• Sonuç bulunamadı

6. Tarihte Büyü

6.2 İslamiyet’te Büyü

 

 

Os arquivos, em sua fase permanente, só podem cumprir a função social de que  se revestem quando acessíveis aos usuários. Nesse sentido, os instrumentos de  pesquisa  adquirem  importância  fundamental,  uma  vez  que  representam  o  conteúdo dos arquivos, permitindo ao consulente vislumbrar os limites daquilo  que pode ser encontrado e selecionar, de antemão, os materiais que lhe parecem  relevantes segundo os objetivos e os recortes de sua investigação.     Como observou Heloísa Bellotto (2006, p. 177), “a execução de instrumentos de  pesquisa não é [...] tarefa fácil”. Cabe ao arquivista a árdua missão de estabelecer  o  elo  entre  os  documentos  e  seus  contextos  originários,  com  o  objetivo  de  promover, de maneira ampla e aberta, a consulta aos arquivos e o uso efetivo dos  documentos,  segundo  as  mais  variadas  indagações  dos  pesquisadores.  Em  distintos  graus  e  amplitudes,  guias,  inventários  e  catálogos  buscam  identificar,  localizar,  resumir  ou  transcrever  fundos,  grupos,  séries  e  peças  documentais  (Bellotto; Camargo, 2010, p. 55).  

 

 Ao  guia  compete  a  descrição  sumária  dos  fundos,  enquanto  outros  tipos  de  instrumentos  de  pesquisa  descem  ao  nível  das  séries  e  das  unidades  documentais.  Nesse  instrumento,  panorâmico  por  excelência,  devem  constar  informações sumárias relativas à entidade produtora, às datas‐baliza, à extensão  e  ao  nível  de  tratamento  técnico,  bem  como  ao  escopo  dos  documentos  que  compõem o fundo e às condições de acesso.  

 

O  guia  que  aqui  apresentamos  é  fruto  do  trabalho  de  campo  realizado  nas  unidades  da  Universidade  de  São  Paulo,  em  seus  diferentes  campi,  e  atende  ao  objetivo  de  identificar  e  localizar  conjuntos  documentais  remanescentes  nas  faculdades,  institutos  e  outros  órgãos  que  compõem  a  USP,  deixados  por  professores  que  já  romperam  seus  vínculos  funcionais  com  a  instituição,  bem  como  aqueles  adquiridos,  sobretudo  por  doação,  e  que  hoje  integram  formalmente o acervo da universidade. 

 

Trata‐se,  contudo,  de  um  instrumento  de  pesquisa  que  guarda  certas  particularidades  com  relação  aos  seus  congêneres.  Talvez  não  cumpra  o  papel  primordial  de  assegurar  o  acesso  aos  arquivos  que  descreve,  isso  porque  as  diversas  iniciativas  de  preservação  hoje  levadas  a  cabo  na  USP  atendem  a  diferentes  estágios  de  desenvolvimento  e  a  circunstâncias  peculiares  de  funcionamento.  Nem  todos  os  órgãos  da  universidade  dispõem  de  espaço  adequado, pessoal especializado e rotinas bem estabelecidas de atendimento aos  pesquisadores. Há que se considerar ainda o fato de que muitos dos acervos aqui  referenciados  se  encontram  armazenados  em  salas  e  depósitos  aos  quais  o  acesso é restrito.  

 

Nosso  objetivo,  portanto,  é  o  de  localizar  espacialmente,  nas  diferentes  faculdades,  institutos  e  museus,  a  existência  de  acervos  de  ex‐professores,  muitos  deles  ignorados  pela  própria  comunidade  uspiana,  chamando  a  atenção  não apenas para seu potencial informativo, mas também para a forma como vêm  sendo  processados  (quando  o  são),  oferecendo  uma  visão  panorâmica 

suficientemente  ampla  para  despertar  o  interesse  por  esses  conjuntos  documentais que contêm flagrantes de episódios da vida científica brasileira, da  história institucional, da vivência universitária e da produção intelectual de seus  titulares.     As limitações naturais do meio impresso nos levaram a organizar o guia de forma  simples.  Os  acervos  estão  agrupados  em  função  de  sua  localização,  servindo  como referência o campus, o nome da unidade e o departamento ou setor em que  se  encontram.  Cada  unidade  custodiadora  foi  numerada  sequencialmente,  em  função do que também foram numerados os acervos, permitindo sua localização  por  meio  do  índice  onomástico.  Convém  frisar  que  a  unidade  tomada  como  referência para o agrupamento dos fundos corresponde à entidade responsável  por sua custódia ou armazenamento físico. Desse modo, é possível encontrar, por  exemplo,  documentos  outrora  pertencentes  a  um  professor  da  Faculdade  de  Arquitetura  e  Urbanismo  (FAU)  na  Faculdade  de  Filosofia,  Letras  e  Ciências  Humanas (FFLCH) ou de um docente da Faculdade de Economia, Administração  e Contabilidade (FEA) no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).  

