2. MODERNLE ŞME KAVRAMI VE SÜRECİN ÜÇ DÜŞÜNÜRÜ
2.2. Endüstriyel Toplum Ve Adorno’da Kültür Endüstrisi Kavramı
2.2.2. Kültür Endüstrisi kavramını yeniden dü şünmek
Passo 1: Os dados foram organizados e preparados.
• As entrevistas presenciais foram transcritas logo após encerradas; depois de transcritas estas passaram pela chamada conferência de fidedignidade: o pesquisador ouviu a gravação tendo o texto transcrito em mãos, acompanhando e conferindo cada frase, mudanças de entonação, interjeições, interrupções etc. Transcrever e ler cada entrevista realizada, antes de corrigir erros, ajuda evitar respostas induzidas e a reavaliar os rumos da investigação, se for o caso.
• As anotações das observações foram digitadas e ‘salvas’ em arquivos específicos.
• Os documentos foram digitalizados em formato que o software pudesse lê-los.
• Por fim, os dados foram classificados pela fonte. A atribuição de códigos a cada uma das entrevistadas teve por finalidade manter preservada sua identidade. São códigos alfanuméricos, em que as letras assumiram os seguintes significados: a primeira letra P ou S (Primeiro ou Segundo gestor); a segunda letra N ou A (lotado em uma unidade de Negócio ou de Apoio); e a terceira C ou I (se está localizada na Capital ou no Interior). O número que antecede as três letras é usado para diferenciar os códigos iguais. Assim, a entrevistada 11PNI é a 11ª gerente geral (primeira gestora) de unidade de negócio (agência) do interior.
Passo 2: Todos os dados foram lidos, com vista a obter ou consolidar uma percepção geral das informações. Aqui aconteceu uma reflexão sobre o seu significado global.
Passo 3: Todos os dados, as entrevistas transcritas, os documentos e as notas de campo, foram transferidos para o software. Utilizando as ferramentas do aplicativo, os dados foram
codificados. É o processo de organização do material em categorias e temas. Foi atribuída uma designação aos conceitos relevantes encontrados nos textos dos documentos, na transcrição das entrevistas e nos registros de observações.
Em seguida, utilizando as ferramentas de pesquisa, buscou- se o que emergia dos próprios dados, utilizando a técnica da repetição. A Figura 2 representa as palavras mais citadas pelas participantes. Algumas palavras são óbvias, pois aparecerem em virtude das perguntas, tais como: mulher, banco, programa, gênero etc. Entretanto, a nuvem (Figura 2) apresenta frequência de palavras não presentes nas perguntas (quanto maior a palavra apresentada na nuvem, maior a frequência): dificuldades, família, sociedade, preconceito, discriminação, mobilidade, entre outras.
Na primeira coluna do Quadro 7 tem-se a palavra que chamou atenção, na segunda a quantidade de vezes que ela apareceu nas entrevistas (somadas às palavras do mesmo sentido que se chamou de similares e foram colocadas na última coluna), e na terceira coluna o percentual ponderado, isto é, a frequência que as palavras aparecem em razão da quantidade de palavras ditas ou consideradas.
Quadro 7 – Palavras mais citadas pelas participantes.
Palavra Contagem Percentual ponderado Palavras similares
Dificuldade 175 0,83 Dificuldades, problema, barreiras
Família 123 0,75 Marido, filho, filhos
Discriminação 49 0,17 Preconceito Oportunidade 29 0,11 Oportunidades Mobilidade 29 0,11 Qualificação 24 0,09 Natureza 21 0,08 Sociedade 16 00,6 Escolha 16 0,06 Escolhas
Fonte: Dados da pesquisa (2014).
Algumas dessas palavras não tinham conexão com o trabalho, outras, ao refinar a análise, se adequou a outra categoria devido o sentido que ela expressava. Mobilidade, por exemplo, ao se entender em que contexto ela aparecia pode ser criar uma categoria e juntar a ela outras
expressões que a princípio não seriam similares, tais como: disponibilidade, mudança, viagem etc.
Figura 2: Frequência das palavras presentes nas entrevistas.
Fonte: Dados da pesquisa (2014).
