4. BEYOĞLU’NUN GÜNCEL KAMUSAL MEKÂN VE KAMUSALLAŞTIRMA KAVRAMLARI ÇERÇEVESİNDE DEĞERLENDİRİLMESİ
4.3 Çalışma Alanının Yakın Tarihçesi ve Değişim
Em 539 a.C., aconteceu a batalha decisiva que culminou com a queda da Babilônia. Deu-se em Opis, sobre o Tigre. Ciro, que desde o ano de 549 a.C. tornara- se rei dos medos e persas, entra triunfalmente na cidade e é recebido como um libertador. Depois dos horrores praticados durante séculos pelos assírios e babilônios, os persas surgiram como uma nova esperança para os povos subjugados. Os judaítas festejaram Ciro como “ungido” de Javé (Is 45). Realmente a tolerância, passou para a história como uma de suas principais características. Ciro procurou respeitar os costumes, as tradições e a religiosidade dos povos dominados. Então, para
42 DONNER, He rbert, História de Israel e dos povos vizinhos – Da época da divisão do reino até Alexandre Magno, São Leopoldo, Petrópolis, Sinodal/Vozes, vol.2, 2000, p.449-450.
demonstrar essa posição, o próprio Ciro apresentou-se na Babilônia como o eleito de Marduc, em Ur como o enviado de Sin, aos judaítas como executor das ordens de Javé.
Os sucessores de Ciro procuraram manter essa política. Não queriam repetir os mesmos erros dos assírios e babilônios que dominaram através de saques, destruíções, deportações enfim, um duro regime que visava eliminar os costumes e as tradições dos povos dominados. Estes buscaram basear sua política na tolerância e não na violência. Também não almejavam conseguir a unidade do império por meio da devoção num deus protetor.
Logo no primeiro ano de seu reinado (538 a.C.), Ciro decretou a restauração do culto e da comunidade Judaica. Autorizou a volta dos exilados judaítas e a reconstrução do templo (Esd 1,2-4), com despesas pagas pelo tesouro real. Mandou devolver todos os objetos do Templo (Esd 1,9-11) que haviam sido levados por Nabucodonosor. Estes objetos foram trazidos por Sasabassar, príncipe de Judá (Esd 1,8), também chamado de Senasser (1Cr 3,18), considerado descendente davídico.
Ciro reinou de 539 a 529 a.C., com ele teve início a dominação persa sob a direção dos Aquemênidas. Fundou Pasárgada para sua capital e lá construiu imensos palácios, morreu em campanha junto ao Mar de Aral.
Seu filho e sucessor Cambises (529-522 a.C.), volta-se para a expansão do império em direção do Ocidente. Conquista o Egito e é acusado de ter desrespeitado os santuários locais, embora alguns autores pensem que essas acusações sejam exageradas, pois o Templo dos judaítas em Elefantina foi poupado. Cambises morreu perto de Carmel, quando voltava para a Babilônia.
Dessa época, pode-se encontrar informações sobre Judá na terceira parte do livro de Isaías (Is 56,8; 57,5.11; 64,9; 65,3.4). A região da Judéia, depois de 17 anos, continuava praticamente abandonada.
Com a morte de Cambises, quem ocupará o trono é Dario I (522-485a.C.), filho de Histaspe. Ele pertencia a um segundo ramo dos Aquemênidas e havia
acompanhado Cambises no Egito.43 Durante o seu reinado ocorreram muitas revoltas por quase todo o império. Dario passou uma grande parte de seu governo em campanha, mesmo assim, construiu grandes obras, tais como: seus monumentos em Persépolis e em outras localidades, o canal unindo o Nilo ao Mar Vermelho, o complexo rodoviário, amplas reformas legais, o aperfeiçoamento de um sistema padronizado de moedas, entre outras. Mas fracassou na sua campanha mais ambiciosa, a conquista da Grécia.
Em 520 a.C., Zorobabel é enviado à Judá com a missão de aplicar o decreto de Ciro, acrescidos de disposições de Dario (Esd 6,6-12). O templo só seria concluído em 515 a.C., no vigésimo terceiro dia do mês de Adar (Esd 6,15). Mas, já não há citação de Zorobabel, este é mencionado até o ano de 518 a.C.