 

Convém ressaltar que optamos por não atualizar a grafia dos nomes próprios e  por utilizar, sempre que possível, sua forma completa, por vezes distinta daquela  adotada  pelo  docente  em  suas  publicações  e  pela  qual  se  tornou  conhecido  no  meio  acadêmico.    As  datas‐limite  foram  estabelecidas  em  função  dos  dados  oferecidos  pelos  responsáveis  pela  custódia,  quando  dispunham  de  tal  informação.  No  caso  de  acervos  volumosos,  sem  qualquer  nível  de  tratamento  técnico,  optamos  por  expressá‐las  preferencialmente  em  décadas,  haja  vista  à 

impossibilidade de contemplar cada unidade documental. Critério semelhante foi  utilizado  para  mensurar  o  volume  dos  conjuntos  documentais,  expresso  em  número  de  unidades,  número  de  pastas  ou  metros  lineares,  segundo  a  prática  usual em cada órgão custodiador.     A disparidade dos critérios poderá imprimir a este instrumento aparente falta de  padronização. Entretanto, fizemos questão de manter essa característica, que ao  leitor atento evidenciará a discrepância existente, na Universidade de São Paulo,  quanto aos procedimentos adotados para o tratamento de fundos e coleções.    

Os  dados  aqui  apresentados  foram  reunidos  em  duas  etapas,  entre  março  de  2013 e fevereiro de 2014. Na primeira delas, trabalhamos em colaboração com o  Arquivo  Geral  da  Universidade  de  São  Paulo,  que  desenvolveu  projeto  de  temática  semelhante,  embora  seu  universo  de  atuação  estivesse  espacialmente  concentrado  nos  limites  da  Cidade  Universitária  “Armando  de  Salles  Oliveira”.  Num segundo momento, percorremos as demais unidades sediadas na cidade de  São Paulo e aquelas localizadas nos campi do interior do estado.  

 

A  parceria  com  o  Arquivo  Geral  nos  permitiu  utilizar  o  banco  de  dados  Docere  para  o  registro  das  fichas  de  identificação  dos  acervos,  preenchidas  durante  o  trabalho  de  campo.    Em  seu  módulo  de  consulta,  disponível  no  site  da  instituição146,  o  banco  permite  ao  usuário  proceder  à  busca  de  forma  mais  dinâmica,  utilizando  filtros  específicos,  e  visualizar  as  séries  documentais  que        

146 O banco de dados Docere, bem como materiais de apoio à consulta (manual de utilização do

banco, repertório de endereços das unidades e lista de termos preferenciais adotados para a denominação de objetos, espécies, formatos e tipos documentais) estão disponíveis em <http://www.usp.br/arquivogeral/>.

compõem  cada  acervo.  Nesta  apresentação  impressa,  optamos  por  restringir  a  representação  do  conteúdo  dos  acervos  às  categorias  indicativas  dos  grupos  funcionais  em  que  se  enquadram  os  documentos,  revelando  seus  contextos  de  produção e acumulação.   

 

Nem  todos  os  acervos  aqui  relacionados  estão,  por  ora,  disponíveis  para  consulta,  e  muitos  deles  sequer  se  encontram  organizados  ou  dispõem  de  instrumentos  de  pesquisa  consolidados.  Entendemos  que  nossa  iniciativa  constitui,  além  de  estímulo  a  novas  aquisições,  um  alerta  à  sociedade  e  à  comunidade  de  estudantes,  pesquisadores,  funcionários  e  administradores  da  universidade  sobre  o  risco  de  perda  (pelas  condições  inadequadas  de  conservação) ou extravio (em face da informalidade que caracterizou a aquisição  de  muitos  desses  acervos)  de  uma  documentação  relevante,  motivando  ações  institucionais  em  torno  da  criação  de  políticas  específicas,  algo  de  que  a  USP  ainda  carece.                                   

GUIA DOS ACERVOS DE PROFESSORES‐PESQUISADORES