3.5. Anodizasyon Parametrelerinin TNT Büyümesi Üzerine Etkileri
3.5.16. Karıştırma hızı
Segundo Skinner (1969), as PC estão relacionadas a critérios de desempenho competitivo que a função produção pode adotar para se adequar à estratégia de negócios da organização. Na verdade, dependendo da forma escolhida para atender aos requisitos do mercado, a organização norteia como a função produção desempenhará suas operações
(SLACK e LEWIS, 2003). Para Phusavat e Kanchana (2008), as PC representam as áreas focais da empresa e suas futuras direções e preocupações.
Neste trabalho, considera-se que PC é uma forma de traduzir as necessidades dos clientes a serem atendidas pela empresa, em termos de metas de desempenho para a função produção. Ou seja, a função produção se organiza a partir das definições das PC e então toma as decisões estruturais e infra-estruturais para modelar suas operações. O termo PC pode ser encontrado na literatura como sendo também objetivos de desempenho, fatores competitivos, critérios competitivos ou dimensões competitivas.
Existem vários elementos de medidas de desempenho que são atribuídos para a avaliação das PC. No entanto, ainda não há um consenso claro na literatura sobre quais são estes elementos. Em função disto, o Quadro 4 sistematiza os principais estudos publicados nos
sites dos mais importantes periódicos nacionais, avaliados pelo Qualis da Capes, nas áreas de
Administração e Engenharia de Produção (RAC, RAE, REAd, RAUSP, G&P e PRODUÇÃO) sobre PC, a fim de identificar concordâncias sobre o tema. Esta pesquisa foi realizada nos periódicos em Julho e Agosto de 2008, e complementada em Maio de 2009. Não houve filtro por ano de publicação dos artigos, e as palavras-chaves utilizadas para fazer a busca foram: “estratégia de produção”, “estratégia de operações”, “estratégia de manufatura”, “prioridades competitivas” e “objetivos de desempenho”.
Vale ressaltar que foram considerados para os fins da sistematização os estudos que abordassem em sua revisão da literatura o tema estratégia de produção e prioridades competitivas, ou que nos estudos empíricos as PC tivessem sido consideradas. Esta consideração visa alinhar as discussões conforme o propósito desta pesquisa.
A partir dos dados do Quadro 4, algumas observações quanto ao status da pesquisa sobre PC de algumas das principais pesquisas no âmbito nacional podem ser destacadas:
a) Foi identificado, nas pesquisas realizadas, um grande número de artigos que discutem o tema “estratégia empresarial” num contexto menos específico que seu turno. Como por exemplo, não encontraram artigos que evidenciaram delimitações claras entre estratégia corporativa, de negócios e funcional. Outros, que se propõem a estudar a estratégia de operações em um determinado contexto organizacional, mas na revisão da literatura não mencionam nem sobre seu conteúdo nem sobre a sua formulação. Portanto, este tipo de trabalho não foi destacado para fins de sistematização;
b) As principais constatações das pesquisas sobre PC podem ser agrupadas em três vertentes. A primeira afirma que é importante e necessário haver alinhamento entre a escolha
e adoção de programas/sistemas de produção com as PC e, igualmente, entre a estratégia competitiva e as PC. A segunda aponta que existem adaptações quanto à configuração das PC para certos tipos de setores industriais. E a terceira explicita que as PC impactam na forma de gerenciar e estruturar a cadeia de suprimentos. A primeira vertente está diretamente relacionada aos conceitos da teoria top down da estratégia empresarial, na qual a estratégia competitiva influencia a estratégia funcional, neste caso a de produção, a partir da idéia de hierarquia de decisões. Portanto, o alinhamento entre as duas estratégias tornam-se fundamentais para um melhor desempenho organizacional. Ainda referente à primeira vertente, a idéia de hierarquia de decisões reflete também na influência que as PC exercem sobre as áreas de decisões. Sendo assim, as PC conduzem a escolha dos programas e sistemas de produção que melhor respondam as suas diretrizes, ou seja, os programas e sistemas que melhor se adaptem a elas. A segunda vertente destaca que, dependendo do setor industrial que se está avaliando, a forma de interpretar as PC pode variar. E a última e muito importante para a condução desta pesquisa trata da influência que as PC têm sobre a GCS. Isso é explicado, em parte, pela influência das PC na configuração da área de decisão estrutural “integração vertical”, ao interferir na maior ou menor execução das operações internas à organização, e também, em parte, pela definição de GCS que requer o alinhamento estratégico entre elos de uma cadeia para alcançar os objetivos comuns. Uma forma de entender o relacionamento entre PC e GCS é partir dos elementos gerenciáveis propostos por Sousa (2007);
c) As PC variam de pesquisa a pesquisa, mas ao menos quatro delas são predominantes: custo, qualidade, flexibilidade e entrega. Esses aspectos condizem com a proposta de Hayes e Wheelwright (1984);
d) A forma de conduzir as pesquisas sobre PC é predominantemente qualitativa, com destaque para a estratégia de estudo de caso. Isso é reflexo das diretrizes apontadas pelas pesquisas internacionais, as quais indicam uma carência sobre estudos empíricos nesta área (LEONG et al, 1990; SWINK e WAY, 1995; KIM e ARNOLD 1996; WARD e DURAY, 2000).