O sucessor de Dario foi seu filho Xerxes (486-465 a.C.), que não foi considerado um bom governante, se comparado a seu pai. Logo de início teve de enfrentar uma revolta no Egito que havia começado antes da morte do pai. Tratou com severidade a Babilônia, depois que esta tentou revoltar-se. Depois disso, voltou- se para a invasão da Grécia. Inicialmente, obteve sucesso, mas com o tempo foi derrotado. Xerxes foi assassinado em 465.
Artaxerxes I Longimanus, filho mais jovem de Xerxes, afastou o legítimo herdeiro e assumiu o poder do império. Governou durante quarenta e um anos (465- 424 a.C.), em meio a muitas revoltas. Já em 460 a.C. ele teve de enfrentar uma rebelião no Egito, sob o comando de Inaros, talvez fosse descendente dos rei saítas da 26a dinastia. Este recebeu auxílio da frota ateniense, que estava ancorada em Chipre44. Logo o Baixo Egito estava livre das tropas persas, que se concentraram em Mênfis. Em 456 a.C., o exército persa, sob o comando de Megabizos, sátrapa de Abar-nahara entra no Egito e ainda enfrenta a resistência até 454, quando derrota e expulsa os atenienses, prende Inaros, que levado para a Pérsia foi crucificado. Megabizos tornou-se sátrapa de Transeufrates, mas em 448 a.C., revoltou-se contra o
43 CAZELLES, Henri, História política de Israel: desde as origens até Alexandre Magno, São Paulo,
Paulus, 1986, p.215.
44 DONNER, Herbert, História de Israel e dos povos vizinhos – Da época da divisão do reino até Alexandre Magno, São Leopoldo, Petrópolis, Sinodal/Vozes, vol.2, 2000, p.452.
poder central. Não se tem muito claro as razões e por quanto tempo se deu essa revolta. O resultado foi um acordo entre Megabizos e Artaxerxes .
Em 431 a.C. iniciou-se a guerra entre Atenas e Esparta; tanto uma quanto outra pediram ajuda à Pérsia. O império persa, com o propósito de enfraquecer ambos os lados, ora ajudava Atenas, ora Esparta, conseguindo sair ileso na Ásia, firmando um documento de paz em Cálias (449 a.C.).
A partir do século V a.C. já se percebia as conseqüências das políticas impostas aos povos subjugados, embora o fim do império ainda estivesse distante, as relações entre as diversas regiões haviam piorado substancialmente.
Quanto à situação de Judá nesse período, haverá mais detalhes a seguir. Mas, vale dizer que, sob o reinado de Artaxerxes, começaram a aparecer nomes judaicos em contratos, especialmente nos arquivos dos Murachu de Nipur, a partir de 455 a.C. Os arquivos dão testemunho da instalação de judaítas em 27 localidades dos distritos da região45.
Após a morte de Artaxerxes I, seu filho Xerxes II sobe ao trono em 423 a.C., mas é assassinado após 45 dias de reinado e quem assume o poder é DarioII (423- 404 a.C.), e aproveitando-se da rivalidade entre Atenas e Esparta, conseguiu firmar ainda mais seu domínio sobre a Ásia Menor.
Com a morte de Dario II, o novo rei é Artaxerxes II (404-358 a.C.). O império passa por uma grave crise, O Egito revolta-se e se torna independente. Do lado ocidental acontece a “Revolta dos Sátrapas” , que estavam descontentes com o pesado tributo imposto pela coroa.
Sob o governo de Artaxerxes III (358-338 a.C.), o império parecia estar se reerguendo novamente. Sufocou as revoltas em todas as partes e reconquistou o Egito. Artaxerxes III morreu envenenado. Foi sucedido por seu filho, Arses (338- 336a.C.), que como seus irmãos, também foi assassinado.
45 CAZELLES, Henri, História política de Israel, desde as origens até Alexandre Magno, São Paulo,
Seu sucessor foi Dario III (336-331 a.C.), foi assassinado pelo sátrapa Besso, que assumiu o trono com o nome de Artaxerxes IV. Com morte de Dario III e a ascensão de Alexandre, da Macedônia, o império persa se desintegra. Em 330 foi aniquilado pelos exércitos gregos.