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E.6 Halka arzdan kaynaklanan sulanma etkisinin miktarı ve

5.3. İhraç edilecek paylara ilişkin riskler:

Apesar de ainda haver um debate sobre o que realmente caracteriza uma pesquisa qualitativa, pretendemos registrar marcos sobre o que consideramos, a fim de contextualizar e demarcar a nossa investigação. Baseando-nos em Bogdan e Biklen (1982), destacamos quatro características:

 Tem ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento.

Isso reflete diretamente na nossa interpretação, carecendo, então, de explicitar as circunstâncias particulares em que determinado objeto se insere. Em outros termos, as pessoas, os gestos, as palavras estudadas devem ser referenciados ao contexto onde aparecem.

 Os dados coletados são predominantemente descritivos.

Ao descrever dados, pessoas, situações, extratos de documentos, entre outros, é importante usar citações que respaldem tais descrições. Devemos estar atentos ao maior número possível de elementos presentes na situação a ser estudada.

 A preocupação com o processo é muito maior do que com o produto. O maior interesse é entender como determinada situação ocorre, como se manifesta, qual é o significado que as pessoas dão às coisas. Medidas quantificativas, nesse momento, não ajudam a compreender a situação.

dos dados num processo de baixo para cima” (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p.13)

Acrescentamos características, segundo Creswell (2010), como lente teórica, que diz respeito às lentes utilizadas pelos pesquisadores para enxergar seus estudos, e o relato holístico, que envolve o relato de múltiplas perspectivas, a identificação dos muitos fatores envolvidos em uma situação e, em geral, o esboço do quadro amplo que emerge.

De acordo com Appolinário (2012):

Diferentemente das pesquisas quantitativas, a abordagem qualitativa apresenta certos elementos – como recursividade, por exemplo, que implicam o fato de a análise poder se iniciar até mesmo ao longo da fase de coleta de dados.

Além disso, temos ainda a questão da validade externa: seriam os resultados das pesquisas qualitativas generalizáveis?...[ ] o fato é que pesquisa qualitativa não busca generalização. Assim, a análise de dados terá por objetivo simplesmente compreender um fenômeno em seu sentido mais intenso, em vez de produzir inferências que possam levar à constituição de leis gerais ou a extrapolações que permitam fazer previsões válidas sobre a realidade futura. (p.162)

Para nós, uma ideia desse tipo de pesquisa é identificar categorias, padrões e relações entre os dados coletados, de forma a desvendar seu significado por meio da interpretação e da comparação dos resultados com outras pesquisas e referenciais teóricos. Para D’Ambrósio (apud BORBA; ARAÚJO, 2006), “a pesquisa qualitativa lida e dá atenção às pessoas e às suas ideias, procura fazer sentido de discursos e narrativas que estariam silenciosas. E a análise dos resultados permitirá propor os próximos passos” (p.19).

Appolinário (2012) apresenta, de acordo com Tesch (1990), alguns princípios úteis que consideramos em nosso processo de análise qualitativa:

 A análise pode suceder a ocasião da coleta de dados: ainda em campo, o pesquisador pensa sobre suas observações e impressões, o que pode influenciar, inclusive, etapas posteriores da coleta de dados;

 O procedimento de análise é sistemático e compreensivo, mas não é rígido; chega ao fim, com o desvelamento de padrões e regularidades que possam ser objeto de atribuição de significados pelo pesquisador;

 O principal processo analítico utilizado é o da comparação, ou seja, o pesquisador utiliza a comparação, para construir e refinar as categorias e descobrir padrões e, ao final, examina as categorias e os padrões

descobertos em face de teorias e resultados de outras pesquisas correlatas.

Para esse autor (2012), há diferentes formas de analisar dados em pesquisas desse tipo, dependendo das escolhas teórico-metodológicas feitas pelo pesquisador, por exemplo: o método de codificação teórica, a análise de conteúdo, a análise do discurso, a fenomenologia e suas variações, entre outras (cf. Fig. 13).

