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BÖLÜM III: ATÛFÎ’NİN KEŞFÜ’L-MEŞÂRİK ADLI ESERİ’NİN TAHLİLİ 39

3.3. Keşfü’l-Meşârik’in Nüshaları

Pontos Plano Nacional

de Educação - PNE

Plano Estadual de Educação - PEE

Plano Plurianual da Educação Municipal - PPA

Ampliação de vagas

- Ampliar a oferta para atender, em cinco anos, a 30% da população de até 3 anos de idade e 60% da população de 4 e 6 anos (ou 4 e 5 anos). E até o final da década, alcançar a meta de 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos;

- Adotar, progressivamente, o atendimento em tempo integral para as crianças de 0 a 6 anos.

- Garantir, progressivamente, o atendimento da Educação Infantil: 50% da faixa etária de 0 a 3 anos de idade (Creche) e 100% da faixa etária de 4 a 6 anos (Pré-Escola), em dez (10) anos;

- Ampliar o tempo de permanência da criança nas instituições, tendo em vista o atendimento em tempo integral;

-Implantar uma política de expansão acompanhando o crescimento populacional e suprindo, gradativamente, o déficit acumulado, incluindo-se os alunos portadores de deficiência e com necessidades educativas especiais;

- Assegurar o atendimento das crianças portadoras de deficiência e com necessidades educativas especiais na rede regular de Creches e Pré-Escolas, garantido as necessidades e o direito de atendimento especializado;

- Estabelecer políticas para assegurar a progressiva universalização da Educação Infantil pública.

- Ampliar o número de vagas e classes em EMEIs e CEMEIs-creches, adequando o quadro de pessoal das novas unidades às necessidades de atendimento1.

Uma das metas se refere à construção de 8 novas creches com capacidade de atender 120 crianças cada;

- Incentivar a celebração de convênios para a construção e/ou ampliação de atendimento às crianças de 0 a 6 anos, com entidades filantrópicas visando à ampliação do número de vagas com qualidade de atendimento.

1

O documento denominado Plano Plurianual da Educação Municipal do período em estudo não apresenta porcentagem de atendimento com relação a ampliação de vagas como nos Planos Nacional e Estadual.

de Educação de Educação Municipal Infraestrutura

do equipamento

- Elaborar padrões mínimos de infra- estrutura para o funcionamento adequado das instituições de educação infantil que assegurem o atendimento tanto das características das distintas faixas etárias como das necessidades do processo educativo. Estes se referem à existência e adequação de espaços internos e externos, instalações sanitárias, de higiene, de repouso, de alimentação, de desenvolvimento das atividades diversas, mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos e adequação às características das crianças especiais;

- Adaptar as instituições existentes; bem como autorizar construções e funcionamento de novas instalações de acordo com a infra-estrutura mínima definida.

- Determinar a adequação de todas as instituições de Educação Infantil aos padrões mínimos definidos por lei; bem como redefinir padrões mínimos de infra- estrutura garantindo condições adequadas de espaço, instalações sanitárias, de higiene, serviço de merenda escolar, espaço para esporte e recreação, mobiliário, equipamento, materiais didático- pedagógicos, incluindo livros, brinquedos e outros materiais de apoio às atividades escolares;

- Diagnosticar os problemas referentes à autorização para funcionamento das instituições e determinar prazo os ajustes necessários e legalização, bem como fechar instituições que não se adequarem;

- Ampliar a rede física pública, em colaboração com os Municípios, providenciando a infra-estrutura e os equipamentos necessários para acesso e permanência de crianças nas creches e pré- escolas, inclusive para atender os portadores de deficiência e pessoas com necessidades educativas especiais.

- Adequar e melhorar o atendimento nas unidades escolares;

- Favorecer a permanência das crianças em ambientes mais adequados com conforto térmico, acústico, estético e pedagógico;

- Otimizar a infra-estrutura existente e criar espaços alternativos para o desenvolvimento das atividades;

- Garantir a qualidade e a acessibilidade a esses espaços;

- Eliminar barreiras arquitetônicas nas unidades escolares, adequando os diferentes ambientes para o atendimento dos portadores de necessidades educativas especiais;

- Favorecer o acesso e permanência de crianças e adolescentes na rede municipal de ensino, prevenindo e atuando sobre as situações pessoais e sociais de risco; - Adquirir e adaptar mobiliário para adequação dos espaços físicos com vistas ao atendimento com qualidade.