Identificou-se também o perfil das pesquisas internacionais sobre o tema PC, a fim de destacar as semelhanças e diferenças quanto às variáveis representativas das PC e igualmente quanto às pesquisas nacionais. A busca foi realizada na base de dados Web of Science, base que pesquisa periódicos com fator de impacto. A pesquisa também foi realizada em Julho e Agosto de 2008 e complementada em Maio de 2009. O Quadro 5 apresenta uma amostragem do resultado desta coleta de dados.
Quadro 4: Sistematização de pesquisas realizadas em periódicos nacionais sobre PC
Autor (es) Prioridades competitivas Método de pesquisa Resultados principais Origem e instituição
do autor principal
Fusco (1995)
Custo, qualidade, velocidade, flexibilidade e confiabilidade.
Teórico. É importante considerar os aspectos de marketing na formulação das PC.
Brasil/Unesp
Da Silveira (1998)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Teórico. Discute a evolução dos conceitos de trade-offs da estratégia de produção.
Brasil/ PUC RS
Santos, Gonçalves e Pires (1999)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Qualitativo – Estudo de casos.
A partir da prática empresarial relatada nos casos, pode-se notar uma aproximação cada vez maior entre os programas de ação da manufatura com seus objetivos de desempenho.
Brasil/USP
Cerra e Bonadio (2000)
Custo, qualidade, flexibilidade, serviço e entrega.
Qualitativo – Estudo de casos.
Os programas de TQM e JIT devem estar alinhados a EP para que tenham eficácia na competitividade da empresa.
Brasil/ UFSCar
Nogueira, Alves Filho e Torkomian (2001)
Custo, qualidade, flexibilidade, entrega e serviço.
Qualitativo – Estudo de casos.
Os resultados obtidos mostram que existem combinações possíveis de estratégias competitivas e de produção, mesmo dentro de um mesmo grupo estratégico.
Brasil/UFSCar
Albuquerque e Silva (2002)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Teórico. Apresenta uma análise teórica acerca da estratégia competitiva e seu relacionamento com a estratégia de manufatura.
Brasil/Cnpq
Alves Filho, Danadone, Martins, Bento, Rachid, Truzzi e Vanalle (2002)
Custo, qualidade, flexibilidade, entrega e serviço.
Qualitativo – Estudo de casos.
As PC dos fornecedores são fortemente condicionadas pela estratégia da empresa cliente.
Brasil/UFSCar
Barros Neto, Fensterseifer e Formoso (2003)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Qualitativo – Estudo de casos.
É necessário fazer adaptações para setores industriais peculiares, de conceitos relacionados ao conteúdo da estratégia de produção.
Brasil/UFCE
Godinho Filho e Fernandes (2005)
Produtividade, qualidade, flexibilidade, rapidez, pontualidade,
customabilidade e adaptabilidade.
Teórico. Os autores propõem um modelo conceitual para análise dos
paradigmas da gestão na manufatura e concluem que cada empresa deve adotar sistemas de produção compatíveis com as PC da empresa.
Brasil/UFSCar
Maia, Cerra e Alves Filho (2005)
Custo, qualidade, flexibilidade, entrega e serviço.
Qualitativo – Estudo de casos.
Há uma forte relação entre EP e gestão da cadeia de suprimentos. As PC afetam o projeto de rede de suprimentos.
Brasil/UFSCar
Silva e Santos (2005)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Qualitativo – Estudo de casos.
Não foi detectado alinhamento entre a estratégia competitiva e as PC nas empresas escolhidas da amostra.
Brasil/USP
Dias e Fensterseifer (2005)
Custo, qualidade, flexibilidade e serviço.
