1.4. EKONOMİK İSTİKRAR KAVRAMI VE POLİTİKALARI
1.4.3. İstikrar Politikaların Türleri
1.4.3.3. İMF Tipi Yapısal Değişim ve Uyum Politikaları
Segundo o IPAD (2009), podem ser consideradas, como principais formas de intervenção da ED, a sensibilização, a influência política, bem como a intervenção pedagógica, constituindo-se, esta
última, como o “coração” da ED. A intervenção, a nível pedagógico, «implica conhecer, reflectir, problematizar, encontrar ou criar propostas alternativas para as situações ou modelos que perpetuam a injustiça e tentar concretizá-las (…) [o que] exige um envolvimento activo dos sujeitos (…) na revisão permanente das suas próprias perspectivas e práticas» (p.28).
Ao se equacionar a intervenção pedagógica, deve considerar-se que os processos de aprendizagem podem assumir um caráter formal, não formal, informal. No quadro da ED, a intervenção começou, essencialmente, no contexto da educação não formal, mas, de forma progressiva, assistiu-se à sua emergência no âmbito da educação formal, evidenciando-se articulações e complementaridades, ao nível da ED, entre estes dois tipos de contextos educativos.
No âmbito da educação formal (contexto onde se enquadra, por excelência, o ensino superior), Mesa (2000) afirma que a ED deve constituir-se como um elemento dinamizador e orientador das práticas pedagógicas, não se apresentando como um conteúdo, mas sim como uma atitude perante o processo de ensino-aprendizagem. O segundo objetivo específico da ED é, precisamente, o de «promover a consolidação da ED no sector da educação formal em todos os níveis de educação, ensino e formação, contemplando a participação das comunidades educativas» (IPAD, 2009: 36), podendo enunciar-se, como uma das medidas previstas no âmbito deste objetivo (2.1.), «a integração da ED na formação inicial que profissionaliza para a função docente» (p.40).
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O envolvimento das Escolas Superiores de Educação (ESE) na execução da ENED afigura-se como fundamental, dado assumirem, em Portugal, grande parte da formação inicial de educadores e professores do ensino básico. Importa considerar que a formação de competências em ED pode, e deve, ser promovida no quadro de diferentes áreas do conhecimento/domínios.
Além disso, as ESE assumem ainda um papel cada vez mais relevante no que respeita à promoção de ações de formação e de produção de conhecimento no domínio da ED.
A ESE do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), enquanto instituição pública de ensino superior que forma educadores e professores, considera que a área de ED deverá ser uma aposta fundamental para a compreensão das questões complexas do desenvolvimento, para a divulgação e discussão dos conceitos, princípios e competências para a cidadania global junto da comunidade escolar, e para a implementação de práticas de educação para e na cidadania global.
A ESE-IPP, ao considerar que as ESE desempenham um papel fundamental na reflexão e implementação do conceito de ED, integrou, como entidade parceira, a partir de 2013, a rede de instituições públicas e organizações da sociedade civil envolvidas na execução do plano de ação de ED.
O plano de ação tem em conta o objetivo geral, os objetivos específicos, e mais concretamente o objetivo específico (2) bem como as medidas (2.1.) antes apresentadas, definindo um conjunto articulado de tipologias de atividades, com as respetivas metas (a alcançar entre 2010 e 2015), sendo as mesmas concretizadas em planos de ação anuais.
4. Metodologia
Tendo presente o “Documento de Apoio: Desagregação das medidas e das tipologias de atividades
da ENED” (Ministério de Educação e Ciência et al, s/d), pretende-se, no âmbito da medida 2.1. (integração da ED na formação que profissionaliza para a profissão docente), a «identificação de módulos existentes sobre ED na formação inicial de educadores e professores» (2.1.1.) – (p.5). Tendo em consideração esta intenção, e com o objetivo de analisar o impacto da ED no sistema formal de educação, utilizou-se o inquérito por questionário, a ser respondido por todos os professores que são responsáveis e/ou lecionam nos cursos de formação de educadores e professores da ESE-IPP, durante o segundo semestre do ano letivo 2013/2015. Foram considerados o curso de formação de 1.º ciclo de estudos em Educação Básica, assim como o de 2.º ciclo de estudos em Educação Pré-Escolar.
O questionário é constituído por duas partes. A primeira visa caracterizar o curso, as unidades curriculares (UC) lecionadas e o ano do seu funcionamento. Através da segunda parte, pretende-se saber: 1- as temáticas abordadas nas UC; 2- as estratégias utilizadas para promover a ED; 3- a pertinência da abordagem destes tópicos na formação de educadores e professores.
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4.1. Caracterização da amostra
Lecionam nos respetivos cursos 29 docentes, distribuídos por uma ou mais UC nos cursos em questão. Tendo como referência os planos de estudo, no curso de Educação Básica consideraram-se 46 UC e, no Mestrado em Educação Pré-Escolar, 16 UC. No total dos cursos, foram contabilizadas 62 UC.