de Educação de Educação Municipal Profissionais - Estabelecer um Programa Nacional de

Formação dos Profissionais de educação infantil em colaboração com outros órgãos e instituições, para que, todos os professores e dirigentes das instituições de educação infantil possuam formação apropriada em nível médio (modalidade Normal) e, progressivamente, formação de nível superior;

- Executar programas de formação e capacitação em serviço para atualização e aprofundamento de conhecimentos para todos os profissionais que atuam na educação infantil;

- Ampliar a oferta de cursos de formação de professores de educação infantil de nível superior, nas regiões com déficit de qualificação.

- Assegurar, permanentemente, a formação inicial e continuada dos trabalhadores em Educação Infantil;

- Garantir o cumprimento do disposto na LDB quanto ao prazo de formação de professores;

- Estabelecer em parceria com a União, programas de formação e orientação para o pessoal auxiliar das creches em todos os Municípios;

- Exigir escolaridade mínima de Ensino Fundamental para o pessoal auxiliar das creches, estabelecendo programas de formação em serviço para os que não possuam essa qualificação;

- Estabelecer módulo funcional de pessoal habilitado e suficiente;

- Garantir a realização periódica e sistemática de concursos públicos de ingresso os docentes e funcionários técnico- administrativos.

- Valorizar os profissionais da educação, por meio da elaboração e implementação do novo estatuto do magistério com a criação de plano de carreira, garantindo a sua participação nos organismos de deliberação da escola;

- Instituir uma nova organização do trabalho escolar com vistas à melhoria da qualidade do ensino e reduzindo as discrepâncias salariais;

- Prover a formação continuada dos profissionais do ensino, lotados nas unidades e nas funções administrativas da Secretaria por meio da participação em encontros, debates, seminários, congressos, etc.; elevar a escolarização dos funcionários de escola;

- Aumentar o número de professores especializados; criar equipe multidisciplinar para apoio na rede municipal, em conjunto com a Secretaria de Saúde.

de Educação de Educação Municipal Proposta

pedagógica

- Assegurar que todos os Municípios definam sua política para a educação infantil, com base nas diretrizes, normas e referenciais nacionais.

- Assegurar que todas as instituições de educação infantil, com a participação dos profissionais de educação elaborem seus projetos pedagógicos.

- Adequar o projeto político-pedagógico considerando as diretrizes nacional e estadual, e outros instrumentos legais de proteção à infância, com o objetivo de assegurar o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social das crianças; - Construir, uma concepção humanística de infância e desenvolvimento da criança, que fundamente o currículo e o projeto político- pedagógico com base na participação de todos os envolvidos e nos conhecimentos acumulados na área; bem como elaborar o projeto político-pedagógico, de acordo com essa concepção e considerando também as diretrizes curriculares nacional e estadual para a Educação Infantil.

- Proporcionar a educandos e educadores oportunidades de usufruir o prazer da leitura como forma de aquisição de conhecimento e lazer;

- Criar oportunidades que favoreçam o enriquecimento do processo de ensino- aprendizagem, incentivando as práticas interdisciplinares visando à construção coletiva do conhecimento e elevando a qualidade do ensino oferecido na rede municipal de educação.

de Educação de Educação Municipal Gestão - Implantar conselhos escolares e outras

formas de participação da comunidade escolar e local na melhoria da organização e funcionamento das instituições de educação infantil.

- Adequar o número de alunos por turma às necessidades do trabalho pedagógico em Creches e Pré-escolas;

- Compete aos profissionais da escola e à comunidade a construção do projeto político-pedagógico e aos Conselhos de Escola, democraticamente constituídos, a aprovação e o acompanhamento desse projeto, dos planos escolares e da proposta orçamentária, com base em diretrizes emanadas dos Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação. O projeto político-pedagógico das escolas deve contemplar princípios e procedimentos que promovam o aperfeiçoamento dos processos de gestão democrática, de trabalho didático- pedagógico e de avaliação nas unidades escolares.

- Garantir a gestão democrática no Sistema Estadual de Educação e nas instituições de ensino.