Qualitativo – Estudo de caso.
Os resultados da pesquisa permitiram, além da adaptação dos critérios competitivos citados na literatura ao setor arrozeiro, a identificação de quatro novos critérios específicos ao setor.
Autor (es) Prioridades competitivas Método de pesquisa Resultados principais Origem e instituição do autor principal
Pretto e Millan (2006)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Pesquisa-ação. A implementação de uma estratégia de manufatura, consistente e coerente com a estratégia corporativa, representa, de fato, uma importante contribuição para o alcance de uma real vantagem competitiva sobre os concorrentes.
Brasil/CESF
Godinho Filho e Fernandes (2007)
Produtividade, qualidade, flexibilidade, velocidade, pontualidade, customabilidade e adaptabilidade. Qualitativo – Estudo de casos.
Propõe um método que fornece um referencial para a empresa avaliar onde está e aonde deve chegar com relação à sua estratégia de manufatura.
Brasil/UFScar
Ward, Mccreery, Ritzman e Sharma (1998)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Identificação de constructos para os estudos sobre PC. Estados Unidos/ The Ohio State University
Ward e Duray (2000)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Quantitativo – Survey. As PC são mediadoras da relação entre estratégia competitiva e desempenho organizacional.
Estados
Unidos/Universidade do Estado de Ohio
Dangayach e Deshmukn (2000) Custo, qualidade, flexibilidade, entrega e inovação.
Qualitativo – Estudo de caso. Propõe um modelo que relaciona as PC com planos de ação adotados pelas empresas estudadas.
Índia/Instituto de Tecnologia da Índia
Dangayach e Deshmukn (2001)
Não se aplica. Pesquisa bibliográfica. O conteúdo da EP é tema mais estudado pelos pesquisadores e a ênfase é dada as PC.
Índia/Instituto de Tecnologia da Índia
Robb e Xie (2001)
Custo, qualidade, entrega, inovação e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Empresas de origens diferentes alocadas num mesmo país podem adotar PC diferentes.
Austrália/Universidade de Auckland
Christiansen, Berry, Bruun e Ward (2003)
Custo, qualidade, entrega e inovação.
Quantitativo – Survey. Diferentes PC enfatizam a implementação de diferentes práticas de produção, resultando em diferentes desempenhos operacionais.
Dinamarca/Universidade da Dinamarca
Vokurka e Davis (2004)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. As PC são elementos aglutinadores na análise de grupos estratégicos de sistemas de produção.
Estados
Unidos/Universidade A&M Texas Laosirihongthong e Dangayach
(2005)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Quantitativo – Survey. As PC mais importantes são qualidade e entrega. As empresas adotam práticas de produção (TQM, JIT, SPC e MRP) para apoiar suas PC.
Tailândia/ Universidade Thammasat
Rusjan (2005)
Custo, qualidade, flexibilidade, inovação, entrega e confiabilidade.
Quantitativo – Survey. Existe uma relação significante entre áreas de decisão e PC. Eslovênia/Faculdade de
Economia da Universidade de Ljubljana
Dror e Baradz (2006)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Qualitativo – Estudo de caso. Proposição de um método para distinguir as PC que devem ser focadas em função dos objetivos da empresa.
Israel/ Ort Braude College
Pinjala, Pintelon, Vereecke (2006)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Os resultados indicam que competir por qualidade traz mais proatividade em manter políticas, melhor sistema de planejamento e controle e descentralizada estrutura organizacional, quando comparados com outras PC.
Bélgica/ Universidade Katholieke
Grobler e Grubner (2006)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. As PC possuem um efeito acumulativo nas capacidades operacionais da organização.
Alemanha/Universidade de Mannhein
Zhao, Sum, Qi, Zhang e Lee (2006)
Custo, qualidade, flexibilidade, entrega e serviço.
Quantitativo – Survey. Elaboraram-se por meio das PC, taxonomias próprias para a estratégia de produção da China.
Hong Kong/ Universidade Chinesa de Hong Kong
Dangayach e Deshmukn (2006)
Custo, qualidade, entrega, flexibilidade e inovação.
Quantitativo – Survey. A partir de uma análise comparativa entre as PC das empresas indianas e a de outros países, os pesquisadores constataram que as indianas estão competindo de forma antagônica.
Índia/Instituto de Tecnologia
Autor (es) Prioridades competitivas Método de pesquisa Resultados principais Origem e instituição do autor principal
Urgal González e Gárcia Vázquez (2007)
Custo, qualidade, flexibilidade e entregas.