De acordo com Miles e Huberman (1994), o processo de seleção e redução de dados já faz parte da análise. As decisões do pesquisador, sob as quais os dados são destroçados e separados, para, depois, ser codificados e dos quais surgirão os padrões que sumarizam o número de separações, são analíticas. Redução de dados não significa necessariamente quantificação. Consideramos, de acordo com indicação desses mesmos autores, que a apresentação dos dados inclui tipos de matrizes, gráficos, cartazes, de forma que possam ser planejados, para as informações serem organizadas e acessadas rapidamente. Conclusões finais podem não aparecer até que a coleção de dados e informações esteja coberta, dependendo do tamanho do corpus do campo de notas, da codificação, do armazenamento, da recuperação dos métodos utilizados, da sofisticação do analista e dos recursos das agências financiadoras. Processos de verificações de validade também são incluídos nos procedimentos de análises. (cf. Fig. 15)

Figura 15 - Componentes da análise de dados: modelo interativo Fonte: Miles e Huberman (1994, p.12)

Exposição de Dados Conclusões: Esboço/verificação Coleção de Dados Seleção/ redução de dados

analista pode voltar a examiná-los, para tentar detectar temas e temáticas mais frequentes. Para Ludke e André (1986, p.42), “esse procedimento, essencialmente indutivo, vai culminar na construção de categorias ou tipologias”.

De acordo com Patton (1990), o esforço de detectar padrões, temas e categorias é um processo criativo que requer julgamento cuidadoso sobre o que é realmente relevante e significativo nos dados. Como os indivíduos que recorrem à análise qualitativa não têm testes estatísticos, a fim de validar explicitamente se uma observação é ou não significativa, devem valer-se da própria inteligência, maturidade e ponderação.

Alguns recursos estatísticos podem ser utilizados desde que tenhamos variáveis explícitas nos dados. Para Apollinário (2012), quando investigamos certos fenômenos por meio de pesquisas científicas, organizamos nossa percepção e nossa compreensão da situação pelo uso de variáveis. Ele entende variável como os aspectos ou as propriedades daquilo que examinaremos e que possui um conteúdo inconstante, ou seja, varia. Assim, as variáveis são as características ou as dimensões que o pesquisador elege como relevantes para a sua investigação, então constituem entidades organizadoras centrais de um trabalho científico.

Quando o montante de dados é grande, como em uma pesquisa que coleta dados por meio de questionários, entrevistas e outros recursos, o analista necessita de um meio que possa ajudá-lo a extrair dados das inúmeras folhas de papel que se têm. Existem softwares de análise qualitativa que podem auxiliar. Podemos citar alguns, como MAXqda, Altas.ti, QRS NVIVO, HyperREARCH. Porém, tivemos necessidade de utilizar um software somente na análise da terceira tabela, onde os dados se avolumaram. Nesse caso, utilizamos o QRS NVIVO 09, a última versão.

Em nosso trabalho, também fazemos uso de alguns recursos estatísticos que visam aprofundar informações, subsidiar resultados. A fim de complementarmos a análise, utilizamos os dados numéricos. Para Bardin,

A abordagem quantitativa e a qualitativa não têm o mesmo campo de ação. A primeira obtém dados descritivos por meio de um método estatístico. Graças a um desconto sistemático, esta análise é mais objetiva, mais fiel e mais exata, visto que a observação é mais bem controlada. A segunda corresponde a um procedimento mais intuitivo, mas também mais maleável e mais adaptável a índices não previstos ou à evolução das hipóteses (BARDIN, 2011, p.145).

No caso da abordagem qualitativa, a tendência é analisar os dados de forma indutiva, com características descritivas, e o significado é de importância vital (BODGAN; BIKLEN, 1994). Assim, cautelosos para não nos precipitarmos, certos de ser essa uma ação plausível no ato de investigar, hipotetizar, baseamo-nos nos conselhos de Bardin (2011):

Além do mais, o risco de erro aumenta porque se lida com elementos isolados e com frequências fracas, daí a importância do contexto. Contexto da mensagem, mas também contexto exterior a este; quais serão as considerações de produção, ou seja, quem é que fala a quem e em que circunstâncias? Qual será o montante e o lugar da comunicação? Quais os acontecimentos anteriores ou paralelos? (BARDIN, 2011, p.145)

Certos de que o risco de uma abordagem puramente qualitativa pode ser polêmica e percebendo falta de auxílio numérico, recorremos a uma suplementação pela análise quantitativa com o intuito de desenvolver uma combinação que fortaleça as análises. De forma resumida, mas objetiva, podemos considerar que, se a pesquisa for qualitativa, as respostas podem ser interpretadas global e individualmente; se for quantitativa, podemos utilizar a estatística como uma forma direta de mensurar elementos tanto subjetivos como objetivos.