1.4. İlgili Çalışmalar
1.4.1. Çatı Kavramı İlgili Çalışmalar
O Brasil é o primeiro país a utilizar o álcool como combustível e também o primeiro a implementar comercialmente a tecnologia flexível de combustível, que permite a utilização de álcool, gasolina ou sua mistura em qualquer proporção para automóveis. O conceito desta tecnologia foi estudado nos EUA a partir da utilização de pares de sensores. Todavia, a tecnologia brasileira se mostrou mais barata que a estrangeira, uma vez que elimina a necessidade de sensores adicionais de alto custo. Um outro ponto é que o Brasil contou também com a rede de distribuição de álcool já implementada, o que intensificou o desenvolvimento de carros flexíveis como um novo padrão na indústria nacional. Vale dizer que o Brasil torna-se assim o primeiro país a viabilizar a produção e o consumo de uma fonte de energia alternativa. Este fato ocorre ao mesmo tempo em que o país atinge sua auto-suficiência em produção de petróleo. Somam-se em tal realidade pontos como competitividade do mercado, criatividade e trabalho dos cientistas locais37, embora,
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Gazeta Mercantil de São Paulo, 13/12/05. 32
Gazeta Mercantil de São Paulo, 28/11/05. 33
DCI, São Paulo, 31/01/06. 34
O Tempo, Belo Horizonte, 13/01/06. 35
Gazeta Mercantil de São Paulo, 06/02/06. 36
Gazeta Mercantil de São Paulo - 20 a 22/01/06. 37
coerentemente com o objetivo explícito deste trabalho, tais ingredientes não possam explicar por si só a dinâmica do desenvolvimento local das organizações. Na explicação do talento nacional consta também a realidade cultural e social do país. No que diz respeito aos sistemas de controle veiculares para a tecnologia de combustível flexível, as subsidiárias brasileiras da Bosch, Delphi e Magneti Marelli são consideradas centros de competência pelas suas respectivas matrizes.38
Embora as tecnologias dos veículos híbridos (movidos a gasolina e eletricidade) e a célula de hidrogênio já sejam uma realidade científica no exterior, seus custos de produção e desenvolvimento ainda impõem determinadas limitações para aplicações comerciais. Neste contexto, o álcool vem sendo visto como importante alternativa de substituição gradativa da gasolina mesmo fora do Brasil. No início do ano de 2006 o presidente americano anunciou a criação de um fundo de pesquisa para desenvolvimento de métodos de produção de álcool objetivando substituir até 2025 75% de sua importação de petróleo do oriente médio.39 Hoje, o Brasil é o maior produtor mundial de álcool, com 36% dos 42,2 bilhões de litros produzidos no mundo, seguido pelos EUA, China, União Européia e Índia com 33%, 9%, 6% e 5%, respectivamente.40 Vale lembrar, contudo, que há importantes iniciativas locais de uso de hidrogênio combustível como o projeto "Ônibus Brasileiro a Hidrogênio", cujo objetivo é desenvolver o uso da tecnologia de produção e aplicação veicular de hidrogênio no país, propiciando a criação de um novo mercado de transporte coletivo com emissão zero de poluentes.41
As tecnologias de uso veicular para o gás natural também têm sido destacadas no Brasil. Sede do congresso internacional de combustíveis e lubrificantes da SAE em 2005 e já previamente escolhido para o mesmo evento em 2009, o Brasil já é o primeiro país a lançar um veículo comercial movido a três diferentes combustíveis: gasolina, álcool e GNV42 através do Fiat Siena.
