• Sonuç bulunamadı

2. KURAMSAL TEMELLER ve KAYNAK ARAŞTIRMASI

2.5. Karbon Ayak İzi Hesaplanması İle İlgili Yapılan Çalışmalar

a) Gêneros textuais como práticas sócio-discursivas

Desde o homem percebeu-se como criatura dotada da capacidade de linguagem, na infância da humanidade, tem procurado criar e aperfeiçoar formas de se comunicar. Se assim não fizesse, não conseguiria sobreviver. Nesse sentido é que o desenvolvimento da habilidade de comunicação sempre foi e é pré-requisito fundamental para a dinâmica da vida em sociedade, tanto ontem, quanto hoje.

Com esses pressupostos, pode-se admitir que "é na sala de aula que os educadores de letramento têm a oportunidade de trabalhar e de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento da maioria dos membros da sociedade" (Bazerman, 2006:9).

Meurer & Motta-Roth (2002) corroboram essa idéia, quando afirmam que cresce no mundo contemporâneo a conscientização sobre a linguagem, o que nos leva a pensar na importância de se buscar um conhecimento crítico sobre as práticas discursivas sociais.

Nessa perspectiva, Marchuschi (2005:19) enfatiza que os gêneros "são entidades sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa [que] caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos". O autor distingue tipologia textual de gênero textual. Na sua opinião,

os tipos textuais são seqüências teoricamente definidas pela natureza lingüística de sua composição e se caracterizam por aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas. Já os gêneros textuais como

formas de ação social, definidos pelo conteúdo, propriedades funcionais, estilo e composição (Marcuschi, 2005: 22-23).

Assim, cabe à escola desenvolver tais habilidades nos educandos, possibilitando-lhes maior contato com os mais variados gêneros textuais em várias modalidades de linguagem, pois "é responsabilidade central do ensino formal o desenvolvimento da consciência sobre como a linguagem se articula em ação humana sobre o mundo através do discurso ou, como preferimos chamar, gêneros textuais" (Meurer & Motta-Roth, 2002:12).

Considerando que o trabalho com a linguagem, na ótica do estudo dos gêneros textuais, é uma necessidade (prevista até pelos Parâmetros Curriculares Nacionais) que, se atendida de modo efetivo pela escola, pode ampliar as habilidades comunicativas das pessoas, procuramos constituir, juntamente com estudantes, docentes e integrantes do corpo funcional da unidade de ensino em que exercemos o magistério, o corpus de nossa pesquisa.

b) Uma leitura dos Parâmetros Curriculares Nacionais, na perspectiva do estudo dos gêneros

Como nos propusemos, neste trabalho, a trabalhar com o medo nos gêneros escolares, entendidos aqui como textos de circulação real efetiva, julgamos pertinente fazer algumas considerações sobre como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) enfatizam a leitura e a produção de textos na perspectiva dos estudos dos gêneros textuais.

Como conseqüência dos processos de industrialização e urbanização, da ampliação da necessidade do uso da escrita e do aumento da demanda de alunos regulares na rede pública de ensino, os PCN admitem a necessidade antiga de mudanças no ensino que se reflitam significativamente no ensino de língua materna, colocando-a como foco das discussões sobre a possibilidade de integrar essa nova realidade ao trabalho pedagógico. O ensino de leitura e escrita passou a centrar-se no texto

visto como produto da atividade discursiva oral ou escrita que forma um todo significativo, qualquer que seja sua extensão, é o texto, uma seqüência verbal constituída por um conjunto de relações que se estabelecem a partir da coesão e da coerência (Brasil, 1998:21).

Embora muitas vezes a teoria esteja muito distante da prática, há que se considerar um grande avanço a mudança do ensino concentrado na frase para o ensino centrado no texto. A partir dessa perspectiva, pôde-se refletir sobre práticas de linguagem que entendem o texto como produto de atividades discursivas, definidas com objetivos, intenções e propósitos que podem conduzir a uma ação. Os PCN consideram como relevantes para uma prática significativa de leitura e escrita, os aspectos:

a) a razão de ser das propostas de leitura e escrita é a compreensão e não a decodificação e o silêncio; b) a razão de ser das propostas de uso da fala e da escrita é a interlocução efetiva, e não a produção de textos para serem objetos de correção; c) as situações didáticas têm como objetivo levar os alunos a pensar sobre a linguagem para poder compreendê-la e utilizá-la apropriadamente às situações e aos propósitos definidos (Brasil, 1998:19).

Como se observa, os PCN preconizam novas vias para o trabalho pedagógico com a linguagem. Nessa mesma perspectiva, os estudos sobre os gêneros vêm possibilitar, no trabalho com textos, formas de levar o aluno a refletir sobre o uso da linguagem, em suas várias manifestações, seja ou não verbal, como atividade dinâmica e interativa.

Ao introduzir a noção de gênero como elemento fundamental para o aprimoramento das habilidades em leitura e escrita, os PCN trazem definições para os gêneros, ao assegurar que a interlocução pressupõe o uso de diversos textos por parte dos indivíduos, definidos historicamente pelas condições e necessidades sociais dessa interlocução, e apresentar o discurso como manifestação lingüística do texto, unidade global de significação que não se constrói do nada: todo discurso nasce de uma relação com outros discursos.

Ressaltamos ainda que é em Bakhtin que os PCN encontraram seu principal pressuposto para a definição de gênero:

os textos organizam-se sempre dentro de certas restrições de natureza temática, composicional e estilística, que os caracterizam como pertencentes a este ou àquele gênero. Assim, a noção de gênero, constitutiva do texto, precisa ser tomada como objeto de ensino (Brasil, 1998:21).

A fonte para tão determinada orientação vem de Bakhtin (1979:274) que assim advoga: "Conteúdo temático, estilo e construção composicional fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e ele é marcado por uma esfera de comunicação".

Dessa forma, ao trazer mudanças metodológicas para o ensino de língua, os PCN admitem a necessidade de se trabalhar com textos reais, ou de circulação social efetiva, que envolvam as necessidades de comunicação do aluno, sujeitos inseridos em situações sócio-comunicativas determinadas por contextos históricos.