4. BULGULAR ve TARTIŞMA
4.3. Karbon Ayak İzinin Azaltımı İçin Yapılabilecek İyileştirme Önerileri
a) Redações do Ensino Médio
Iniciaremos nossas considerações em torno da categoria passional do medo no discurso do aluno com o exame de três redações produzidas pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio. Das redações coletadas, lemos 32, que relacionam o medo com: vida, como sentimento natural que não deve escravizar nem oprimir, deve ser sentido e vivido; solidão e a ausência de coragem; o ato de amar; a perda de pessoas queridas; trabalhar e, ainda assim, passar fome; violência da vida moderna (guerras, terremotos, desemprego); futuro, verdade, morte; solidão, Deus, rejeição, insegurança, força que move o mundo, obriga a recuar; morte, avião; violência do dia-a- dia, tecnologia; ato de falar, dor física, psicológica, solidão, ter filhos, a inveja, desigualdade social; retenção na escola, aproximar-se das mulheres; fome, perder (pai, mãe), morte física; altura, solidão, errar, ficar preso ao medo; assalto, preconceito; pecado, não ser perdoado, perder a família; ficar sem emprego; perder os que se ama; passar fome, seqüestro, estupro; solidão; drogas.
De modo geral, são muitas as referências que associam a categoria passional do medo à mola dos afetos. Há apenas uma menção vinculada à escola: medo da retenção. Deduzimos, por isso, que as paixões humanas devem integrar o espaço das discussões na instituição escolar, como forma de tornar mais harmônicas a convivência entre seus atores, o que, provavelmente, se refletirá no resultado da aprendizagem.
Redação 1
Medo da solidão
A solidão é dos piores estados psicológicos do ser humano. Afinal ninguém gosta de ficar só. Esse estado de espírito é tão apavorante que desde o começo do mundo Deus criou Eva para fazer companhia a Adão no paraíso, pois mesmo no paraíso ele não se sentia feliz. Nas penitenciárias o castigo
mais temido pelos presos é a chamada solitária, pois ficam sem visita alguma. Não há criatura que suporte tal situação. Alguns chegam a enlouquecer, outros a se suicidarem. Muitas pessoas preferem viver isoladas, longe do convívio humano, na maioria das vezes são pessoas desconsoladas da vida. Essas pessoas preferem cuidar de animais e plantas só para ficarem longe do convívio humano. Quem vive sob o domínio do medo, qualquer medo, jamais tomará decisões firmes e viverá como uma sombra. A solidão faz muito mal psicologicamente e espiritualmente, nós, seres humanos, aprendemos desde o tempo das cavernas a conviver em grupo, pois assim melhoraria a sobrevivência, pois todos ajudariam uns aos outros. Ficar ao lado de boas companhias proporcionadas por pessoas amigas afasta os pensamentos ruins, substituindo-os por outros sadios e otimistas. A humanidade não foi feita para viver na solidão e sim para saber viver sem a solidão.
O próprio título do texto cria a situação retórica, que mais se torna evidente ao se instaurar a instância, quando o retor argumenta: "A solidão é um dos piores estados do ser humano." Define-se, assim, como tema, que a solidão não é natural para o ser humano e como questão, a ser discutida pelo retor e solucionável pelo seu discurso, que o estado de solidão das pessoas causa medo. Desse modo, é a partir da caracterização do auditório a quem se dirige — pessoas que sofrem pelo estado de solidão — que o
retor permite inferir, como antecedente da instância retórica, que a solidão
incomoda. Da mesma forma que o auditório se caracteriza como particular, a questão também se apresenta de modo particular e concreto. Porque, para o
retor, "esse estado de espírito é tão apavorante que desde o começo do
mundo Deus criou Eva para fazer companhia a Adão no paraíso, pois mesmo no paraíso ele não se sentia feliz".
Entendemos, ainda, como limitações impostas ao retor, o fato de que "muitas pessoas preferem viver isoladas, longe do convívio humano" e, como elemento objetivo e concreto que desencadeia a situação retórica, as conseqüências trazidas pela solidão: "alguns chegam a enlouquecer, outros a se suicidarem", "a solidão faz mal psicologicamente e espiritualmente". Nesses termos, o que o retor pretende modificar, mediante seu discurso, é o
estado de solidão do auditório (isto é, dos que vivem na solidão, seja por falta de opção, seja porque assim o preferem).
