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İlerleme Sabit Tutularak Kesici Takım, Kesme Hızı ve Talaş Derinliğine Bağlı Olarak Yüzey

4. KESİCİ TAKIM, KESME HIZI ve MALZEME CİNSİNİN YÜZEY PÜRÜZLÜLÜĞÜNE ETKİLERİNİN

4.5 İlerleme Sabit Tutularak Kesici Takım, Kesme Hızı ve Talaş Derinliğine Bağlı Olarak Yüzey

Analisando a origem da Pesquisa Qualitativa, fica evidente que esta nasceu da preocupação de entender o “outro”, sua realidade social e as relações que se estabelecem nesse espaço. De acordo com Denzin e Lincoln (2006, p.15 e 16), a origem da pesquisa qualitativa nas disciplinas humanas, em especial na sociologia, por meio do trabalho da Escola de Chicago, nas décadas de 1920 e 1930, está associada ao estudo da vida de grupos humanos; na antropologia, na mesma época, foi usada para traçar os contornos do método de trabalho de campo. Em pouco tempo, a pesquisa qualitativa foi empregada em outras disciplinas das ciências sociais e comportamentais.

Para os mesmos autores, a pesquisa qualitativa é, em si mesma, um campo de investigação. “[...] É atividade situada que localiza o pesquisador no mundo [...]. Envolve uma abordagem naturalista e interpretativa.” (DENZIN; LINCOLN, 2006, p.16). Eles deixam claro que as coisas são estudadas em seus cenários naturais, na tentativa de entender os fenômenos em termos dos significados que as pessoas a eles conferem e que cada prática ganha uma visibilidade diferente no mundo, por isso o compromisso em utilizar mais de uma prática interpretativa, com diversidades metodológicas.

Denzin e Lincoln (2006) são adeptos da pesquisa denominada “bricolage”, a construção que sofre mudanças e assume novas formas à medida que diferentes instrumentos são acrescentados, bem como métodos e técnicas de representação e de interpretação, o que assegura uma compreensão em profundidade do fenômeno estudado. Essa pesquisa, que traz em seu cerne uma característica interdisciplinar exige que o pesquisador, mais do que nunca, mantenha a coerência teórica com a inovação epistemológica, conforme alerta Kincheloe e Berry (2007, p. 15).

Nesse tipo de pesquisa, o pesquisador é um bricoleur, aprendendo a extrair conteúdos de disciplinas diferentes. Há que se destacar que esta não é uma tarefa fácil, “demanda que o

bricoleur dedique tempo ao estudo rigoroso de quais abordagens de pesquisa estão à

disposição e como elas podem ser empregadas em relação com os outros métodos” (KINCHELOE; BERRY, 2007, p. 18).

Trata-se de encarar a realidade como uma construção humana, tal qual preconiza o construtivismo, “uma versão do idealismo que enfatiza que o mundo que vivenciamos surge de realidades múltiplas e socialmente construídas” (GIBBS, 2009, p. 22), sem desconsiderar o que existe de comum entre as pessoas e as situações investigadas.

Atualmente, novos paradigmas de pesquisas apontam para a necessidade de uma abordagem que possibilite analisar o objeto em todas as suas dimensões. Há que se ressaltar, de acordo com Chizzotti (2008), a atual discussão em torno da crise dos paradigmas na sociedade contemporânea, na tentativa de provocar uma reflexão epistemológica sobre o estatuto das ciências na atualidade, questionando o determinismo clássico diante de eventos científicos como a relatividade, a robótica, a biotecnologia, entre outros. Segundo o mesmo autor, é preciso fazer um paralelo entre a visão clássica e alienante do mundo e as novas concepções constantes do núcleo central atual, como as noções de desordem, instabilidade e complexidade, que desafiam o pensamento contemporâneo.

Um novo paradigma é anunciado e uma nova racionalidade é necessária para suportar o avanço científico. Uma série de questionamentos são postos pelas ciências cognitivas, a pós- modernidade, a teoria do caos e as teorias sistêmicas, afirma Chizzotti (2008). E, algo que não pode ser ignorado é que “cada paradigma, ou cada perspectiva teórica, adota posturas epistemológicas diferentes em relação à natureza do conhecimento e da realidade” (MORAES; VALENTE, 2008, p. 13).

A fundamentação teórica, portanto, é de suma importância para orientar o pesquisador, atribuindo coerência a sua investigação. Ainda assim, é preciso considerar informações novas e não previstas, que emergem durante o processo de análise. Sobre essa questão, Moraes e Valente (2008) destacam que nossa realidade possui complexidade e indeterminações de onde surgem emergências que precisam ser levadas em consideração.

Da perspectiva de que uma das características da pesquisa qualitativa consiste na enorme quantidade de dados e informações coletados durante o processo de investigação, volume esse que tem aumentado com a possibilidade de acesso a bancos de dados informatizados, sites especializados, periódicos e outros repositórios que surgem a todo instante, o trabalho do pesquisador fica ainda mais difícil, pois quanto maior o volume de informações disponíveis, maior é o desafio diante do que deve ser selecionado. Além disso, ao

defrontar-se com uma vastidão de informação, é fácil deixar-se seduzir não só pelas palavras, mas pelas imagens e links que invadem os textos virtuais.

Uma metodologia capaz de facilitar e agilizar o trabalho do pesquisador, bem como legitimar a pesquisa qualitativa torna-se essencial. Os recursos tecnológicos podem ser um grande aliado nesta árdua, porém sedutora tarefa que atravessa toda a investigação.

A metodologia utilizada neste estudo, portanto, leva em consideração as ponderações postas e inclui o uso de recursos tecnológicos para a depuração dos conceitos, bem como para apoiar a análise dos dados e informações.

Apesar de a introdução deste capítulo ter abordado algumas das características da pesquisa denominada bricolagem, este estudo não adota o termo bricolagem na perspectiva estrita de Lévi-Strauss (1976)7, que o utilizou para descrever padrões característicos do pensamento mitológico.

No estudo em questão o termo está sendo usado para ressaltar a possibilidade de uso de diferentes instrumentos, bem como métodos e técnicas de representação e de interpretação, à medida que novos fatos vão emergindo da análise. Além disso, concorda, também, com a necessidade de o pesquisador atentar-se para a complexidade e as indeterminações do contexto de onde emergem os dados, realizando associações entre eles, a partir de uma postura crítica ante a realidade. Trata-se, apenas, de não descartar o imprevisto e o improviso, as relações entre as diversas áreas do conhecimento, e de não desprezar o uso de um recurso que não fora pré-concebido, se este for essencial para a análise dos dados. Assim, o termo aproxima-se mais daquele utilizado por Denzin e Lincon (2006), que inclui a noção de pesquisador bricoleur.