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4 DÜNYA BEYAZ EŞYA SEKTÖRÜ

4.5 Küresel Şirketler ve Konsolidasyon

Assim, após contextualizar o fomento como expressão da atividade administrativa, é preciso conceituá-lo, apontar suas espécies e distinções com atividades afins.

De acordo com o dicionário, fomentar é “cercar de cuidados para criar ou fazer crescer, estimular”. É também “proporcionar os meios para o desenvolvimento de algo”.104 Etimologicamente, vem do latim fomentum,contração de fovimentum que significa acalentar, abrigar.105

O fomento implica o auxílio e desenvolvimento do exercício de uma atividade privada, que se supõe de interesse público, com meios públicos.

José Vicente Santos Mendonça106 assevera que o fomento resulta de uma ponderação, em sentido bastante lato, entre os impulsos interventivos e planejadores do Estado e a proteção do espaço privado de atuação empreendedora.

Foi na doutrina espanhola que o conceito de fomento público mais se desenvolveu. Luis Jordana de Pozas107 assim resumiu a questão, em que devem ser sopesados a liberdade individual e o planejamento estatal, resultando em um Direito Premial, que atua por um condicionamento, em geral positivo, do administrado-aderente às condições postas pela Administração:

A ação de fomento é um caminho do meio entre a inibição e o intervencionismo do Estado, que pretende conciliar a liberdade com o bem comum mediante a influência indireta sobre a vontade do indivíduo, para que este queira o que convém à satisfação da necessidade pública de que se trate.

Garrido Falla define a atividade de fomento como aquela destinada a satisfazer indiretamente certas necessidades consideradas de caráter público, protegendo ou promovendo, sem o emprego de coação, as atividades dos particulares ou de outros entes públicos que diretamente as satisfaçam.108

Convém, todavia, sublinhar uma diferença entre a concepção proposta por Jordana de Pozas e aquela oferecida por Garrido Falla. Para este último, a atividade administrativa

104 HOUAISS, Antônio (Ed.). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 1367.

105 MENDONÇA, José Vicente Santos. Uma teoria do fomento público; critérios em prol de um fomento público democrático, eficiente e não-paternalista. Revista Direito Procuradoria Geral. Rio de Janeiro, 2010, p. 118. 106 ibidem, p. 120.

107 POZAS, Luis Jordana de. Ensayo de uma teoria del fomento em em derecho administrativo. Disponível em: <http://www.cepac.es/rap/publicaciones/Revistas/2/REP_048_040:pdf>. Acesso em: 28 nov. 2013.

108 FALLA, Fernando Garrido; OLMEDA, Alberto Palomar; GONZÁLEZ, Herminio Losada. Tratado de

fomentada não há de ser exclusivamente privada, podendo se referir à atividade de outros entes públicos.

Por sua vez, Roberto Dromi, considera fomento como uma atividade da administração que cuida de ajudar, canalizar e orientar a iniciativa privada, quando esta se mostra insuficiente, alegando que mediante o fomento a administração persegue os fins públicos sem o emprego da coação e sem a realização de prestações públicas per se.109

Hector Jorge Escola110 salienta que a atividade de fomento não é senão uma das

modalidades pelas quais opera a Administração para a consecução das finalidades que deve alcançar. Lembra também que o auge dessa atividade encontra-se ligada à aparição do Estado social de direito, que além de prover a simples garantia da ordem pública, procura atender e satisfazer uma série de necessidades e exigências da comunidade, que são de interesse público e que podem ser obtidas tanto pela atividade particular ou protegida e estimulada pela Administração.

Nesse passo, Héctor Jorge Escola aponta a atividade administrativa de fomento como a ação da Administração voltada a proteger ou promover as atividades, os estabelecimentos ou as riquezas dos particulares, que satisfazem as necessidades públicas ou são de utilidade geral, sem usar da coação nem criar serviços públicos. Valendo-se da doutrina de Jordana de Pozas, ou mais concretamente, e aqui mencionando a doutrina de Garrido Falla, como aquela atividade administrativa que se dirige a satisfazer indiretamente necessidades consideradas de caráter público protegendo ou promovendo, sem empregar a coação, as atividades dos particulares, e ainda a dos entes públicos que diretamente as satisfaçam.

Ricardo Rivero Ortega, ao se debruçar sobre as formas de intervenção administrativa econômica, fomento, incentivo ou estímulo, ressaltou que o termo fomento é vago, razão pela qual há uma tendência na doutrina espanhola de reconsiderar o conceito, substituindo a velha ideia por outra mais objetiva e circunscrita à concreta atividade de ajuda e recompensa da iniciativa privada. Tal proposta afigura-se mais plausível eis que permite dar ênfase às ferramentas jurídicas mais características do fomento, destacadamente, as subvenções e outras ajudas econômicas, que mais influenciam o funcionamento dos mercados.

Segundo seu entendimento, a definição de Jordana de Pozas enquadra o fomento em um rol de intervenções administrativas consideravelmente extensas, abrangendo, desta feita, técnicas heterogêneas, ainda que relacionadas, como a concessão ou a construção de obras

109 DROMI, Roberto. Derecho administrativo. Buenos Aires: Ciudad Argentina, 2001. p .871.

110 ESCOLA, Héctor Jorge; COMADIRA, Julio Rodolfo; COMADIRA Julio Pablo (Coord., Colab., Atual.).

públicas. Ao conceituar-se o fomento por exclusão, afastando-o da coação e dos serviços públicos, este conceito pode absorver, inclusive, o que o autor chama de encargos públicos, podendo ser utilizado para proteger ou promover atividades de interesse geral ou determinadas práticas empresariais.

Na doutrina nacional, para Sílvio Luís Ferreira da Rocha,111 subsidiando-se no

conceito acima formulado por Héctor Jorge Escola, o fomento é a atividade administrativa indireta, com vistas a promover as atividades dos particulares que satisfaçam as necessidades públicas ou consideradas de utilidade coletiva, sem o uso da coação e sem prestação de serviços públicos.

Segundo Marçal Justen Filho112 “fomento é uma atividade administrativa de intervenção no domínio econômico para incentivar condutas dos sujeitos privados mediante a outorga de benefícios diferenciados, inclusive mediante a aplicação de recursos financeiros, visando a promover o desenvolvimento econômico e social”.

Segundo Célia Cunha Mello113 o fomento deixou de ser mera liberalidade, para assumir o papel de poderoso instrumento de intervenção econômica e social, a instigar a criatividade e inteligência dos governantes. A ação administrativa de fomento tem como missão a canalização de recursos para certas atividades, no sentido de colocá-las em situação mais favorecida do que aquelas que resultariam de uma livre dinâmica das relações econômicas, sociais e culturais.