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İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİNİN ETKİNLİKLERİ

claro que o salário foi a única motivação para a inserção no programa.

- CATEGORIA MOTIVAÇÃO

MOTIVAÇÃO

Mudança salarial

Mudança no modelo

de assistência

A experiência do trabalho tem um significado importante não só porque condiciona as condições de vida por determinar, através do salário, as oportunidades de consumo, mas também por se mostrar como forma de inserção social. O trabalho, por isso, é o principal lugar de definição da identidade. “Através dele, o indivíduo constrói o mundo e se constrói, interagindo com outros homens e com a natureza” 59(p.86).

Por ser uma profissão historicamente voltada para uma prática tecnicista, cada vez mais especializada e que utiliza altas tecnologias, a Odontologia tem (ou tinha) como seu principal campo de trabalho, o consultório particular. Hoje, após várias crises econômicas, os profissionais buscam uma forma de garantir seus rendimentos através da inserção no serviço público.

Com o advento do PSF, alguns dentistas passaram a ver nesse “novo” campo, uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Ele traz uma nova forma de se fazer saúde e de se ganhar dinheiro. Sua remuneração implica em um valor aproximado de quase três vezes o que paga o serviço público que não tem implantado o PSF em sua estratégia de saúde. Essa remuneração aparece como principal motivação da inserção dos dentistas no PSF, e pode ser observado nas falas abaixo:

"O que me motivou foi o salário mesmo, eu não vou negar não.

Porque com o salário que a gente tava ainda, é até uma vergonha

da gente dizer né. O que me motivou foi isso. Participei do

concurso e fui aprovada”. (Ent.2; 54 anos; Fem; 30a de formada;

2a no PSF)

“Olhe, eu acho que, como a maioria, a remuneração, a

não sendo uma remuneração, como é que eu diria. Num é

suficiente, como é que eu digo, satisfatório, é quase que única

opção pra odontologia de emprego, de trabalho assalariado, né”.

(Ent 24; 46anos; Masc; 15a de formado; 3a e 6m no PSF)

Ao se fazer um cruzamento das informações obtidas através do perfil dos profissionais com os relatos das entrevistas, pôde-se observar que os profissionais deste estudo possuem uma média de 18,5 anos de formado, tendo um dos entrevistados esse tempo igual a 32 anos. Isso se reflete a fala descrita acima, onde os profissionais não mais se restringem ao consultório particular e buscam outras alternativas de renda, muitas vezes acumulando dois cargos (privado e público) o que gera uma sobrecarga de trabalho e um esgotamento pessoal e profissional.

Observou-se também que o fator idade não influencia nessa busca pela inserção no mercado de trabalho e por melhores condições financeiras. A idade dos profissionais estudados teve uma média de 42 anos, sendo encontrado profissional com 61 anos, idade esta em que a maioria já pensa na aposentadoria. Um outro fator, o sexo, vem reforçar a posição da mulher no mercado trabalho, na necessidade de complementação da renda familiar.

Um dos problemas do trabalho em saúde são as dificuldades na passagem do político para o assistencial. Os agentes costumam identificar-se mais pelas suas inserções no processo de trabalho do que pelas suas inserções político-ideológicas. Esta situação impõe desafios para a gestão do trabalho cotidiano das equipes de trabalho enquanto (re)criação de projetos coletivamente sustentados que necessitam estar associados à (re)criação de novos sujeitos sociais defensores de certas crenças e valores24.

A mudança no modelo de assistência apresenta-se como principal estratégia na reorganização dos serviços de saúde. Esse processo, porém, tem se mostrado lento em grande parte das unidades de saúde que implantaram o PSF. Alguns dos profissionais sentiram-se motivados pela proposta de mudança que ocorreria na prática odontológica, mas de acordo com algumas falas, após o início das atividades, estes profissionais mostraram-se frustrados, pois na verdade, para eles, a prática profissional continua seguindo o modelo centrado na produção de procedimentos, e isso se deve em parte, ao tempo que ficaram sem oferecer o tratamento curativo, quando da implantação do programa, em alguns municípios, e o tempo que ficam sem funcionamento, quando ocorre algum problema técnico com os equipamentos.

Essa mudança no modelo de assistência proposta pelo Ministério da Saúde encontra-se em fase de transição, onde os profissionais relatam que sua prática ainda está centrada na alta demanda de tratamento curativo, e por haver uma certa cobrança da Instituição com relação à produção diária, como mostram as falas abaixo:

"Mudança ainda está em fase de transição. Essa mudança, ela

ainda não tá, a estratégia ainda não tá totalmente implantada, PSF.

Nós ainda estamos fazendo os dois modelos. Estamos trabalhando

os dois modelos: o antigo e o novo, atual, estratégia de saúde da

família. Os dois ainda tão trabalhando juntos”. (Ent.8; 45 anos;

Fem; 19a de formada; 2a e 6 m no PSF).

"...mas a gente falando assim, a nível manual, vamos dizer, técnico,

eu não vejo muita mudança não, porque o atendimento que eu estou

maior de atendimentos, porque eu tô no posto todos os dias. A

cobrança é bem maior em cima da gente, mas nada assim, pelo

menos até o momento não, tá muito no papel. Eu acho." (Ent.15; 48

anos; Fem; 24 a de formada; 1a e 2 m no PSF).

“É o ideal. Agora, a gente ainda não tá, eu não diria que a gente

trabalha ainda só por esse lado preventivo, assim. A gente trabalha

muito com curativo ainda. Que as necessidades que você vê, as

necessidades são gritantes [...] Não é o que o PSF prega na

verdade que a gente executa aqui no dia-a-dia. A gente trabalha

muito o curativo. Trabalha o preventivo? Trabalha, mas o curativo

predomina ainda”. (Ent 23; 39 anos; Fem; 16a de formada; 1a e 2m

no PSF)

Durante a observação direta pôde-se observar alguns fatos que levavam os dentistas a suspenderem seus atendimentos clínicos como pias quebradas, falta de água na unidade, compressor sem funcionamento e escassez de luvas. Não parecia ser a primeira vez que esses problemas aconteciam, mas era sempre mencionada a cobrança da Instituição pela execução dos procedimentos e, no entanto, as condições não se mostravam favoráveis para sua realização.

Essa mudança no modelo de assistência apontada por alguns profissionais diz respeito às práticas preventivas não antes realizadas no serviço público por eles. A maioria desses profissionais teve sua formação acadêmica centrada na prática tecnicista e curativa, e o serviço público, por sua vez, com uma demanda aberta sempre alta, não oferecia outras

opções além de exodontias e restaurações. Alguns serviços ofereciam ainda as aplicações de flúor, mas sem muita resolutividade, já que não se podia monitorar o paciente e seus hábitos de higiene.

Esse sentimento de mudança no modelo de assistência mostra-se mais presente naqueles profissionais cujas práticas anteriores limitavam-se a serviços de urgência, em pronto-atendimentos, onde se procura debelar a dor do paciente, através da realização de restaurações provisórias, medicações, e por vezes, exodontia do elemento dentário.

4.3.2 – A mudança na prática

Neste estudo, a partir do problema exposto, percebem-se várias implicações no cotidiano das práticas, através do surgimento de temas referentes ao novo processo de trabalho dos dentistas, no que diz respeito à inserção no PSF, o trabalho em equipe e com a comunidade e a integralidade na assistência prestada aos indivíduos.

- CATEGORIA MUDANÇA NA PRÁTICA

Benzer Belgeler