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İndirgenmiş Nakit Akımları Yöntemi (DCF)

BÖLÜM 3: ŞİRKET DEĞERLEME YAKLAŞIMLARI

3.3. Gelir Bazlı Yaklaşım

3.3.1. İndirgenmiş Nakit Akımları Yöntemi (DCF)

O setor de serviços é considerado um importante setor ao que tange a geração de empregos. De acordo com Oliveira (2001) desde o avanço do processo de industrialização por substituição de importações nos anos 40, se verifica o acréscimo da força de trabalho nas atividades alocadas no setor terciário. Para Braga (2006) o emprego, nos países industrializados, “deslizou” global e desgovernadamente em direção aos serviços, fato ilustrado pelos dados presentes na tabela 2.5.

A tabela 2.5 revela o aumento da participação do setor na geração de empregos. A porcentagem da população ocupada no setor prestação de serviços aumentou 17,7%, no ano de 1992 para 20,2% em 2001, ao passo que, na indústria de transformação, a variação na

  porcentagem da população ocupada quase não se alterou, mantendo-se em taxas inferiores quando comparadas ao setor de prestação de serviços, ao menos durante o período analisado. Já o setor atividade agrícola, apesar de possuir a maior taxa de população ocupada quando comparada aos outros dois setores, ao contrário do setor prestação de serviços, a sua taxa obtida no ano 2001 sofreu uma queda em relação aos valores obtidos nos outros anos considerados.

Tabela 2.5: População ocupada, segundo setor da economia 1992-2001 (%)

Setor 1992 1993 1995 1996 1997 1998 1999 2001

Atividade agrícola 28,3 27,4 26,1 25,5 24,2 23,4 24,2 20,6 Indústria de transformação 12,8 12,8 12,3 12,4 12,3 11,8 11,6 12,3 Prestação de serviços 17,7 17,8 19,1 19,3 19,4 19,1 19,3 20,2

Fonte: DIEESE, 2007 (adaptado).

Obs.: a) Em 1994 e 2000 não houve pesquisa; b) Não foram incluídos os dados de 2002 e 2003, devido à mudança de composição dos setores de atividades.

O crescimento deste setor promove aumento na geração de empregos, de acordo com os dados publicados pelo IBGE (2007) e apresentados na tabela 2.6. Segundo os dados, houve um crescimento de 141,3% dos empregos em serviços, entre 1994 e 2000, e uma retração na indústria de transformação.

Tabela 2.6: Trabalhadores formais nos setores secundário e terciário – Brasil (em milhares – anos selecionados).

Setor \ Ano 1994 2000 Aumento 2004 Aumento

Indústria de transformação

7.000,7 6.790,1 -3,0% 8.602,6 26,7% Serviços 9.104,5 21.967,3 141,3% 28.372,1 29,2%

Fonte: IBGE, 2007.

Segundo os dados do DIEESE (2009), publicados no Anuário do sistema público de emprego, trabalho e renda, 31,7% dos empregos formais, no Brasil, no ano de 2007, estavam concentrados no setor de serviços conforme ilustra a tabela 2.7.

Tabela 2.7: Distribuição dos empregados formais por setor de atividade econômica – Brasil, 2007 (%)

Setor/Ramo de atividade econômica Brasil

Atividade agrícola, extração vegetal, caça e pesca 3,7

Indústria de transformação 18,8

Prestação de serviços 31,7

  De acordo com as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do ano de 2007, divulgadas em 2009, os empregos registrados nas categorias “construção civil”, “comércio”, “serviços” e “administração pública” totalizaram 76,03% do volume de empregos formais no Brasil. Portanto, de acordo com o MDIC (2009), o setor de serviços é, tradicionalmente, o maior setor gerador de postos formais de trabalho do país.

A tradição de crescimento acentuado da importância do setor terciário vem sendo observada desde o início dos anos 90, de acordo com Sabóia (1992). Segundo o autor, a população ocupada no setor terciário entre os anos 80 e 90, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), já apresentava um desenvolvimento ascendente, evoluindo de um percentual de 46,0% em 1981 para 54,5% em 1990. Tal evolução se manteve na década seguinte conforme a tabela 2.8 ilustra, confirmando, assim, a previsão feita por Sabóia (1992, p. 26) sobre o “provável aprofundamento da atual tendência de crescimento do emprego no setor terciário no futuro próximo”.

