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A reposta de cada indivíduo do estudo foi avaliada em relação à atividade proliferativa das células T CD4, notou-se que a proteína Con A foi capaz de estimular a proliferação de células T CD4 derivadas de dois pacientes do grupo controle sem câncer em relação às células não estimuladas (Paciente 3: 1.747±0.1240 vs 0.0±0.0; Paciente 4: 1.439±0.1831 vs 0.0±0.0) (p<0,05). Resultado semelhante foi encontrado para as células T CD4 derivadas de um paciente do grupo CEC (Paciente 16: 0.4834±0.04750 vs 0.0108±0.0108) (p<0,05) (tabela 3). Quando a resposta das células T CD4 de cada paciente foi avaliada frente aos estímulos com os peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 foi observado que, por exemplo, o peptídeo do gene E6 do HPV-16 inibiu a proliferação das células de um paciente do grupo controle sem câncer (Paciente 7: 0.0016±0.0016), em comparação as células não estimuladas (Paciente 7: 0.0408±0.002596) (p<0,05). Padrão semelhante de inibição para as células T CD4 deste mesmo paciente foi encontrado quando as células foram estimuladas com o peptídeo E7 do HPV-16 (Paciente 7: 0.0052±0.0052 vs 0.0408±0.002596) (p<0,05).

Resultados 34

Tabela 3 - Resposta das células T CD4 e T CD8 de cada paciente do estudo frente

ao estímulo com os peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 e concanavalina A.

Grupos Pacientes Estadiamento Células T CD4 Células T CD8 E6 E7 Con A E6 E7 Con A Controle sem câncer 1 NM - - - - 2 NM - - - - 3 NM - - (+) - - (+) 4 NM - - (+) - - (+) 5 NM - - - (+) 6 NM - - - - 7 NM (-) (-) - - - - 8 NM - - - (+) 9 NM - - - (+) 10 NM - - - - CEC de cabeça e pescoço 11 I - - - (+) 12 II - - - - 13 III NM NM NM NM NM NM 14 IVA - - - (+) 15 IVA - - - (+) 16 IVA - - (+) - - (+) 17 IVA - - - (+) 18 IVA - - - - 19 IVA - - - - 20 IVB - - - -

Legenda: - não houve resposta significativa; NM: não mensurável; (-) Inibiu e (+) Estimulou para valores de p<0,05, quando comparado às células sem estímulo.

Em relação à atividade proliferativa das células T CD8 frente ao estímulo com Con A foi observado que as culturas celulares derivadas de cinco pacientes de ambos os grupos (controle sem câncer e CEC de cabeça e pescoço) apresentaram um aumento significativo de proliferação quando estimuladas com Con A, sendo no grupo controle sem câncer (Paciente 3: 1.290±0.1572 vs 0.0±0.0; Paciente 4: 0.5368±0.06188 vs 0.0±0.0; Paciente 5: 1.540±0.1299 vs 0.0±0.0; Paciente 8: 1.540±0.1299 vs 0.0±0.0; Paciente 9: 0.2876±0.02871 vs 0.0254±0.01913) (p<0,05) e no grupo CEC de cabeça e pescoço (Paciente 11: 0.1918±0.02406 vs 0.0558±0.01046; Paciente 14: 0.1468±0.06459 vs 0.0020±0.0020; Paciente 15: 1.123±0.1462 vs 0.0088±0.004862; Paciente 16: 0.4790±0.05365 vs 0.0244±0.015; Paciente 17: 0.9156±0.1951 vs 0.0226±0.0226) (p<0,05) (tabela 3).

Resultados 35

4.3 Efeitos dos peptídeos virais E6 e E7 sobre a concentração das citocinas (TNF-α, IFN-γ, IL-2, IL-4 e IL-10) no sobrenadante das células T.

Para avaliar os efeitos dos peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 sobre a produção das citocinas TNF-α, IFN-γ, IL-2, IL-4 e IL-10 pelas células T CD4 e CD8 derivadas de indivíduos sem câncer e pacientes com CEC de cabeça e pescoço, os níveis destas citocinas no sobrenadante da cultura celular foram mensurados por ELISA.

