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A- Kiracının borçları

2. İşletme borcu

INOIPO I CPOOC

i

3 S

antigos funcionários d o Ministério d o Traba lho em pro l daquelas

l ideranças , o que s e buscava era exatamente "dar uma chance aos representantes s indica i s " e , com i s s o , centrar no parti d o a marca o tra a a or S 1n 1ca 1za o . d b Ih d ' d ' I ' d 1 6

Outros exemplos con firmam e s sa orientação , Uma das

ma i s expre s s iva s f iguras do PTB na Para íba dec lara que neste

estado "não t inha um só pre s idente de s ind icato , novo ou ve lho ,

que nao fosse membro do d iretorio do PTB " . , 17 Em Sao Paulo - a

s ituação se repete . Essa sistemática daria ao partido emergen te o conteúdo necessário ,

as suas apregoadas bandeiras getuli§.

ta e trabalhista . A presença marcante de l ideranças s ind icais operaciona l izar i a , em termos prá ticos , a partic ipação dos s indi catos na pO l í tica instituciona l e , nesse sentid o , acionaria diretamente aquilo que era a matéria-pr ima por exce lên c ia do

traba lhismo getulista : o traba lhador organizado .

Discutir as conotações corpora t ivas dessa organizª

çao foge aos l imites deste traba lho, que tampouco visa ana l isar

acuradamente o pape l do PTB como instrumento de representª ção po l ítica dos traba lhadore s . O que importa ,

reter aqui e que o PTB surge como um part ido que tem por função cana l izar os e§. forços inve stidos pe l o Estado Novo na organ ização s indical dos

traba lhadores , e, nestes t ermo s , e l e foi bem sucedido .

Se Vargas não era , n em nunca foi , um homem afe ito ,

a pO l ítica partidária , não deixa de ser verdade que sempre procy rou as mais adequadas fórmulas pol íticas no sen t ido de capitª l izar o apoio popular . O PTB foi um es forço c l aro nessa dir�

çao . Não era e s sa a prime ira tentativa desse teor ; no entan

1 6

Jo sé Gomes Talarico ( depo imento ) . vGV/Cpdoc , H i stória Oral . p . S .

1 7

3 6 t o f o i a prime ira que , n o Bras i l , conseguiu chegar a bom termo .

Por tudo isso , o PTB foi o lado ma is modernamente organ izado da

po l í tica trabalhista : os s indicatos tornavam-se as ba ses efeti

vas de um partido político .

Algumas de suas seçoes conseguiram s e e s tabe lecer em ba ses muito só l ida s , como por exemplo Rio Grande do Sul e Di stri

to Federa l . No Rio Grande do Sul o PTB era o part ido hegemôni

co e esta seçao regiona l era a ma i s importante de ,

todo o pa�s . Nem o PSD nem a UDN conseguem se articular como forç a s s igni

f icativas de situação ou opos ição nesse e stado . A fonte desse poder era or iunda fundamentalmente da l iderança e do contro l e que Vargas exerc ia sobre a pOl ítica de seu e stado nata l . Não é surpreendente que nasça exatamente no Rio Grande do Sul um dos e s forços mai s marcantes de construção de uma doutr ina

traba lh ista para o part ido : Alberto Pa squa l i n i .

Já no Distrito vedera l , embora igualmente fort e , o

PTB depara-se com uma força riva l . A UDN possuía na capital

federal bases soc i a i s s ó l idas advindas ba s icamente de um ape lo

popular muito bem construído pela l iderança de Carlos Lacerda .

Outras un idadp.s da federação t iveram um PTB expr e s s ivo mas nao compa ráve l aos dois casos anteriores : Rio de Janeiro , Amazonas

e Minas Gera is .

são Paulo seria um caso notável de contradições .

Sendo o e s tado que possuía o movimento operário e s indical

ma is importante do país . tudo l evaria a supor que o PTB pauli�

ta estaria fadado a ser um grande partido . Não é isso que Q

corre . Contudo, e steve longe de ser um part ido " fraco" . voi

sempre uma força pol ítica chave nas grandes articu l ações parti dárias quer a nível e s tadual , quer a nível federa l . Mas nunca

3 7 mente junto à s massas traba lhadoras mobilizadas por outras li deranças corno a do ademar ismo e sobretudo a do janismo .

natura lment e , sem falar do pape l dos comun i stas .

