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İşe İade Davasında Yargılama Usulü

A- Genel Olarak Feshe İtiraz

5- İşe İade Davasında Yargılama Usulü

A presente dissertação teve por objetivo realizar uma análise sobre o processo de desindustrialização na economia brasileira com ênfase no período pós-1995.

Para isso, buscou mostrar as razões da desaceleração da indústria brasileira, na tentativa de encontrar evidências empíricas que contribuam para o diagnóstico do processo de desindustrialização na economia brasileira.

Devido à confusão em torno do conceito de desindustrialização, iniciamos o trabalho com uma discussão conceitual, buscando identificar os pressupostos teóricos que o sustentam, além de definir um conceito mais apropriado para o caso brasileiro.

No segundo capítulo, tentamos relacionar as teorias do comércio internacional com a estrutura produtiva e, consequentemente, com o processo de desindustrialização. Na primeira, parte foram abordadas as teorias clássicas do comércio internacional, desde os mercantilistas ao modelo de Heckscher-Ohlin. Em segundo momento, são colocadas em evidência a “Nova Teoria do Comércio Internacional” e as “Leis de Kaldor” com o propósito de assinalar diferenças e semelhanças em ambos os modelos.

O capítulo seguinte teve por objetivo organizar o debate sobre a possível desindustrialização brasileira. Dentre as principais teses se destacam: i) a novo- desenvolvimentista do câmbio sobreapreciado; ii) a do custo de produção elevado e a hipótese de convergência da indústria brasileira à média mundial pelo lado da ortodoxia, e por fim, iii) a tese de Serrano e Summa (2012) de que a desaceleração da indústria está relacionada com o nível de investimento em máquinas e equipamentos.

No quarto capítulo tentamos contribuir com o debate através da análise de indicadores pouco enfatizados nesse debate, mas de fundamental importância. Neste último capítulo, os dados mostraram que a desindustrialização no Brasil pode ser de caráter meramente estatístico, uma vez que existe uma forte correlação entre a razão dos deflatores setoriais em relação ao deflator do PIB com as participações setoriais no valor adicionado total. Além disso, os indicadores de emprego mostram que a participação do emprego industrial no emprego total manteve-se relativamente estável. Quando a análise é realizada de forma desagregada, os indicadores sinalizam tendências semelhantes, tanto para o valor adicionado como para o emprego. Neste sentido, a indústria de transformação continua com uma estrutura relativamente forte em termos de encadeamentos para frente e para trás.

Contudo, neste último capítulo também encontramos fortes indícios de que a economia brasileira corre sérios riscos de desindustrialização, se esta já não estiver ocorrendo. Redução

da participação da indústria no PIB em termos de quantum, baixo investimento, baixa produtividade do trabalho, reprimarização da pauta de exportação, aumento das importações de bens de consumo e de bens intermediários, saldo da balança comercial excessivamente concentrada em bens de baixa intensidade tecnológica e bens não industriais e, por fim, perda de elos importantes dentro da estrutura produtiva.

Descritas todas essas etapas da pesquisa, conclui-se que houve um aumento do grau

de confiança atribuído à sua hipótese inicial, qual seja, de que a econômica brasileira parece

seguir um processo de desindustrialização, que foi agravado no final da última década e em meados desta última, porém ainda é difícil caracterizá-la como precoce, dado que não houve no período em estudo uma regressão da estrutura produtiva do país. No entanto, na ausência de políticas que revertam esse quadro, os riscos são evidentes no caso brasileiro.

Uma das principais preocupações sobre o processo de sustentabilidade do crescimento da economia brasileira nos próximos anos está direcionada para a permanência dos preços das

commodities em níveis elevados. Uma reversão desses preços, dada a baixa competividade da

indústria brasileira, pode gerar sucessivos déficits na balança comercial e, assim, contribuir para aumentar o deficit em transações correntes, que se encontra no primeiro semestre de 2014 próximo de 3,5% do PIB e de 39% das exportações. Com isso, caso a reversão do fluxo de liquidez internacional contra os países em desenvolvimento se confirme, as reservas internacionais podem ser insuficientes para evitar uma possível crise de balanço de pagamentos no médio prazo, obrigando a economia brasileira a aumentar as exportações de bens em que possui vantagens comparativas, e consequentemente acelerando o processo de desindustrialização precoce no Brasil. Porém, são processos que de certa forma ainda podem ser contrabalanceados pela exploração da camada pré-sal, caso o cenário descrito acima se confirme. Diante desse contexto que se desenha para a economia brasileira, os próximos anos serão de grande importância para o processo de desenvolvimento (ou não) da economia brasileira.

Bacha (2013) argumenta que a saída para a economia brasileira é a integração do país ao comércio internacional via maior abertura comercial. De fato o Brasil precisa se integrar mais ao comércio internacional, mas uma maior abertura comercial sem transformação estrutural apenas aceleraria o processo de desindustrialização, pois o choque de competitividade poderia ser mortal para indústria nacional. Porém, essa maior integração da economia brasileira pode se dar via progresso técnico, diversificação e aumento da produtividade, causalidade desconsiderada pelo autor.

