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5.1 Okul Müdürlerinin Sergiledikleri Yıkıcı Liderlik DavranıĢları

5.2.2 ÇalıĢan Odaklı Etmenler (Takipçiler/Öğretmenler)

5.2.3.1 Kültür

De acordo com Collis e Hussey (2005), no processo de coleta de dados deve ser selecionada a amostra e os tipos de dados necessários para atender à questão de pesquisa. O pesquisador tem a responsabilidade de escolher o método de coleta adequado, testar o instrumento escolhido e, posteriormente realizar os ajustes relevantes para, desse modo, aplicar a pesquisa de campo com a população selecionada.

O instrumento definido para a coleta de dados desta tese foi o questionário eletrônico (e- survey) composto de um conjunto de perguntas destinadas a gerar dados e informações relacionadas aos objetivos da pesquisa, enviado com a ajuda de aplicativo específico para pesquisas de campo. Malhotra (2001) considera que o questionário é uma técnica para a coleta de dados, por meio da elaboração de um conjunto de perguntas com a intenção de obter informações dos entrevistados.

Almeida eBotelho (2006, p. 90-91) afirmam que “o objetivo principal de um questionário é responder o problema de pesquisa. Para isso é preciso conhecer e compreender bem o objetivo da pesquisa, como será coletada e apurada a informação.” Adicionalmente, alertam para a cautela na hora de elaborar o questionário para garantir a uniformização e padronização dos dados, facilitar a análise dos dados coletados e apresentar, dessa forma, os resultados válidos e consistentes.

O survey com a aplicação do questionário por meio da internet é chamado de questionário eletrônico (e-survey) ou pesquisa on-line, sendo cada vez mais comum o seu uso. Os resultados dos questionários eletrônicos podem ser semelhantes àqueles enviados pelo correio, tendo o e-survey a vantagem de ser mais rápido, econômico e de fácil acesso para os respondentes da pesquisa (ANDREWS; NONNECKE; PEECE, 2003; COUPER, 2000; FREITAS; JANISSEK-MUNIZ; MOSCAROLA, 2004).

O questionário autoadministrado, definido por Fink (1995) como aquele que é composto por questões que os indivíduos completam sozinhos, pode ser distribuído pelo e-mail ou hospedado no site escolhido para manter a pesquisa, enquanto os respondentes acessam o referido instrumento de coleta de dados.

A escolha da forma como o pesquisador aplicará o questionário deve levar em consideração o custo, o tempo gasto para finalizar todo o processo e qual o acesso à população-alvo e garantir o maior número de respondentes para a pesquisa (COLLIS; HUSSEY, 2005; COUPER, 2000; FREITAS; JANISSEK-MUNIZ; MOSCAROLA, 2004).

Para Poynter (2001), a maior diferença da pesquisa autoadministrada acessada pela internet e as pesquisas off-line está na ausência ou presença do respondente. Nas entrevistas presenciais ou por telefone, o entrevistador exerce papel vital na conversa. Ele ajuda a esclarecer possíveis dúvidas, persuade o entrevistado a responder as perguntas e dá mais informações sobre o assunto perguntado. As instruções de preenchimento podem ser dadas e esclarecidas durante a conversa.

Com o questionário autoadministrado devem ser tomados alguns cuidados para evitar enganos, erros ou até abandono do instrumento, tornando-o nulo. Por essas razões, devem ser tomados alguns cuidados, como sugerido no Quadro 19:

Quadro 19 – Elaboração de questionário autoadministrado Instruções claras

As instruções claras ajudam no contato inicial. Com relação ao uso de questionários eletrônicos, deve-se ter cuidado quanto às configurações possíveis e que possam facilitar o acesso do respondente ao instrumento de coleta de dados.

Design interessante

As pessoas esperam que o design do questionário seja de alto padrão. Se seu instrumento de coleta de dados tem apelo visual abaixo da expectativa pode ser uma desvantagem, como também o excesso de recursos tecnológicos que dificultem o download do documento pode levar ao abandono do questionário.

Questionário livre de erros

Os respondentes que encontram erros de português, de conceitos ou perguntas vazias provavelmente irão abandonar o preenchimento do questionário.

Entrevistas curtas As interações com o uso da Internet devem ser breves. A duração ideal é entre cinco a dez minutos. Tratamento dos

respondentes com respeito

Tratar os respondentes com respeito significa redigir o questionário com linguagem adequada à população pesquisada e que encoraje a sua participação.

Transmissão de confiança aos respondentes

Cuidados como transparência, credibilidade reconhecida do pesquisador e procedimentos que não abordem de forma inoportuna os respondentes servem para construir a confiança e a participação no survey.

Com o objetivo da pesquisa definido; a população-alvo, a amostra e o perfil dos respondentes escolhidos; e com o modelo do survey e a revisão da literatura, passa-se para a formulação das questões do instrumento de coleta dos dados (FINK, 1995), apresentada em formato de lista, por Freitas e Moscarola (2002), com a ajuda de algumas perguntas de reflexão antes da definição do que será colocado no questionário, como ilustrado na Figura 17:

Figura 17 – O questionário como lista FONTE: FREITAS; MOSCAROLA, 2002, p. 10

Poynter (2001) ressalta o aumento do uso da internet por parte dos pesquisadores. Em 2000, 5% das pesquisas de mercado dos Estados Unidos e Europa Ocidental foram realizadas via rede mundial de computadores. Esse acréscimo é atribuído às mudanças na legislação, aos modelos de negócios das empresas, à diminuição da resistência por parte dos respondentes e a tecnologia e estilo de vida dos indivíduos.

