AVRUPA BİRLİĞİ ADALET DİVANI KARARLARINDA CİNSİYET TEMELİNDE AYRIMCILIK YASAĞI
III) ABAD KARARININ İNCELENMESİ
São considerados traços as características percebidas como representativas de melhorias, tensões, limitações e desafios vinculados à incorporação de processos participativos pela administração municipal durante o período pesquisado.
INDICES
Relatos (descrições ou representações subjetivas) referentes aos avanços, apropriações, conflitos/disputas, limites/dificuldades e desafios contidos no Corpus, que estejam relacionados com a implementação da experiência participativa em Macapá realizada pelo governo municipal nos anos de 2013 até 2016.
SIGNIFICADOS
Avanços São relatos que indicam mudança de estado, interpretada como melhoria, vantagem ou acréscimo advinda das experiências participativas adotadas pela Prefeitura Municipal. Apropriações São relatos que apontam empoderamentoparticipativas adotadas pela Prefeitura Municipal de Macapá. 62 dos agentes que integraram as experiências
Conflitos e
Disputas São relatos que apontam tensões
63 relacionadas aos interesses dos agentes que integraram as experiências participativas adotadas pela Prefeitura Municipal de Macapá.
Limites e Dificuldades
São relatos que apontam limitações, insuficiências, deficiências, defeitos, problemas, obstáculos, resistências ou relutâncias vinculadas às experiências participativas adotadas pela Prefeitura Municipal de Macapá.
Desafios São relatos que indicam ou sugerem pontos críticos relacionados às experiências participativas adotadas pela Prefeitura a serem superados, melhorados ou aperfeiçoados.
Fonte: Elaborado pelo autor.
62A literatura que aborda a temática do empoderamento denota englobar um uso polissêmico do seu conceito, concebendo-o como atributo, processo, ferramenta de transformação individual e coletiva, bem como variável multidimensional que pode ser estudada e aplicada como categoria empírica nas dimensões dos sujeitos, das motivações, dos recursos e das modalidades (HOROCHOVSKI; MEIRELES, 2007). Tendo em vista que o uso do termo frequentemente remete à controvérsias e debates sobre sua definição, aplicabilidade e conotação ideológica, Meirelles e Ingrassia (2006) recomendam aos pesquisadores que seja definido a priori o entendimento dado ao conceito. Segundo Gohn (2004, p. 23), o empoderamento pode ter o sentido de processo de mobilização e ações práticas destinadas a promover grupos e comunidades na rota de crescimento, autonomia e melhoria de suas vidas ou pode assumir o sentido de ações destinadas simplesmente a promover a pura integração dos excluídos, carentes e destinatários de bens elementares à sobrevivência e serviços públicos. Ao se posicionar favorável ao primeiro sentido, o presente estudo assume, em concordância com Kleba e Wendausen (2009, p.733), que os espaços de participação atuam como estruturas mediadoras de processos de empoderamento e que, conforme contextualizam Silva e Martinez (2004), se desenvolve nos níveis individual, organizacional e comunitário.
63 O conflito incorpora a multidimensionalidade e a amplitude na qualidade de características próprias de um fenômeno sujeito a vários esforços de tipificação e de conceituação que frequentemente se mostram insuficientes para dar conta da complexidade de sua natureza ao ser abordado como categoria analítica e empírica em diversas áreas do conhecimento e nos seus mais variados níveis e formas de manifestação (FABRÍCIO, 2012). A teoria sociológica tem dado ao termo conotações que o qualificam como fenômeno negativo, anormal ou patológico e por concepções que o interpretam como fenômeno determinado e determinante das dinâmicas e estruturas sociais que caracterizam a vida coletiva (SILVA, 2011). Assumindo que discordâncias não são deficiências, e que um grupo harmonioso através de pura união é empiricamente irreal, Simmel (1983, p. 122-164) destaca a natureza sociológica do conflito e sua influência na configuração estrutural de grupos, caracterizando-o como forma de sociação (termo usado para designar unidade de interação entre indivíduos da sociedade), como espaço social, como ação desencadeadora de reviravoltas e mudanças e como dimensão que estabelece limites e espaços, devendo este fenômeno ser discutido ou incorporado como pressuposto nos trabalhos que estudam a realidade social, conforme salientam Alcântara Júnior (2005) e Oliveira (2009, p. 541). Denotando convergências com essa concepção, Guiddens (1996, p. 143) alerta para a necessidade de diferenciar o conflito (intimamente ligado à noção de interesse) da contradição (oposição entre princípios estruturais da coletividade), visto em que conflitos ao nível de interação social necessariamente não representam contradições no sistema e a existência de contradição não é inevitavelmente manifestada como luta aberta. Vale ressaltar que o presente trabalho concentrou seu foco apenas em identificar no Corpus relatos que apontassem elementos atitudinais indicativos dos interesses conflitantes que se fizeram perceptíveis nas interações entre os indivíduos que compuseram os três grupos de agentes sociais estudados. A realização de análise que vise descortinar com mais detalhamento as causas, as características relacionais e as consequências das dinâmicas conflituosas que se fizeram presentes nos diversos níveis, é sugerida como relevante ponto de pauta para pesquisas complementares.
Considerando-se que a abordagem dada ao tratamento dos dados não seria censitária, a regra adotada para codificação e contagem dos indicadores se baseou tanto nas ocorrências quanto nas frequências de cada índice contido nas narrativas relatadas entre os atores entrevistados, visando possibilitar uma configuração tabular mais ampla das características encontradas. O critério definido para a escolha das categorias se baseou na abordagem semântica de cada unidade de registro extraída do Corpus, sendo a categorização, durante o inventário, realizada pelo processo de “caixa” (categorias predefinidas) e durante a classificação pelo processo de “milha” (categorias criadas através de agrupamento em função das similaridades semânticas), conforme apresentado no Quadro 28.
Quadro 28 - Critérios de categorização semântica das entrevistas realizadas. ETAPAS DE
CATEGORIZAÇÃO CRITÉRIOS
INVENTÁRIO A categorização fundamentou-se na abordagem semântica, através de inventário estruturado em categorias predefinidas representadas pelos índices estabelecidos na fase de pré-análise (avanços, apropriações, conflitos, limites e desafios).
CLASSIFICAÇÃO A categorização foi realizada através da criação de subcategorias semânticas representativas dos tipos de avanços, apropriações, conflitos, limites e desafios relatados através de um processo de agrupamento por similaridade.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Na fase de exploração do material procedeu-se a utilização das técnicas propriamente ditas de tratamento de dados, ocorrendo a identificação dos trechos significantes no Corpus, segundo cada índice estabelecido, e a extração dos respectivos trechos para as fichas de inventário com suas respectivas codificações. Antes de serem excluídas as recorrências de trechos com a mesma categorização para cada entrevistado, foi elaborado o catálogo de codificação com o propósito de subsidiar o processo de tabulação dos dados obtidos (Apêndice G). Nessa fase foram inventariados, inicialmente, 313 extratos relacionados à temática (sendo reduzidos para 268 recortes após as exclusões por recorrência, conforme apresentado na Tabela 22) e classificados 28 exemplos de avanços, 12 indicativos de apropriações, 11 exemplos de conflitos/disputas, 43 limites/dificuldades e 21 desafios.
Tabela 22- Quantidade de extratos do Corpus relacionados aos avanços, apropriações, conflitos, limites e desafios das experiências participativas adotadas pela prefeitura (Após as exclusões por recorrência).