4. Büyünün Araçları
4.1 Araç Kullanılan Büyüler
4.1.4 İnsanlara Ait Unsurlar
Assad e Pinto (2008) apontam o desenvolvimento da integração Lavoura-Pecuária como possível solução de redução das emissões, enfatizando que há cerca de 100 milhões de hectares de pastos degradados existentes no Brasil que poderiam abrigar a expansão agrícola. Por meio desta técnica, faz-se a rotação da pecuária com culturas agrícolas, tendo como consequência: aumento da fertilidade do solo, favorecendo o desenvolvimento de forrageiras e aumentando a matéria orgânica do solo, culminando,
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respectivamente, em menor emissão de metano por quilo de carne produzida, além de aumentar o potencial de sequestro de carbono. Apesar de conhecida desde a década de 1990, os autores ressalvam que a técnica é pouco utilizada devido ao baixo custo para se adquirir novas terras em áreas de expansão da fronteira agrícola.
No entanto, como apontam Gouvello et al (2010), a adoção de sistemas mais intensivos de produção pode ser alternativa para reduzir a pressão para a expansão de novas fronteiras agrícolas ao mesmo tempo em que se aumenta a produtividade por reduzir a idade de abate, aumenta-se o peso da carcaça e a qualidade da carne, e obtém-se melhoria na taxa de desfrute do rebanho. Contudo, resta o alerta de que intensificação das atividades pecuárias implica a incorporação de grãos como insumo para alimentação animal30, o que, por sua vez, gera um aumento de demanda e consequentemente das áreas de plantação, podendo aumentar a quantidade de emissões relacionadas ao desmatamento e mudanças no uso da terra (COMPASSION IN WORLD FARMING, 2009).
Relativos à modificação dos insumos produtivos, pode-se citar o melhoramento genético por meio de um processo de seleção genética, enriquecimento orgânico das pastagens, capaz de reduzir as emissões de metano, o melhoramento genético de forrageiras leguminosas para pastagens extensivas e transformação do metano produzido em biogás (LIMA, 2002; ASSAD; PINTO, 2008; GILL et al, 2010; GOUVELLO et al, 2010).
Outros instrumentos relativos à agropecuária de modo geral, mas aplicáveis à pecuária de corte bovina são o aumento da produtividade da pecuária por hectare e o melhor manejo das pastagens para capturar carbono, por meio da difusão de melhores técnicas; investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de menor intensidade carbônica; financiamento apropriado destinado às práticas e tecnologias voltadas à redução das emissões; e outros instrumentos econômicos que incentivem as boas práticas e a proteção ambiental (EPC, 2010).
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O relatório cita que mais de 90% da soja produzida no mundo destina-se à alimentação de rebanho, sobretudo nos países desenvolvidos. Aponta ainda que o sistema intensivo de criação encontra-se na contramão das tendências de aprimoramento das práticas de bem estar animal – contudo, é feita referência direta apenas às atividades relacionadas à pecuária de leite, produção de carne de frango e de carne de porco.
No Quadro 4, são explorados de maneira mais específica alguns instrumentos político- econômicos que incentivam a redução das emissões por parte dos produtores.
Quadro 4 - Instrumentos político-econômicos para a redução das emissões pecuárias
Instrumento político econômico
Mecanismo de funcionamento Dificuldades de implementação
Impostos de emissão
O governo impõe um imposto sobre unidade de carbono emitida. Os produtores seriam induzidos a reduzir suas emissões na medida em que o custo marginal dos investimentos com a redução fosse igual ou menor ao custo marginal do pagamento do imposto. Complexidade e o custo de se mensurar as emissões. Estabelecimento de padrões mínimos de desempenho ambiental
O governo torna obrigatório aos produtores a adoção de determinada tecnologia ou padrão de produção a todos os produtores.