Quantitativo – Survey. As decisões estruturais e infra-estruturais apóiam a implementação das PC da organização.
Espanha/Universidade de Vigo
Koc (2007)
Custo, entrega, qualidade e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Empresas que se certificam pela ISO 9001 demonstram ganhos no desempenho de suas PC.
Turquia/ Universidade Técnica de Istambul
Phusavat e Kanchana (2007)
Custo, qualidade, serviço, flexibilidade, foco no cliente e conhecimento.
Quantitativo – Survey. O conhecimento sobre PC levam ao melhor entendimento da estratégia de produção no futuro. Este conhecimento pode servir como uma referência durante a avaliação dos impactos desejados dos programas das organizações.
Tailândia/Universidade Kasetsart
Amoako-Gyampah e Acquaah (2008)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Existe uma relação significativa e positiva entre estratégia competitiva e as PC. Os resultados mostram que qualidade é a única PC que afeta o desempenho organizacional.
Estados Unidos/ Universidade da Carolina
do Norte Phusavat e Kanchana (2008)
Custo, qualidade, serviço, flexibilidade, foco no cliente e conhecimento.
Quantitativo – Survey. Qualidade representa o elemento mais importante das PC. Tailândia/Universidade Kasetsart
Theodorou e Florou (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade e inovação.
Quantitativo – Survey. As PC são aglutinadoras na formação de grupos estratégicos para a avaliação de desempenho financeiro das empresas estudadas.
Grécia/Universidade de Economia e Negócios de Atenas
Martín-Peña e Díaz-Garrido (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade, entrega, serviço e ambiente.
Quantitativo – Survey. As PC são aglutinadoras na formação de grupos estratégicos para a análise das taxonomias da EP.
Espanha/Faculdade CC Jurídicas Y Sociales
Miltenburg (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Qualitativo – Estudo de caso. O artigo relaciona as PC para cada família de produto numa situação de “fábrica dentro da fábrica”.
Canadá/Escola de Negócios da Universidade McMaster
Corbett (2008)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Qualitativo – Estudo de casos. Foi identificado que a configuração da estratégia não é estável e muitas empresas estudadas avançaram no sentido da competição por preço, ao contrário que prega a literatura.
Nova Zelândia/Universida Victoria de Wellington
Tseng, Lin, Chiu, e Liao (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Qualitativo – Estudo de caso. Proposta de um modelo para selecionar a PC baseado na implementação de produção mais limpa.
Taiwan/ Universidade Ming Dao
Karim, Smith e Halgamuge (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade, confiabilidade e entrega.
Quantitativo – Survey. As evidências apontam que qualidade e confiabilidade são as principais PC das empresas australianas e custo tem se tornado menos importante.
Austrália/ Universidade de Melbourne
Wang e Cao (2008)
Custo, qualidade, flexibilidade e entrega.
Quantitativo – Survey. Para o planejamento estratégico, a relação entre estratégia de produção e estratégia de negócios é mais bem avaliada quando as PC são utilizadas na tomada de decisões.
Japão/Instituto de Tecnologia de Tóquio.
Schniederjans e Cao (2009)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. As PC estão alinhadas a orientação estratégica do sistema de informação de uma empresa do setor e-commerce.
Estados
Unidos/Universidade de Nebrasca-Lincoln
Vachon, Halley e Beaulieu (2009)
Custo, qualidade, entrega e flexibilidade.
Quantitativo – Survey. Relaciona o tipo de relacionamento com os fornecedores com o alinhamento entre PC e CS.
