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KARŞILIKLI MÜBAHALE AYETİ

A pesquisa teve início após a obtenção da autorização do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Taubaté, em conformidade com o protocolo CEP-UNITAU nº 431/2012 de 14 de setembro de 2012 (ANEXO C), e após a autorização da Secretaria Municipal de Educação, protocolo SEMED Nº 001/2012, de 17 de setembro de 2012, (APÊNDICE A) para a liberação dos documentos oficiais, assim como, a autorização para realização de entrevistas semi-estruturadas nas escolas com os docentes pesquisados (APÊNDICE B).

No início das entrevistas, a pesquisadora expôs os objetivos da investigação aos docentes, de imediato solicitando as autorizações dos sujeitos, conforme expressas no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, sendo uma via para o entrevistado e a outra para a pesquisadora (ANEXOS A e B). Foi garantido o sigilo de sua identidade, do local de atuação, bem como foi alertada quanto à possibilidade de sua saída do estudo a qualquer momento, se assim a desejasse. Com a permissão concedida, iniciaram-se as gravações, filmagens e fotografias dos entrevistados. Tais entrevistas foram realizadas em um lugar amplo confortável, tranquilo, sem interrupções e intromissões.

Os dados foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada, durante os meses de outubro de 2012 a janeiro de 2013, gravadas em áudio e, posteriormente, transcritas. A pesquisadora comprometeu-se a armazenar as informações, que serão apagadas da mídia digital após cinco anos, a partir da data da realização da pesquisa.

A escolha dos sujeitos da pesquisa, como já mencionado, deu-se em torno dos docentes que lecionam em turmas de alunos dos 1ºs e 2ºs anos do Ensino Fundamental das escolas, que são efetivos do quadro da SEMED, que possuem nível superior completo e que residem na sede do município.

Depois da autorização da SEMED, foram realizados 4 (quatro) encontros. O primeiro foi com o especialista em Educação, responsável pelas escolas dos polos II e X, estabelecendo-se apenas uma conversa informal, a fim de esclarece o motivo do contato e solicitando apoio para a pesquisa. Posteriormente, foram dois especialistas em Educação que fizeram os primeiros contatos com os docentes, marcando um encontro com a pesquisadora de imediato. De posse dos endereços eletrônicos e dos números dos telefones, liberados pelos especialistas em Educação, a pesquisadora fez o primeiro contato com os docentes. Todos aceitaram marcar um encontro com a pesquisadora, uns em suas residências, outros numa sala da SEMED, uma vez que todos não residem nas comunidades e que não manifestaram interesse de receber a pesquisadora em suas residências.

Este primeiro contato foi apenas para convidá-los para que fizessem parte da pesquisa, confirmando data, hora e local. Entretanto, apesar da confirmação por telefone e do empenho do especialista em Educação do polo II, apenas cinco docentes compareceram. Um novo contato foi feito, envolvendo mais pessoas, e um segundo encontro foi marcado, também respeitando a disponibilidade dos sujeitos pesquisados. A pesquisadora telefonou confirmando e então pode acertar com os docentes as entrevistas por dia, turno e hora.

Os docentes não permitiram que as entrevistas fossem feitas nas escolas, alegando que não tinham com quem deixar os alunos; nem tampouco em suas residências, pois, segundo eles, iriam intervir na rotina de seus familiares. Recusaram-se também em serem entrevistados na SEMED, local sugerido pelo especialista, pois a maioria disse se sentir inibido quando interpelados. Então, todas as entrevistas foram realizadas na residência da pesquisadora. Por opção dos docentes, acomodados numa sala ampla, aconchegante, num clima descontraído e de cumplicidade. A pesquisadora solicitou de sua orientadora a liberação para contatar com uma profissional para a execução das entrevistas com os docentes, para que os mesmos pudessem ficar mais à vontade. Os docentes comparecem para as entrevistas, contribuíram de forma ética, comprometida com a veracidade das informações e solicitaram que, após o término e apresentação da dissertação, queriam o retorno da pesquisa.

Assim, os docentes responderam às questões do primeiro roteiro num dia, e, dois dias depois, ao outro roteiro, no tempo máximo de uma hora e mínimo de 40 minutos, sempre acompanhados do entrevistador e da pesquisadora à distância. A pesquisadora ressarciu as despesas apresentadas pelo Especialista e pelos docentes que precisaram se locomover de lugares distantes para a entrevista.

A realização da coleta de dados se deu por meio de uma entrevista escrita semi- estruturada, composta de questões abertas e fechadas, instrumento que foi aplicado no período de 21 a 30 de novembro de 2012, com os 19 docentes sujeitos desta pesquisa, que puderam assinalar as respostas que lhes conviessem.

