Otomobil Alımlarında KDV İndirimi
II. Avrupa Birliği’nin, Avrupa Birliği Adalet Divanının ve Bazı Üye Ülkelerin Binek Otomobillere Ait KDV İndirimine Yaklaşımı
1. Katma Değer Vergisi Direktifi’nin Yaklaşımı
Edwards faz uma ampla abordagem dos impactos dos agrotóxicos no meio ambiente, a qual procuraremos resumir a seguir.
Os agrotóxicos são substâncias químicas desenvolvidas para terem uma ação biocida. por isso são potencialmente danosos para todos os organismos vivos. Mas a toxicidade entre os seres vivos e o comportamento dessas substâncias no ambiente varia muito. Nos últimos anos tem havido algum progresso no desenvolvimento de métodos preditivos do comportamento e da
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toxicidade dos agrotóxicos baseados, entre outras informações, na estrutura química, volatilidade e solubilidade na água. além de dados sobre outras substâncias a eles relacionadas. N'o entanto esses dados ainda são limitados pois oferecem principalmente informações sobre a toxicidade aguda para algumas poucas espécies selecionadas, sendo que para a maioria dos organismos presentes nos ambientes onde os agrotóxicos são empregados não há qualquer informação disponível sobre a toxicidade dessas substâncias.
A falta de informações parece ser ainda maior sobre os efeitos indiretos dos agrotóxicos nos organismos vivos, que podem eventualmente ser mais importantes do que a toxicidade direta. Esses efeitos se dividem entre os efeitos crônicos que interferem na expectativa de vida, crescimento, fisiologia, comportamento e reprodução dos organismos e os efeitos ecológicos nas populações e comunidades, que interferem na disponibilidade de alimentos, de habitats e na biodiversidade, incluindo os efeitos sobre os inimigos naturais das pragas e a resistência aos próprios agrotóxicos. Sabe-se que há interferências dos agrotóxicos sobre a dinâmica dos ecossistemas, como nos processos de quebra da matéria orgânica e de respiração do solo, ciclo de nutrientes e eutrofização de águas. Pouco se conhece sobre o comportamento final e os processos de degradação dos agrotóxicos no campo.
Mas os dados de contaminação ambiental que mais parecem preocupar a opinião pública nos países desenvolvidos são as contaminações do ar, do solo e, principalmente, das águas. Segundo Edwards , há boas evidências que indicam a possibilidade de transporte de resíduos de algumas substâncias a grandes distâncias em âmbito global, incluindo a volatilização para a atmosfera de agrotóxicos extremamente não voláteis como o DDT, especialmente em trópicos úmidos. Estes produtos podem retornar junto com a precipitação e contaminar áreas não tratadas, tendo sido inclusive detectados em solos urbanos.
onde sofrem processo de degradação que. dependendo do agrotóxico. pode ser rápido ou implicar em uma progressiva fixação da substância nas partículas do solo. com tempos variáveis de persistência, de dias a anos . Em São Paulo, em 56 diferentes municípios, foram encontrados resíduos de organoclorados em quase 98% de 486 amostras de solos plantados com diferentes culturas112.
A contaminação das águas igualmente se dá por deriva de aplicações e lavagem de plantas tratadas, mas também ocorre pela lixiviação e erosão de solo, que podem carrear de 0,5 a 15% dos produtos aplicados para o sistema aquático, além de aplicações diretas em águas para controle de vetores de doenças, resíduos de embalagens vazias e de lavagem de equipamentos contaminados e efluentes de indústrias de agrotóxicos . Considerando, por exemplo, que no período de 1986 a 1991 o consumo aparente de agrotóxicos no Brasil foi, em média, de aproximadamente 62.000 toneladas anuais de ingrediente ativo , utilizando a estimativa de que cerca de 8% disso tenha sido carreado para os sistemas aquáticos, teríamos algo em torno de 5.000 toneladas de ingredientes ativos por ano atingindo nossos sistemas aquáticos. Além disso, estima-se que para cada tonelada de ingrediente ativo produzida são formados 200 kg de resíduos contaminados . Considerando que o Brasil produz cerca de 63.000 toneladas de ingrediente ativo por ano , poderia haver algo em torno de 12.600 toneladas de resíduos tóxicos de fabricação de agrotóxicos para tratar e dispor anualmente.
É claro que a simples extrapolação de dados não é conveniente devido às diferenças de toda ordem que existem entre os países que produzem
* consumo aparente: resultado da soma da produção nacional à diferença entre importação e exportação.
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informações mais confiáveis e as nossas, mas. na medida em que dispomos de muito pouca informação, e em alguns casos de nenhuma, a idéia é apenas mostrar possíveis ordens de grandeza de problemas que os agrotóxicos podem estar induzindo, no sentido de alertar para a necessidade de se investir mais na produção de dados nacionais e na prevenção desses problemas.
Tabela 9 - Procedimentos de lavagem dos equipamentos de aplicação de agrotóxicos, entre produtores rurais, Brasil (1), junho/1986 a dezembro/1987.