Os estímulos com os peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 nas células T CD4 e CD8 derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço apresentaram

uma diminuição da produção de TNF-α, quando comparado à produção desta

citocina pelo grupo controle sem câncer com o mesmo tratamento, dado estatisticamente não significativo (p>0,05).

As células T CD4 em condições basais (sem estímulo) derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço produziram maior quantidade de TNF-α quando comparadas as células T CD4 derivadas de pacientes do grupo controle sem câncer, padrão que não se manteve para as células T CD8 derivadas de pacientes com CEC de cabeça e pescoço, dados estatisticamente não significativos (p>0,05) (Fig. 2).

Resultados 36 Células T CD4 S/Estímulo E6 E7 0 10 20 30 40 50

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço A TN F -D ( pg/ m L) Células T CD8 S/Estímulo E6 E7 0 10 20 30 40 50

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço B TN F -D ( pg/ m L)

Figura 2 - Concentração de TNF-alfa no sobrenadante de células T CD4 (A) e T

CD8 (B) na presença de células apresentadoras de antígenos (APCs), tratadas ou não com o peptídeo sintético viral E6 do HPV-16 e peptídeo sintético viral E7 do HPV-16 durante 24 horas. Os dados representam a média (± SEM) dos valores da concentração em pg/mL de cada participante, seja do grupo de estudo (pacientes com CEC de cabeça e pescoço) ou participantes saudáveis (controle sem câncer), em sextuplicata biológica.

Resultados 37 O IFN-γ também foi avaliado no sobrenadante da cultura de células T CD4 e CD8 dos indivíduos dos grupos controle sem câncer e CEC de cabeça e pescoço. Os resultados mostraram que a produção de IFN-γ na cultura de células T CD4 e T CD8 dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço, assim como o TNF-α, apresentou uma diminuição quando comparada a cultura de células T CD4 e CD8 dos pacientes do grupo controle sem câncer, independente da presença ou ausência de estímulo com os peptídeos virais, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 3).

Observou-se também que o estímulo com os peptídeos virais não promoveu alterações significativas na produção de IFN-γ pelas células T CD4 e CD8 derivadas de ambos os grupos. A produção de IFN-γ se manteve a mesma ou apresentou uma discreta redução quando comparado a concentração da citocina nas células T CD4 e CD8 sem estímulo, células T CD4 e CD8 estimuladas com o peptídeo E6 e células T CD4 e CD8 estimuladas com o peptídeo E7, derivadas de pacientes com CEC de cabeça e pescoço. No grupo controle sem câncer, o mesmo padrão descrito para os pacientes com CEC de cabeça e pescoço foi observado, com exceção das células T CD8 tratadas com o peptídeo E7, que apresentou um discreto aumento da produção de INF-γ, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 3).

Resultados 38 Células T CD4 S/Estímulo E6 E7 0 20 40 60 80 100

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço A IF N -J ( pg/ m L) Células T CD8 S/Estímulo E6 E7 0 20 40 60 80 100

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço B IF N- J ( pg/ m L)

Figura 3 – Concentração de IFN-γ no sobrenadante de células T CD4 (A) e T CD8

(B) na presença de células apresentadoras de antígenos (APCs), tratadas ou não com o peptídeo sintético viral E6 do HPV-16 e peptídeo sintético viral E7 do HPV-16 durante 24 horas. Os dados representam a média (± SEM) dos valores da concentração em pg/mL de cada participante, seja do grupo de estudo (pacientes com CEC de cabeça e pescoço) ou participantes saudáveis (controle sem câncer), em sextuplicata biológica.