I s to ,

Não obstante o sucesso da proposta e os resultados

ele itorais favorávei s , o PTB desde muito cedo mergulharia numa crise abissal de organ ização . É interessante observar que e.§. ta crise será maior , em todo o pa ís , a proporção que o seu

sucesso ele itoral aumenta . É i s so exatamente ca pr inc ipa lmente a partir de 194 7 , l ogo após

o que se verifi as e l e ições e s tª

dua i s de janeiro, para se agravar a inda mais nas c ipais de novembro .

e l e ições muni

Desde sua criação existiu no PTB um grupo que se prQ

pos a apoiar a candida tura Dutra e poster iormente seu governo .

Esse grupo era l iderado inic ia lmente por Luís Augusto Fran

ça e depois pelo pau l i s ta Hugo Borgh i , que e ra insis tente de fen

sor da a l iança do PTB com o novo pre s idente . Mas as divergên

cias não se restr ingiam apenas ao tipo de re lação que o parti

do deveria ter com a administração governamenta l . Lideranças

exponenc iais corno Segadas Viana , Danton Coe lho , Marcondes Fi

lho , Hugo Borghi e Baeta Neve s , dentre outros , v ivenciaram ri va l idade s constantes que s e traduziam em crises suc e s s ivas .

Baeta Neve s , pres idente do PTB desde a sua prime ira convençao ( 1 4/ 8 / 4 5 ) , era objeto de freqüentes críticas por parte de Ma!: condes Filho até ser subst ituído em julho de 1948 . Ne s s e momen to , o cargo passa a ser exerc ido pelo próprio Varga s e a vice­ pre s id ência por Sa lgado F ilho . O que está s empre em j ogo ne.§. sas divergência s , a l ém das naturais d i sputas pe lo poder dentro

do partido , é o tipo de compromisso que a agremiação deveria

ter com o movimento popular . Baeta Neve s , por exemplo , seria

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rotulado como o " PTB palac iano " .

De qualquer forma , o que s e observa de 1945 a 1 948 e um aprofundamento dos problemas do partido do ponto de vista organ izaciona l . Essa crise não sign i f icou obstrução ao cresci

mento do PTB em termos de diretórios mun icipa i s . Ao contrár io , e s se período foi exatamente o momento de nac iona l i zação do pa!:

t ido no sentido de sua presença em todo o território bra s i l ei ro . Esse crescimento , porém , tem s eu lado negat ivo , pois permi te que se a l imentem disputas internas . Mas a crise nao se re� tringe a essa expan sao tão rápida quanto de sordenada . Ela era ba sicamente uma ques tão de identidade . o PTB e s tava , efetiva mente , vivenc iando no d ia-a-dia a prob lemática de ser tanto um partido de traba lhadores e l ideranças sindicai s , quanto um pa!:

t ido de Vargas . Como um partido de bas e s s indica l istas , com

portava divergências em nada desprezíve i s . Como um part ido fun

dado na mística de Varga s , atraía muitos inter e s sados em ti rar proveito dessa incríve l fonte de votos . Brigava- s e , em sg ma , pe las formas de conquistar o apoio dos trabalhadore s ,

também pelo controle do prestígio de Varga s .

como

Se o PTB era em grande parte o partido de Vargas e i sto lhe trazia ben e f íc ios ímpares , por outro lado ,

va problemas muito sérios . O "don o " do partido era maior do

que o próprio partido . Além do mais , havia muitqs que se autod�

nominavam herde iros natura i s e legítimos repre sentantes desse

chefe pOlítico e " patrão " .

Examinando d iversas fontes documentai s , e poss {ve l

e stabe l ecer uma cronologia na traj etória do PTB que i lustra

bem o ponto de vista que está sendo destacado . Até meados de

1947 a grande preocupação dos trabalhistas e de Vargas e ra com

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as d iscussões e confrontos que dominavam o PTB revelam a d ive!: s idade de grupo s , bem como a inten s idade que a luta interna gª

nhara nesse per íodo . o caso de são Pau lo é um exemplo paradig

mático desse impasse . As eleições desse ano ocupam bastante a vida po lí tica do pa ís e o sucesso e l e itora l do PTB só faz acen tuar sua s que stões de organização . No início de 1948 e las s� rão marcantes e vários e s forços são tentados no s en tido de nQ vamente reestruturar seus quadros . Um partido sol idamente o!:

ganizado é a palavra de ordem que busca contornar , sem sucesso , o desentend imento crescente em seu seio .

