BÖLÜM 3: OTEL İŞLETMELERİ ÇALIŞANLARINCA ALGILANAN
3.3. Araştırmanın Yöntemi
3.3.7. Verilerin Analizi ve Bulguların Yorumlanması
3.3.7.2. Araştırma Değişkenlerine İlişkin Farklılık Analizi Sonuçları
3.3.7.2.1. Katılımcıların Demografik Özellikleri ile Algıladıkları
Em relação ao tipo de estudo escolhido, optou-se por uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa. Considerando seus objetivos, a pesquisa pode ser classificada como exploratória quando se têm pouco ou nenhum estudo anterior em relação ao problema, não fornecem, em geral, respostas conclusivas, e está direcionada para outras pesquisas futuras (COLLIS; HUSSEY, 2005)
Concernente ao processo, as pesquisas podem ser agrupadas em quantitativas ou qualitativas. A primeira mensura fenômenos, implica na coleta e análise de dados numéricos e na aplicação de testes estatísticos, já a segunda examina e reflete percepções para entender melhor as atividades sociais e humanas (COLLIS; HUSSEY, 2005). Como a pesquisa qualitativa visa
7 Consideram-se, neste trabalho, hotéis de pequeno porte aqueles com até 50 unidades habitacionais, os de médio
porte hotéis com 51 a 100 unidades habitacionais (UHs), e de grande porte a partir de 101 unidades habitacionais.
conhecer melhor e não necessariamente medir questões relacionadas à atividade social do homem, ela geralmente é bastante utilizada no caso de estudos exploratórios.
De um modo geral, os métodos qualitativos são mais adequados para os estudos descritivos e exploratórios, que é o caso da pesquisa em questão, além disso, ajudam na compreensão e desenvolvimento inicial de uma fundamentação teórica para um dado fenômeno de interesse (CONNOLY, 1999). A utilização de uma abordagem qualitativa implica em uma ênfase no processo e nos significados, que não é rigorosamente examinado em termos de mensuração em relação à quantidade, intensidade e freqüência (DENZIN; LINCOLN, 1994).
Bryman (1989) estabelece duas diferenças básicas entre a pesquisa qualitativa e a quantitativa. Primeiro que a grande distinção entre elas não é a presença ou ausência de quantificação. O enfoque da qualitativa inicia-se com um conjunto de conceitos amplos cujo conteúdo se consolida durante o próprio processo de coleta, além disso, a ênfase, neste caso, é dada ao indivíduo pesquisado. Enquanto na pesquisa quantitativa o pesquisador parte de conceitos previamente estruturados sobre a realidade a ser estudada, na qualitativa ele vai não estruturado a campo, justamente no intuito de captar as perspectivas e interpretações das pessoas. Dessa forma, a reflexão teórica acontece durante todo o processo de coleta de dados.
Dentro da abordagem qualitativa a estratégia escolhida para a consecução da pesquisa foi o estudo de caso. “Enquanto em uma pesquisa convencional o investigador testa a adequação de uma realidade à teoria, em um estudo de caso, buscam-se elementos e evidências para demonstrar uma teoria – construir uma teoria sobre o caso” (MARTINS; THEÓPHILO, 2007, p.65). Além disso, segundo Yin (2005) esse tipo estratégia de pesquisa é apropriada para as questões do tipo “como” e “por quê” que corresponde à pergunta de pesquisa aqui proposta.
O entendimento da palavra “caso” é bastante amplo. Um caso pode ser composto da análise de pessoas, comunidades sociais, organizações, instituições; a grande questão é identificar um caso que seja significativo para a questão de estudo (FLICK, 2009). Um estudo de caso é uma investigação empírica que indaga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, de forma que os limites desse fenômeno e o contexto se confundem (YIN, 2005).
No estudo de caso há a necessidade de construção do protocolo do caso (ver Apêndice 1). Este protocolo é o instrumento orientador e regulador da condução da estratégia de pesquisa,
contendo a descrição dos instrumentos de coleta de dados e evidências, estratégia de coleta e análise de dados, possíveis triangulações de dados, prováveis encadeamentos de evidências e avaliações da teoria previamente admitida, considerações sobre os critérios que possam garantir a confiabilidade e validade ao estudo (MARTINS; THEÓPHILO, 2007).
A confiabilidade trata das descobertas da pesquisa. A pesquisa é considerada confiável quando uma ou mais pessoas podem repeti-la e encontrarão o mesmo resultado (COLLIS; HUSSEY, 2005). Já a validade, segundo estes mesmos autores, “está relacionada com até que ponto as descobertas da pesquisa representam de maneira precisa o que está acontecendo na situação” (COLLIS E HUSSEY, 2005, p. 177), isto é, até que ponto os dados coletados são de fato um retrato da realidade estudada.
As respostas podem ser confiáveis em função do rigor científico dos métodos aplicados, mas o resultado pode ser inútil se as perguntas não medirem o que se pretendia medir, ou seja, apesar de confiável, a validade será baixa. No caso da pesquisa qualitativa, um dos erros pode ser a influência do próprio pesquisador, por meio da indução do respondente a um posicionamento, ainda que isso ocorra de forma inconsciente.
O estudo de caso se baseia em várias fontes de evidências, de modo que os dados precisam convergir na forma de triângulo (YIN, 2005). Segundo Martins e Theóphilo (2007), a literatura discute basicamente quatro formas de triangulação: triangulação de fontes de dados, que consiste na utilização de várias fontes diferentes; triangulação de pesquisadores, quando diversos avaliadores colocam suas posições sobre os achados do estudo; triangulação de teorias, que é a leitura dos dados por lentes de diferentes teorias; e triangulação metodológica, o uso de abordagens metodológicas diferentes para a condução de uma mesma pesquisa. Neste estudo, busca-se fazer a triangulação de fontes de dados buscando-se a obtenção de dados de fontes diferentes.
Ainda acerca da estratégia de pesquisa, cabe salientar que a pesquisa baseada no estudo de caso envolve tanto estudos de caso único quanto estudos de casos múltiplos. Segundo Herriot; Firestone (1983), citado por Yin (2005), as evidências de casos múltiplos podem ser consideradas mais convincentes que as do caso único e, conseqüentemente, o estudo global é visto como algo mais robusto. Cabe salientar, ainda, que nos casos múltiplos considera-se a lógica da replicação e não da amostragem, como se cada caso fosse um experimento
específico (YIN, 2005). Nesta pesquisa pretende-se fazer um estudo de casos múltiplos como pode ser visto no tópico seguinte.