Resultados 39 Também avaliamos a concentração de IL-2 no sobrenadante da cultura de células T CD4 e CD8 dos grupos controle sem câncer e CEC de cabeça e pescoço. Os resultados mostraram que o peptídeo E6 do HPV-16 apresentou uma redução na produção de IL-2 pelas células T CD4 dos pacientes com CEC, quando comparado ao grupo controle sem câncer, dado estatisticamente não significativo (p>0,05). Em contrapartida, o peptídeo E7 do HPV-16 apresentou um aumento da produção de IL- 2 pelas células T CD4 dos pacientes com CEC, quando comparado ao grupo controle sem câncer, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 4A).

O tratamento com os peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 não influenciou significativamente a produção de IL-2 pelas células T CD8 derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço, a produção de IL-2 se manteve a mesma ou apresentou uma discreta redução, quando comparada a do grupo controle sem câncer, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 4B).

As células T CD4 em condições basais (sem estímulo) derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço apresentaram menor quantidade de IL-2 quando comparadas as células T CD4 derivadas de pacientes do grupo controle sem câncer, padrão que não se manteve para as células T CD8 derivadas de pacientes com CEC de cabeça e pescoço, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 4).

Resultados 40 Células T CD4 S/Estímulo E6 E7 0.0 0.2 0.4 0.5 1.0 1.5 2.0

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço A IL -2 ( p g /m L) Células T CD8 S/Estímulo E6 E7 0.0 0.1 0.2 0.3 0.5 1.0 1.5 2.0

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço B IL -2 ( p g /m L)

Figura 4 - Concentração de IL-2 no sobrenadante de células T CD4 (A) e T CD8 (B)

na presença de células apresentadoras de antígenos (APCs), tratadas ou não com o peptídeo sintético viral E6 do HPV-16 e peptídeo sintético viral E7 do HPV-16 durante 24 horas. Os dados representam a média (± SEM) dos valores da concentração em pg/mL de cada participante, seja do grupo de estudo (pacientes com CEC de cabeça e pescoço) ou participantes saudáveis (controle sem câncer), em sextuplicata biológica.

Resultados 41 Os peptídeos E6 e E7 do HPV-16 determinaram uma redução da produção de IL-4 no sobrenadante das células T CD4 derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço em relação aos pacientes sem câncer, porém estes resultados não atingiram significância (p>0,05). Já para as células T CD8 derivadas dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço, o peptídeo do gene E7 do HPV-16 aumentou a produção de IL-4 quando comparado às células T CD8 derivadas dos pacientes sem câncer, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 5).

Foi notado também que os peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16 não influenciaram significativamente a produção de IL-4 pelas células T CD4 e CD8 derivadas dos pacientes sem e com CEC de cabeça e pescoço, já que a produção de IL-4 se manteve a mesma ou apresentou uma discreta oscilação (aumento e redução), quando comparada às células sem estímulo, com exceção das células T CD8 estimuladas com o peptídeo E7 derivadas de pacientes com CEC de cabeça e pescoço, que demonstrou uma maior tendência em produzir IL-4, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 5).

Resultados 42 Células T CD4 S/Estímulo E6 E7 0.0 0.2 0.4 2 4 6 8 10

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço A IL- 4 ( pg/m L ) Células T CD8 S/Estímulo E6 E7 0.0 0.2 0.4 2 4 6 8 10

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço B

IL-

4 (

pg/m

L)

Figura 5 - Concentração de IL-4 no sobrenadante de células T CD4 (A) e T CD8 (B)

na presença de células apresentadoras de antígenos (APCs), tratadas ou não com o peptídeo sintético viral E6 do HPV-16 e peptídeo sintético viral E7 do HPV-16 durante 24 horas. Os dados representam a média (± SEM) dos valores da concentração em pg/mL de cada participante, seja do grupo de estudo (pacientes com CEC de cabeça e pescoço) ou participantes saudáveis (controle sem câncer), em sextuplicata biológica.