Destacam-se, como componentes da dispositio, o exórdio e a proposição, presentes no argumento "a solidão é um dos piores estados de espírito do ser humano". Primeiro, porque é com esta fala que se estabelece o contato com o auditório e, depois, porque é partir dela que o retor esclarece o que pretende defender. Como argumentos que servem de provas em defesa da posição assumida pelo retor, destacam-se: "Deus criou Eva para fazer companhia a Adão"; "Nas penitenciárias o castigo mais temido pelos presos é a solitária"; "nós, seres, humanos, aprendemos desde o tempo das cavernas a conviver em grupo"; "a humanidade não foi feita para viver na solidão". E, como exemplos de argumentos contrários ao que o
retor defende, "muitas pessoas preferem viver isoladas, longe do convívio
humano"; "essas pessoas preferem cuidar de animais, plantas". Em função de o texto apresentar, quanto ao aspecto temporal, predominância de verbos no presente, o discurso insere-se no gênero epidítico.
O retor censura o estado de solidão e argumenta contra esse estado de espírito da condição humana e suas conseqüências. Entretanto, há a tentativa em conduzir o auditório a uma ação, o que se observa em "ficar ao lado de boas companhias proporcionadas por pessoas amigas afasta os pensamentos ruins, substituindos-os por outros sadios e otimistas".
Perelman & Olbrechst-Tyteca (1996) enfatizam que o exemplo invocado pelo orador, na argumentação, deve usufruir do estatuto de fato. Nessa perspectiva, verificamos no discurso um argumento fundamentado no exemplo em "nas penitenciárias o castigo mais temido pelos presos é a chamada solitária". O retor ainda recorre à ilustração em "muitas pessoas preferem viver longe do convívio humano, na maioria das vezes são pessoas desconsoladas da vida". Este argumento, em relação ao anterior, não goza do estatuto de fato, pois expressa mais uma opinião do orador; é, portanto, uma ilustração, não um exemplo.
Notamos a intensificação do medo gerado pelo estado de solidão e o apelo do retor ao pathos do auditório na ênfase conferida ao termo "jamais"
e na comparação entre a vida e as ações de quem tem medo e a sombra: "Quem vive sob o domínio do medo, jamais tomará decisões firmes e viverá como uma sombra". "Viver como uma sombra" remete à idéia de que quem tem medo de viver em contato com o outro e de usufruir desse contato corre o risco de se negar como pessoa, pelo menos em parte, por deixar de usufruir dos benefícios que tal contato pode trazer.
Ainda quanto aos recursos argumentativos: se, no início do texto, o
retor dialoga com a teoria cristã da criação da humanidade, quando se refere
ao texto bíblico (em "desde o começo do mundo Deus criou Eva para fazer companhia a Adão no paraíso"), alude mais adiante à teoria da evolução (em "nós, seres humanos, aprendemos desde o tempo das cavernas a conviver em grupos assim melhoraria a sobrevivência, pois assim [...] ajudariam uns aos outros"). São argumentos utilizados para mobilizar as paixões do auditório e mediante os quais o retor imprime ao discurso um
ethos que revela seu caráter e seus valores, representado no trecho por
"nós, seres humanos", "aprendemos", "conviver", "ajudariam uns aos outros". Outra expressão que reforça ainda a persuasão pelo ethos e pelo
pathos é a sugestão de "ficar ao lado de boas companhias, proporcionadas
por pessoas amigas [que] afasta os pensamentos ruins".
Dessa forma, temos uma argumentação em torno do medo da solidão, fundamentada por estratégias argumentativas variadas e uma voz que se move pela necessidade de se afastar da angústia que a solidão pode trazer, marcada, inclusive, pelos opostos "paraíso" versus "inferno" – este último, representado pela referência à "solitária", em que fica caracterizado o medo da solidão como uma doença da qual os homens devem fugir.
