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BÖLÜM 1: İŞ GÜÇLÜĞÜ TANIM VE KAPSAMI

1.5. İş Tatminsizliği

1.5.1. İş Tatminsizliğinin Birey Açısından Sonuçları

As escolas municipais surgiram com a descentralização do ensino e o reconhecimento da Constituição Federal (CF) de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, da autonomia dos municípios como unidades federadas, atribuindo-lhes importantes responsabilidades na área educacional (CASTRO, DUARTE, 2008).

De acordo com Leme, Paredes e Souza (2009) a descentralização no Brasil está associada à transferência, total ou parcial, do controle do ensino fundamental dos estados para os municípios, e ocorreu com o objetivo de melhorar a gestão e o desempenho escolar. Ainda segundo os autores, o processo de descentralização é visto por muitos como um modelo de gestão mais flexível e transparente, capaz de promover a participação da família e da comunidade no processo educativo dos seus filhos.

Para Castro e Duarte (2008), a Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), em seu artigo 30, inciso VI, foi a primeira iniciativa concreta que objetivou transferir ao município a competência de manter programas de educação pré-escolar e do ensino fundamental, com a cooperação técnica e financeira da união e do estado. Both (1997) ao discorrer sobre a municipalização do ensino no Brasil destaca a importância de três períodos marcantes e suas contribuições fundamentais para o surgimento das escolas municipais;

[...] a municipalização do ensino no Brasil passou por três períodos: 1- 1946 a 1971, marcado por iniciativas particularizadas, sem expressão prática, mas importante impulso ao pensamento municipalista em educação; 2- 1971 a 1988, há ocorrência de experiências expressivas na área; 3- 1988 a 1991, caracterizada por ser uma fase de transição, através da qual se espera uma definição mais precisa sobre os rumos, sobretudo a partir da constituição de 1988, considerada ponto de apoio para a municipalização do ensino fundamental (BOTH; 1997, p.109-110).

A descentralização tem proporcionado as escolas municipais cada vez mais importância e participação na educação dos alunos brasileiros. Os dados divulgados pelo INEP (2013) corroboram com essa afirmação ao destacar que a rede municipal de ensino abrange quase metade das matrículas do ensino público com (45,9%) dos alunos, o que equivale a 23.224.479 alunos, acompanhado pela rede estadual, que atende 37% do total, 18.721.916 alunos. Enquanto a rede federal atende 0,5% do total, ou seja, 276.436 alunos. Devido à expressiva participação do município no total de matrículas realizadas no ensino público, a gestão da educação municipal passou a representar um fator imprescindível na busca de uma educação de melhor qualidade no país.

Lück (2009) corrobora com tal constatação ao apontar a gestão da educação como um fator determinante para o desempenho educacional. Segundo a autora, uma gestão escolar eficiente busca solucionar problemas educacionais e promover a qualidade no ensino com a finalidade de proporcionar aos alunos aprendizagem efetiva, capacitação e desenvolvimento de competências. Neste sentido, as escolas públicas municipais enfrentam um problema de gestão, pois devido à falta de políticas públicas educacionais no município, a qualidade do ensino fica comprometida com as mudanças de gestão por prefeitos e Secretários de educação (LÜCK, 2009).

Mesmo com esses problemas e limitações peculiares, as escolas municipais ainda apresentam resultados positivos em relação a outras redes de ensino público. Menezes-Filho (2007) conclui em seu trabalho que as escolas municipais possuem resultados que indicam ter um desempenho melhor que os alunos das escolas estaduais. Segundo pesquisa realizada pela revista Veja (VEJA, 2013), as razões do bom desempenho de Novo Horizonte, município localizado no interior de São Paulo, que possui a melhor rede municipal do ensino fundamental do país (Baseado no desempenho da Prova Brasil), não são fruto de métodos milagrosos, caros ou irreproduzíveis, ao contrário, o bom desempenho é consequência de atitudes simples como o comprometimento de gestores, Professores, pais e a sequência de políticas públicas educacionais. A participação da família é um dos pilares da educação em Novo Horizonte, os pais são incentivados a participarem da formação dos filhos e cobrados quando algo não vai bem.

O bom desempenho de Novo Horizonte também é atribuído a características do município, como o tamanho, por exemplo, ele conta com 3.500 alunos matriculados do 1º ao 9º ano. Isso facilita ao Secretário acompanhar de perto o desempenho dos estudantes, Professores e unidades, além de fiscalizar o trabalho dos Diretores e manter contato com os pais. A revista conclui que se a cidade é pequena, com uma população de até 50.000 habitantes, é preciso tirar proveito disso e oferecer uma educação de qualidade a seus alunos, como fez a gestão de Novo Horizonte (VEJA, 2013).

Ao discutir medidas para melhorar o desempenho e a qualidade da educação, Leme et al. (2012) corroboram com a ideia de que a utilização de métodos estruturados (estruturação de conteúdos curriculares, o desenvolvimento de Professores e alunos, livros didáticos, bem como a formação e supervisão de Professores e instrutores) pode gerar resultados positivos no desempenho dos alunos. Os autores obtiveram como resultado, em um estudo feito nas escolas municipais do estado de São Paulo, que as redes municipais que adotaram os métodos estruturados depois de 2005 obtiveram maiores ganhos de proficiência entre 2005 e 2007 na Prova Brasil, comparativamente às redes que não adotaram estes métodos estruturados.

Para Soares (2004), a maior restrição para o bom funcionamento da escola e uma consequente melhoria da qualidade da educação está relacionada à limitação dos recursos financeiros. Tal constatação traz novamente em pauta a necessidade imprescindível das escolas municipais gerirem de maneira eficiente os recursos disponíveis.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), ao abordar esse tema é categórica ao afirmar que a garantia ao acesso, permanência e aprendizagem de qualidade as crianças, jovens e adultos nas escolas municipais depende, entre outros fatores, da permanente melhoria da gestão administrativa e organizacional na área da educação. Pois a gestão administrativa e organizacional da educação nos municípios promove a capacidade de respostas rápidas e eficientes às necessidades e aspirações da comunidade educativa, sobretudo da comunidade escolar, pois ela não se encerra na dimensão pedagógica, mas estendem-se à administração geral, as finanças, ao orçamento e à busca de resultados efetivos na prestação de serviços para a melhoria da educação.

Dentro deste contexto, as Secretarias Municipais de Educação, principais responsáveis pelas políticas educacionais e gestão das redes municipais, necessitam ser pensadas continuamente na perspectiva do cumprimento de suas atribuições, que consiste como finalidade principal a oferta de uma educação de melhor qualidade (UNDIME, 2012).