Resultados 43 Os resultados indicaram que a produção de IL-10 pelas células T CD4 e CD8 foi similar para ambos os tipos celulares. As células T (não estimuladas ou tratadas com o peptídeo E6) dos pacientes com CEC de cabeça e pescoço tiveram a produção de IL-10 diminuída, quando comparadas às células derivadas dos pacientes do grupo sem câncer, independente do tipo de células T. Dado contrário foi observado para as células T CD4 e CD8 tratadas com o peptídeo E7 do HPV-16 derivadas dos pacientes do grupo CEC de cabeça e pescoço, que apresentou um aumento da produção de IL-10, quando comparadas às células derivadas dos pacientes do grupo controle sem câncer, dados estatisticamente não significativos (p>0,05) (Fig. 6).

O estímulo com os peptídeos sintéticos dos genes E6 e E7 do HPV-16 realizado nas células T CD4 e CD8, derivadas de indivíduos sem câncer e pacientes com CEC de cabeça e pescoço, determinou a manutenção da mesma produção de IL-10 ou redução, quando comparada às células sem estímulo, com exceção das células T CD8 derivadas de indivíduos sem câncer, que receberam o estímulo com o peptídeo E6 e mostrou um aumento da produção de IL-10, quando comparado às células sem estímulo, dado estatisticamente não significativo (p>0,05) (Fig. 6).

Resultados 44 Células T CD4 S/Estímulo E6 E7 0 2 4 6 8

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço A IL -10 ( p g /m L) Células T CD8 S/Estímulo E6 E7 0 2 4 6 8

Controle sem câncer CEC de cabeça e pescoço B IL -10 ( p g /m L)

Figura 6 - Concentração de IL-10 no sobrenadante de células T CD4 (A) e T CD8

(B) na presença de células apresentadoras de antígenos (APCs), tratadas ou não com o peptídeo sintético viral E6 do HPV-16 e peptídeo sintético viral E7 do HPV-16 durante 24 horas. Os dados representam a média (± SEM) dos valores da concentração em pg/mL de cada participante, seja do grupo de estudo (pacientes com CEC de cabeça e pescoço) ou participantes saudáveis (controle sem câncer), em sextuplicata biológica.

Resultados 45

4.4 Peptídeo do gene E7 do HPV-16 é capaz de inibir a produção de citocinas

Avaliando a resposta das células T CD4 de cada paciente do estudo frente aos estímulos com os peptídeos virais, observamos que o peptídeo do gene E7 do HPV-16 foi capaz de inibir a liberação de todas as citocinas, porém apenas em alguns indivíduos de cada grupo. O TNF-α teve sua liberação pelas células T CD4 inibida pela proteína E7 do HPV-16 quando comparadas as células sem estímulo em três indivíduos do grupo controle sem câncer (Paciente 2: 10.01±2.091 vs 22.49±2.183; Paciente 7: 2.640±0.9401 vs 10.00±2.129; Paciente 10: 42.02±1.213 vs 57.21±3.286 – p<0.05) e em três pacientes com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 13: 4.964±1.047 vs 16.20±2.605; Paciente 16: 7.880±1.217 vs 18.77±1.101; Paciente 17: 8.197±2.010 vs 19.58±1.350 – p<0.05) (Tabela 4).

As produções de INF-γ e IL-2 pelas células T CD4 foram inibidas pelo peptídeo do gene E7 do HPV-16 quando comparado as células não estimuladas em apenas um pacientes de cada grupo, Controle sem câncer (Paciente 6: 66.12±1.487 vs 75.70±1.111 e Paciente 8: 0.5828±0.5596 vs 7.809±0.9661 – p<0,05, respectivamente) e CEC de cabeça e pescoço (Paciente 16: 50.07±2.185 vs 60.21±2.586 e Paciente 11: 0.0±0.0 vs 1.097±0.3268 – p<0,05, respectivamente) (Tabela 4).

Em relação à inibição da produção de IL-4 pelo peptídeo do gene E7 do HPV- 16 quando comparado ao grupo de células sem estímulo, notamos que apenas dois indivíduos do grupo controle sem câncer apresentaram essa resposta (Paciente 6: 1.719±0.1296 vs 3.063±0.06892 e Paciente 7: 1.915±0.05424 vs 2.648±0.1578 – p<0,05). Por fim, foi observado que o gene E7 do HPV-16 inibiu a produção de IL-10 nas células T CD4 em dois indivíduos do grupo controle sem câncer (Paciente 8: 0.0270±0.0270 vs 1.579±0.4119 e Paciente 10: 0.0030±0.0006 vs 0.0060±0.0005 – p<0,05), mas em nenhum paciente com CEC de cabeça e pescoço (Tabela 4).