Os artigos destacados no Quadro 5 representam uma amostra dos temas atualmente pesquisados na esfera internacional, relacionados às PC. As principais constatações acerca de tais trabalhos são:
a) O tema PC é atual e amplamente discutido no âmbito internacional. Nas buscas realizadas, encontraram-se também diversos artigos que tratam das áreas de decisões da EP e da relação entre estratégia competitiva e a EP;
b) Os principais resultados apontados pela amostra internacional indicam que as PC são critérios para agrupar empresas em situações semelhantes nas pesquisas, no intuito de verificar o desempenho organizacional e financeiro delas. A aglutinação também é utilizada para criar taxonomias de grupos de empresas tendo como base as similaridades quanto às PC praticadas. Outra vertente de estudo é a constatação da importância do alinhamento entre as PC e a estratégia competitiva da empresa para melhorar o desempenho organizacional, além de indicar que as PC são importantes diretrizes na implementação de práticas de produção e na orientação das áreas de decisões. Vale destacar que a relação entre EP e GCS também está sendo estudada e tendo uma importante contribuição empírica de VACHON et al., 2009, que indicam que o tipo de relacionamento mantido com os fornecedores implica em um maior ou menor alinhamento das PC na CS;
c) Assim como nas pesquisas brasileiras, os periódicos internacionais destacam como PC os atributos qualidade, custo, flexibilidade e entrega, sendo o aspecto qualidade o de maior relevância nas organizações, segundo as pesquisas de Laosirihongthong e Dangayach (2005); Pinjala, Pintelon e Vereecke (2006); Amoako- Gyampah e Acquaah (2008); Karim, Smith e Halgamuge (2008) e Phusavat e Kanchana (2008);
d) O método de pesquisa predominante na amostragem coletada foi o quantitativo utilizando-se survey. Este método é importante cientificamente nos estudos, pois permite generalizações dos resultados. Ainda são poucas as pesquisas nacionais que utilizam este método;
e) O interesse pelo tema PC não é concentrado num país, ou universidade. Isso é interessante, pois é possível identificar particularidades do tema por diferentes prismas, de acordo com as realidades culturais e econômicas de cada país, aja vista os resultados apresentados por Robb e Xie (2001); Zhao et al. (2006); Dangayach e Deshmukn (2006) e Martín-Peña e Díaz-Garrido (2008) .
A partir dos dados dos Quadros 4 e 5, neste trabalho, considera-se como elementos representativos das PC as seguintes prioridades: custo, qualidade, flexibilidade e entrega. As definições desses, adotadas aqui levam em consideração questões já validadas em pesquisas anteriores (Quadro 6).
Quadro 6: Significados dos elementos das PC
Prioridade
competitiva Significado Autor (es)
Custo
Oferecer produtos com menor preço que os competidores.
Vokurka e Davis (2004); Urgal-González e García Vázquez (2007); Dangayach e Deshmukn (2006)
Reduzir custos de produção. Ward e Duray (2000), Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008), Wang e Cao (2008)
Qualidade
Oferecer produtos com características e funcionalidades que são superiores aos competidores ou não disponíveis pelos competidores.
Garvin (1993); Kim e Arnold (1996); Vokurka e Davis (2004); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal-González e García Vázquez (2007); Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008)
Oferecer produtos que são produzidos de acordo com padrões pré-estabelecidos.
Garvin (1993); Urgal-González e García Vázquez (2007); Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008)
Oferecer produtos com baixa taxa de defeitos.
Kim e Arnold (1996), Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008)
Oferecer produtos duráveis. Kim e Arnold (1996), Dangayach e
Deshmukn (2006) Implementar rápidas mudanças em projeto
de produto.
Garvin (1993); Kim e Arnold (1996); Vokurka e Davis (2004); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal-González e García Vázquez (2007); Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008)
Implementar rápidas mudanças no mix de
produtos.
Garvin (1993); Kim e Arnold (1996); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal- González e García Vázquez (2007); Martín- Peña e Díaz-Garrido (2008)
Flexibilidade Rápida introdução de novas versões de produtos existentes, ou produtos totalmente novos.
Kim e Arnold (1996); Vokurka e Davis (2004); Urgal-González e García Vázquez (2007); Martín-Peña e Díaz-Garrido (2008) Oferecer ampla gama de produtos. Kim e Arnold (1996); Urgal-González e
García Vázquez (2007); Martín-Peña e Díaz- Garrido (2008)
Mudanças rápidas nos volumes de produção em resposta a mudança da demanda.
Garvin (1993); Kim e Arnold (1996); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal- González e García Vázquez (2007); Martín- Peña e Díaz-Garrido (2008)
Entrega
Menor tempo de entrega possível. Garvin (1993); Vokurka e Davis (2004); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal- González e García Vázquez (2007); Martín- Peña e Díaz-Garrido (2008), Wang e Cão (2008)
Atender aos pedidos nas datas e nas
quantidades da entrega.
Garvin (1993); Dangayach e Deshmukn (2006); Urgal-González e García Vázquez (2007), Wang e Cao (2008)
As PC tendem a atuar como critérios aglutinadores na formação de grupos estratégicos na análise de comportamento organizacional. A sua influência é determinante para entender como as empresas tomam decisões para compatibilizar as ações internas e externas. Neste trabalho, o foco é direcionado ao relacionamento da PC com as ações interorganizacionais. A seção a seguir discute este ponto.