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4. ARAŞTIRMANIN YÖNTEM VE SINIRLIKLARI

2.3. TASAVVURAT

2.3.1. Lafız ve Delalet

2.3.1.3. İltizamla Delalet

Para desenvolver a pesquisa, utilizamos gravações em vídeo, anotações de campo, entrevistas com a professora e com os alunos e análise de artefatos utilizados em sala, como cadernos, atividades de sala e atividades avaliativas. Além disso, realizamos um questionário com os pais dos alunos da turma com o propósito de verificar o perfil socioeconômico e cultural da classe.

Para realizar as anotações no caderno de campo de forma detalhada, dividimos o caderno em duas colunas: na primeira, foi anotado o horário de início e término de cada evento; na segunda coluna, as observações em relação à atividade, ao comportamento e às ações da professora e dos alunos.

O nosso interesse esteve voltado para as aulas de português e, por isso, as filmagens se restringiram às aulas dessa disciplina. Isso, de alguma forma, dificultou o trabalho da pesquisadora, pois nem sempre as aulas eram no primeiro horário, impossibilitando a montagem antecipada do equipamento. As gravações totalizaram 12 fitas e um total de 24 horas de aulas. O foco da câmera mudou muito durante os dias de gravação, pois tentávamos buscar um melhor ângulo para captar a interação entre a professora e os alunos. Dessa forma, temos gravações das aulas do fundo, do meio e da frente da sala, o que nos possibilitou capturar as interações de quase toda a classe. Após as filmagens, digitalizamos e salvamos as gravações em DVDs, utilizando os programas Pinacle e Nero, respectivamente, a fim de posteriormente submetê-las à análise por meio das transcrições do material empírico.

Sendo o trabalho de análise orientado pela perspectiva etnográfica, achamos conveniente realizar, após as gravações dos dados empíricos e das detalhadas observações em campo, as transcrições, através dos Mapas de Eventos, das aulas gravadas para selecionar aquelas que contemplassem, da melhor maneira, os dados de que precisávamos para cumprir o nosso objetivo. Os mapas de eventos têm como objetivo apresentar as interações ocorridas em sala e o tempo gasto em cada evento, assim como identificar quem fala, com quem fala, com qual objetivo e em que contexto. Ou seja, “os mapas de eventos são instrumentos utilizados com o objetivo de representar o que aconteceu na sala de aula, um ciclo de atividades, construído pelos sujeitos através de um processo dialógico e interacional” (DIAS, GOMES e GREGÓRIO, 2010). Com isso, foi possível perceber a

construção das posições e das responsabilidades atribuídas a cada um dos membros que fazem parte daquele evento (GOMES, 2004; VARGAS, 2010).

Ao fazer os mapas, procuramos destacar os eventos e subeventos significativos para a análise e, por isso, os mapas contemplaram quatro categorias: o tempo, as atividades individualizadas e/ou em pequenos grupos, as atividades realizadas com a sala toda e os comentários da pesquisadora.

Mapa de eventos

Tempo individualizadas e/ou Atividades

pequenos grupos

Atividades com a sala

toda Comentários da pesquisadora

A primeira coluna foi importante para entender o tempo de duração dos eventos. A segunda e a terceira, para visualizar os tipos de interação que ocorreram e como eles ocorreram; e a última coluna foi importante para registrar todas as percepções a respeito do comportamento dos alunos e da professora que não se podia ver ou ouvir nas gravações das aulas.

Para a escolha das aulas significativas, tivemos como foco aquelas em que se trabalhou com o ensino da linguagem escrita e onde ocorreram interações e mediações significantes para a análise da construção das expectativas da professora. Após a escolha das aulas selecionadas para a análise, realizamos as transcrições na íntegra das sequências discursivas produzidas pelos participantes. Para isso, consideramos as unidades mínimas de mensagem; isso quer dizer que transcrevemos a menor unidade significativa da fala produzida pela e na interação. “Cada unidade de mensagem é definida em termos de sua origem, forma, propósito, nível de compreensão e as ligações entre elas” (DIAS, 2011, p. 70). De acordo com Gumperz (1982), as pistas de contextualização tem a função de marcar o limite da unidade de mensagem. Vargas (2010) completa as afirmações acima quando expõe que, através das sequências discursivas, podemos identificar o tempo gasto em cada interação, quem fala, quando fala, como fala, com qual propósito e com quais resultados.

As sequências discursivas foram feitas de acordo com a legenda apresentada a seguir:

QUADRO 5

SINAIS USADOS NAS SEQUÊNCIAS DISCURSIVAS

Legenda dos sinais usados nas sequências discursivas

( ) incompreensão de palavras ou segmentos

(hipótese) hipótese do que ouviu

: alongamento de vogal ou consoante, podendo aumentar para ::: ou mais (...) indicação de que a fala foi tomada ou interrompida em determinado ponto

MAIÚSCULAS entonação enfática

Fonte: CASTILHO, Ataliba; PRETI, Dino. A linguagem falada culta na cidade de São Paulo. v. II – Diálogos entre dois informantes. São Paulo: T. A. QUEIROZ/EDUSP, 1986. p. 9-10.

A transcrição das sequências discursivas contemplou três categorias mostradas a seguir:

Linhas Participantes Comentários da pesquisadora

Além das gravações em vídeo, realizamos entrevistas com os quatro alunos selecionados e a professora, que aconteceram nos meses de outubro e novembro de 2010. Elas foram realizadas no pátio da escola ou na sala de aula, durante a aula de informática. As entrevistas foram de suma importância para mostrar e conhecer a construção das expectativas da professora e perceber o que os alunos percebiam a respeito das expectativas construídas pela professora em relação a eles.

Outro instrumento necessário foi a formulação de um questionário socioeconômico e cultural aplicado aos pais, onde tínhamos como objetivo conhecer a realidade dessas famílias. Esse questionário foi um dos instrumentos decisivos para a seleção dos alunos.

Benzer Belgeler