O peptídeo do gene E7 do HPV-16 foi capaz de estimular a produção de IL-10 em apenas um paciente com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 13: 3.026±0.3863 vs 0.2155±0.2155 - p<0,05) (Tabela 4). O peptídeo do gene E6 do HPV-16 estimulou a produção de IL-2 em um indivíduo do grupo controle sem câncer (Paciente 10: 2.111±0.8447 vs 0.0±0.0 - p<0,05) e a produção de IL-10 em um paciente com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 13: 2.573±0.6078 vs 0.2155±0.2155 - p<0,05), enquanto foi capaz de inibir a produção de IL-4 pelas células T CD4 de um paciente

Resultados 46 com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 16: 3.172±0.05179 vs 3.679±0.1605 – p<0,05) (Tabela 4).

Tabela 4 – Resposta das células T CD4 de cada paciente frente ao estímulo com

peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16.

Grupos Pacientes Estadiamento TNF-α IFN-γ IL-2 IL-4 IL-10

Controle sem câncer 1 NM - - - - - 2 NM E7 (-) - - - - 3 NM - - - - - 4 NM - - - - - 5 NM - - - - - 6 NM - E7 (-) - E7 (-) - 7 NM E7 (-) - NM E7 (-) - 8 NM - - E7 (-) - E7 (-) 9 NM - - - - - 10 NM E7 (-) - E6 (+) - E7 (-) CEC de cabeça e pescoço 11 I - - E7(-) - NM 12 II - - - - - 13 III E7 (-) - NM - E6 e E7 (+) 14 IVA - - - - - 15 IVA - - - - - 16 IVA E7 (-) E7 (-) - E6 (-) - 17 IVA E7 (-) - NM - - 18 IVA - - - - - 19 IVA - - NM - - 20 IVB - - - - -

Legenda: - não houve resposta significativa; NM: não mensurável; (-) Inibiu e (+) Estimulou para valores de p<0,05, quando comparado às células sem estímulo.

Em relação às células T CD8 notamos que o peptídeo do gene E7 do HPV-16 inibiu a liberação de todas as citocinas em alguns indivíduos de cada grupo. O TNF- α teve sua produção inibida pelo peptídeo do gene E7 do HPV-16 em quatro indivíduos do grupo controle sem câncer (Paciente 2: 4.333±1.576 vs 14.80±2.745; Paciente 6: 8.434±1.047 vs 16.15±0.8901; Paciente 9: 46.55±1.893 vs 61.51±3.249 e Paciente 10: 36.23±1.201 vs 52.79±3.657 - p<0,05) e em quatro pacientes com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 11: 4.154±1.554 vs 13.29±0.9731; Paciente 13: 5.205±0.7424 vs 10.01±0.9103; Paciente 16: 10.60±1.638 vs 17.95±1.069 e Paciente 19: 14.19±3.789 vs 28.63±1.498 - p<0.05) (Tabela 5).

Em três pacientes do grupo controle sem câncer foi observado que o peptídeo do gene E7 do HPV-16 inibiu a produção de IFN-γ pelas células T CD8

Resultados 47 (Paciente 6: 62.50±0.8903 vs 70.81±0.7313; Paciente 7: 45.42±0.4823 vs 52.08±0.4929; Paciente 9: 52.93±6.316 vs 73.12±0.6013 – p<0,05). O mesmo padrão de inibição foi observado para as células T CD8 em três pacientes com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 16: 48.14±1.215 vs 57.63±1.186; Paciente 17: 59.05±1.008 vs 69.23±2.329 e Paciente 19: 61.43±1.369 vs 74.02±1.139 – p<0,05) (Tabela 5).