Andrews, Nonnecke e Preece (2003) sugerem que o e-survey seja elaborado com ajuda de um software para esse fim, tais como: Survey Wiz®, Qualtrics® e SurveyMonkey®, com a finalidade de elaborar, armazenar, analisar e gerenciar os dados da pesquisa. A escolha do aplicativo deve levar em consideração algumas facilidades de manuseio, como permitir salvar as respostas antes de concluído todo o questionário, prover feedback automático para o respondente imediatamente após a conclusão do questionário, garantir a transferência automática das respostas para a base de dados utilizada pelo pesquisador e permitir ajustes e alterações do e-survey.

Para esta tese, a elaboração do questionário foi fundamentada nos papéis dos executivos, conforme modelo desenvolvido por Mintzberg (1973, 2010) e detalhado na Revisão Bibliográfica. Há no instrumento de coleta de dados quatro seções que tratam de: seção 1 – caracterização da empresa; seção 2 – caracterização do executivo; seção 3 – papéis do executivo; e seção 4 – competências do executivo.

Outra estratégia para assegurar a qualidade do survey está no pré-teste. Nessa fase da coleta de dados, os pesquisadores solicitam aos especialistas que avaliem e apontem possíveis melhorias no instrumento testado. O pré-teste tem a finalidade de minimizar viés dos respondentes, obter opiniões de outros pesquisadores que tenham conhecimento aprofundado da metodologia do survey e dos temas pesquisados e garantir a qualidade do questionário eletrônico (ETCHEGARAY; FISCHER, 2011; COOPER; SCHINDLER, 2011; BRYSON; TURGEON; CHOI, 2012).

O pré-teste foi realizado no mês de julho de 2015 com o objetivo de testar o entendimento e a utilização da plataforma Qualtrics ® utilizada para elaboração e tratamento dos dados coletados pelo questionário eletrônico (e-survey). Participaram da fase de pré-teste seis profissionais convidados, sendo eles: um executivo da área de Tecnologia da Informação especialista em projetos; um executivo e professor doutor da área de Educação Corporativa; um consultor e docente, pós-doutor em gestão de projetos; um doutor em gestão de pessoas; um doutor em economia das organizações; e um doutor e pesquisador especialista em pesquisa quantitativa da área de saúde pública.

Após o envio dos comentários dos respondentes convidados para o pré-testes foram feitos os ajustes e correções sugeridas, dando maior clareza e facilitando a utilização do instrumento de pesquisa. Com o questionário validado houve, na sequência, o envio por e-mail aos profissionais da área de gestão de empresas orientadas a projetos, como também divulgado na rede social LinkedIn® nos grupos de debates de gestão de projetos e certificados do PMI. A aplicação do questionário eletrônico ocorreu durante os meses de julho a outubro de 2015.

Dentro do cenário acadêmico, o uso da internet com o e-survey é uma oportunidade de coletar e disseminar informações sem restrições de tempo, custo e distância, já que o acesso às pessoas é ilimitado e quase instantâneo. Contudo, deve-se respeitar uma estrutura básica com informações sobre o objetivo da pesquisa, instituições e pesquisadores envolvidos, instruções

de preenchimento e compromisso claro com a confidencialidade (FREITAS; JANISSEK- MUNIZ; MOSCAROLA, 2004).

Para estimular a participação das pessoas garantindo uma maior liberdade de expressão é fundamental dar aos participantes da pesquisa a possibilidade de optar pelo anonimato e assegurar à organização a confidencialidade dos dados coletados. Esses cuidados influenciam no acesso ao universo pesquisado, devido à prática comum das organizações em restringirem as informações referentes ao seu negócio e as estratégias de mercado (YIN, 2005; COLLIS; HUSSEY, 2005). Ressalte-se que os respondentes da pesquisa tiveram suas identidades preservadas, bem como as empresas onde trabalham. Assim houve maior liberdade e imparcialidade na participação da pesquisa.

A convergência das fontes de evidências pode ser facilitada com a criação de um banco de dados como recurso para a documentação, reunião e organização das informações coletadas no decorrer da pesquisa de campo. Posteriormente, ajudará na elaboração dos relatórios, na criação de quadros, gráficos e tabelas, como também, na qualidade da narrativa devido à riqueza dos detalhes e informações coletadas (YIN, 2005).

As fontes primárias, definidas por Cooper e Schindler (2011, p.104), como “trabalhos originais de pesquisa ou dados brutos, sem interpretação ou pronunciamentos, que representam uma opinião ou posição oficial”, foram coletadas com a aplicação do e-surveys.

As fontes secundárias consideradas interpretações dos dados primários estão compostas por livros, publicações e artigos acadêmicos, além de revistas especializadas e documentos internos, de marketing e administrativo, fornecidos pelos executivos pesquisados (COOPER; SCHINDLER, 2011).