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Gartland-Werley’in Puanlama Sistemi REZİDÜEL DEFORMİTE

OLGU 19 R.T 19 /E KDAY İNŞAAT İŞÇİSİ

3.1.1 Corpus de dados contemporâneos

Os topônimos que constituem o corpus de dados contemporâneos são provenientes do banco de dados do Projeto ATEMIG, do qual foram extraídos todos os nomes de santos e santas do hagiológio romano, ou hagiotopônimos, subdivisão dos hierotopônimos, de acordo com a taxionomia proposta por Dick (1990). Entretanto, como explicitamos no Capítulo I, entre os nomes de santas, também foram considerados os nomes referentes às múltiplas invocações da Virgem Maria a que chamamos de mariotopônimos, como pode ser visualisado novamente:

FIGURA 8 – A taxe hierotpônimos e suas subdivisões

Fonte: Elaboração própria.

Conforme foi explicitado na seção 1.4.1.1, o projeto ATEMIG (FALE/UFMG) tem realizado o detalhamento e a análise da realidade toponímica de todo o território mineiro, de acordo com os pressupostos teórico-metodológicos de Dauzat (1926) e Dick (1990a e 1990b). Para esse fim, foram levantados todos os nomes de cidades, vilas, povoados, fazendas, rios,

Nomes sagrados de diferentes crenças Efemérides religiosas Associações religiosas Locais de cultos Santos do hagiológio romano Hagiotopônimos Mariotopônimos (Nomes de invocações à Virgem Maria) Santas do hagiológio romano Mitotopônimos (entidades mitológicas) Hierotopônimos

córregos, ribeirões, cachoeiras, morros, serras, dentre outros acidentes geográficos dos 853 municípios mineiros, perfazendo, até o momento, um total de 85.391 topônimos.

Para categorização e análise prévia desses dados, os itens levantados foram registrados em tabelas, nas quais são especificados o tipo de acidente geográfico, a origem etimológica do nome e distribuição toponímica em categorias taxionômicas que representam os principais padrões motivadores dos topônimos no Brasil, propostos por Dick (1990b). Além disso, uma parte desses dados já foi catalogada em fichas lexicográfico-toponímicas, conforme modelo sugerido por Dick (2004), reproduzido, a seguir:

FIGURA 9 – Ficha lexicográfico-toponímica

Conforme Seabra (2004, p. 48), uma ficha lexicográfica pode ser descrita como um conjunto estruturado de informações sobre um topônimo, objetivando explicitá-lo e classificá- lo. Assim, por meio dessas fichas, o corpus de uma pesquisa toponímica pode ser organizado a fim de que seja realizada a análise sistemática dos dados.

Desse modo, seguindo o padrão metodológico proposto pelo Projeto ATEMIG e o modelo de ficha lexicográfico-toponímica de Dick, para sistematização e análise do corpus, os dados levantados foram organizados, a partir de entradas léxicas40, em fichas lexicográficas adaptadas aos objetivos da pesquisa, conforme explicitaremos na seção 3.2.1.1.

Para tanto, os topônimos coletados foram digitados em planilhas de Excel e, para cada nome, registramos as seguintes informações:

Entrada léxica o nome de santo, santa (hagiônimo) ou invocação à Virgem Maria (mariônimo) que nomeou os acidentes geográficos – físicos e humanos – em Minas Gerais.

número de ocorrências no Estado: o número de vezes que o nome aparece no banco de dados do projeto ATEMIG.

tipo de acidente geográfico: acidente físico (A.F) ou acidente humano (A.H). nome do acidente: cidade, vila, povoado, fazenda, rio, córrego, serra etc. topônimo: registro dos topônimos formados a partir da entrada lexical.

localização do topônimo em território mineiro: indicação do município, microrregião e mesorregião onde se situa cada um dos topônimos.

Para explicitar o que foi dito, apresenta-se o quadro relativo ao topônimo São

Jerônimo e suas variações.

40 Baseado em Seabra (2004, p. 48), O termo ‘entrada léxica’ foi usado para referir ao nome que aparece no topo da ficha lexicográfica.