A produção de IL-2 foi inibida pelo peptídeo do gene E7 do HPV-16 nas células T CD8 de apenas um paciente do grupo de CEC de cabeça e pescoço (Paciente 11: 0.0±0.0 vs 1.001±0.5553 - p<0,05). Em relação à produção de IL-4 e IL-10 pelas células T CD8, notamos que houve uma inibição de IL-4 pelo peptídeo do gene E7 do HPV-16 em apenas um indivíduo de cada grupo, Controle sem câncer (Paciente 8: 4.078±0.1247 vs 4.903±0.1634 – p<0,05) e CEC de cabeça e pescoço (Paciente 16: 2.801±0.04357 vs 3.353±0.1774 – p<0,05). E em três pacientes do grupo controle sem câncer, o peptídeo E7 inibiu a produção de IL-10 pelas células T CD8 (Paciente 8: 0.03167±0.03167 vs 1.790±0.7557; Paciente 9: 0.003667±0.0003333 vs 0.006333±0.000333 e Paciente 10: 0.0008333±0.0004014 vs 0.01217±0.007985 – p<0,05 (Tabela 5).

Por outro lado, o peptídeo do gene E7 do HPV-16 foi capaz de estimular a produção de IL-2 pelas células T CD8 derivadas de um indivíduo do grupo controle sem câncer (Paciente 8: 25.82±25.82 vs 5.541±1.065 – p<0,05) (Tabela 5).

O peptídeo do gene E6 do HPV-16 influenciou a produção de todas as citocinas avaliadas pelas células T em pelo menos um paciente, exceto para TNF-α. Notamos que o peptídeo E6 inibiu a produção de IFN-γ pelas células T CD8 em dois pacientes do estudo, sendo um do grupo controle sem câncer (Paciente 9: 61.53±1.718 vs 73.12±0.6013 – p<0,05) e um paciente com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 19: 64.40±1.404 vs 74.02±1.139 – p<0,05), inibiu a produção de IL-2 pelas células T CD8 derivadas de um paciente com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 11: 0.0±0.0 vs 1.001±0.5553 – p<0,05) como também de IL-4 pelas células T CD8 de um paciente do grupo controle sem câncer (Paciente 5: 2.789±0.03495 vs 3.409±0.1668 – p<0,05). O peptídeo do gene E6 do HPV-16 estimulou a produção de IL-10 pelas células T CD8 derivadas de um paciente com CEC de cabeça e pescoço (Paciente 17: 2.472±0.3996 vs 0.2415±0.2415 – p<0,05) (Tabela 5).

Resultados 48

Tabela 5 – Resposta das células T CD8 de cada paciente frente ao estímulo com os

peptídeos dos genes E6 e E7 do HPV-16.

Grupos Pacientes Estadiamento TNF-α IFN-γ IL-2 IL-4 IL-10

Controle sem câncer 1 NM - - - - - 2 NM E7 (-) - - - - 3 NM - - - - - 4 NM - - - - - 5 NM - - - E6 (-) - 6 NM E7 (-) E7 (-) NM - - 7 NM - E7 (-) NM - - 8 NM - - E7 (+) E7 (-) E7 (-) 9 NM E7 (-) E6 e E7 (-) NM - E7 (-) 10 NM E7 (-) - - - E7 (-) CEC de cabeça e pescoço 11 I E7 (-) - E6 e E7 (-) - NM 12 II - - - - - 13 III E7 (-) - - - - 14 IVA - - - - - 15 IVA - - - - - 16 IVA E7 (-) E7 (-) - E7 (-) - 17 IVA - E7 (-) - - E6 (+) 18 IVA - - - - - 19 IVA E7 (-) E6 e E7 (-) - - - 20 IVB - - - - -

Legenda: - não houve resposta significativa; NM: não mensurável; (-) Inibiu e (+) Estimulou para valores de p<0,05, quando comparado às células sem estímulo.

4.5 DNA do HPV-16 está presente apenas em uma amostra de saliva de