- Adequar a proporção aluno/professor na educação das crianças de acordo com as necessidades da faixa etária;

- Ampliar o controle público da gestão educacional por meio da implantação e consolidação dos Conselhos Municipais:

Educação, Alimentação, Acompanhamento do FUNDEF,

Acompanhamento do Bolsa Escola, fortalecendo os movimentos de organização da sociedade civil;

- Promover e garantir a democratização da gestão escolar, sedimentando e fortalecendo os conselhos de escola em todas as unidades escolares;

- Formar continuamente 100% dos diretores de escola e representantes de conselhos de escola com vistas à sensibilização e conscientização quanto à importância e aos meios para que se efetive a gestão democrática.

Avaliação - Estabelecer parâmetros de qualidade dos serviços de educação infantil, como referência para a supervisão, o controle e a avaliação, e como instrumento para a adoção das medidas de melhoria da qualidade;

- Estabelecer em todos os Municípios, um sistema de acompanhamento, controle e supervisão da educação infantil, nos estabelecimentos públicos e privados, visando tanto o apoio técnico-pedagógico para a melhoria da qualidade quanto à garantia do cumprimento dos padrões mínimos estabelecidos.

- Assegurar a ação supervisora, através da implementação de formação permanente dos profissionais voltados à função supervisora, possibilitando um acompanhamento dos sistemas de educação;

- Avaliar interna e externamente as instituições educacionais, levando em conta seus recursos, organização, condições de trabalho, entre outros indicadores.

- Garantir o controle e a fiscalização da qualidade da educação municipal, da aplicação dos recursos públicos destinados à educação, democratizando as informações gerais relativas à educação municipal.

Pontos Plano Nacional

de Educação

Plano Estadual de Educação

Plano Plurianual da Educação Municipal

Financiamento - Assegurar que, em todos os Municípios, além de outros recursos municipais os 10% dos recursos de manutenção e desenvolvimento do ensino não vinculados ao FUNDEF sejam aplicados, prioritariamente, na educação infantil; - Realizar estudos sobre custo da educação infantil com base nos parâmetros de qualidade.

- Aplicar, progressivamente, maiores recursos financeiros até atingir 1.9 % do PIB estadual;

- Estabelecer, no Sistema Estadual de Educação, uma política específica de financiamento da Educação Infantil em colaboração com os governos federal e municipais;

- Instituir o salário-creche em nível estadual, enquanto contribuição patronal, à semelhança do salário-educação;

- Definir os valores do custo aluno-ano, na Educação Básica em 25% a 30%.

-Construir instrumentos, metodologias e análise de dados e custos educacionais para o direcionamento adequado das políticas e ações a serem implantadas; - Disponibilizar recursos financeiros, materiais e didáticos que visem ao apoio pedagógico para o desenvolvimento de programas de educação.

de Educação de Educação Municipal

Censo - Incluir as creches ou entidades

equivalentes no sistema nacional de estatísticas educacionais.

- Realizar censo educacional para caracterizar, por Município, a demanda reprimida e a necessidade de vagas;

- Incluir as creches públicas no sistema nacional de estatísticas educacionais e progressivamente as do setor privado.

- Produzir dados educacionais confiáveis, focalizando as faixa etárias de 0 a 3 anos, 4 a 6 anos e as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Pontos Plano Nacional

de Educação

Plano Estadual de Educação

Plano Plurianual da Educação Municipal

Subsídios - Garantir a alimentação escolar para as crianças atendidas na educação infantil, nos estabelecimentos públicos e conveniados, através da colaboração financeira da União e dos Estados;

- Assegurar, em todos os Municípios, o fornecimento de materiais pedagógicos adequados às faixas etárias e às necessidades do trabalho educacional.

- Estabelecer programas progressivos de fornecimento de materiais didático- pedagógicos adequados, transporte e alimentação a todas as suas Creches e Pré- Escolas, em todos os Municípios do Estado; - Assegurar programas suplementares de material didático-escolar, de transporte, de alimentação, assistência médico- odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social, não compatibilizados nas despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.

