BÖLÜM 2: İŞ GÜCÜ DEVRİNİN TANIMI VE KAPSAMI
2.5. İşgücü Devrinin Nedenleri
2.5.1. İş ile İlgili Faktörler
2.5.1.1. Ücret
Ao definir as responsabilidades para os municípios, a Constituição Federal de 1988 e a LDB de 1996 destacaram a importância central que os Secretários municipais de educação passaram a ter na gestão das políticas públicas educacionais em nível local e a enorme responsabilidade que receberam no oferecimento de uma educação de qualidade a todo aluno de sua rede (INEP, 2011). A sua importância está intimamente ligada à sua função e missão como Secretário, que consiste em elaborar, implementar e gerir políticas públicas educativas que garantam o desenvolvimento físico, social, econômico, político e cultural de crianças, adolescentes, jovens e adultos como seres ao mesmo tempo únicos e plenos (UNDIME, 2012).
As decisões tomadas pelo Secretário municipal de educação geram efeito impactante no desempenho educacional do município, de modo que para Lück (2009) a qualidade da
educação passa pela competência de seus profissionais, e desenvolver continuamente essas competências, se torna um grande desafio a ser encarado pelos profissionais, escolas e sistemas de ensino.
A Undime (2012) ainda complementa dizendo que além das competências técnicas, o Secretário municipal de educação deve ter clareza sobre suas responsabilidades administrativas, políticas e sociais com a causa que abraça, isto é, a causa do gestor público, devendo compreender que a educação é um direito humano fundamental.
A competência para o exercício de uma função ou profissão envolve um conjunto sistêmico de padrões mínimos necessários para o bom desempenho das responsabilidades que caracterizam qualquer tipo de atividade profissional (LÜCK, 2009). Dentro desse contexto, a Undime (2012) destaca que é fundamental se atentar para as principais características do perfil do Secretário municipal que assumirá a gestão educacional do município, classificando como requisitos de grande importância à qualificação técnica e a formação adequada. Outra característica exigida do Secretário e que é considerada imprescindível para a realização de suas funções é a formação em gestão.
Entretanto, sabe-se que a formação básica dos Secretários municipais de educação não se concentra sobre essa área específica de atuação (LÜCK, 2000). A constatação feita pela autora acima é corroborada por uma pesquisa realizada pelo INEP (2011), cujo objetivo foi identificar o perfil dos Secretários municipais de educação. A pesquisa aponta que no Brasil uma grande parte dos Secretários municipais de educação possui formação em nível superior, de modo que ao responder sobre seu nível de escolaridade, a maioria dos Secretários (59,4%) declarou possuir pelo menos curso de especialização, também teve um percentual significativo de Secretários com escolaridade mínima em nível superior (30,7%), já o percentual daqueles que declararam ter escolaridade abaixo do nível superior foi mínimo, apenas 4,5%. Do total de Secretários que possuem graduação, identificou-se que 44,9% são formados em Pedagogia e 27,9% possuem especialização na área de educação, o restante se divide nos cursos de Direito, Administração, Ciências Sociais, Biologia, entre outras. A pesquisa também apontou que os Secretários municipais de educação reconhecem a necessidade de possuir formação em gestão, boa parte deles indicou ser imprescindível a
capacitação em Gestão Financeira (38,1%), Gestão Estratégica (36,0%) e Gestão de Pessoas (27,0%) para melhor desempenhar sua função.
De acordo com Lück (2000), a formação de gestores escolares passa a ser indispensável e a representar um grande desafio para o sistema de ensino, pois:
Não se pode esperar mais que os Secretários municipais de educação aprendam em serviço, pelo ensaio e erro, sobre como resolver conflitos e atuar convenientemente em situações de tensão, como desenvolver trabalho em equipe, como monitorar resultados, como planejar e implementar o projeto político pedagógico da escola, como promover a integração escola- comunidade, como criar novas alternativas de gestão, como realizar negociações, como mobilizar e manter mobilizados atores na realização das ações educacionais, como manter um processo de comunicação e diálogo abertos, como estabelecer unidade na diversidade, como planejar e coordenar reuniões eficazes, como articular interesses diferentes (LÜCK 2000, p. 29).
A autora conclui dizendo que os resultados da ineficácia dessas ações são tão sérios em termos individuais, organizacionais e sociais, que não se pode continuar com essa prática, pois a responsabilidade educacional exige profissionalismo.
Mendonça (2001) destaca outro aspecto de grande importância e que representa um desafio para a melhoria da gestão do ensino público no Brasil, que está relacionado à descontinuidade das políticas públicas educacionais. De acordo com o autor, o poder pessoal do governante acaba permitindo a descontinuidade na sustentação das políticas públicas educacionais, que culmina, entre outros aspectos, na substituição de materiais de ensino e indicação de novos Diretores e Secretários municipais de educação.
A pesquisa realizada pelo INEP (2011), cujo objetivo foi identificar se os Secretários municipais de educação possuem filiação partidária, corrobora com a afirmação do autor ao demonstrar a posição política dos atuais Secretários. Segundo a pesquisa, 67,7% dos Secretários se manifestaram ser filiados a algum partido político, em que, 46,9% indicaram ser filiados ao mesmo partido do prefeito e, entre os que não o são (filiados ao mesmo partido do prefeito) 77,4% indicaram ser filiados a algum partido de coligação que governa o município.
Deste modo Mendonça (2001) afirma que para a construção de uma educação de qualidade se faz necessário o desenvolvimento de um planejamento educacional estratégico de longo prazo
que seja visto por todos governantes como a meta a ser atingida em educação pelo município e não por governos que vão e vem a cada quatro anos.
Segundo a Undime (2012), o planejamento tradicional, do cálculo racional e imediatista, que diagnostica a educação pública exclusivamente como gastos do governo, sem concebê-la como um investimento necessário e objetivo para melhorar o presente e, mais ainda, o futuro, não atende as necessidades do país.
Dentro desse contexto, o INEP (2011) afirma que os Secretários municipais de educação têm um papel estratégico para que os municípios cumpram suas responsabilidades com a melhoria da qualidade da educação brasileira. Desta forma, eles devem estar sempre preparados para enfrentar os desafios de promover o desenvolvimento humano e um sistema de ensino que precisa responder as aspirações de uma educação de qualidade dos munícipes (UNDIME, 2012).