Em meados de 1 948 parece que e s sa s ituação e

da . Alz ira Vargas , decepcionada com o rumo dos acontec imento s , cheg� a declarar que o PTB " não existe mai s " . 1 8 t nessa a ltura

que se efetua uma mudança na pre s idência do partido . Ela passa. a ser forma lmente preenchida por Vargas e de fato ocupada pelo

vice , Sa lgado v i lho . Este era um antigo s eguidor do ex-presi

den t e , que mant inha as melhores relações com o s diversos

grupos dentro do partido . A mudança na Execut iva Nacional nao

era apenas uma forma l idade para d i s s ipar atritos . Ela coinci dia com uma fase do PTB . A partir desse momento ,

e fácil oQ

servar que a ênfase nao reca i mais na questão da organ ização

do part ido . A preocupação central s erá a de resgatar a fig�

ra de Vargas no plano nac iona l e trans formar novamente o quer�

mismo na mol a mestra do PTB . Este s e as sume c laramente como um partido de Vargas , a s s im como o fora em 1 94 5 . o que e s en

t ido por Alz ira como uma " virada queremista" e , na verdade , a retomada do curso anter ior e " natura l " do partido . Enquanto

1 8

40 Vargas exi stisse , o PTB s eria queremi sta e teria que sê-lo , porque Vargas era maior que o partido . o PTB prec isava de VaX gas , mas a rec íproca não era verdadeira , ao menos na mesma di men sao .

A súbita morte de Sa lgado Filho , em 30 de julho de

1 9 5 0 privava o part ido de um comando que vinha gerindo a corr

tento sua orientação getulista e trabalhista . Sa lgado .

sera

substi tuído por Danton Coe lho, homem de con f iança de Vargas e

um dos princ ipa is art iculadores de sua cand ida tura , mas que nao contava com o apoio unânime do part ido . Em junho de 1 9 5 1 , Darr

ton , que era então também min istro do Traba lho, foi pratic.ª- mente coagido a abandonar a pre s idência do PTB , episódio no

qua l fora improtante a atuação da seção paul ista . Na l inha

de suce s são de pres identes do PTB , observa - s e que e s s a função pa s sará a ser exerc ida por pessoas cujas l igações com Vargas sao de ordem fami l iar ou de profunda a f in idade pessoal . Darr ton será subst ituído por Dinarte Dornel l e s , primo do pre s idente para , exatamente um ano depo i s , na V Convenção do PTB , pa ssar o cargo a João Goul art , disc ípulo d i l eto de Vargas . Goulart pex manece nesse cargo até maio de 1964 , quando j á cassado e auserr

te do país é supstituído pe lo f i lho de Getúlio , Lutero Vargas .

No exercício deste ú l t imo o PTB é extinto por força do· AI-2 , em setembro do ano seguinte .

4 1

o PTB e o Ministério d o Trabalho

Se as questões internas do partido foram problemáti cas no período que va i de 1946 a ) 9 5 0 , o mesmo pode ser dito de suas relações com o Ministério do Traba lho .

o grande a rquiteto do suporte de mas sas que o PTB ti vera fora o últ imo ministro do Traba lho do Es tado Novo , Alexan dre Marcondes Filho , que , ao a ssumir e s ta pasta em meados de

194 2 , desenvo lveu um amplo e's forço s ind ical e doutrinário no

meio das classes traba lhadoras . Portanto o PTB , em sua di nâmic a , nao pode ser entend ido sem um exame .de suas relações com o Ministério do Trabalho e obviamente com a diretriz poli

t ica aí dominante em re lação ao movimento s indica l .

É muito signi ficativo que , j á nas a rticulações para a

e l eição de Dutra em 194 5 , a pasta do Traba lho tenha s ido o gran

de prêmio o ferec ido ao PTB por s eu apoio ele itoral . Em decoJ;:. rência , a partir desse acord o , a tradição firmada é de que dev� ria caber aos trabalhi stas a condução desta importante ,

area

po lí tica . É compreensíve l , a s s im , que a s aproximações e a fa� tamentos entre PTB e Min istério do Traba lho s e j am um ind icador

importante para a ava l iação da força do part ido e de sua trª

dução em termos de presença pO l ít ica governamenta l . Neste sen tido o período que vai de 1 9 4 6 a 1 9 50 é bem i lustra tivo .