A técnica de Grupo Focal (GF) foi realizada com sujeitos da pesquisa organizados em grupos. Segundo Gatti (2005) o trabalho com grupos focais é vantajoso:

Por ser uma técnica de levantamento de dados que se produz pela dinâmica interacional de um grupo de pessoas, com um facilitador, seu emprego exige alguns cuidados metodológicos e certa formação do facilitador em trabalhos com grupos. O foco no assunto em pauta deve ser mantido, porém criando-se um clima aberto às discussões, o mais possível livre de ameaças palpáveis. Os participantes precisam sentir confiança para expressar suas opiniões e enveredar pelos ângulos que quiserem em uma participação ativa. (GATTI, 2005, p. 12)

Assim sendo, a escolha dos instrumentos para fins da coleta de dados foram selecionados, conforme permite a técnica do GF: entrevista participante e em grupos. A primeira abordagem com os pais dos alunos, pretendendo a realização do Grupo Focal, foi também intermediada por um Especialista, pela Direção das escolas e pelos docentes sujeitos da pesquisa, que fizeram o primeiro contato com os pais dos alunos e marcaram a primeira reunião com a pesquisadora, com data, hora e local agendados com antecedência de uma semana.

Para Gatti (2005, p. 18) “a composição do grupo deve-se basear em alguma característica homogênea dos participantes, mas com suficiente variação entre eles para que apareçam opiniões divergentes”. Nesse sentido, o trabalho com grupos focais possibilitou a compreensão de aspectos relevantes para esta pesquisa, como: processos de construção da realidade sociocultural; práticas cotidianas, ações e reações a fatos e eventos; comportamentos e atitudes dos grupos dos pais de alunos arrolados no universo da pesquisa.

Após a confirmação das presenças dos convidados, a pesquisadora tomou as providências cabíveis no sentido de possibilitar as condições para a realização do evento. O encontro contou com a presença de 48 (quarenta e oito) participantes, entre pais e responsáveis pelos alunos das escolas. As discussões foram abertas e interativas em torno das questões propostas, sendo registradas, tendo em vista que todo e qualquer tipo de reflexão e contribuição é importante para a pesquisa. Por isso, a pesquisadora considerou de extrema relevância a formação e preparação das três mediadoras, sendo uma para cada grupo, com uso de gravadores e filmadoras, para que fossem assegurados a fidedignidade das informações e o maior número de registros possíveis.

Assim, deu-se início às discussões, que foram gravadas e filmadas. As relatoras, utilizando-se de um roteiro estruturado com questões abertas (APÊNDICE E) de extrema relevância, colheram dos participantes dos grupos as opiniões e os pensamentos sobre: como é viver no campo; a forma como participam das atividades nas comunidades; se cultivam as tradições ou que práticas culturais estão presentes em seu cotidiano; as brincadeiras que mais brincaram na infância; se as cantigas de roda eram brincadas na rua ou na escola, e hoje, se elas são trabalhadas somente na escola.

É oportuno salientar, a título de ilustração, os passos vivenciados para se identificar as Representações Sociais dos pais de alunos das escolas dos anos iniciais do EF pertencentes ao SME. Uma programação foi desenvolvida no tempo de 4 (quatro) horas de duração, contou com um ambiente amplo, arejado e confortável. Nesse encontro, objetivou-se estabelecer um primeiro contato baseado numa interlocução entre a pesquisadora e seus pesquisados, bem como a apresentação dos propósitos da pesquisa, da técnica do grupo focal e a apresentação

do roteiro instrumento organizado para orientar os diálogos e ao mesmo tempo, colher informações relevante acerca da temática em estudo.

As sessões foram organizadas nas salas de aulas das escolas, áreas de abrangência da pesquisa, com a presença dos pais de alunos e dos mediadores, que coordenaram as atividades. Os grupos focais foram desenvolvidos em ambientes acolhedores e acessíveis, com iluminação e acústica adequada, cadeiras avulsas e móveis para o trabalho em círculo, possibilitando a interação, o dinamismo e a descontração. Além disso, a pesquisadora responsabilizou-se em prover os deslocamentos e alimentação para os participantes que residem distante do local dos encontros. A técnica do grupo focal foi aplicada em novembro de 2012, como um segundo momento.

Os grupos focais foram organizados em número de 3 (três), cada um com 8 componentes, totalizando 24 (vinte e quatro) participantes, cognominados como Grupo I, II e III. O Grupo I, constituído de pais de alunos de 3 (três) escolas situadas em regiões distantes, isoladas do convívio da cidade e dos recursos e tecnologias midiáticas, afastadas de 9 (nove) a 21 (vinte e um) km. Não dispõem de energia elétrica, portanto, não têm televisão, computador, telefone rural e sequer celular. O Grupo II foi constituído de pais de alunos de 9 (nove) escolas situadas em regiões distantes, mas que dispõem de energia elétrica e de antena parabólica, o que permite o uso de televisão; e o Grupo III, com pais de alunos de 7 (sete) escolas situadas às margens da rodovia BR 222, próximas à sede, tendo acesso aos recursos que a cidade dispõe.

Nesse sentido, a pesquisa foi efetivada com uma amostra de 24 (vinte e quatro) pais de alunos, escolhidos a partir dos critérios estabelecidos a seguir: ter estudado ou ter filhos estudando nas escolas dos polos II e X; encontrar-se em qualquer faixa etária; podendo ser homens e mulheres; membros ativos da comunidade, reconhecidos pela sua participação nos eventos e festividades da escola e/ou nas comunidades locais e circunvizinhas. O critério adotado para a exclusão do participante na pesquisa foi a ausência às sessões e a não correspondência à dinâmica do processo.

Benzer Belgeler