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İbn Ebî Leylâ’nın Ebû Hanîfe İle Münasebetleri ve Ebû Hanîfe’nin Fetva

III. İHTİLAF KAVRAMI VE İHTİLAFLA İLGİLİ KİTAPLAR

3. İbn Ebî Leylâ’nın Ebû Hanîfe İle Münasebetleri ve Ebû Hanîfe’nin Fetva

Biblioteca e Centro de D ocumentação do MASP

como o papel do design enquanto componente fundamental do processo tecnológico. Ambas as exposições eram formas de demonstração da capacidade e importância do design à indústria brasileira, na medida em que a disciplina se coni gurava cada vez mais como um instrumento de negócios traduzido em qualidade do produto.

É, portanto, este o contexto do País e a contribuição do Museu por meio de suas exposições ao debate da produção nacional. E como forma de evidenciar esta contribuição elegeu-se as exposições: Desenho Industrial da Escandinávia, realizada em 1973; e a exposição Produto – Forma – História –  anos de Design Alemão, apresentada em 1988, dentre as mostras dedicadas à exibição da produção de design internacional que serão discutidas a seguir com maior aprofundamento, seja pela capacidade de síntese em relação às temáticas também recorrentes às demais exposições, seja pela riqueza da documentação presente no acervo do Museu. Das exposições dedicadas à produção nacional, duas delas são fundamentais: a exposição Mobiliário Brasileiro – Premissas e Realidade, realizada em 1971, e a exposição Mostra do Produto Brasileiro: design e tecnologia, apresentada em 1989. Ambas em momentos distintos da história do Museu e da história brasileira: a primeira, no início da intensii cação dos debates ao tema, apresenta farto material. A outra, já em 1989 e com escasso material localizado no acervo do Museu, foi composta pela exibição de peças inscritas pelas próprias empresas e designers e tinha como objetivo a promoção do design como elemento fundamental para o desenvolvimento da produção nacional. O ano de 1989 é também o último da gestão de Pietro Maria Bardi na direção do Museu e encerramento de uma década na qual a sucessão política do País e as profundas mudanças econômicas a partir dos anos 1990 determinariam ainda novos rumos à discussão acerca do papel da disciplina no Brasil. O texto a seguir dedicar- se-á a apresentar três das exposições acima citadas, não somente em virtude da importância de cada uma delas, como também pela disponibilidade de acesso a fontes seguras dos eventos.

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ESEN H O

IN D U ST RI A L

D A

ESC A N D I N Á V I A

40 EX PO SIÇÃO DESEN HO IN D USTRIAL DA ESCAN D IN ÁVIA 1971

Biblioteca e Centro de D ocumentação do MASP

A exposição Desenho Industrial da Escandinávia, realizada em março de 1971, no MASP, fora organizada pelos arquitetos suecos Jan Dranger e Johan Huldt, por ocasião da II Bienal de Desenho Industrial, realizada no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro (MAM – RJ) em 1970 e, provavelmente, seguiria a São Paulo, para exibição no Museu. Carmem Portinho, à época diretora da Escola Superior de Desenho Industrial, solicita a Bardi que a mostra brasileira, que incluía a representação da ESDI, fosse também exibida em São Paulo, dada a importância da cidade como centro industrial.

Prezado Bardi,

Como é de seu conhecimento, a II Bienal Industrial de D esenho Industrial acaba de ser inaugurada no MAM, com uma parte nacional e outra estrangeira. Ambas as representações são muito interessantes, principalmente a mostra da Escandinávia. A mostra brasileira inclui uma parte da ESD I que foi toda programada e executada aqui na Escola com orientação de nossos professores.

Em nossa representação está fazendo tal sucesso que os arquitetos suecos que vieram montar a expô da Escandinávia, pediram para levá-la posteriormente para a Suécia a fi m de ela percorrer os demais países escandinavos. Entretanto, nós da ESD I, preferíamos que ela fosse exposta em São Paulo que é nosso maior centro industrial.

Venho pois consultar-lhe sobre a possibilidade de, juntamente com a exposição da Escandinávia, expor aí em São Paulo a parte brasileira ou pelo menos a mostra da ESD I que está muito interessante.

41 EX PO SIÇÃO DESEN HO IN D USTRIAL DA ESCAN D IN ÁVIA 1971

Biblioteca e Centro de D ocumentação do MASP

Muito lhe agradeceria uma resposta breve para organizarmos nosso programa antecipadamente.