QUADRO 4 – Topônimo São Jerônimo e variações.

Entrada Léxica: São Jerônimo

No de ocorrências no estado: 34

Tipo de

Acidente Acidente Topônimo Município Microrregião Mesorregião

A.H Fazenda São Gerônimo Itutinga Lavras

Campo das Vertentes

A.H Fazenda São Jerônimo Datas Diamantina Jequitinhonha

A.F Córrego São Jerônimo

São Domingos

do Prata Itabira

Metropolitana BH

A.H Povoado São Jerônimo São Domingos do Prata Itabira Metropolitana BH

A.H Fazenda Santo Jerônimo Buritis Unaí Noroeste

A.F Córrego São Jerônimo Buritis Unaí Noroeste

A.F Córrego São Jerônimo Formoso Unaí Noroeste

A.H Fazenda São Jerônimo Formoso Unaí Noroeste

A.H Localidade São Jerônimo Grão Mogol Grão Mogol Norte A.H Fazenda São Jerônimo

São Roque de

Minas Piuí Oeste

A.F Córrego São Jerônimo Frei Lagonegro Peçanha

Vale do Rio Doce A.F Córrego São Jerônimo

São José do

Jacuri Peçanha

Vale do Rio Doce A.H Povoado São Jerônimo

Mendes

Pimentel Mantena

Vale do Rio Doce

A.F Córrego São Jerônimo Aimorés Aimorés

Vale do Rio Doce

A.F Serra São Jerônimo Ibiraci Passos Sul/Sudoeste

A.H Fazenda São Jerônimo Gurinhatã Ituiutaba

Triângulo Mineiro A.H Povoado São Jerônimo Gurinhatã Ituiutaba

Triângulo Mineiro A.F Ribeirão São Jerônimo Gurinhatã Ituiutaba

Triângulo Mineiro A.F Serra São Jerônimo Gurinhatã Ituiutaba

Triângulo Mineiro A.H Fazenda

São Jerônimo

Grande Gurinhatã Ituiutaba

Triângulo Mineiro A.F Ribeirão São Jerônimo Ipiaçu Ituiutaba Triângulo Mineiro A.H Fazenda São Jerônimo Santa Vitória Ituiutaba Triângulo Mineiro A.F Ribeirão São Jerônimo Santa Vitória Ituiutaba

Triângulo Mineiro

das Poções Mineiro A.H Fazenda São Jerônimo Sacramento Araxá

Triângulo Mineiro A.F Serra São Jerônimo Sacramento Araxá

Triângulo Mineiro A.F Córrego São Jerônimo Manhuaçu Manhuaçu Zona da Mata A.F Córrego São Jerônimo Chiador Juiz de Fora Zona da Mata A.H Fazenda São Jerônimo Chiador Juiz de Fora Zona da Mata A.F Córrego São Jerônimo Mar de Espanha Juiz de Fora Zona da Mata

Fonte: Dados da pesquisa.

A partir dessas informações foi possível empreender não só a análise quantitativa, mas também as análises linguística e geotoponímica dos dados, cujos procedimentos adotados são descritos nas próximas seções.

Antes, porém, explicita-se como se deu a constituição do corpus de dados históricos.

3.1.2 Corpus de dados históricos

Para constituir o corpus de dados históricos, recorremos a mapas dos séculos XVIII e XIX que integram o trabalho Cartografia das Minas Gerais: da capitania à província, organizado por Costa et al (2002).

Trata-se de uma obra sobre a cartografia brasileira do período colonial e imperial composta de 31 pranchas cartográficas de Minas Gerais, sendo 25 do período colonial, das quais 6 referem-se a mapas regionais, 7 referem-se especificamente à área da Demarcação Diamantina, 9 tratam de Divisões Administrativas e 4 sobre as Capitanias, mas de modo amplo. As demais referem-se à Província.

QUADRO 5 – Relação de mapas históricos consultados.

Mapas Regionais

1 - MAPA DAS MINAS DO OURO E S. PAULO E COSTA DO MAR

Benzer Belgeler