- Equipar as unidades escolares com recursos para o melhor atendimento aos usuários, aprimorar os processos de compra e distribuição dos insumos para as unidades no que se refere à alimentação escolar;

- Melhorar a qualidade de atendimento na rede municipal de educação, a manutenção da limpeza das unidades, a segurança, a qualidade e produção da merenda escolar, buscando reduzir o absenteísmo no trabalho decorrente da escassez de funcionários.

de Educação de Educação Municipal Outros - Instituir mecanismos de colaboração

entre os setores da educação, saúde e assistência na manutenção, expansão, administração, controle e avaliação das instituições de atendimento das crianças de 0 a 3 anos de idade;

- Estabelecer, até o final da década, em todos os Municípios e com a colaboração de outros setores e órgãos, programas de orientação e apoio aos pais com filhos entre 0 e 3 anos, oferecendo, inclusive, assistência financeira, jurídica e de suplementação alimentar nos casos de pobreza, violência doméstica e desagregação familiar extrema.

- Promover ação de caráter educacional amplo nas comunidades que demandem a integração de várias secretarias visando à melhoria da qualidade de vida, a organização social e ampliação do espaço de cidadania.

i

Fontes:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Política Nacional de Educação Infantil: pelo direito das crianças de zero a seis anos à educação. Brasília, 2005. Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pol_inf_eduinf.pdf>

PLANO Estadual de Educação. Proposta da Sociedade Paulista. Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública. São Paulo, 14 de outubro de 2003. (PL n.º 1.074/03, versão revisada em 30/10/03). Disponível em <http://adusp.org.br/PEE/PEE.pdf>

É importante destacar com relação aos objetivos mencionados pelo PPA dois aspectos interessantes: um se refere à dificuldade do município em organizar ou obter dados confiáveis que subsidiem a articulação de sua própria política educacional. Considerando o porte da cidade de São Carlos, tal aspecto relaciona-se a uma ineficiência da estrutura administrativa e, conseqüentemente, à necessidade de modernização da gestão pública educacional, e isso inclui não só a aquisição de equipamentos, mas também a contratação de outros profissionais qualificados para a área, o que requer investimentos.

O outro aspecto se refere à intenção da proposta pedagógica das unidades municipais centrar-se na leitura como forma de aquisição de conhecimentos e possibilidade de lazer. Tal aspecto relaciona-se, implicitamente, com o processo de alfabetização, visto os altos índices de reprovação e analfabetismo nas séries iniciais das unidades municipais de ensino fundamental.

A partir desse ponto de vista, inferimos que naquele momento, embora ainda não muito bem definido, parecia nascer uma tendência do município em aderir rapidamente ao ensino fundamental de nove anos, uma vez que a priorização com relação à leitura também se estendia às unidades de educação infantil e que, inconscientemente, pôde levar muitos professores e gestores a interpretaram tal fato como tendência de se alfabetizar na pré-escola.

4 A EDUCAÇÃO INFANTIL NAS CRECHES MUNICIPAIS DE SÃO CARLOS

4.1 Breve estatística

A rede municipal de ensino de São Carlos era constituída até dezembro de 2004, por 50 unidades escolares, sendo 8 unidades de ensino fundamental (1ª a 8ª série regular e suplência), 28 unidades de educação infantil (pré-escolas de 4 a 6 anos) e 14 unidades de educação infantil (Creches de 0 a 3 anos), estas de interesse central neste trabalho.

Ao levantarmos dados sobre a educação infantil, os Resultados Finais do Censo Escolar de 2004 produzidos pelo INEP1 apontam no Brasil o total2 de 6.903.762 matrículas iniciais, sendo 1.348.237 de 0 a 3 anos nas Creches e 5.555.525 de 4 a 6 anos na pré-escola. O Estado de São Paulo concentra o total de 1.786.095, sendo 394.857 de 0 a 3 anos nas Creches e 1.391.238 de 4 a 6 anos na pré-escola.

O cálculo da Fundação Seade aponta que, em São Carlos até 2004, havia uma população de 21.097 crianças em idade escolar de 0 a 6 anos, sendo 12.179 de 0 a 3 anos e 8.918 de 4 a 6 anos3.

Segundo dados fornecidos pelo Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, em 2004 a rede de educação infantil pública municipal atendeu: 6.614 crianças de 4 a 6 anos nas EMEIs4 (pré-escola); 1.301 crianças de 0 a 6 anos em Creches e 829 crianças de 0 a 6 anos em 7 instituições filantrópicas/conveniadas5 com a Secretaria Municipal de Educação6.

