I. BÖLÜM
3.2. Katılımcılar
Dos cento e oitenta questionários enviados tivemos um retorno de cento e um. Dos respondentes sessenta e dois são do gênero feminino e trinta e nove, do gênero masculino, conforme representado no gráfico 01.
87 Gráfico 01 – Gênero dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa
Em relação à idade dos respondentes, utilizamos os critérios adotados pelo IBGE para a classificação de grupos de faixa etária. Houve predominância entre a faixa etária de 20 a 54 anos, com uma ênfase mais acentuada nas faixas de 20 a 24, 25 a 29 e 30 a 34 anos, com doze, vinte e um e vinte e seis representantes, respectivamente. Houve pouca frequência nas faixas de 15 a 19 anos, 55 a 59 e 65 a 69, com um representante em cada grupo etário. Não tivemos nenhum representante de 60 a 64 anos. Esses dados estão representados no gráfico 02:
Gráfico 02 – Idade dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa
Os dados apresentados nos revelam que o público dos respondentes é um grupo jovem. Quando cruzamos os dados referentes à faixa etária dos educadores com os dados de tempo de serviço nos CEFFAs, conforme gráfico 03, ficamos diante de
Distribuição dos Gêneros dos (as) educadores (as) respondentes do questionário
Feminino Masculino
Idade Geral dos Educadores (as) respondentes do questionário 15 a 19 anos 20 a 24 anos 25 a 29 anos 30 a 34 anos 35 a 39 anos 40 a 44 anos 45 a 49 anos 50 a 54 anos 55 a 59 anos 60 a 69 anos
88 dilemas: se por um lado esses dados podem trazer uma perspectiva de continuidade nos trabalhos dos CEFFAs, pois os educadores jovens podem permanecer por mais tempo em serviço, por outro nos traz preocupações. Seria o trabalho nos CEFFAs instável, diante do diagnóstico que aponta que poucas pessoas fizeram carreira em seus quadros? Somados, os educadores que possuem de menos de um ano de trabalho até quatro anos, contabilizam a metade dos respondentes do questionário: são cinquenta e uma pessoas. Esse dado revela que os educadores são jovens e pouco experientes no trabalho dos CEFFAs. A constatação é reforçada quando analisamos o tempo médio de trabalho entre o menor (menos de um ano) e o maior (36 anos) tempo, que é 18 anos de trabalho. Dos respondentes que estão entre menos de um ano a 18 anos de trabalho, temos noventa e dois representantes, enquanto entre os que têm entre 18 e 36 anos de trabalho, temos oito representantes.
Gráfico 03 – Tempo de trabalho nos CEFFAs dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa
Os dados obtidos no questionário revelaram que os educadores dos CEFFAs têm distintas experiências pregressas de atuação profissional. Organizamos as informações contidas nos questionários em áreas genéricas de atuação e chegamos à conclusão que a maioria (setenta sujeitos) trabalhava na área da educação antes de sua inserção nos CEFFAs, sendo, cinquenta e seis, na docência e quatorze, em outros cargos e funções. Vinte tiveram ligação com a agropecuária e dezesseis com movimentos sociais. De alguma forma, os educadores que responderam ao questionário tiveram alguma ligação com esses campos que são abrangência dos CEFFAs (educação, agropecuária e movimentos sociais). O gráfico que segue (gráfico 04) mostra esse perfil das atividades
Anos de trabalho nos CEFFAs
menos de 1 a 4 anos de 4 a 7 anos de 7 a 10 anos de 10 a 13 anos de 13 a 16 anos de 16 a 19 anos de 19 a 22 anos de 22 a 25 anos de 25 a 28 anos de 29 a 36 anos
89 que os educadores exerceram antes de ingressar no CEFFA. Vale ressaltar que como alguns educadores tiveram mais de uma experiência pregressa, o total geral de representantes em atividades profissionais que compõe o gráfico é maior que o número de sujeitos que responderam ao questionário, ou seja, eles são contabilizados em mais de um dos campos do gráfico.