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De in ício cabe observar que foram quatro os mini� tros do Trabalho de Dutra , sendo que nenhum d e l e s pode ser quª lificado como um quadro do PTB . o governo Dutra vai se ca raÇ.

terizar por permanentes tensões no ministério e por uma poli tica s ind ica l crescentemente repres s iva .

o primeiro nome e scolhido para a pasta do Traba lho

foi o de Otac í l io Negrão de Lima , mine iro que havia part icipª do da campanha do PTB em seu estad o , mas que certamen te nao pode ser caracterizado como um traba lhista de " primeira hora " .

Mas os de scontentamentos do PTB es tavam apenas se ini

c iando . A aprovaçao pelo pre s idente da República do Decrg

to-lei n 2 9 . 07 0 , que praticamente cerceava o dire ito de greve e revi via a obriga toriedade do atestado de ideoiogia para os cargos de direção s indica l , provoca grande reação no meio s indi cal e também no PTB . Neste ponto va le recordar que , pelo mg nos desde f ins de 1 9 4 4 , o cl ima po l í t ico �o movimento

rio se a l terara sign i ficat ivamen te . Do ponto de vista expl ici

tamente repressivo , o Estado Novo e s tava morto e a s s i s t ia- s e , na verdade , a um franco crescimento da l iberdade sind ical .

o ano de 1 9 4 5 foi marcado por e l e ições sindicais reconhecidas

pelo Ministério do Trabalho , mesmo quando os novos d irigentes escolhidos eram iden t i f icados como s impat izan�es da e squerda . As relaçõe s e a presença dos comun istas nos s indicatos cre scg ram e foram habi lmente toleradas pe la orientação ministerial . A anistia para Lu ís Carlos Prestes , a campanha queremi sta , a 19

gal ização do Partido Comun ista e a organização do Movimento Uni ficador dos Traba lhadores ( MUT ) dão bem uma idéia da nova reª

l idade que se vivia . Não é surpreendente que .

o numero de grg ves tenha aumentado durante o ano de 1 9 4 6 , a s s im como o poder mobi l izador dos s indicatos , onde comun i sta s e traba lhistas d i�

43 putavam e divid iam in fluência e poder .

A nova orientação do governo Dutra e de seu ministro Negrão de Lima demon strava a c lara intenção de reverter tal

proce sso , aumentando a direção tute lar do Ministério do Trab!! lho sobre o movimento s indica l . Já que esta pasta deixara de estar sob o contro l e do PTB e até mesmo de Vargas , a tentati va se a f igurava como uma ameaça, não só d irigida aos comunL� ta s , como também aos própr ios s ind ica l istas l igados ao trabj! lhismo .

É nesse contexto que se deve s ituar a real ização do

Congresso S ind ica l dos Trabalh istas do Bra s i l , patroc inado pelo Min istério do Trabalho e que reuniu no Rio, em setembro de 1946 , cerca de três m i l del egados s indicais de todo o Br!!

s i l o o congre sso é como um teste de forç a , em que a a l a mini� teria lista sai amplamente derrotad a , pois sao e lementos do PC e também do PTB que con seguem controlar a maioria dos deleg!!

dos . o resultado é a criação da Confederação Geral dos Trab!!

lhadores , um dos pontos de fendidos pelo MUT , e a ret ir.ada dos min i st�riali stas do congresso . Estes pros seguem sua reun ião part icularmen te , decid indo pela formação de uma Confederação dos Traba lhadores do Bra s i l .

Na verdade , ambas as confederações sao e fêmeras e a

consequpnc ia mais .

s ign i f icativa d e s s e congre sso e a queda do ministro do Traba lho Negrão de L ima , que acabará se l igando ao Partido Traba lhista Nac iona l ( PTN ) . E l e .

sera subs tituído pelo

empresário paul ista , vice-presidente da FIESP , Morvan Dias Fi gueiredo . Efe tivamente a entrada de um empresário tl na.c iong lista" l igado à pequena e média empresa para a pasta do Trab!! lho , Indústria e Ccmércio é sugestiva . A década de 1 9 40 a s s in!! la a forte influência empresarial na formulação das pO l íticas

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econômica e soc ial do pa ís . Sem dúvida a inqu ietação com o

movimento operário so crescera apos 1 9 4 5 , e a necess idade do estabelecimento de novas forma s de con trole sobre e s ta reali dade era uma tôn ica no meio industrial e comerc ial .