Passo 4: A partir da codificação acima, os dados foram categorizados. Dos dados emergiram conceitos que expressaram padrões. Esses conceitos foram categorizados com o propósito de agrupá-los de acordo com a similitude que apresentam. Foi gerada uma descrição dos participantes e das categorias geradas com base na codificação. Na definição das categorias buscou-se obedecer aos seguintes critérios: a) que refletissem o propósito da pesquisa; b) que formasse um sistema coerente; c) que fossem suficientes para dar conta dos objetivos específicos da pesquisa; e d) que fossem mutuamente exclusivas.
Com base nos critérios acima, obteve-se as seguintes categorias temáticas que serão interpretadas no capítulo 4:
Objetivo Específico 2 – Identificar as barreiras enfrentadas pelas gestoras no desenvolvimento de suas carreiras no Banco Beta. Encontraram-se oito categorias para esse objetivo. Quatro delas buscam identificar os motivos de existir mais homens que mulheres gerentes na Empresa, que são:
• Motivo sociocultural – a própria sociedade seria a responsável por essa situação;
• Motivo histórico – esse fenômeno seria uma herança histórica;
• Patriarcado – o motivo seria o sistema definido por Barreto (2004);
• Mobilidade – a dificuldade de se mover de cidade em cidade é que seria o motivo.
Outras quatro categorias identificam, especificamente, as barreiras atuais para o encarreiramento feminino dentro da Organização:
• Discriminação – a distinção entre os gêneros, sempre em desfavor da mulher, consciente ou não;
• Espaço público versus privado – valorização da mulher da família, do lar, seja por uma decisão dela própria, seja por imposição da sociedade;
• Mobilidade – exigência da Empresa em rodiziar os administradores de cidade;
• Gravidez e maternidade; e
• Outras barreiras – segurança e exigências do cargo.
Objetivo Específico 3 – Identificar quais as contribuições do Programa Pró-equidade de Gênero para a superação das barreiras. As categorias receberam o mesmo nome das anteriores uma vez que listam as contribuições para superar as barreiras ali contidas:
• Discriminação;
• Espaço público versus privado;
• Mobilidade; e
• Outras barreiras.
Objetivo Específico 4 - As participantes apontaram as contribuições do Programa para a satisfação no trabalho que foram traduzidas nas seguintes categorias:
• Apoio da Organização - Categoria que agrupa as opiniões de que o Programa contribui para a satisfação por ver nele um apoio da organização para a carreira feminina.
• Acertando o passivo - Algumas participantes informam que a sua satisfação está ligada à possibilidade da Empresa, através do Programa, está corrigindo equívocos do passado.
• Sensação de justiça - Outro motivo que contribui com a satisfação trazida pelo Programa é sensação de justiça.
• Sensação de bem-estar – Essa categoria agrupa as falas que registram que o Programa traz um estado emocional agradável.
• A Empresa cuida das pessoas – Aqui constam as percepções de que o Banco, por intermédio das ações do Programa, estaria cuidando das pessoas, dos funcionários.
Passo 5: Os dados serão exibidos a seguir, através de um texto discursivo conjuntamente com o resultado das análises (a interpretação). Matrizes e diagramas foram utilizados para apoiar, organizar, sumarizar e relacionar os dados.
Passo 6: Por fim, procurou-se identificar o significado dos dados, suas regularidades, padrões e explicações. Essa interpretação, portanto, foi realizada metodologicamente e de forma controlada.
A análise qualitativa de conteúdo se apresentou como a melhor alternativa para este mister. Essa técnica é um dos procedimentos clássicos para analisar material textual, não importando qual a origem desse material, desde produto de mídias até dados transcritos de entrevistas presenciais (FLICK, 2009).
A análise de conteúdo tem por finalidade descrever e interpretar o conteúdo de toda classe de documentos e textos. É um procedimento de análise aplicável a qualquer comunicação escrita, que, através de descrições sistemáticas, qualitativas ou quantitativas, ajuda a reinterpretar as mensagens e a atingir uma compreensão de seus significados num nível que vai além de uma leitura comum (MORAES, 1999).
Essa abordagem difere de outras técnicas de interpretação de textos pelo fato de não considerar os textos na sua versão pura, e sim transformá-los em categorias e relações e, portanto, teorias. O método combina, de acordo com Flick (2009), uma abordagem indutiva
(desenvolvendo conceitos, categorias e relações a partir do texto) com um tratamento dedutivo do texto (testando os conceitos, as categorias e as relações encontradas).