Muito lhe agradeço. Cordialmente,

Carmem Portinho, D iretora 8

Se o catálogo da exposição e a fortuna crítica não relatam a participação da mostra brasileira, as imagens localizadas no arquivo do Museu coni rmam a presença dos trabalhos da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU– USP) conjuntamente com a mostra dos produtos escandinavos.

Em continuidade com o debate proposto pela II Bienal de Desenho Industrial, a mostra, organizada com a colaboração de instituições representantes dos países Escandinavos, tinha como objetivo demonstrar, às indústrias paulistas, um modelo de alta qualidade da produção industrial, similar ao que já se encontrava nos tradicionais campos da produção escandinava. Ainda que no Brasil já existissem uma série de empresas com concessões para a produção de originais suecos, a mostra procurava, a exemplo da experiência escandinava, estimular o desenvolvimento de uma cultura produtiva baseada nas necessidades regionais e não no aproveitamento de originais externos, abrindo também mercado de trabalho aos designers formados pelas instituições brasileiras, que à época, encontravam grandes dii culdades de inserção proi ssional. E Bardi, no texto de abertura do catálogo da exposição, é quem faz um balanço das atividades do Museu em torno da disciplina:

42 EX PO SIÇÃO DESEN HO IN D USTRIAL DA ESCAN D IN ÁVIA 1971

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“A realização da exposição “D esenho Industrial Escandinavo” oferece-nos a oportunidade para relembrar um dos tantos fatos que, durante os vinte e quatro anos, se desenvolveram neste Museu, fundado pelo grande e inesquecível brasileiro Assis Chateaubriand. Há vinte anos inauguramos a primeira escola de “industrial design”: o Instituto de Arte Contemporânea, nos moldes mais convenientes, com vinte vagas, dos aprovados cinco eram bolsistas de outros estados. O curso desenvolveu-se com resultados altamente positivos tendo alguns alunos terminado seus estudos na Escola de Ulm, dirigida por Max Bill que, nesse tempo, realizava no Museu sua primeira exposição fora da Suíça. Sempre foi nosso princípio lançar ideias e indicar os caminhos técnicos para uma cidade com milhões de habitantes e bastante dinâmica, para que outros seguissem o exemplo. Formamos também a primeira escola de propaganda, hoje com vida própria e sempre progredindo, o primeiro curso de cinema; um curso para a formação de professores de desenho onde, ao lado do ensino do desenho matemático, se desenvolvia o ensino do desenho da história da arte, sociologia, psicologia etc.; a primeira orquestra sinfônica juvenil e outras inúmeras iniciativas, sempre pioneiras, essa era a tarefa de uma célula museográfi ca ativa e nova.

Infelizmente, quando transferimos, generosamente, todos os cursos, já estruturados e em pleno funcionamento, a outra instituição, tudo foi por água abaixo. São Paulo, capital da indústria latino-americana, ainda espera por sua escola de “industrial design”. O Museu não se furtará em participar de todas as iniciativas neste sentido e apoiará todas as manifestações “a latere” da arte-arte. Eis que, após a exposição “História em Q uadrinhos” abrimos a sala para a do “D esenho Industrial Escandinavo” a respeito da qual seria supérfl ua

uma ilustração: vem do báltico tudo o que nesse campo se produz de mais digno. O Museu sente-se orgulhoso em apresentar essa manifestação e agradece a Alexandre W ollner, antigo aluno do Instituto de Arte Contemporânea, em tê-la organizado para nós.”9

43 EX PO SIÇÃO DESEN HO IN D USTRIAL DA ESCAN D IN ÁVIA 1971 Biblioteca e

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De alguma forma, o texto de Bardi, bem como o papel do Museu em acolher propostas expositivas oriundas de diversas instituições, não revelam o mesmo entusiasmo dos primeiros anos da fundação do Museu. O MASP, que inovara numa série de iniciativas para o campo do design, certamente ressente-se da morte de seu fundador Assis Chateaubriand no apoio às iniciativas e, em parte, transmitirá a outras instituições o papel de promotor de uma cultura de design no País. À exceção de um discurso do qual o Museu não se furtará em defender por meio de suas atividades e que será ainda tema discutido mais adiante nesta tese.

44 BAUHAUSEO TEMPOD O S

MO D ERN ISTAS 1974 Biblioteca e

Centro de D ocumentação do MASP.

PRO D U T O

– FO RM A – H

I ST Ó RI A

Benzer Belgeler