Além do álcool e do GNV, o Brasil vem se destacando na produção e pesquisa de combustíveis de fonte renovável através do Hbio e do Biodiesel. A produção do Hbio objetiva redução na importação de diesel. Até 2011, a Petrobrás estima que 10 refinarias estejam produzindo o Hbio.43
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O Globo, Rio de Janeiro, 08/02/06 39
Gazeta Mercantil de São Paulo - 07/02/06. 40
Veja, 01/02/06 41
Disponível em <http://www.br.com.br>. Acesso em 31 Dez. 2006. 42
O Globo, Rio de Janeiro, 08/02/06. 43
O HBIO é um processo em que o óleo vegetal é introduzido juntamente com o diesel em uma unidade de hidrotratamento dentro da própria refinaria. O produto que sai é um diesel de alta pureza e qualidade. Já o biodiesel é um composto feito em usinas próprias, onde o óleo vegetal passa por um processo químico juntamente com etanol ou metanol, chamado transesterificação. A partir de 2008, as distribuidoras estarão obrigadas a misturar 2% desse produto ao diesel final. Em 2013, será 5%.44
Também os sistemas de suspensão são exemplos de destaque no desenvolvimento nacional. As condições locais de uso exigem um sistema que garanta conforto e estabilidade em condições bastante adversas de solo. Como exemplos, vale citar o Fiat Stilo brasileiro que teve seu projeto de suspensão adotado também na versão européia e o caso da PSA Peuget Citroen que elegeu um engenheiro brasileiro para os testes de ligações com o solo dos próximos lançamentos da marca.45
Considera-se, portanto, positivo o momento da engenharia automotiva brasileira. Segundo Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia de produto da General Motors para América Latina, África e Oriente Médio, a engenharia brasileira teve seu início na adaptação de modelos estrangeiros chegando à condição de desenvolvimento de um veículo completo. Hoje a General Motors do Brasil é um dos cinco centros mundiais de desenvolvimento de engenharia do grupo, cabendo a ela o desenvolvimento de um novo modelo fora-de-estrada a diesel para o mercado Europeu. A habilidade desenvolvida no país tem sido ponto fundamental de decisões como a que levou a italiana Fiat a construir um centro completo de desenvolvimento de produtos na filial brasileira de Betim, o único fora da Itália. Existe previsão por parte das subsidiárias locais da Fiat e da GM de aumento do fornecimento de serviços prestados às suas matrizes e outras filiais. Ford e VW, por sua vez, tem seus funcionários cada vez mais envolvidos em projetos internacionais, sendo que o mesmo ocorre com os fornecedores de autopeças. Uma importante mudança está no caráter deste envolvimento, uma vez que em grande parte das experiências recentes, o fluxo tradicional da transferência de conhecimento e experiência tem sido invertido.46
Um dos pontos chave para a busca de competitividade na indústria automobilística nacional é a ampliação de parceiros competentes na cadeia produtiva. No seminário de oportunidades do setor metal-mecânico realizado em outubro de 2005 no Rio Grande do Sul, cerca de 150 empresários ouviram os dirigentes de compras de três grandes montadoras os critérios para seleção de novos
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Disponível em <http://www2.petrobras.com.br/Petrobras/portugues/noticias/Repar.htm#2>. Acesso em 04 Dez. 2006. 45
O Globo, Rio de Janeiro, 08/02/06. 46
fornecedores. De fato, este ponto é de fundamental importância. Como exemplo, pode-se citar a GM que conta com cerca de 2.000 fornecedores para cerca de 95.000 itens. Outro exemplo é a fabricante de carroçarias Marcopolo que conta com uma rede de 500 fornecedores para produção dos cerca de 9.000 itens utilizados na montagem de seus produtos. Tal empresa coloca como critérios de seleção de fornecedores a aptidão ao desenvolvimento de novas tecnologias, busca de produtos ecológicos, redução de custos, aumento de produtividade, disposição para relacionamentos de médio e longo prazo, capacidade de competição global e capacidade de desenvolvimento do produto, dentre outros.47
Em um programa iniciado em março de 2004, a Unicamp, em parceria com a francesa Renault, procura tecnologias e patentes desenvolvidas por grupos brasileiros que sejam aplicáveis ao setor automotivo. Realizado através do departamento de Política Científica e Tecnológica do instituto de Geociências, o trabalho trata de um mapeamento de competências que envolve grupos baseados em universidades e outros centros e instituições de pesquisa independentes. O objetivo é ter uma visão completa do setor de P&D na indústria automobilística brasileira, possibilitando o desenvolvimento de novos trabalhos na área de gestão da inovação tecnológica.48
É importante ressaltar, no entanto, que itens de baixa demanda ainda impedem sua nacionalização devido ao alto custo da tecnologia.49 No caso de autopeças, uma das opções adotadas por montadoras brasileiras tem sido a importação de componentes da China, Coréia, México e Europa.50