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Ek 5. Tez Kabul Tutanağı

6. KAYNAKÇA

Fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional e da cinesia patológica de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais23.

Para tal finalidade, o profissional fisioterapeuta utiliza-se de conhecimentos e recursos próprios e baseando-se nas condições físicas do paciente, busca promover, aperfeiçoar ou adaptar a qualidade de vida do indivíduo. Entre os recursos terapêuticos ao alcance do Fisioterapeuta, destacam-se os meios físicos, tais como frio (crioterapia), calor (termoterapia), eletricidade (eletroterapia), exercício (cinesioterapia) e radiação (fototerapia), além das propriedades da água (hidroterapia) e aparelhos mecânicos (mecanoterapia), e outros decorrentes da evolução e produção desta área.

Como membro da área da saúde, o Fisioterapeuta atua em diferentes níveis de atenção, tais como prevenção, tratamento e reabilitação. Cabe ao Fisioterapeuta ocupar funções de pesquisa e ensino relacionadas com a profissão, desenvolvendo atividades docentes e coordenação de cursos, além da divulgação e promoção da profissão. Atua nas áreas afins da Medicina Preventiva, orientando condutas profiláticas com o objetivo de evitar transtornos físicos.

Com finalidade curativa e reabilitacional, o Fisioterapeuta atua em diversas áreas de especialidades, de forma a promover a integração do indivíduo na sociedade, restaurando a função adequada ao potencial do paciente.

A denominação FISIOTERAPIA parece, a princípio, causar confusões a cerca do objeto de trabalho desse profissional e limitar a atuação desse mesmo no cerne da terapêutica.

Na Fisioterapia o problema da clareza sobre o objeto de trabalho acentua- se: há uma absoluta atenção à doença1. A atenção e dedicação dos profissionais

de fisioterapia são orientadas para as diferentes modalidades de terapia em relação a alguns aspectos das doenças orgânicas.

Parece que as possibilidades de trabalho da profissão se esgotam nas perspectivas de recuperar as condições de saúde para níveis anteriores a um episódio de doença, ou de reabilitar um organismo auxiliando-o a ser capaz de fazer, de outras formas, o que já fazia antes, ou de minimizar o sofrimento quando nem reabilitar for possível.

O próprio nome da profissão já evidencia a seleção feita em relação ao que se considera objeto de trabalho nesse campo. Fisio - “Terapia” em princípio, pelo menos, exclui algumas modalidades de atuação profissional. Por exemplo: prevenção, manutenção de boas condições de saúde e a promoção da qualidade de vida.

A origem Histórica da Fisioterapia enfatizou e dirigiu as definições do campo profissional para atividades recuperativas, reabilitadoras ou atenuadoras quando um organismo não se encontra saudável.

O surgimento desse profissional em uma decorrência das grandes guerras fez-se, fundamentalmente, para tratar de pessoas fisicamente lesadas. As perdas totais ou parciais dos membros, atrofias e paralisias são exemplos do “objeto de trabalho” da Fisioterapia na sua gênese. Naquelas circunstâncias, porém, a preocupação fundamental – ou mesmo única – com a “doença” (lesões físicas e suas conseqüências) parecia adequada. A decorrência natural das condições

existentes na época fez com que a atuação profissional fosse voltada a atenuar o sofrimento e reabilitar organismos lesados.

Sabe-se que o que outrora se caracterizava como atuação desse profissional não mais se justifica nos atuais dias.

No Brasil, o início da Fisioterapia se implantou como possibilidade de solução para os altos índices de acidentes de trabalho existentes1. Também aqui era preciso curar e/ou reabilitar as vítimas desses acidentes para reintegrá–las no sistema produtivo ou, pelo menos, atenuar seus sofrimentos quando não fosse possível reabilitá–las ou recuperar suas condições anteriores de saúde.