Responderam ao questionário 17 professores, obtendo-se respostas relativas a 30 UC.
4.2. Apresentação dos resultados
Tendo como referência os resultados obtidos ao nível dos dois cursos em estudo, constata-se que na licenciatura de Educação Básica foram objeto de apreciação 22 das UC (49%) e no Mestrado em Educação Pré-Escolar 8 das UC (50%).
Através de um das primeiras questões pretendia-se saber, desde logo, se os docentes trabalham, nas diferentes UC que lecionam, temáticas de ED. Constatou-se que, apenas face a três UC (duas da licenciatura e uma do mestrado), os docentes responderam negativamente, pelo que em 90% das UC se trabalham, segundo os inquiridos, temáticas de ED.
Das temáticas de ED abordadas nas UC, verificou-se que os valores mais elevados (acima dos 50%)
se registam na “educação para a cidadania”, “educação para os valores”, “igualdade de género”, “direitos humanos” e “discriminação”, conforme se pode constatar na leitura da tabela nº 1.
Tabela 1 - Temáticas abordadas nas UC
N %
Direitos humanos 17 57
Educação para a cidadania 19 63
Educação para os valores 18 60
Educação para a saúde 2 7
Igualdade de género 17 57 Tolerância 15 50 Discriminação 16 53 Recursos naturais/Ambiente 13 43 Consumo sustentável 1 3 Paz 9 30 Pobreza 7 23
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Confrontados com as estratégias utilizadas para a promoção da ED, os docentes inquiridos apontaram para muitas e variadas estratégias, mas dada a pertinência de algumas sugestões apresentadas, e não esgotando todo o seu universo, destacam-se apenas algumas respostas:
- Diálogo e reflexão crítica a partir de análises de textos ou através da construção de projetos semestrais. - Leitura e exploração de livros para crianças centrados nessas temáticas;
- As temáticas emergem da observação realizada pelos alunos em contexto escola/sala de aula e são, posteriormente, alvo de discussão, em grande grupo, na ESEP. As temáticas podem também ser exploradas no âmbito do relatório de observação elaborado pelas alunas.
- Debates (a partir de textos e outros documentos, como reportagens, filmes, etc.)
- Análise e discussão de casos; notícias; filmes; reflexão sobre práticas e situações vivenciadas.
- Através de orientação e reflexão do planeamento da ação educativa para os contextos da educação de infância
- Construção/utilização de instrumentos musicais com materiais recicláveis e recursos da natureza. Jogos musicais. Diálogo.
- …dando oportunidade a todos para participarem na construção do conhecimento.
Questionados acerca da pertinência da abordagem destes tópicos na formação de educadores e professores, constata-se que todos os professores consideram importante a sua abordagem.
Tendo em vista a justificação da resposta anterior, embora não esgotando todas as argumentações apresentadas, transcrevem-se algumas das justificações apresentadas pelos professores:
- A educação/formação de futuros profissionais de Educação deve ser realizada de forma integrada não ficando espartilhada em compartimentos e visões restritas de cada ciência. A formação global dos alunos permite-lhes um olhar e raciocínio crítico face à realidade do quotidiano, da sociedade mediatizada e de informação que hoje está acessível. A formação dos profissionais de educação nesta perspetiva permitir - lhe-á a transmissão deste tipo de postura a os seus futuros alunos e integrar nas suas funções valores e práticas de vida que vão muito além dos conhecimentos científicos. Posteriormente, quer professores quer alunos serão cidadãos mais interventivos conscientes e capazes de participar na alteração democrática das sociedades onde estão inseridos.
- (…) fundamental (…) de modo a sensibilizá-los para estas temáticas, para que, no seu futuro profissional, consigam desenvolver o espírito crítico e reflexivo dos seus alunos, nomeadamente no que diz respeito a questões de socialização e respeito pelo outro, nas suas manifestações plurais.
- (…) a abordagem a estes temas deve iniciar-se o mais precocemente possível, pelo que os futuros profissionais de educação deverão estar conscientes da sua importância na formação de cidadãos responsáveis e tolerantes, numa sociedade que todos queremos mais justa.
- A sociedade atual bem como os desafios que a globalização acarretam impõem a capacidade de estimular a criação de competências dirigidas para a capacidade de análise e atuação informada e esclarecida sobre os problemas e desafios existentes.
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- (…) dessa forma se poderá contribuir para que os futuros profissionais de educação se consciencializem do seu papel na formação de cidadãos responsáveis, críticos e tolerantes, e que adotem nas suas práticas medidas nesse sentido.
- São temáticas importantes na formação dos professores, quer para a sua formação enquanto indivíduos, quer enquanto formadores das novas gerações.