Para o governo os custos administrativos tendem a ser reduzidos, porém, gera grandes dificuldades dos produtores a adotarem por terem padrão tecnológico e sistemas produtivos bastante variáveis entre si, tendo como consequência diferentes níveis de custos para cada um.
Implementação de subsídios
Os produtores receberiam um subsídio para cada unidade de redução em relação ao padrão inicial pré-estabelecido, tendo um incentivo positivo. Pode haver também subsídios para o desenvolvimento e uso de novas tecnologias de menor emissão. Com esse instrumento, o produtor que utilizasse técnicas de menor emissão de GEE, receberia o subsídio.
O aspecto negativo dos subsídios é que, apesar das emissões relativas diminuírem, pode gerar distorções ao aumentar os lucros, gerando uma produção total superior e, consequentemente, maior nível de emissões totais.
Sistema cap-
and-trade
Permitem que o produtor compre e comercialize permissões de emissões, sistema bastante similar aos esquemas de compensação – conhecidos como
“offsets”.
Para a pecuária, ainda o sistema enfrenta dificuldades de implementação devido às dificuldades já mencionadas de se mensurar o nível de emissões, o que não acontece, por exemplo, com os maiores setores industriais e energéticos, como previsto no
European Emission Trade System
(EU ETS), o esquema mais consolidado do mundo. Outra desvantagem desse sistema é que as reduções tenderiam a ocorrer apenas quando o panorama do mercado se mostrasse vantajoso em termos de oferta e procura de
Instrumento político econômico
Mecanismo de funcionamento Dificuldades de implementação
permissões e preço de aquisição das mesmas.
Criação de
rótulos (“carbon
labeling”)
Aos produtores com melhores desempenhos em termos de emissão, é outorgado um selo atestando seu compromisso. Tem como finalidade obter vantagens em termos de posicionamento junto aos consumidores.
Ainda em fase de desenvolvimento.
FONTE: adaptado de Gerber et al(2010)
Alguns destes instrumentos político-econômicos abordados no Quadro 4 serão discutidos ao longo da próxima seção.
Quanto aos frigoríficos, medidas de especificação correta de novos equipamentos, novas tecnologias de refrigeração e uso de alternativas aos hidrofluorocarbono podem ser apontados. Além disso, são apontadas medidas de melhoria da eficiência energética e de substituição de combustíveis no processo de geração de energia térmica. Nesse sentido, destaca-se a oportunidade de aproveitar o metano gerado a partir dos efluentes líquidos para a utilização de biodigestores visando à produção de biogás (LOPES, 2009; GARNETT, 2011).
Em termos de distribuição e consumo, para o transporte, Garnett (2011) aponta a mudança no uso de modais, para alternativas mais eficientes, o investimento em veículos mais eficientes, sistemas de otimização do planejamento da rota, treinamento de motoristas, dentre outros. A redução do desperdício na produção e distribuição pode ser outra potencial fonte de redução das emissões na medida em que se efetive medidas para melhorar a coordenação e relação entre frigoríficos e varejistas e, por fim, o desenvolvimento de sistemas mais eficientes de empacotamento.
De parte dos varejistas, o melhor aproveitamento dos equipamentos de refrigeração é fundamental. Procurar mantê-los sempre cheios de alimentos – de modo a reduzir as emissões por unidade de produto, reduzir a variedade de categorias de produtos e a adquirir produtos e comercializá-los em um sistema just-in-time, redundam em menor nível de emissões. Também podem ser apontados o melhor uso operacional dos equipamentos, troca de gases refrigerantes por outros de menor equivalência-carbono,
colocação de portas de vidros para deixar os equipamentos fechados, dentre outros (TASSOU et al, 2009).
Outros fatores que contribuem para uma melhor eficiência energética é a mudança dos sistemas de iluminação: trocar lâmpadas incandescentes por fluorescentes, ampliar os sistemas de iluminação natural, colocar sensores de presença, usar sistemas de iluminação por LED e, por fim, incorporar outras fontes de energia renovável (TASSOU et al, 2009).