1.4. İlgili Çalışmalar
1.4.2. İstem ile İlgili Çalışmalar
O ambiente de desenvolvimento de produtos da FPT Betim vem registrando relevante crescimento a cada ano. Este crescimento aparece no número de colaboradores, na complexidade cada vez maior da estrutura envolvida e nas competências organizacionais. A inovação como estratégia organizacional trouxe uma reorganização da estrutura pouco menos de um ano após o rompimento da aliança com o grupo GM. Neste pacote, o departamento de "Engenharia de Produto" (EP) passou a se chamar "Desenvolvimento de Produto" (DP) que conta com uma missão mais abrangente e
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menos limitada nas suas atribuições. A Figura 18 mostra a estrutura geral após esta primeira reestruturação e a Tabela 17 detalha em números o perfil profissional do time envolvido.
Figura 18 - Estrutura do Ambiente de desenvolvimento de produtos na FPT Betim. Adaptado de documentos internos da companhia
As competências desenvolvidas nesta estrutura são:
Projeto e especificação de powertrain;
Aplicação e desenvolvimento de Powertrain para o mercado latino-americano e outros mercados emergentes.
Aplicações multi-combustível de motores novos ou já existentes; Instalação virtual de motores em veículos através de ferramentas CAD; Simulação e cálculo de desempenho motor, estrutural e fluido0dinâmica; Suporte técnico a clientes e fornecedores;
Homologação veicular governamental (motores a GNV, gasolina, álcool e diesel); Aplicação, validação e homologação de sistemas OBD (Sistema de Diagnose a Bordo) Testes de emissões de gases tóxicos;
Testes de motor, transmissão e componentes em dinamômetro de motor ou de veículo ou bancos de teste específicos;
Testes de NVH
Além da estrutura física de escritórios, a FPT Betim conta com a seguinte estrutura física para teste e desenvolvimento de seus produtos:
Dinamômetros de veículo para análise e durabilidade de emissões; Sala metrológica;
Câmara SHED para medição de emissões evaporativas;
Centro de construção de motores protótipos;
Banco de fluxo (recurso compartilhado com universidade local).
Tabela 17 - Corpo profissional do ambiente de desenvolvimento de produtos da FPT
Cabe à área de Laboratórios a gestão e manutenção da estrutura física acima citada, bem como a disponibilização aos demais setores dos serviços providos por esta estrutura. A área de Cost
Engineering ou Engenharia de custos realiza a análise econômica do custo e investimento de
produtos e protótipos, além de realizar a gestão das atividades de redução de custos. O setor de planejamento, por sua vez, é responsável pela análise técnica e estratégica das solicitações de estudos de novos desenvolvimentos, seja internas ou vindas do cliente. Realiza também a gestão das despesas de funcionamento de toda a área de Desenvolvimento de Produto.
Os produtos desenvolvidos pela equipe FPT Betim estão agrupados em 4 plataformas de motores e 2 plataformas principais de transmissões. Tais produtos são integrados e aplicados em 5 diferentes plataformas de veículos Fiat. Seguindo esta lógica de produto, o portfólio da FPT Betim conta com 3 categorias distintas de programas: desenvolvimento básico de motores, desenvolvimento básico de transmissões e engenharia de aplicação veicular. Este último tipo conta principalmente com atividades de desenvolvimento e calibração da central eletrônica de injeção, desenvolvimento de componentes e peças de interface powertrain - veículo e suporte técnico e acompanhamento dos programas de desenvolvimento de veículos no cliente. As atividades de desenvolvimento de componentes cabem aos departamentos de linha de produto, enquanto as demais são alocadas no departamento de integração.
Cada departamento de linha de produto mostrado na Figura 18 possui as seguintes responsabilidades de garantir o desenvolvimento dos programas, através da coordenação de times interfuncionais; coordenar as modificações de produto; garantir alinhamento com as atividades da área de Integração; execução e emissão dos desenhos de engenharia; apoiar as engenharias do Processo e Manufatura; atualizar memória técnica / normas de projeto; validação e diagnose do produto.
A área de Engenharia de Suporte deve garantir a implementação e manutenção dos Sistemas de Gestão; definir e gerenciar as metodologias e ferramentas de engenharia para garantir a padronização e sinergia (Lessons Learned, DFMEA, FPDP, Engenharia Robusta, Scorecard, etc.); contratação e monitoramento de serviços externos; identificação e monitoramento das necessidades de informática; Gestão do Conhecimento; comunicações institucionais; gestão e fornecimento interno dos serviços de CAD, CAE e documentação de projetos. Esta área nasceu após o rompimento da aliança com a GM e ganha especial atenção no modelo apresentado no capítulo 8.
Outra área responsável por atribuições novas após o rompimento da aliança é a de "concept &
benchmarking". Concentra-se nesta atividades de desenvolvimento de “sistemas conceito”;
análise da concorrência; pesquisa de novas tecnologias em materiais; linhas de pesquisa (universidades, centros de pesquisa etc.) e suporte tecnológico para solução de problemas do produto em exercício. Assim como a área de suporte de engenharia, as atividades exercidas na área de concept & benchmarking ganharão atenção especial na abordagem do capítulo 8. Aspectos intrínsecos do ambiente de desenvolvimento de produtos encontram-se nos relatos e comentários desenvolvidos no capítulo 7.
6.5. Conclusão
Entender a trajetória e as tendências atuais de um setor industrial é fundamental para compreender e julgar suas necessidades próprias. Podemos verificar que o pressuposto da LTI não é um fenômeno isolado, mas resultado de todo um contexto econômico local e mundial que vem sendo construído ao longo dos anos. Da análise realizada neste capítulo pode-se supor que outros países vivam realidades bastante aproximadas quanto aos desafios subseqüentes de sua indústria local. As verificações acerca das competências operacionais privilegiadas na indústria automobilística brasileira e a necessidade de mudança deste quadro reforçam os objetivos propostos na raiz deste trabalho. Como pôde ser constatado, a construção de competências tecnológicas pode significar a sobrevivência de médio e longo prazo da economia local neste setor, uma vez que vários outros países apresentam condições propícias para esta nova fase de desenvolvimento e são também alvos de grandes investimentos dos grupos automotivos internacionais. Neste aspecto, embora o presente trabalho aborde principalmente as
transformações internas da organização, as ações governamentais possuem papel destacado. Quanto ao desenvolvimento local, embora tenha sido levantado um quadro bastante animador, percebe-se ainda lacunas importantes: nas subsidiárias das empresas estrangeiras concentra-se mais aceleradamente as atividades de desenvolvimento de produto, enquanto as atividades intensas de pesquisa tecnológica estão mais associadas à estatal Petrobrás na área de combustíveis. Por fim, é apresentada a empresa sobre a qual de desenvolve o trabalho prático dos dois últimos capítulos: a FPT – Powertrain Technologies. Embora carregue consigo a história do grupo Fiat no Brasil e no mundo, é uma empresa nova que já nasce sob o forte compromisso da inovação tecnológica. A subsidiária brasileira de Betim – Minas Gerais apresenta competências consolidadas no desenvolvimento de produtos e pode-se verificar no seu recente redesenho organizacional os primeiros traços de seu direcionamento estratégico para a inovação. O próximo capítulo apresenta uma fotografia interna deste ambiente e discute os principais conceitos envolvidos. Estas discussões ilustram e contextualizam as discussões teóricas feitas nos capítulos anteriores.