Redação 2
Medo da violência
Atualmente, estamos vivendo num mundo cheio de guerras; a cada minuto, morrem na Terra centenas de pessoas que foram vítimas de um ato violento qualquer e isto anda gerando na população mundial o medo da violência. É visível perceber que ela está cada vez mais predominante principalmente nas
grandes metrópoles, são exemplos desse aumento os grandes números que são registrados nas pesquisas feitas sobre esse assunto: são assaltos, roubos, seqüestros, tiroteios entre outros. O medo dela é inevitável, mesmo que não queiramos pensar nela, ela está sempre presente na nossa mente, mesmo inconscientemente, seja na rua ou em qualquer outro lugar, pois sabemos que a qualquer hora podemos ser uma vítima, talvez em um incidente como agressão verbal ou um assalto. Além desse medo da violência, outro medo que anda junto com esta é o da morte. Devido a esses exemplos, as pessoas temem ainda mais o grande caos da violência que piora a cada instante e raramente os nossos governantes fazem alguma ação para melhorar esta situação, aliás, ele ajuda piorar, pois o governo é o nosso pior exemplo de violência contra a sociedade – corrupção. Por isso, a população está se preocupando mais, colocando em suas janelas grades; alarmes nas residências e nos carros; compram armas para deixarem em casa, tudo isso com medo de ser "atacado" a qualquer momento, afinal as pessoas estão morrendo até sem terem "culpa alguma". Por fim, o medo dela nunca vai acabar, enquanto o Mundo estiver se destruindo. A violência faz com que as pessoas deixem de viverem com tranqüilidade e passam a viverem como que se ela fosse a nossa própria sombra.
Na redação acima, a situação retórica pode ser caracterizada pela violência que causa medo, apresentada pelo retor ao instaurar a instância retórica na frase "Atualmente, estamos vivendo num mundo cheio de guerra", composta pelo tema aumento da violência nos dias atuais, que, por sua vez, constitui o problema retórico: violência/medo; medo/violência. Verificamos, ainda, como possível elemento que antecede a instância, a situação de violência no mundo, ilustrado no discurso, pelo argumento: "a cada minuto morre na Terra centenas de pessoas que foram vítimas de ato violento qualquer." Como o retor discute a violência de forma mais generalizada, a questão coloca-se também de forma geral ("estamos vivendo num mundo de guerra"). Entretanto, o discurso é dirigido a um auditório particular, pois fala mais diretamente aos que são prejudicados pelo caos da violência, principalmente "nas grandes metrópoles". Dessa forma, temos, como argumento que serve como limitação imposta ao retor, "raramente os nossos governantes fazem alguma ação para melhorar esta
situação" e, como elemento concreto que desencadeia a situação retórica, o caos gerado pelo aumento dos índices de violência, inclusive o medo, exemplicado pelo retor como "grandes números que são registrados nas pesquisas feitas sobre o assunto: assaltos, roubos, seqüestros, tiroteios [...] agressão verbal [...] as pessoas temem ainda mais o grande caos da violência". Assim, é esse estado de coisas que o retor pretende modificar, pela atuação do seu discurso, chamando a atenção do auditório a quem fala, mediante um ethos coletivo — "estamos"; "sabemos"; "não queiramos" —, pois representa o desejo da maioria (o auditório, a sociedade). Logo, é mediante este ethos coletivo que o retor move as paixões do auditório apresentadas, no texto, pelos índices de violência que gera o medo, recurso que também lhe serve para conclamar o auditório a reagir, deliberar em favor de uma ação que resolva o caos gerado pela violência. Considerando esses pressupostos, pensamos que o gênero do discurso predominante, nesse texto, é o deliberativo. O retor dirige-se a uma assembléia, à sociedade, seu auditório, de quem, de certa forma, espera uma ação.