PRODUTORES RURAIS
NUMERO %
Não lava 1.410 27,9
Lava em local apropriado 1.064 21,0 Enxaguado no campo 1.329 26,3
Lava em rio ou lago 373 7,4
Outros locais 400 7,9
Sem Dados 479 9,5
TOTAL 5.055 100,0
(l) RS, SC, PR, SP, MG, ES, BA, PE e DF.
FONTE: FUNDACENTRO - Programa de Vigilância Epidemiológica em Toxicologia de Agrotóxicos.
A Tabela 9 mostra os procedimentos comumente praticados por produtores rurais para lavagens de equipamentos de aplicação, e a Tabela 10 a destinação dada às embalagens vazias de agrotóxicos. Observe-se, por exemplo, que 7,4% dos produtores pesquisados admitem que lavam equipamentos de aplicação diretamente em corpos d'agua e que outros procedimentos, como o enxágue no campo, também podem contribuir, mesmo que indiretamente, para a contaminação das águas. Observe-se ainda que pelo menos 80% dos produtores davam destinações inadequadas às embalagens (destinos diferentes do "depósito de lixo tóxico"). Mesmo nos casos daqueles
que disseram estar deseartando as embalagens em depósitos de lixo tóxieo. procurando dar destinações menos impaetantes as embalagens, não se sabe exatamente sob que condições isso se dá.
Tabela 10 - Destinarão dada às embalagens vazias de agrotóxicos, entre produtores rurais, Brasil (1), junho/1986 a dezembro/1987.
PRODUTORES RURAIS
NÚMERO %
Depósito de Lixo Tóxico 712 14,1 Queimadas/Enterradas 1.706 33,7 Deixadas no Campo 1.471 29,1 Reaproveitadas 259 5,1 Vendidas 253 5,0 Outras destinações 357 7,1 Sem Dados 297 5,9 TOTAL 5.055 100,0 (1) RS, SC, PR, SP, MG, ES, BA, PE e DF.
FONTE: FUNDACENTRO - Programa de Vigilância Epidemiológica em Toxicologia de Agrotóxicos.
Edwards diz que o comportamento e distribuição de um agrotóxico no ambiente aquático depende principalmente da sua persistência e solubilidade. Quanto mais persistente, por exemplo, maior a chance de perdurar nos sedimentos, que andam tão contaminados por agrotóxicos que tem havido dificuldades nos E.U.A. para a disposição do material dragado das suas hidrovias. Também de modo geral, quanto maior a persistência, maior seus efeitos sobre a vida aquática. No entanto, alguns inseticidas organorbsforados e piretróides pouco persistentes também têm causado sérias mortandades de
peixes e de seus alimentos. Ainda secundo Edwards '. quanto mais solúvel o agrotóxico maior o seu poteneial para eontaminação dos sistemas aquáticos e águas subterrâneas. Atrazina. alaehlor e aldiearb são apontados como os produtos mais encontrados como eontaminantes de águas subterrâneas37'124.
Um levantamento nacional realizado pela Agência de Proteção Ambiental dos E.U.A. (EPA) concluiu que aproximadamente 10.4% dos 94.600 reservatórios comunitários de água e 4.2% dos 10.500.000 de poços domésticos da zona rural tinham níveis detectáveis de agrotóxicos. sendo que 0.6% deles acima do permitido, mas estima-se que cerca de metade das fontes de água subterrâneas ou de superfície dos E.U.A. está ou poderá vir a ser contaminada ' . A contaminação de águas subterrâneas já foi detectada em 23 estados americanos e foi identificada como resultado do uso normal de agrotóxicos e não provocada por acidentes ou condições impróprias de
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descarte . O custo para descontaminar toda a água contaminada naquele país antes do consumo humano seria da ordem de US$ 500 milhões anuais
No Brasil praticamente não há vigilância dos sistemas aquáticos, nem monitoramento ou tratamento de águas de consumo para detectar e eliminar agrotóxicos. mas é muito provável que tenhamos os mesmos tipos de problemas. No período de 1976 a 1984, de 1825 amostras de água colhidas nos rios do estado do Paraná, sem fins estatísticos mas para atender a finalidades diversas como controle, denúncias e pesquisas pelo órgão ambiental daquele estado, a então Superintendência dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SUREHMA), 84% apresentou resíduos de pelo menos um dos 17 produtos encontrados, e 78% das amostras ainda estava contaminada depois de tratada para consumo. Embora a maioria das amostras estivesse abaixo dos limites legais, há que se considerar que houve dificuldades técnicas para analisar organofosforados pela baixa persistência desses produtos, e que para algumas
substâncias detectadas sequer havia limites legais estabelecidos pelo Ministério da Saúde '.
II interessante observar que boa parte dos impactos dos agrotóxicos na agricultura e no meio ambiente, embora possam ser agravados pelo mau uso desses produtos, na realidade, em contraposição ao que é comumente argumentado, são conseqüências diretas do uso propriamente dito dessas substâncias.