Mesmo que se considere que o nome de Morvan Dias Fi gue iredo po ssuísse trânsito no PTB , não se tratava obviamente

de um traba lhista . Além do mai s , a s i tuação po l í t ica e inte�

nac ional estava mudando . o cl ima da guerra fria começava a ch�

gar ao Bra s i l , o que certamente a l imentou a diretriz repres si

va que vinha sendo articulada dentro do min istério . Nestes te�

mos , a admin istração de Morvan Figueiredo é crucial . Segundo

Hugo Faria , então de legado reg iona l do traba lho na Bahia , o nQ

vo minis tro montou um exc e l ente serviço de in formaçõe s , que funcionava recebendo e transmitindo comun icações para todas a s

de legacias do trabalho d o pa ís . Dessa forma , uma equipe inst-ª.

lada no Rio reunia dados sobre pra t icamente toda a l iderança s indica l , ana l i sando suas tendências pO l ít ica s . As re lações

então existentes entre s indicatos e Partido Comun ista eram -ª. berta s , e muitos deles contribuíam f inance iramente para o MUT ,

que era proibido l ega lmente . 1 9 Vale acrescentar que nessa s i tuação muitos líderes s ind ica is traba lhistas eram iden t i fi

cados como comunista s , da mesma forma que a lgun s d ir igentes

do próprio partido foram acusados de e squerd ismo .

A partir de 1 9 4 7 e principa lmente a partir de ma io, quando o reg istro do PC é cassado , desenvolveu-se todo um prQ cesso de intervençõe s s ind icais que prat icamente conge lou e s ta área , afa stando-a do palco pOlít ico por esva z i amento . A retQ mada da vida s indic a l só seria feita de forma s ign i f icativa

1 9 '

Faria ( d epo imento ) . FGV/Cpdoc , H i s toria Oral . p . 6 , 1 1 -4 e 26-7 .

4 5

após a e leição de Va rgas e , ma i s prec isamente , com a entrada de João Gou lart prime iro para a pre s idência do PTB em 1 9 5 2 e em seguida para o própr io ministério em 1 9 5 3 . O período que vai

de 1 9 4 6 a 1 9 5 3 é como um in terregno que frustra a redemocrati zaçao na área da po l ítica s indical . Da ótica que nos intere.2 sa ressalta r , a ausência de cresc imento e d e e fervescêcncia nas organizações sindicais acaba também por a t ingir o próprio PTB , que vivia inegavelmente e ambiguamente da força e da in f luênc ia do s indica l i smo na vida pOl ítica nac iona l .

tura sobre o as sunto conve rge , ao ass inalar que est iveram em torno d e 1 4 3 o número de s indicatos sob intervenç ão , num tota l de 944 . Também há acordo quanto à afirmação d e que d e 1946 a 1 9 5 2 prat icamente não houve cresc imento na organ ização s indi c a l . Este só foi retomado nesta data , para a t ingir seu c l ímax entre 1 9 6 1 e 1963 .

É interessante observar igualmen te o pape l centra l desempenhado pe las delegac ias regiona i s do traba lho , que se m0.2 traram tão fundamenta i s para o desmante lamento d e um certo peK f i l de sind ica l i smo , quanto o t inham s ido para a sua mon tagem .

Não é dema i s l embrar que os d e l egados reg iona i s , sediados em todo o país , foram peças bá s icas na mobil i zação dos trabalhadQ res e na montagem dos núc l eos estadua i s do PTB . No período final do Estado Novo muitas d e l egacias regiona i s fun c ionam como verdadeiras sedes do PTB , que , como partido , utilizava

ampla e l ivremente a e strutura e os recursos do Min istério do

Traha lho . Não é d i f ícil imaginar a rede d e . interesses e reI.!! ções que se cria com tal d inâmica e o quanto o

o traba lhismo ficam abalados , quando a pOl í t ic a

s indica l i smo e