Só essa origem e a direção em que se desenvolveu o exercício da Fisioterapia no País já tornaram pouco provável que a profissão fosse além do tratamento de distúrbios de postura e de movimento, através de terapia. Atenuar sofrimento, recuperar condições de saúde “perdidas” e reabilitar o indivíduo para a realização de certas atividades são as três grandes categorias de atividade profissional que se implantaram e permaneceram como “definição” de atuação profissional em Fisioterapia.

A Fisioterapia, fazendo parte da chamada “área da Saúde”, sofreu oscilações no decorrer da história. Teve os seus recursos e suas diversas formas de atuação voltadas quase exclusivamente para o atendimento ao indivíduo doente. A assistência à saúde é feita, nesse sentido, quando essa se encontra em seus piores níveis, para reabilitar condições que o organismo perdeu. A própria denominação das formas de atuação da Fisioterapia já evidencia isso tanto quanto a própria composição do nome da profissão (FISIO-TERAPEUTIKÓS): a atuação terapêutica através do movimento (cinesioterapia); atuação terapêutica através da eletricidade (eletroterapia); através do calor (termoterapia); do frio (crioterapia); da massagem (massoterapia), entre outros.

A Fisioterapia, enquanto profissão da área de Saúde deveria possuir profissionais que fossem capazes de lidar com as condições de saúde da população. E, nesse contexto, “lidar” significa ir além de uma atuação que objetive somente curar doenças, ou auxiliar um trabalho de recuperação de indivíduos já

lesados. Significa executar um trabalho cujo objetivo maior é propiciar um estado de condições de saúde que permita um elevado grau de conforto e segurança à população. Para isso, se faz necessário a promoção de saúde e prevenção de doenças, além da assistência curativa e reabilitadora.

Para se fazer verdadeiramente Fisioterapia é necessário que os profissionais fisioterapeutas entendam que a interligação do indivíduo com o universo que o cerca é fundamental.

É sabido que a população brasileira tem um acesso limitado aos serviços de saúde; é o caso das populações que residem nas periferias, nas zonas rurais e no interior de vários estados que são banhados pela pobreza e desnutrição; tal população fica exposta às enfermidades, na grande maioria das vezes, tal exposição se dá pela ignorância a respeito dos fatores patológicos causais, bem como das medidas preventivas e do desconhecimento de que diversos profissionais de saúde podem contribuir a esse nível, como é o caso da Fisioterapia, que em muito pode contribuir para a prevenção e a socialização da saúde.

A questão saúde no Brasil desenvolve-se numa política onde a concentração dos recursos está voltada para a assistência médica curativa, individualizada e voltada para os assalariados urbanos, enquanto que o restante da população fica entregue aos poucos recursos do Ministério da Saúde e dos Serviços Públicos Estaduais, Municipais e Institucionais, aos quais incube a chamada Saúde Pública2.

Pode-se constatar isso, nitidamente, quando se analisam os padrões de morbidade e mortalidade brasileira; como também, constata-se que as doenças que incidem sobre o grosso da população - dengue, tuberculose, doença de Chagas entre outras – são decorrentes das condições precárias de vida do País, e não acometem em igual intensidade a população urbana, onde são mais comuns as doenças degenerativas, enfermidades posturais e acidentais, como os decorrentes de trabalho.

A concentração de recursos, bem como a heterogeneidade dos benefícios médico-assistenciais no interior do sistema previdenciário acompanha, sem dúvida, as exigências sociais de natureza econômica e política, de assistência às áreas mais industrializadas nos grandes centros urbanos; assim como na questão de ordem profissional, e concentra a maior parte de seus recursos para atender as necessidades da classe médica, ficando as demais classes profissionais da saúde em um estágio de menor atenção e atuação.

Atuando dentro deste sistema, a Fisioterapia se mantém, desde a sua gênese, dentro de um âmbito curativo; onde o principal objetivo tem sido promover um serviço direto na restauração de habilidades físicas, após uma lesão ou uma doença; ou seja, atuando, principalmente, nos setores secundários e terciários da saúde e em menor grau do setor primário de atenção à saúde2.

3 MÉTODO

Benzer Belgeler