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İnformel (Kendiliğinden Ortaya Çıkan) Mekânlar

3. GÜNÜMÜZ KENT DOKUSUNDA KAMUSAL MEKÂN

3.2 İnformel (Kendiliğinden Ortaya Çıkan) Mekânlar

cobertos de violência, como uma forma de opressão como descrito em 2,16

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“Eis que rejeito o repúdio” (...)

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aquele que cobre de violência sobre seu vestido”.

A violência contra a esposa era praticada pela traição (

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“trair”, “enganar”, “ser infiel”). A aliança com ela firmada deveria ser honrada. Não deveria ser rompida ou desconsiderada por motivos que não estivessem previstos na lei (2,14-16). O adultério já havia sido condenado por outros profetas (1Sm 12; Jr 5,7-8; 7,9; Ez18,6.11.15; 22,11; 33,26), mas Malaquias retoma o tema numa nova realidade social quando esta possuía uma formação multi-étnica no mesmo território.

O terceiro oráculo apresenta a prática do repúdio como uma forma opressiva. Uma violência contra a mulher. O profeta parece indicar que as motivações para esses matrimônios eram o escalonamento social e econômico.

A confirmação dos casamentos se dá pelas evidências no futuro próximo aos dias de Malaquias nas narrativas de Neemias e Esdras. Pelo fortalecimento sócio- econômico muitas

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“casas dos pais” buscaram a ampliação de suas redes de poder através de compromissos com pessoas (relevantes) de outras etnias que habitavam o território de Judá. Estes relacionamentos fortaleciam muito o comércio, mas poderia comprometer os vínculos patrimoniais e religiosos.

Este tipo de procedimento estava relacionado com as

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“casas dos pais” mais proeminentes e, até, com os sacerdotes em cargos de destaque no templo de Jerusalém (Ne 10 e 13). Assim, as instâncias de poder estavam comprometidas com essas ações e impossibilitadas de aplicar a justiça. O comprometimento com essas ações retirava a consciência imparcial para a aplicação das leis da aliança.

O profeta, em seus oráculos, não se posicionou completamente contra os casamentos com estrangeiras, mas reconheceu que estes podiam comprometer a unidade religiosa do povo de Judá (2,11.13). Javé condenou a traição e o repúdio interesseiro. Igualmente condenou as motivações que estavam gerando esses comportamentos. Javé se apresenta em defesa da pessoa mais fraca e procura estabelecer os seus valores que dignificam os seres humanos.

O quarto oráculo (2,17-3,5) amplia a discussão acerca da justiça. Especialmente, por causa da dúvida que Javé faria justiça sobre o povo. Mas é em 3,5 que o profeta apresenta uma lista mais detalhada de ações que afrontavam a lei e estabelecia as muitas faces da opressão nos dias de Malaquias.

A lista de ações contrárias a aliança apresentada pelo Malaquias reflete as recomendações do código da aliança212 (Ex 20,22-23,19) com especificidade para orientar a conduta na administração da justiça (Ex 23,1-3 e 6-9)213. Sendo encontradas as mesmas recomendações no Código Deuteronômico214 (Dt 16,18-22;

212 O código da aliança é um conjunto amplo de leis prescrevendo as mais variadas dimensões da

justiça. “Esse código estabelece a estrutura básica da Tora israelita, integrando documentos e leis mais antigas (...) como forma de resolver a difícil situação social do povo em Judá, colocando todas estas leis sob a perspectiva do 1º mandamento, isto é, da adoração exclusiva a YHWH”. Confira em REIMER, Haroldo e REIMER, Ivoni Richter, Tempos de graça: o jubileu e as tradições jubilares na Bíblia, São Leopoldo/São Paulo: Sinodal/CEBI/Paulus, 1999, p.34.

213 SICRE, José Luís, A Justiça Social nos Profetas, p. 69.

214 O código deuteronômico pode ser considerado como “uma edição revista e ampliada do Código da

19,14-19; 24,14-18; ). A lista apresentada pelo profeta tem estreita ligação com as leis deuteronômicas perfeitamente aceitáveis pelo “povo da terra” e também entre os que retornaram do exílio. Por esses valores esperava-se a implantação da justiça.

Em Malaquias 3,5 Javé se apresenta como a suprema testemunha que imporia, através de seu testemunho inquestionável, seu julgamento e conseqüente justiça. Seu testemunho e juízo seriam direcionados a algumas instâncias específicas: a religiosa (com apenas uma referência) e a social (com cinco referências em diversas direções do direito deuteronômico).

A primeira instância e a menos evidenciada no texto é a religiosa. O profeta afirma a vinda de Javé sobre os

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“feiticeiros”. Esta referência aponta para o rompimento com os primeiros mandamentos do decálogo (Ex 20,3-5; Dt 5,7-11) que mencionam que Javé desejava um culto particular e exclusivo impedida a manifestação em imagens. Este menciona a decepção com a fé em Javé e a preferência a outros cultos (provavelmente referindo- se às influências estrangeiras).

A segunda instância evidencia a principal preocupação do profeta: a social. Parece que a distorção social era fruto da perda dos referencias religiosos. Por isso, a seqüência explicita as ações que estavam distanciando o povo dos valores de Javé e, conseqüentemente, da justiça na prática cotidiana.