Gráfico 04 – Experiências pregressas dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa
Entre os respondentes do questionário constatamos que a maioria tem, na formação inicial para o trabalho, cursos de licenciatura (conforme o gráfico 05). Foram explicitados oitenta e três cursos nessa área. O número de cursos de bacharelados é expressivo. São treze educadores que tiveram formação inicial nessa área. Esses cursos somam 12% do total de cursos feitos pelos educadores. Desses treze educadores bacharéis, dois cursaram uma complementação pedagógica na área de licenciatura após o ingresso no trabalho e onze atuam na educação com os cursos de bacharelado. Constatamos cinco cursos na área de tecnólogo. Os educadores que possuem cursos na área de bacharelado atuam na área de agropecuária, matemática e ciências da natureza e os que possuem tecnólogo atuam na área de agropecuária. Os demais atuam nas áreas específicas das licenciaturas. Vale ressaltar que oito educadores respondentes do questionário fizeram dois cursos de nível superior. Dois educadores só possuem cursos de nível médio.
Experiências pregressas dos (as) educadores (as) ao ingressar nos CEFFAs
Doscência
Comércio, serviços e indústria Produção, assistência e extensão agropecuária e ambiental Nenhuma
Movimentos sociais e sindicais Magistério (coordenação, administração e apoio) Não informado
90 Gráfico 05 – Áreas de formação inicial dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa
Dos educadores respondentes, sessenta e cinco possuem cursos de nível de pós- graduação. Desses, seis fizeram mais de um curso. São sessenta e quatro especializações, oito mestrados e um doutorado, conforme o gráfico 06:
Gráfico 06 – Cursos de nível de pós-graduação dos (as) respondentes do questionário.
Fonte: Dados da pesquisa.
Os cursos de especialização estão concentrados nas áreas de educação entre os respondentes do questionário. Três cursos são da área de Administração. Vale ressaltar que são quatorze educadores especialistas em Educação do Campo. Os cursos de mestrado somam oito, realizados por sete educadores, sendo que uma educadora fez dois desses cursos. São quatro mestres na área agropecuária, três na área de educação e um na área de ciências da natureza. Entre os entrevistados há um doutor, na área de educação.
Áreas de Formação inicial dos (as) Educadores (as) (Ensino Superior) Licenciatura Bacharelados Tecnólogos Não informaram Complementação Pedagógica Não possui
Formação dos (as) Educadores (as) em nível de pós- graduação
Especialização Não possuem Mestrado Doutorado
91 Em síntese o que constatamos entre os respondentes é que o número de educadores do gênero faminino é maior do que os do gênero masculino em uma proporção de 61,3% para 38,6%. Predominantemente os respondentes estavam na faixa etária 29 a 34 anos, e representam 58,4% do total de entrevistados, mesmo tendo, nessa faixa etária, uma variação de apenas 14 anos de idade, se comparada a variação geral entre os respondentes, que é de 49 anos. Entre os respondentes constatamos que a maioria é recém-chegada ao movimento. Cinquenta e um respondentes têm menos de quatro anos de experiência e noventa e dois respondentes têm entre menos de um e 18 anos de trabalho, restando aos outros nove representantes uma carreira entre 18 e 36 anos. Sobre as experiências pregressas constatamos que os respondentes vieram de áreas afins dos CEFFAs, a saber: educação, movimentos sociais e agropecuária.
Em relação à formação inicial para o trabalho constatamos que dois educadores não cursaram o ensino superior. Foram declarados oitenta e três cursos de licenciatura, treze bacharelados e cinco cursos em nível de tecnólogo. Em nível de pós-graduação foram sessenta e quatro cursos de especialização (sendo quatorze em Educação do Campo), oito mestrados e um doutorado, realizados por sessenta e cinco respondentes. 98% dos educadores cursaram a educação superior, 64,3%, a especialização.
4.2 Ensinar, incentivar ou mediar: posições adotadas e movimentações na