Assinalamos nesse discurso, como um dos componentes da dispositio, o exórdio "Atualmente, estamos vivendo num mundo de guerra". Como o retor se dispõe a mostrar, no discurso, como a violência generalizada criou um caos na sociedade, a proposição subjaz a essa idéia: o apelo à tranqüilidade, à paz. A partir disso, a partição desenha-se da seguinte forma:
Violência = mundo cheio de guerra = caos
Caos → medo da violência: inconsciente, inevitável → mais violência → medo
Notamos, como provas refutatórias ou argumentos para invalidar um ponto de vista oposto, uma argumentação fundamentada pelo exemplo em "São exemplos desse aumento os grandes números que são registrados pelas pesquisas feitas sobre o assunto: assaltos, roubos, seqüestros", além dos que se apresentam como provas confirmativas da proposição: "afinal, as pessoas estão morrendo sem terem 'culpa alguma'; [...] podemos ser uma vítima talvez em um incidente como uma agressão verbal ou um assalto [...] as pessoas ainda mais o caos da violência".
b) Letra de rap
Receio
Medo, sentimento de sobrevivência do mais fraco, Instinto da selva, lei do mais esperto
Mais forte, quando isso? Só na luta corporal, para alguns isso é o certo.
O medo desencadeia a necessidade de aprender Desenvolver alguma estratégia para sobreviver Não só o Homem pensa, mas também o animal Medo não existe, mas sim receio
Se tá com medo, por que veio?
Não ter coragem de enfrentar pode ser tido como medo, Mas a incerteza de vencer é a certeza da derrota A vitória é importante, mas
"morrer como homem é o prêmio da guerra" Alguns dizem. Mas sobre a falta de coragem
falam que mais vale um covarde vivo que um Herói morto, ditados de covardes que se orgulham de
sofrer uma morte de "Zé" só se sabe de uma coisa desde
o nascimento da Humanidade, os guerreiros só viraram Heróis depois de morrer,
eu só queria saber o pq disso tudo e poder entender.
Verificamos nesse texto que a instância retórica se instaura com o conceito de medo apresentado em "Medo, sentimento de sobrevivência do mais fraco instinto da selva, lei do mais esperto, mais forte" e a interrogação "quando isso?". É a partir desse conceito e do questionamento apresentado ao auditório que o retor descreve o medo. A instância compõe-se pelo tema: o medo é instintivo e, como tal, integra a natureza humana. Assim, até a próxima interrogação "se tá com medo, por que veio?". Entendida como problema retórico, já que o retor encaminha esse questionamento a um
auditório particular, a categoria passional do medo está caracterizada de forma positiva, segundo o retor: "desencadeia a necessidade de aprender, desenvolver alguma estratégia para sobreviver".
Se o retor entende o medo como inerente ao humano, as limitações que lhe são impostas mostram-se no argumento "só se sabe de uma coisa, desde o nascimento da Humanidade, os guerreiros só viraram Heróis depois de morrer" e, como elemento concreto que desencadeia a situação retórica, "medo não existe, mas sim receio", frase que antecede a tão irônica questão "se tá com
medo, por que veio?". Dessa forma, se estabelece o que o retor pretende
modificar, pela mediação do seu discurso: se o medo é natural, como entender, por exemplo: "Não ter coragem de enfrentar pode ser entendido como medo"; "morrer como homem é o prêmio da guerra"; "mais vale um covarde vivo que um Herói morto"; "guerreiros só viraram Heróis depois de morrer". E conclui: "eu só queria saber o porque disso tudo e poder entender".
Quanto ao aspecto estrutural e estilístico, o texto aproxima-se do poema, pelas rimas, frases nominais, destaque de alguns substantivos comuns com letras maiúsculas, além do fato de apresentar formas verbais no presente, artifícios que o aproximam do gênero epidítico. Entretanto, há que se pensar numa outra possibilidade: o retor divide suas idéias sobre o medo em dois momentos: um que vai da primeira frase até "Medo não existe, mas sim receio"; outro, de "se tá com medo, por que veio?" até a penúltima frase do texto. Verificamos, nesse segundo momento, a intenção de ironizar e até de acusar os que se deixam dominar pelo medo. Exemplificam essa idéia: "mas sobre a falta de coragem falam que mais vale um covarde vivo que um Herói morto, ditados de covardes que se orgulham de sofrer uma morte de 'Zé'". Dessa forma, o retor põe no "banco dos réus" — portanto, diante do juiz — sua certeza: "só se sabe de uma coisa desde o nascimento da Humanidade, os guerreiros só viraram Heróis depois de morrer". Considerando esse tom irônico que o discurso apresenta, podemos ainda classificá-lo na categoria do gênero judiciário. Idéia que transparece, no discurso, intermediada pela questão "se tá com medo por que veio?". Nota-se, nesse mesmo questionamento, a tentativa do retor de movimentar o pathos
do auditório, com argumento fundamentado no recurso pelo ridículo: "a arma de que o orador dispõe contra os que podem, provavelmente, abalar-lhe a argumentação, recusando-se, sem razão, a aderir a uma ou outra premissa do seu discurso" (Perelman & Olbrechst-Tyteca, 1996:233-234).