O profeta inicia a lista das injustiças sociais retomando o tema do terceiro oráculo, como que o reforçando. Critica mais uma vez o rompimento de um dos mandamentos da aliança:

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“o adultério” (Ex 20,14; Dt 5,18) referindo-se provavelmente aos casamentos com estrangeiras por interesses. Estes estavam promovendo na sociedade injustiças contra as esposas. Desta forma, o oráculo refere-se a falta de justiça às mulheres (as ações reparadoras). As mulheres estavam sofrendo a humilhação da

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“traição”e a justiça parecia estar privilegiando os homens, não considerando o direito das mulheres. Mais uma vez, Javé se coloca no lugar da injustiçada. Defende o direito dos mais fracos, dos preteridos da justiça.

seu surgimento antes ou durante o governo do rei Josias”. Confira em REIMER, Haroldo e REIMER, Ivoni Richter, Tempos de graça, p.34.

A lista de acusações contra as injustiças na sociedade judaíta apresenta as

ações motivadas pela falsidade:

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“os que juram para o engano” e assim, se aproxima dos tribunais denunciando, provavelmente, os veredictos injustos provocados pela ação das falsas testemunhas.

O termo pode indicar os vários procedimentos tomados para enganar, iludir ou afirmar uma mentira, uma fraude. Assim sendo, pode retratar as testemunhas usadas para comprovar inverdades ou, até mesmo, descrever os rompimentos de contratos que foram firmados e desrespeitados.

Este procedimento foi extensamente denunciado pelos profetas (Is 1,23; Os 4,2; Mq 3,11), pois nele se instituíam as injustiças de forma legal. No pós-exílio, a sociedade estava dominada pelos persas, mas o domínio mais evidente e opressivo era o interno quando os poderosos chefes de famílias detinham grande parte das propriedades incluindo a liberdade de filhos e dos próprios endividados. Assim, muitas vezes, pelo “voto de gratidão” ou submissão, os mais fracos, eram usados nos tribunais para dar o ganho de causa, à maioria das demandas, ao opressor estabelecendo a injustiça. E ainda sendo reconhecidos como beneméritos.

Outrossim, os sacerdotes também dependentes desses senhores poderosos (por causa de suas ofertas) posicionavam-se favoravelmente as suas causas não podendo contender em dias tão difíceis para o sustento do templo. Além daqueles, da mesma estirpe, interessados na continuidade da opressão.

A falsa testemunha seria alvo da ação justiceira de Javé. Porque muitos perderam o direito à justiça por causa das fraudes comprobatórias forjadas para o julgamento. A testemunha suprema, Javé, se posicionava em favor do inocente: o injustiçado. Àquele que teve sua dignidade roubada pela articulação ardilosa dos poderosos.

A falsidade foi condenada. E o profeta anunciou um julgamento que traria a verdade à tona. Faria justiça para os mais necessitados.

A lista das condenações torna-se mais específica quando denuncia a exploração das classes menos favorecidas na sociedade. A frase apresenta três grupos vitimados pela extorsão e pela exploração dos poderosos:

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“viúva”,

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“órfão” e o

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“estrangeiro”. Há quem interprete a expressão

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como indicando uma outra classe social: os operários215.

Viúvas, órfãos e estrangeiros eram absorvidos no ideal da estrutura familiar. As leis de reciprocidade e solidariedade visavam proteger e restabelecer a dignidade para essas pessoas, que de alguma forma, tinham sido vitimados em sua existência.

Viúvas e órfãos teriam suas condições restabelecidas pela ação de um

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“redentor” que suscitaria descendência para o restabelecimento dos direitos para a vida.

Era considerado um

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“estrangeiro” qualquer associado de uma comunidade que não fosse a sua, mas descrevia especialmente os não israelitas de nascimento e que estavam unidos à comunidade de Israel. O

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“estrangeiro” era absorvido na estrutura familiar e também protegido. O

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“estrangeiro” ocupava um lugar intermediário entre o parente de sangue e o escravo.216

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“estrangeiro” poderia ingressar na comunidade através de conflitos militares ou por estar atravessando um momento difícil onde necessitava de proteção.217 A proteção aos estrangeiros se sedimentava na tradição do êxodo aonde como estrangeiros viveram.

O profeta denuncia que os grupos mais frágeis da estrutura sócio-familiar não estavam sendo protegidos ao contrário estavam sendo extorquidos. O que lhes era devido estava sendo retirado. Seu sustento omitido. Suas vidas ainda mais fragilizadas. Reduzidos à indignidade.

Mais uma vez, Javé, se coloca em defesa dos menos favorecidos, dos desprotegidos, dos marginalizados.

Esta lista apresenta o confronto das demandas de Malaquias com o estado de injustiças que estavam sendo desenvolvidas no território de Judá sob a estrutura familiar. O oráculo traz à memória os valores da lei da aliança (deuteronômica) que deveria nortear o estabelecimento da justiça entre o povo.

215 SICRE, José Luís, A Justiça Social nos Profetas, p. 592. 216 Idem. p.55-56

O sexto oráculo (3,13-21) de Malaquias segue a mesma linha do quarto oráculo (2,17-3,5). Parte do descontentamento do povo com a justiça de Javé e com a fé em seu Deus (3,13-15) e conclui afirmando que Javé traria de volta a sua justiça vitoriosa para aqueles que se mantiveram fiéis (3,16-21).

O sexto oráculo apresenta a certeza de separação entre

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“os que temem a Javé” (3,16) ou

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“justos” (3,18) e os

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“ímpios” (3,18). Também afirma que para os que temiam e esperavam pelo nome de Javé (3,20) um novo tempo de justiça se apresentaria: O sol da justiça resplandeceria trazendo cura em suas asas. Desta forma, o oráculo predizia novos tempos de justiça.

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ela brilhará para vós, os que temem o meu nome, o sol da justiça