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formulários. Também se utilizou entrevistas com roteiros semiestruturados, previamente agendadas com os colaboradores do Laboratório; seminários; obtenção logs de monitora- mento; documentos gerais e observação direta do LAD-PUCRS.

Por fim, a observação direta sobre o funcionamento do provedor LAD-PUCRS tam- bém foi fundamental para compreender suas características e elaborar os modelos de co- brança, favorecida por estar o pesquisador vinculado ao Laboratório enquanto bolsista pes- quisador.

O tempo dispendido em todo o processo de levantamento de dados à análise dos resultados da aplicação da metodologia foi de, aproximadamente, um ano.

4.6 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS E AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE PESQUISA

Num estudo de caso seja ele único ou múltiplo, não há um esquema prévio de análise e interpretação. Em geral, no entanto, a análise de dados consiste em examinar, categori- zar, tabular ou reunir as evidências para recorrer às proposições iniciais do estudo.

Nesta etapa, as informações geradas ao longo da pesquisa foram reunidas, analisa- das e interpretadas em torno dos diferentes processos e tarefas a fim de possibilitar a con- solidação da metodologia, fomentar reflexões sobre a mesma com o foco nos modelos de cobrança do provedor.

Quanto à interpretação do material recolhido, o objetivo maior foi estabelecer rela- ções entre os parâmetros dos modelos de cobrança aplicados no LAD-PUCRS e também, avaliar o fluxo do diagrama proposto pela metodologia e os próprios formulários.

Para Grassi e Yin [GY05], a análise das evidências encontradas num estudo de caso caracteriza-se como o aspecto mais difícil desse tipo de método, de tal forma que é neces- sário que o pesquisador tenha uma estratégia analítica definida a conduzi-lo durante esta parte do trabalho. No caso deste estudo, utilizou-se a análise estatística, principalmente, para interpretar os resultados do material coletado, aceito pelo provedor (LAD-PUCRS).

Esta etapa é apresentada com detalhamento no Capítulo 0.

Tendo coletado diversas informações através de diferentes meios, organizados, ana- lisados e interpretados foi possível avaliar todo o processo da pesquisa, a aplicabilidade da metodologia tanto no LAD-PUCRS quanto inferir possibilidades de seu uso extensivo a ou- tros provedores com adequações às realidades. Esta etapa é apresentada nas Considera- ções Finais.

O presente Capítulo trouxe as referências sobre as etapas da pesquisa conforme o protocolo adotado (ANEXO A) com explicitação tanto do método de estudo de caso único adotado quanto dos recursos metodológicos utilizados na realização da pesquisa.

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DESCRIÇÃO DA METODOLOGIA PARA DEFINIÇÃO DE MODELOS

DE COBRANÇA EM NUVENS COMPUTACIONAIS

Provedores de serviços de nuvens computacionais podem ser limitados em seus re- cursos e capacidades, quando expostos ao desafio de como vender e cobrar seu produto de forma eficiente [Ana10] ou, quando desejam reformular seus modelos de cobrança, mas possuem dificuldades em compreender todo o processo para alcançar modelos que au- mentem as receitas. Para atender o perfil de consumidores distintos, provedores de servi- ços podem oferecer numerosas classes de serviço e estas devem ser pagas de formas diferentes. Além disso, os prestadores, alocando sua capacidade a vários tipos de consu- midores, podem maximizar sua produção pela venda de unidades e em consequência, ter sua receita aumentada. Estes são desafios.

Segundo Anandasivam [Ana10], sofisticados sistemas de medição de preços, bem como serviços flexíveis e adaptados às necessidades dos consumidores heterogêneos são fatores-chave para o êxito de um projeto, oferecendo modelos de utilidade em nuvens com- putacionais. Através da definição de uma metodologia - proposta central deste estudo - é possível estabelecer qual modelo de cobrança atinge melhor a utilização da infraestrutura e a consequente maximização das receitas do provedor pela identificação de parâmetros que o aprimorem.

Assim, a definição de uma metodologia pretende solucionar dois problemas. Um de- les refere-se à falta de sistematização de uma abordagem comum sobre a forma como provedores cobram seus clientes e, sobretudo, como definem os preços, conforme apontam Lindner et al [LGC+10]. O outro problema refere-se à forma como provedores conseguem extrair maiores receitas a partir da venda de sua infraestrutura, ou seja, como alocam aos diferentes clientes com seus requisitos de maneira que um número maior de usuários possa ser acomodado na infraestrutura, gerando maiores receitas. A afirmação de Lindner et al [LGC+10] de que a falta de uma visão abrangente sobre a cadeia de fornecimento, mais a falta do insight sobre o fluxo de informações, as exigências de controle e os processos de

acccounting e billing nos serviços em nuvem, impedem as empresas de abraçarem as nu-

vens computacionais, confirmado pelo fato de que não há um processo claro e definido que sustente os modelos de cobrança.

Reforça-se o que se vem frisando ao longo deste estudo: os modelos de cobrança envolvem um conjunto de questões de ordem técnica e econômica. São estruturados por- tanto, por uma política de atribuição de preços, um formato de entrega da fatura e uma tarifa

com impacto direto sobre a forma como os dados serão medidos e contabilizados, conforme descrito no Capítulo 3.

O presente capítulo descreve uma proposta de metodologia para definição de mo- delos de cobrança em ambiente de nuvens computacionais, com a caracterização deta- lhada de seus processos, subprocessos e tarefas, associados aos oito artefatos construí- dos para obtenção das informações a respeito dos mesmos (APÊNDICE B).

O fluxo da metodologia proposta para definição de modelo de cobrança é represen- tado por diagrama, utilizando notação para a modelagem de processos de negócios se- gundo Business Process Modeling Notation (BPMN), para melhorar a compreensão dos principais elementos apresentados (ANEXO A).

Uma das razões da escolha desta notação para representar o fluxo da metodologia deve-se ao fato de que um dos seus objetivos é criar um mecanismo simples e compreen- sível para a produção de modelos de processos de negócios, ao mesmo tempo, em que é capaz de lidar com sua inerente complexidade. Segundo a Object Management Group [OMG11], a abordagem adotada lida com esses dois quesitos conflitantes, organizando os aspectos gráficos da notação em categorias específicas para que o leitor possa reconhecer facilmente os tipos básicos de elementos e compreendê-los.

A notação utilizada para desenvolver o diagrama permite que cada um dos proces- sos da metodologia tenha um ou mais participantes associados e responsáveis pela exe- cução dos subprocessos e tarefas. Além disso, a notação possibilita que sejam associados os artefatos formulários, elaborados para o levantamento de dados a serem aplicados du- rante a execução das tarefas no desenvolvimento da metodologia.

O resultado esperado após a aplicação da metodologia é a definição de modelos de cobrança que possam melhorar a utilização da infraestrutura e possam gerar maiores re- ceitas para o provedor. Para tanto, a metodologia deve resultar da adequação aos requisi- tos de cada um dos produtos do provedor e fornecer uma classificação mais adequada dos usuários aos modelos de cobrança.

As Seções a seguir descrevem, especificamente, de acordo com o diagrama pro- posto, cada um dos processos, seus subprocessos e tarefas, associados aos respectivos artefatos formulários (APÊNDICE B) e ao participante responsável por preenchê-los.

Benzer Belgeler