Ao tratar especificamente da realidade das Creches no município, verificamos que: das 829 crianças atendidas pelas Creches conveniadas, 313 estavam na faixa etária de 0 a 3 anos e 516 crianças de 4 a 6 anos. Do total, 738 crianças foram atendidas em período integral e em uma única unidade 91 crianças em meio período. Apontou-se uma demanda ativa de 314 solicitações nessas instituições.

Quanto às Creches conveniadas, em 2002 a Secretaria Municipal de Educação de São Carlos estabeleceu convênio com 7 instituições filantrópicas e/ou assistenciais da cidade, às

1

Fonte Inep. Disponível em <http://www.inep.gov.br/básica/censo/escolar/resultados.htm>

2 Os resultados referem-se à matrícula inicial na Creche e na Pré-Escola somando-se o total das redes estadual,

federal, municipal e privada.

3

Fonte: Fundação Seade. Disponível em <http:www.seade.gov.br/produtos/imp/index.php?page>

4

EMEI – Escola Municipal de Educação Infantil.

quais repassava o valor de R$ 40,00 mensais por criança atendida de 0 a 6 anos, fornecendo também gêneros alimentícios mensalmente. Essas instituições atendiam aos critérios estabelecidos para funcionamento (administrativos, físicos / instalações, organizacionais etc), prestavam conta dos recursos e encaminhavam periodicamente os quadros escolares nominais para comprovação. Esta parece ter sido uma forma de ampliar o atendimento de crianças na faixa etária de 0 a 6 anos no município em pouco tempo7.

Quanto ao atendimento nas unidades municipais de São Carlos, das 1.301 crianças atendidas nas 14 Creches municipais, 924 freqüentaram em período integral e 377 em meio período. Do total, 1.187 crianças estavam entre a faixa etária de 0 e 3 anos e 114 crianças entre 4 e 6 anos. Dentre as 14 unidades, apenas 2 unidades ainda atenderam crianças na faixa etária de 4 e 5 anos. Uma delas localizada num bairro, no qual há uma população com renda per capita muito baixa, atendeu 100 crianças, e uma outra apenas 14 crianças de 6 anos.

Nas Creches municipais, a partir dos dados levantados, também se evidenciaram registros de uma demanda por atendimento de 297 crianças entre 0 e 6 anos em 6 unidades (número que variou entre 8 a 106 solicitações). Estas já estavam atendendo no limite de sua capacidade e estão localizadas em regiões desfavorecidas social e economicamente, onde há moradias precárias, várias famílias ou famílias numerosas na mesma casa, falta de saneamento básico, serviços de saúde e assistência insuficientes para a demanda que se apresenta nessa região, além do desemprego e falta de oportunidades de esporte e lazer.

É importante salientar que os números se referem a uma demanda manifesta, em que as famílias ou responsáveis procuram vagas e há o registro da solicitação nas unidades. No entanto, sabemos que também há uma demanda latente, considerando que há a necessidade, mas não a procura efetiva e o devido registro.

Ressalta-se que, durante o período em estudo, não houve atendimento da educação infantil pela rede estadual no município. Já os dados sobre o atendimento na rede particular

6

Fonte: Quadro escolar de dezembro/2004 encaminhado à Secretaria Municipal de Educação pelas diretoras das Creches Municipais e Creches Conveniadas.

7

A título de comparação, a Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo também celebra, desde 2003, convênios com entidades ou instituições, pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos de caráter assistencial, associativo, comunitário, educacional ou de benemerência, objetivando atendimento integrado às crianças de 0 a 4 anos de idade, prioritariamente em áreas de risco, com carência sócio-econômica, deficiência ou inviabilidade de infra-estrutura social. Segundo o consultor técnico da referida cidade, Osmar Cussiol, os convênios têm por objetivo desenvolver programas de cooperação técnica e financeira para a instituição, manutenção, ampliação e melhoria no atendimento prestado às crianças e suas famílias. Os convênios são monitorados por um Grupo de Gestão com representantes das Secretarias Municipais de Educação e Cultura, Saúde, Desenvolvimento Social e Cidadania, sob a coordenação da Secretaria da Educação. Atualmente existem 27 convênios firmados em São Bernardo do Campo. O convênio prevê repasses para vagas ampliadas (R$ 150,00 per capita mensal) e para vagas que a entidade já possuía quando da data de celebração de parceria (R$

não serão elencados, devido ao interesse do trabalho estar centrado nas instituições públicas municipais.