O fato é que o Brasil precisa urgentemente de uma política industrial forte. Medidas que venham a reverter esse processo de desindustrialização precoce da economia brasileira, e que permitam ao país fugir de uma produção exclusivamente baseada nas suas vantagens comparativas. Caso contrário, essa segunda década dos anos 2000 poderá ser caracterizada como de baixo de crescimento.

Tendo o possível processo de desindustrialização precoce ocorrido em finais da primeira década e se agravado em meados da segunda década dos anos 2000 dentro de um contexto de crescimento da demanda por bens manufaturados, e sendo a indústria de transformação de extrema importância para o crescimento da economia no longo prazo, essa política industrial é vital para o desenvolvimento do país. Todavia, não se trata apenas de recuperar a suposta “indústria perdida”, uma vez que os mercados, a tecnologia, o contexto internacional e doméstico mudaram substancialmente, mas de desenvolver uma indústria nacional mais forte que permita ao país alcançar o catch-up e competir dentro e fora da economia brasileira.

Para isso, o Estado precisa romper o veto político dos tradicionais interesses privados na produção de commodities e a própria dependência fiscal que esses recursos impõem ao Estado, evitando assim uma possível regressão da estrutura produtiva brasileira. Tem-se que a noção de que a produção industrial e a produção de commodities não são substitutas, mas de certa forma complementares, de modo que ambas contribuam para o crescimento da economia.

Além disso, uma taxa de câmbio mais competitiva poderia ser mais importante para uma política de industrialização no país. Entretanto, há que se ter cuidado em seu manejo posto que ela pode gerar efeitos distributivos perversos. Porém, desenvolver outros mecanismos para controlar a inflação que não sejam via apreciação cambial é também condição essencial. Pois a política antiinflacionária excessivamente dependente da monetária do governo prejudica a indústria brasileira duplamente através de taxas de juros altas e da taxa de câmbio apreciada. A eliminação definitiva dessa armadilha câmbio-juros será fundamental para o próprio crescimento da economia brasileira nos próximos anos.

Essa política industrial deve contemplar o aumento do investimento (público e privado) que tenha por objetivo aumentar a produtividade da indústria brasileira acima da média internacional e, ao mesmo tempo, continuar o processo de diferenciação da estrutura produtiva através da incorporação de novos setores próximos da fronteira tecnológica permitindo a aceleração do processo de cacth-up com os países centrais. Parte dos recursos poderia ser financiada através da exportação do petróleo do pré-sal, seguindo assim a via

contrária da doença holandesa. Por outro lado, o investimento em infraestrutura também será essencial para aumentar a produtividade e consequentemente a competividade da economia brasileira.

Em suma, o setor industrial demanda uma política industrial que acelere mais o seu crescimento da indústria. Dada as grandes dificuldades para se implantar uma política desse porte – que envolve interesses sociais, políticos e privados – e o possível processo de desindustrialização, que se reflete no aumento do consumo e insumos importados, ao invés de um processo de industrialização pesado a economia brasileira corre sérios riscos de ter que voltar à velha política de industrialização por substituição de importações. Porém, com dificuldades bem maiores das apresentadas no seu passado.

Apesar das contribuições deste trabalho, o mesmo possui duas limitações que consideramos mais graves: primeiro, devido à disponibilidade de dados do emprego e da produção para a indústria de transformação, não foi possível realizar uma análise desagregada mais ampla, seja em termos de valores ou de quantum, no que se refere aos indicadores internos; segundo, é preciso ampliar as informações sobre o investimento para períodos mais recentes, o que vai permitir verificar melhor a direção do movimento da estrutura produtiva a médio e longo prazos.

Este trabalho contribuiu para a identificação e delimitação do processo de desindustrialização no Brasil, mas evidentemente não encerra a discussão sobre o tema. Além das limitações apontadas no parágrafo anterior, outras questões podem ser abordadas em pesquisas futuras. Uma análise econométrica que busque relacionar a desindustrialização com a taxa de câmbio, o efeito-China, a taxa de investimento, a produtividade, o comércio internacional, por exemplo, pode contribuir também com a identificação das possíveis causas da desindustrialização. No mesmo sentido, é preciso também verificar até que ponto a exploração do pré-sal não vai gerar um processo de doença holandesa. A divulgação dos dados referentes às contas nacionais nos próximos anos vai permitir uma análise insumo- produto mais ampla do que a abordada nesta dissertação, porém a utilização de diversas metodologias e a separação do efeito preço e do efeito quantum vai contribuir de maneira decisiva com o debate em relação ao tema. Portanto, a discussão acerca da desindustrialização brasileira ainda constitui um campo amplo para novas pesquisas.

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