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Katıldığı Panel, Sempozyum ve Çalıştayları

3. Araştırmanın Metodu ve Kaynakları

1.3. Türkler Arasında Kıraat İlmi ve Eğitimi

2.3.2. Diğer İlimlerdeki Hocaları

2.6.1.4. Katıldığı Panel, Sempozyum ve Çalıştayları

Os resultados obtidos, aliados a dados de campo, regionais e de detalhe, mostraram consistência, seja com o padrão de xistosidade e estruturas menores observado, seja na aplicação de diferentes métodos em uma mesma amostra, na comparação com os valores de encurtamento deduzidos do dobramento de unidades estratigráficas e com os valores de cisalhamento obtidos pela análise das inflexões regionais produzidas pelo Lineamento Ribeira.

Os métodos aplicados para a determinação de strain, adaptados dos existentes na literatura, foram escolhidos visando uma abordagem preliminar do problema, onde seria mais importante um maior número de estimativas semi-quantitativas distribuídas regionalmente, do que um número menor de determinações precisas e localizadas. Os métodos gráficos adotados, embora mais trabalhosos e aparentemente menos precisos, permitiram por outro lado o controle visual de diversos parâmetros, como o ajuste de compatibilidade entre as seções de medida, evitando erros grosseiros. Algumas ressalvas no entanto devem ser feitas. As técnicas utilizadas permitem em geral apenas a análise de rochas com granulação relativamente grossa (metassiltitos, metarenitos e metaconglomerados). Deste modo, as rochas de granulação mais fina, em geral mais incompetentes, e potencialmente mais deformadas, são subamostradas. Por outro lado, para as rochas pouco deformadas, existe uma indeterminação das direções principais, já que o elipsóide aproxima-se de uma esfera.

As orientações obtidas dos eixos principais de deformação finita sugerem a predominância de direções de estiramento máximo (X) subhorizontais NE-SW. Exceção é a região dos Lineamento Figueira e Agudos Grandes, onde a direção de máximo estiramento (X) apresenta fortes mergulhos, para NW ou N/S, confirmando a movimentação inversa ou oblíqua dessas estruturas. Os eixos Z obtidos são em geral coerentes com um plano de máximo achatamento com direção NE e mergulho forte para NW, concordante com a orientação média da xistosidade e clivagem ardosiana na área.

A porção central do Lajeado aponta deformação finita em geral muito baixa. Foram obtidos valores de X/Z entre 1,31 e 1,91. Esta aumenta em direção às zonas de cisalhamento (2,30 e 2,79), e dentro do Bloco Ribeira (5,74 e 8,93). Isto concorda com o estilo deformacional observado nessas unidades.

O cálculo de extensões ao longo da direção horizontal NW, a partir dos dados de strain obtidos, é compatível com os resultados de encurtamento por dobramento das unidades estratigráficas observadas no perfil com essa direção (médias de cerca de 0,8 para o bloco Lajeado, e 0,3 para o bloco Ribeira).

A maior parte dos elipsóides obtidos aproxima-se do tipo com k = 1. Três deles são fortemente prolatos (k>>1) e dois são fortemente oblatos (k<<1).

As análises de variação volumétrica de metabasitos afetados pelo Lineamento Ribeira sugerem uma fator Fv médio em torno de 0,79 e 0,87. Embora apreciáveis, esses valores são

substancialmente menores que os obtidos na literatura, para milonitos derivados de granitóides (O’Hara & Blackburn, 1989; Glazner & Bartley, 1991; Mohanty & Ramsay, 1994).

Análise de geometria da Zona de Cisalhamento do Lineamento Ribeira mostra um deslocamento destral dúctil do bloco norte de cerca de 18 km. O deslocamento total inferido é de cerca de 50 km, por correlações regionais. A inclusão do fator volumétrico melhora o ajuste entre os cálculos do rejeito por integração do cisalhamento e por correlações regionais.

Os elipsóides oblatos obtidos no bloco Ribeira (amostras IP538 e F198) podem a princípio ser explicados tanto por perda de volume (modelo de Ramsay & Graham), como por transpressão (modelo de Sanderson & Marchini), como por empurrões seguidos de transcorrência (Merle & Gapais, 1997). O ângulo relativamento alto entre a foliação observada e a zona de cisalhamento do Ribeira no ponto IP538 é uma evidência mais favorável ao terceiro modelo. O ponto F198 por outro lado situa-se praticamente na junção entre os lineamentos Figueira e Ribeira, também representando um contexto favorável ao terceiro modelo.

De um modo geral, a ocorrência de foliações em ângulos altos com o Lineamento Ribeira (até 60o) favorece mais um modelo de empurrões com direção NNE seguidos de transcorrência

ENE.

A ocorrência de vários elipsóides prolatos merece alguma atenção adicional. A princípio, poderiam ser vinculados a uma tectônica transtracional. Porém a ocorrência de foliações predominatemente empinadas não é favorável a este modelo.

No âmbito do Bloco Lajeado, principalmente nos pontos com baixa deformação e acamamento não muito inclinado, os elipsóides prolatos podem também ser explicados pelo efeito de compactação vertical devido ao soterramento sedimentar, seguida de transcorrência. A seguinte matriz de deformação:

γ

S

0

0

0

1

0

0

1

onde γ é o cisalhamento associado a transcorrência EW e S é o achatamento vertical, produz elipsóides prolatos (K > 1) para diversa faixas de valores desses parâmetros, principalmente quando a deformação tectônica for baixa. Produz foliações empinadas e lineações horizontais, com direções em ângulo com o azimute EW, conforme observado na porção central do Bloco Lajeado.

Os pontos IP060, P26 e IP939 mostram eixos X no rumo do mergulho (IP060) ou oblíqüos (P26 e IP039), estando na área de influência dos lineamentos Figueira e Agudos Grandes. Embora o primeiro seja totalmente coerente com um modelo de empurrão, os dois últimos mostram no entanto alguns aspectos contraditórios. Estes são prolatos, e a obliqüidade de seus eixos X daria uma componente sinistral, caso o movimento da capa seja de empurrão.

Um modelo possível para esses pontos (P26 e IP039), seria o de movimentos extensionais na Figueira e Agudos Grandes, seguidos de transcorrência sinistral, o que explicaria os elipsóides prolatos e o sentido sinistral.

Porém, como já discutido no item 2.2.8, em sistemas de empurrão seguido de transcorrência, a obliqüidade dos eixos X (e portanto de lineações de estiramento pressupostamente a eles paralelas), pode produzir efeitos aparente da capa com movimento direcional oposto ao ocorrido.

Em resumo, cremos que os padrões de distribuição da deformação finita observados atestam a importância de uma tectônica de blocos de diferentes ductilidades, fortemente impregnada pelo evento de tectônica transcorrente de caráter regional. Em termos de um strain partitioning de caráter aparentemente diacrônico, pode-se imaginar uma componente de cisalhamento simples de baixo ângulo de NW para SE, uma componente de encurtamento horizontal NW-SE, e uma componente de cisalhamento simples destral, com direção ENE-WSW.