exportações, que haviam chegado a US$1,036 bilhão em 1980, caíram para US$994 milhões em 1981 e para US$897 milhões em 1982. A taxa de inflação, que havia subi- do a 35%, explodiu em 1981, chegando aos 300%. Enquanto o pagamento de juros chegava a 43,6% em 1982, o desemprego pulava de 9,7 para 12% (Dunkerley, 1985).

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Não se trata apenas da fragmentação dos partidos existentes, mas do surgi- mento de novos partidos, como a Acción Democrática Nacionalista (ADN), organizada pelo general Bánzer, que teria papel-chave tanto na transição quanto na consolidação da democracia.6

Um fator adicional de pressão se agregou à polarização política entre as Forças Armadas e a COB e à pulverização partidária: surgiu um movi- mento civil regional que entrou em choque com o governo militar, minan- do ainda mais sua parca capacidade de governar.7 Por outro lado, a ilegiti- midade do governo e a ruptura das alianças entre as Forças Armadas e seus antigos aliados afetaram profundamente sua própria unidade interna, o que acabou prejudicando sua capacidade de administrar o poder.

Neste clima de anomia política e perda de controle governamental podem ser identificados cinco conjuntos de fatores que presidiram o colap- so e posterior retirada militar: a) a crise ideológica e moral da instituição militar; b) sua crise profissional; c) a crise de gestão e administração gover- namental; d) o deslocamento do eixo geográfico de sustentação do poder mi- litar e e) a incapacidade de resistir a pressões externas.