Já os dados da tabela 2.8, permitem verificar que o setor de serviços cresceu mais que o comércio e a indústria no que diz respeito ao pessoal ocupado, no período analisado. Para Silva et al. (2006), os valores relacionados ao total pago em salários e retiradas, entre a receita líquida gerada, entre a remuneração por pessoa ocupada e entre a receita líquida por funcionários nos setores indústria, comércio e serviços também podem ser comparados entre si.

Na interpretação desses dados, os autores observaram que de 1999 a 2001 o total pago de salários e retiradas no setor de serviços foi inferior ao observado na indústria, mas superior ao comércio, atingindo a cifra de R$ 63 milhões.

A remuneração por pessoa ocupada é 51% superior ao que se verifica no comércio e 49% inferior aos valores da indústria. E, por fim, a receita líquida dos funcionários nos serviços representa 45% do valor observado no comércio e 29% do montante obtido na indústria.

O aumento de sua participação na geração de empregos é, também, marcado pelo mesmo processo de racionalização e flexibilização do trabalho vivenciado pelo setor industrial no início dos anos 80. A racionalização, até então, elemento característico do trabalho industrial tradicional passou a ser inserido no mundo dos serviços ao passo que a tecnologia viabilizou um maior controle e rigidez do comportamento do trabalhador durante o exercício de sua atividade profissional, permitindo o aumento da produtividade das atividades de serviços. De

  acordo com Segnini (1999), o setor formal de serviços como bancos, hospitais, correios e telefonia são exemplos de atividades de serviços que vivenciam a intensificação deste processo de racionalização do trabalho.

Tabela 2.8: Números de empresas, pessoal ocupado, salários e retiradas e receita líquida na indústria, comércio e serviços (1991 e 2003).

Setor 1991 2003 Crescimento (%) Pessoal ocupado Indústria 5.003.642 5.931.187 19% Comércio 5.029.339 6.270.780 25% Serviços 5.290.684 6.757.581 28% Salários e retiradas (R$ 1000) Indústria 72.349.470 82.700.074 14% Comércio 32.192.198 38.782.038 20% Serviços 52.551.363 63.102.258 20%

Salários e retiradas por pessoa ocupada (R$)

Indústria 14.459 13.943 -4%

Comércio 6.401 6.185 -3%

Serviços 9.933 9.338 -6%

Receita líquida por pessoa ocupada (R$ 1000)

Indústria 145.049 165.624 23% Comércio 109.615 107.736 -2%

Serviços 47.340 48.335 2%

Fonte: Silva et al, 2006.

Dentro deste contexto, é possível citar como exemplo o caso das centrais de atendimento que constituem exemplo de atividade geradora de empregos, uma vez que, segundo dados da ABT, publicados no site CallCenter Inf. (2009a), o setor brasileiro de call

center encerrou o ano de 2008 com um faturamento de R$ 5,5 bilhões e 850 mil empregos

diretos gerados. E constitui, também, exemplo de atividade tecnológica, pois a prestação dos serviços de atendimento é pautada no uso das tecnologias de informação. As características deste setor, bem como o seu crescimento, serão exploradas no capítulo 3.

De acordo com Borges e Rosa (2007a) o crescimento dessa atividade nos cinco anos anteriores, no país, foi da ordem de 25% e a previsão de crescimento até o ano de 2010 está estimada em torno de 8% a 10%. Apesar da previsão positiva de crescimento para as centrais de atendimento, este segmento empresarial, consoante com Braga (2006), é composto por atividades de baixo valor agregado e que atraem uma força de trabalho pouco qualificada e formada basicamente por jovens e estudantes e correspondem, também, a setores que se situam no prolongamento das tecnologias de informação e comunicação e da expansão

  contemporânea dos serviços. Logo, de acordo com o autor, “estudar as centrais de atendimento se justifica pelo fato de que elas representam um campo privilegiado de observações das contradições e ambivalências do trabalho na contemporaneidade” (BRAGA, 2006, p. 133). As características particulares da atividade de trabalho do teleoperador serão detalhadas no capítulo a seguir.