c) Os fanzines
Esclarecemos que, dos dois fanzines elaborados pelos alunos da 2ª série B do ensino Médio, analisaremos um exemplar de texto de cada um deles: de "Fobia", o poema Medo do futuro; de "Medos.Com", o poema
Medo. Antes, porém, vejamos os tipos de medos apontados pelos alunos
como "medos de hoje" e "medos de ontem", por ocasião da elaboração dos fanzines. A maioria desses medos está relacionada à questão afetiva. E foram assim denominados:
• Medos de hoje: engravidar uma menina, perder o emprego, ser reprovado na escola, pegar Aids, se envolver com drogas, não conseguir entrar na faculdade, perder a virgindade, perder um grande amor, não achar um grande amor, da mãe morrer, de ser assaltado, da violência, do futuro, de matar, de não estar na moda, se ser excluído, de broxar; ficar grávida, não passar no vestibular, tirar nota baixa na escola, do mundo, do mundo acabar, da evolução tecnológica, ser estuprado, ficar isolado, da depressão, da solidão, da corrupção, de terremoto/furacão no Brasil, de ser posto fora de casa pelos pais, ir para a cadeia.
• Medos de ontem: escuro, bicho-papão, apanhar, homem do saco, andar de bicicleta, tubos de linha da mãe, acabar o mundo, nadar, palhaço da perua, chupa-cabra, perder pai e mãe, da casa cair por ser pequena e pobre, ser atropelado, ter pêlo no saco, ficar menstruada, morrer, escorregador do parquinho, defunto, perder o pipa, maníaco do parque, morar embaixo da ponte, da irmã mais velha, ficar de castigo, mijar na cama.
Poema 1
Medo do futuro
Por que razão ter medo do futuro, se ainda não aconteceu? Na nossa vida quem faz nosso futuro somos nós mesmos, Pois plantamos hoje o que queremos colher no nosso amanhã. Garra de enfrentar desafios, se retraíram quando tinham que avançar. Pessoas perdem riquezas com medo do futuro, perdem o amor, perdem a chance de ser feliz, o medo paralisa.
Nunca devemos ter medo do futuro porque o futuro quando chega na nossa vida, não é mais futuro, se torna hoje.
E hoje é a realidade e temos de vivê-la, com intensamente. O futuro se planeja, se sonha.
No hoje se concretiza e vive.
Não tenha medo do futuro, viva o hoje porque é (presente) de Deus.
Nesse texto, a situação retórica efetiva-se no momento em o retor se dispõe a apresentar suas opiniões a fim de defender suas idéias: o medo não se justifica, pois está sempre no futuro. Criada a situação, o discurso mostra como instância retórica "Por que ter medo do futuro, se ainda não aconteceu?". Tal instância compõe-se pelo tema medo do futuro. O problema retórico surge em "Nunca devemos ter medo do futuro porque o futuro quando chega na nossa vida, não é mais futuro, se torna hoje". Há como possíveis elementos que desencadeiam a instância os seguintes argumentos: "Pessoas perderam riquezas com medo do futuro", "perdem o amor", "perdem a chance de ser feliz", "o medo paralisa". Esses são argumentos que, além de caracterizar a tese em termos particulares e concretos, enviam o retor a um auditório também particular e concreto — os que têm medo do futuro e, por isso, perderam "riquezas", "amor" e "a chance de ser feliz". Dessa forma, o que se pretende modificar é o medo do futuro, entendido aqui como empecilho para se enfrentar os desafios da vida. O argumento "Garra de enfrentar desafios, se retraíram quando tinham que avançar" exemplifica as limitações impostas ao retor.
Serve como prova refutatória e como apelo ao pathos do auditório o